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Jóias da Coroa Portuguesa

por Blog Real, em 01.08.13

A Coroa de Portugal

As Jóias da Coroa Portuguesa são peças de joalharia, insígnias e paramentos usados pelos reis de Portugal durante a monarquia portuguesa. Ao longo dos nove séculos de história, as jóias da coroa portuguesa perderam e ganharam património. A maior parte do atual conjunto é dos reinados de D. João VI e D. Luís I.

História

No final do século XV Portugal reunia um rico tesouro de jóias resultado do reinado de D. Manuel I (1495-1521), um dos homens mais poderosos do mundo na época, conhecido pelo seu prazer na ostentação. Grande parte destas jóias perder-se-ia durante a tomada da coroa portuguesa pelos Habsburgos.

No início de 1581, resistindo à união ibérica, António de Portugal, Prior do Crato, neto de D. Manuel, que fora aclamado rei por parte da população recolheu as jóias da Coroa Portuguesa antes de Filipe I ser feito o Rei de Portugal. Procurando apoio para a sua causa, fugiu para a França levando consigo as jóias, incluindo muitos diamantes valiosos. Bem recebido pela rainha consorte Catarina de Médici, vendeu-lhe algumas das peças em troca de apoio da França nos planos para recuperar o trono e depor Filipe I. Quando as forças luso-francesas foram vencidas nos Açores, em 1583, D. António partiu para o exílio e dedicou a vida tentar recuperar o trono. Em Inglaterra pediu o auxílio da rainha Isabel I a quem terá entregue jóias como penhor, entre as quais o famoso "espelho de Portugal", descrito como um diamante quadrangular de cerca de 30 quilates, por várias tentativas de tomar Lisboa, como a da Contra armada inglesa de Julho de 1589. Após várias tentativas falhadas, a pobreza levou-o a vender muitos dos diamantes restantes como o diamante Sancy. O último e melhor diamante, conhecido como diamante Sancy seria adquirido por Nicolas de Harlay, passando para Maximilien de Béthune vindo a ser incluído nas jóias da coroa francesa.

Durante a Guerra da Restauração, João II de Bragança vendeu muitas das jóias da Coroa portuguesa para financiar a guerra com Espanha. Quando se tornou rei de Portugal em 1640 e deposta a Casa de Habsburgo, colocou a sua coroa aos pés de uma estátua de Nossa Senhora da Imaculada Conceição declarando-a a "verdadeira Rainha de Portugal". Desde então, os monarcas portugueses não têm uma coroação, mas sim uma aclamação. Antes da ascensão ao trono português pela Casa de Habsburgo, o rei de Portugal costumava ser ungido e coroado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Em 1755 o grande terremoto de Lisboa destruiu o Paço da Ribeira, residência real portuguea. Com a destruição do palácio, inúmeras jóias da coroa portuguesa da época foram destruídas, perdidas ou roubadas.

Quando a sua corte esteve no Rio de Janeiro, D. João VI mandou fazer um novo conjunto de jóias da Coroa. Criadas pelo joalheiro real na oficina de António Gomes da Silva, o conjunto incluiu uma nova coroa e cetro, entre uma infinidade de peças. As peças desta época são a maioria do atual conjunto de jóias da coroa portuguesa.

Quando Maria Pia de Sabóia se tornou rainha consorte de Portugal, o rei Luís I mandou fazer muitas novas jóias. Paralelamente, foi confecionado um novo manto real. Quando a Família Real portuguesa partiu para o exílio, muitas das jóias seguiram com a rainha Amélia de Orléans e a rainha mãe Maria Pia de Sabóia.

Em 2002 em Haia, durante uma exposição sobre jóias da coroa europeias para o qual tinham sido emprestadas, seis peçasdas jóias da coroa portuguesa foram roubadas.Incluindo um diamante de 135 quilates, o castão de bengala do rei D. José I de ouro com 387 brilhantes, um anel com um brilhante de 37 quilates, uma gargantilha com 32 brilhantes e um par de alfinetes na forma de trevo. Na sequência da investigação do museu e das autoridades holandesas, o governo holandês pagou o montante de seis milhões de euros ao governo português para reparação. As jóias não foram recuperadas.

Actualmente as Jóias da Coroa portuguesa são mantidas à guarda do estado português e não estão abertas ao público. São vistas apenas em eventos especiais.

Ceptro do dragão, feito para a aclamação da rainha D. Maria II, simbolizando a Coroa de Portugal, a carta constitucional de 1826, e um dragão emblemático da Casa de Bragança

O Cetro do armilar , também conhecido como o Cetro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves pertence ás jóias da coroa portuguesa criadas originalmente para a aclamação de D.João VI, juntamente com a coroa de D.João VI e o manto de D.João VI.

Diadema das estrelas, de diamantes, ouro feito para a rainha Maria Pia de Sabóia.

O Colar das Estrelas é um colar de diamantes feito originalmente para a rainha Maria Pia de Sabóia. É uma peça das jóias da coroa portuguesa.

Manto do rei D. Luís I também conhecido como Manto dos Reis Constitucionais.

 

Manto do rei D.João VI, também conhecido como  o Manto do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves

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publicado às 01:50



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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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