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Férias do antigamente: Quando o rei ia a banhos para Cascais

por Blog Real, em 14.08.17

A moda dos banhos de mar levou a família real, a partir de 1870, a mudar-se todos os verões para a Cidadela em Cascais. O rei D. Carlos herdou do pai o gosto pelo oceano e instalou no palácio o primeiro laboratório português de biologia marinha. O ócio real dividia-se entre as regatas, a natação, o tiro aos pombos, o ténis e os bailes do Sporting Clube.

Todos os anos, o rei D. Carlos arrastava a corte consigo para Cascais para ir a banhos ou passear no seu iate. Isso quando não ia para as caçadas em Vila Viçosa – dali vinha quando foi morto, com o herdeiro, em 1908 –, tradição que muito apreciava. As atividades estivais estendiam-se por entre festas, explorações marítimas, tiro aos pombos e atividades desportivas – como o ténis –, bem como os passeios pela vila que atraíam a habitual curiosidade.

Quando descia para o seu banho de mar e as braçadas na baía, a bandeira nacional era hasteada no mastro da praia, anunciando a presença do monarca. O fato-de-banho às riscas que lhe cobria os ombros e chegava aos joelhos era vestido e despido na barraca real aí instalada.

Em Cascais, o monarca instalava-se no Palácio da Cidadela, um conjunto de prédios baixos, alojamentos e depósitos, tudo cercado por uma parede maciça. A casa do rei não era majestosa, tinha salas de teto baixo, mas o escritório de D. Carlos, no primeiro andar, era grande e luminoso com vista para o mar. Duas janelas viradas para a baía de Cascais enchiam de luz a grande secretária habitualmente cheia de papéis e livros.

O rei adorava as condições privilegiadas da enseada, onde todos os anos, desde 1870, a família real se instalava no período de verão. E quando subiu ao trono, em 1889, continuou a tradição familiar, introduzindo profundas reformas na Cidadela, mandando construir aí o primeiro laboratório português de biologia marinha, em 1896. A casa que a rainha D. Maria Pia adquiriu em 1893, na escarpa do Monte Estoril, chegou a receber a família mesmo durante o inverno, assumindo a designação de Paço do Estoril.

O fascínio de D. Carlos pelo mar levou-o à investigação científica, que saciava em expedições oceânicas num dos iates que foi comprando ao longo dos anos (chamados Amélia, como a rainha). Herdara esse gosto do pai, o rei D. Luís, que, em 1878, por ocasião do seu 15.º aniversário lhe ofereceu o seu primeiro barco, um palhabote (com dois mastros e armação latina), batizado de Nautilus.

Nesse dia, dos 15 anos de D. Carlos, os moradores de Cascais assistiram fascinados à primeira experiência de iluminação elétrica em Portugal. Tal como pouco mais de uma década depois choraram a morte de D. Luís, em 1889, no Paço de Cascais.

A presença sazonal da corte em Cascais mudava as rotinas da vila e tirava aos pescadores parte da praia Ribeira (que hoje se conhece por praia dos Pescadores), onde D. Carlos impulsionava a prática da vela, do remo e da natação. Em Cascais, por iniciativa do monarca, realizou-se em 1898 a primeira regata internacional em águas portuguesas.

Desde 1879, os banhistas privilegiados ganharam clube próprio com a criação do Sporting Clube de Cascais, centro da vida social e desportiva de ricos e abastados, onde D. Carlos praticava o seu tão apreciado ténis.

O traçado da vila transformou-se, tendo ganho uma nova avenida, precisamente chamada de D. Carlos I, inaugurada em 1899, para ligar a Cidadela à praia da Ribeira. Essa ligação real atraiu os ricos que foram construindo as suas casas de férias ao longo da avenida e impulsionando a modernização da povoação.

Fonte: https://sol.sapo.pt/artigo/575745

 

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publicado às 21:42

Rei D.Carlos e Rainha D.Amélia

por Blog Real, em 14.08.17

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publicado às 21:40

Títulos - Príncipe da Beira

por Blog Real, em 09.08.17

 

Príncipe da Beira é, desde 1734, o título conferido ao primogénito do herdeiro presuntivo da Coroa de Portugal, o qual, por sua vez tem actualmente o título de Príncipe Real de Portugal.

O título Princesa da Beira foi criado em 1645, pelo rei D.João IV de Portugal, como designação da filha mais velha do monarca, independentemente de ser ou não, herdeira presuntiva da coroa. O título Príncipe do Brasil estava reservado aos primogénitos varões do monarca, estes sim, quando existissem, sempre herdeiros presuntivos da coroa. Até então o herdeiro real tinha o simples título de Príncipe, sendo que a filha mais velha do monarca apenas o recebia se não tivesse irmãos varões.

Em 17 de Dezembro de 1734 o rei D.João V reorganiza o sistema de títulos da família real. A partir daí, tanto o título de Príncipe do Brasil como o de Príncipe da Beira poderiam ser atribuídos a pessoas dos dois sexos. Passavam a ser Príncipes do Brasil todos os herdeiros presuntivos do trono. Já o título de Príncipe da Beira passava a ser o do filho herdeiro do Príncipe Real (portanto, o segundo na linha de sucessão). Pelo novo sistema, a primeira Princesa da Beira foi a neta recém-nascida de D. João V, D. Maria Francisca, futura rainha D.Maria I. O Primeiro Príncipe da Beira do sexo masculino foi D. José, filho da Princesa D. Maria Francisca.

Ao título de Príncipe da Beira é associado o tratamento de Alteza Real (S.A.R.)

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publicado às 13:09

Comemorações do 80 aniversário do Duque Max da Baviera

por Blog Real, em 31.07.17

Fonte: PPE Agency

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publicado às 23:13

Príncipe D. Luís Filipe em em visita ao Norte - Monção (1901)

por Blog Real, em 26.07.17

Na sua visita ao Norte, em 1901, o príncipe D. Luís Filipe visita Monção com os seus perceptores Mousinho de Albuquerque e Keraush, e é ali recebido pelas autoridades locais.

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publicado às 20:33

Príncipe Real Luís Filipe visitou o norte do país (1901)

por Blog Real, em 26.07.17

Em 1901 o Príncipe Real Luís Filipe visitou o norte do país, com o intuito declarado de conhecer o seu povo. O Príncipe foi acompanhado de Mouzinho de Albuquerque. O escritor Rocha Martins, no seu estilo exuberante, refere assim o herdeiro: “um gentil adolescente, branco, mimoso, de cabelo cortado à militar, sorridente e tomado de todas as curiosidades” e que teria sido acolhido com o maior carinho no Porto, passando por Leixões. Deslocou-se ainda a Vila Nova de Gaia, Viana do Castelo, Penafiel, Grijó, Granja, Braga (incluindo o Bom Jesus), Ponte de Lima, Ponte da Barca, Monção e Caminha. 

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publicado às 20:30

Recriação Histórica da Visita do Príncipe D. Luís Filipe a Ponte de Lima em 1901

por Blog Real, em 26.07.17

O Príncipe Real Dom Luís Filipe fez uma viagem de recreio ao norte do país, para conhecer os usos e costumes do seu povo.

A Câmara de Ponte de Lima, informada desta visita e de que o Príncipe passaria nesta vila a 8 de outubro, decidiu "receber festivamente e com as distinções que lhe são devidas, o Augusto Visitante…”, aproveitando para inaugurar e dar o nome do príncipe à nova avenida, que ainda estava em construção.

Com exposição de produtos da época, esta recriação vai realizar-se na Avenida dos Plátanos, artéria paralela ao rio Lima construída naqueles inícios do século XX e batizada então com o nome do Príncipe herdeiro.

Data: 28 a 30 de julho

Fonte: http://www.visitepontedelima.pt/pt/eventos/recriacao-historica/

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publicado às 20:28

D.Duarte de Bragança no funeral de Américo Amorim

por Blog Real, em 15.07.17

D.Duarte de Bragança marcou presença no Mosteiro de Grijó para o velório de Américo Amorim, o homem mais rico de Portugal.

Foto: Move Notícias

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publicado às 21:32

Celebração do Corpo de Deus em Lisboa e no Porto

por Blog Real, em 18.06.17
No dia 15 de Junho, dia do Corpo de Deus, e no âmbito das atividades Espirituais da Assembleia Portuguesa uma delegação chefiada por S.E. o Sr. Conde de Albuquerque, Presidente da Assembleia Portuguesa participou na celebração da Santa Missa Presidida de manhã na Sé Catedral de Lisboa por Sua Excelência Reverendíssima o Sr. D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar da Diocese de Lisboa.
Durante a tarde a delegação participou na Procissão que atravessou as principais ruas da Baixa da capital.

Nesse mesmo dia uma delegação também participou nas festas de Corpo de Deus que de correram na cidade do Porto.

 

Fonte: realfamiliaportuguesa.blogspot.pt

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publicado às 22:04

Entrevista de D.Isabel de Bragança à Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução

por Blog Real, em 18.06.17

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publicado às 21:58


Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

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A Fundação Dom Manuel II é uma instituição particular, sem fins lucrativos, de assistência social e cultural, com acções no território português, nos países lusófonos, e nas comunidades portuguesas em todo o mundo.
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Prémio Infante D. Henrique
Com a fundação do Prémio Infante Dom Henrique, do qual S.A.R. o Duque de Bragança além de membro fundador é Presidente de Honra, Portugal tornou-se o primeiro país europeu de língua não inglesa a adoptar o programa de "The International Award for the Young People".
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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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