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Entrevista de D.Duarte de Bragança ao SAPO 24

por Blog Real, em 11.12.17

O S.A.R, Duque de Bragança Dom Duarte Pio recebeu o SAPO 24 no coração de Lisboa, em pleno Chiado, na Rua Duques de Bragança, num prédio a uns metros da Fundação Manuel II, uma instituição particular, sem fins lucrativos, de assistência social, educacional e cultural, com ações no território português, nos países lusófonos e nas comunidades portuguesas em todo o mundo.

Recebeu-nos a servir, ele mesmo, um chá honeybush, chá medicinal sul-africano. Bebemos antes de arrancar com uma conversa de cerca de duas horas, uma conversa que terminou com Dom Duarte Pio, de novo na cozinha, a fazer uma tosta de queijo (açoriano) e a servir um copo de vinho. A que se seguiu mais uma hora de conversa.

Se ao início, fomos apresentados a Dom Afonso Maria, filho mais velho, que nos abriu a porta, no final cumprimentámos Dom Dinis Maria, o filho mais novo. A filha Maria Francisca esteve presente em relato sobre a sua presença no baile de debutantes em Paris em que foi apresentada à sociedade. A mulher, Isabel Herédia, veio à conversa quando se falou de carros elétricos ou não conduzisse ela mesmo um.

Numa sala com paredes decoradas de estantes com livros, pontificava ao centro, numa mesa, um pato embalsamado, que sobressai entre livros, conversou-se sobre dívida pública, incêndios, reordenamento do território, da questão catalã, Portugal, a preservação da língua portuguesa na diáspora e do papel que D. Duarte, passado e presente, de Timor a Angola, das monarquias e da República.

Muita da ação e intervenção de D. Duarte “mora” fora de Portugal. Exemplifica com Timor-Leste, Síria, África e Ásia. Suspira um lamento: não ter sido mais interventivo no seu próprio país.

Olha para Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República, e reconhece que é esse o papel que se espera de um rei.

No seu discurso do jantar dos Conjurados (jantar que antecede o dia 1 de dezembro) tocou em vários assuntos.

... Falo todos os anos sempre de assuntos de interesse geral e de outros temas mais de interesse dos monárquicos. Tem a ver com uma certa cultura política que interessa aos monárquicos ou aos que manifestam interesse no tema e tem dúvida se são republicanos ou não.

"MARCELO TEM FEITO UM PAPEL EXTRAORDINÁRIO, RECONHECIDO PELO PAÍS TODO."

Ainda há pessoas com essas dúvidas?

A maioria dos portugueses não tem uma opinião segura. A sondagem do centenário da República, 40% disse não se sentir republicano. Uma sondagem que custou 10 milhões de euros e nunca foi divulgada. A sondagem anterior, 29% eram favoráveis a um rei em vez de Presidente da República.

O papel do presidente da República é o que defende que deveria ser o do rei. Marcelo Rebelo de Sousa faz o que gostaria de fazer?

Faz. Como fez o general Ramalho Eanes. Alguns presidentes da República perceberam que o papel que o país quer do chefe de Estado é o papel de Rei. O público suspeita sempre que um presidente de origem partidária tenha simpatia com o seu partido. A independência política é posta em causa, com exceção de um militar, que não tem um partido por detrás. Marcelo tem feito um papel extraordinário, reconhecido pelo país todo.

No discurso falou dos incêndios e de ordenamento do território.

Gonçalo Ribeiro Telles antes de entrar para o governo [em 1976 com Mário Soares e entre 1981 e 1983 com Francisco Balsemão] explicava como deveria ser a política de desenvolvimento rural e política florestal. Na altura era uma utopia. Depois houve consenso sobre posições tomadas [reserva agrícola nacional e ecológica]. O pinhal de Leiria, com 700 anos, é do Estado e nunca tinha ardido, mostra algo de profundamente errado na nossa política florestal. Não se pode pedir aos proprietários, por norma gente sem recursos e idosa, que limpem as florestas quando não há compensação económica. Tem que haver uma gestão associativa da floresta com o Estado a ajudar nos custos de manutenção e atividades económicas rentáveis no Interior que atraiam populações.

Que atividades económicas. Agricultura e/ou indústria?

Ambas. Fixa populações. A indústria pelo país torna muitas vezes a agricultura como uma atividade complementar. Há concelhos em que a única atividade remunerada advém das câmaras municipais.

"HOJE ESTAMOS A IR PELO MESMO CAMINHO COM UMA DÍVIDA PÚBLICA DE 130% EM RELAÇÃO AO PIB. EM QUALQUER EMPRESA SERIA UMA FALÊNCIA."

Ainda em relação aos incêndios...

Os bombeiros, gente muitíssimo dedicada que põe em risco a vida são indispensáveis. Agora, há qualquer coisa de muito errado na estratégia de combate aos incêndios. As Forças Armadas estavam proibidas de participar no combate porque, segundo a versão de governos anteriores, é uma concorrência desleal contra as empresas privadas de combate aos incêndios florestais... E depois as leis. Os nossos incendiários são considerados tontinhos. Poucos são presos. Noutros países são tão graves como os assassinos.

A questão financeira do país também foi abordada. Revisitando, como viu a intervenção do FMI. Teria feito diferente?

Foi lamentável que se tivesse chegado a essa situação. Não sei se havia alternativas para a irresponsabilidade de governos anteriores que levaram o país a essa situação de falência. Hoje estamos a ir pelo mesmo caminho com uma dívida pública de 130% em relação ao PIB. Em qualquer empresa seria uma falência. Há possibilidade de corrigir, mas não se pode gastar o que não se ganha e não se tem. Temos que aproveitar uma altura em que o país está um pouco melhor, em que há uma certa recuperação, para pagar a dívida e não aumentar.

"EM PORTUGAL VOU FAZENDO O QUE POSSO. AS CÂMARAS MUNICIPAIS CONVIDAM-ME E À MINHA FAMÍLIA PARA ATIVIDADES CULTURAIS. TODAS, DESDE O PARTIDO COMUNISTA AO CDS."

Deveríamos aproveitar para pagar a dívida pública?

Na Fábula de La Fontaine, a formiga trabalhava e a cigarra cantava no verão e morria à fome no inverno. Somos um bocado a cigarra. É síndrome republicano. O que o que importa são os próximos 4 anos, eleitorado contente e ganhar eleições. Nas monarquias, mesmos aquelas em que aparentemente o rei não tem nada a dizer, têm uma grande influência junto dos políticos. O rei da Bélgica, Suécia, Dinamarca e Reino Unido, conversam com os políticos, ajudam a criar consensos e acordos e previnem contra a corrupção. Sobretudo estão preocupados que os netos herdam um país em condições. Os republicanos têm, normalmente, uma visão de curto prazo.

Falemos do D. Duarte. O que faz e por onde anda?

Em Portugal vou fazendo o que posso. As câmaras municipais convidam-me e à minha família para atividades culturais. Todas, desde o partido comunista ao CDS. Entre 50 a 60 convites por ano. Participo em várias organizações, desde assistência social, ambiental.

E fora de Portugal?

Nos países da CPLP, todos eles, no Brasil a minha importância advém de ser descendente da Rainha Isabel que foi quem libertou os escravos... tenho tido experiências interessantes. Desde governadores angolanos que me convidam porque a minha presença ajuda nas suas relações públicas porque há uma grande popularidade em Angola, Moçambique e Guiné em relação ao Rei de Portugal.

A sua relação a Timor é próxima. A que se deve?

O parlamento timorense deu-me a nacionalidade e o governo um passaporte diplomático. É muito prático quando vou, por exemplo, a Angola. Perguntam-se sempre: passaporte encarnado (risos)?

Mas é só para ter um passaporte?

Não. É uma grande satisfação participar na vida do país. Em 1974, no começo do 25 de Abril, fui pela primeira vez e fiquei impressionado com o sentido de tradição do povo e respeito pelos antepassados. Durante a ocupação Indonésia, com o Ramos-Horta criámos o movimento internacional de apoio a Timor com a ajuda do senador Kennedy e dos estudantes portugueses em Rhode Island. Em viagem à Indonésia, com o Bispo D. Ximenes Belo e o Mário Carrascalão, convencemos o governo indonésio que tinha de mudar de atitude. Não tinha aconselhado que fizessem o referendo. Fizeram e correu mal.

Falou das tradições do povo timorense. Não há em Portugal?

Não é tão profundo. Ainda hoje o timorense no interior se lhe perguntarem se são portugueses, dizem que sim, são portugueses. São timorenses, mas também portugueses. Foi um acordo tomado pelos seus antepassados com os reis de Portugal. É uma aliança de 500 anos.

Portugal republicano esqueceu essa diáspora na Ásia?

Naquela região há muita gente ligada a Portugal que não ligamos nenhuma. Na Birmânia, há cidades portuguesas. Na Tailândia, em Banguecoque, há quatro paróquias portuguesas. Há 10 mil católicos descendentes de portugueses. Em Ceilão é fortíssima a nossa presença. No ano passado, com o apoio da Fundação Manuel II e do governo timorense organizou-se, em Malaca, o primeiro Congresso dos lusodescendentes da Ásia. Para o ano será em Timor.

Está mais virado para a CPLP do que para Portugal?

A Fundação Manuel II colabora para a preservação da língua portuguesa no mundo e em programas de assistência rural em África. Somos aliados de uma das fundações observadoras da CPLP. E tenho tentado por o Brasil (com uma capacidade e conhecimento cientifico aproximado dos Trópicos) a colaborar com África e Timor. A Fundação Padre Anchieta, governo do Estado de S. Paulo, está a colaborar com o envio de filmes portugueses. Faltam programas em português na televisão timorense.

Mas o governo português não disponibiliza?

Disponibiliza através da RTP Internacional e RTP África. Mas a RTP Internacional está mais virada para a Europa e para as comunidades que aqui vivem e gostam mais de futebol (risos).

"A MELHOR SOLUÇÃO SERIA A CATALUNHA SER UM REINO UNIDO COM A ESPANHA."

D. Duarte não gosta de futebol?

Gosto. Da festa e do público. Do jogo que é estimulante. Acho que o desporto devia ser amador, sei que é utópico... Os clubes profissionais, reconheço, possibilitam a prática desportiva. Mas o desporto profissional é uma contradição. Não deve ser um circo. Deve ser uma atividade de estímulo, em que todos deviam concorrer sim, mas seguindo o exemplo grego e o renascimento do espírito olímpico.

Mudando de assunto: A questão catalã.

A cultura tem para alguns povos mais importância que os fatores económicos e políticos. A Escócia não tem interesse económico e político em abandonar o Reino Unido. No caso de Catalunha é sobretudo a questão cultural. A maioria aparentemente não é a favor da separação de Espanha. Mas a maioria não foi votar.

Que solução defende?

Tenho sugerido que a melhor solução seria a Catalunha ser um reino unido com a Espanha. Daria toda a vantagem cultural e espiritual de ser um reino e não criava os traumatismos de uma separação política com Espanha. Infelizmente os independentistas catalães são muito radicais e seguem aquela linha desastrosa da 1ª República catalã em que perseguiram padres e católicos. Esse radicalismo receio estar muito presente no movimento independentista catalão.

"NÃO SE PODE CONTINUAR A FAZER ESSA CONFUSÃO ENTRE REPÚBLICA E DEMOCRACIA."

E o resto da Europa? Também assistimos a alguns movimentos...

Há movimentos culturais. Córsega, Bretanha, Itália do Norte, reinos de Nápoles, são uma revolta dos povos contra uma uniformização cultural que está a ser imposta. O país que dá o melhor modelo que deveria ser a União Europeia é a Suíça. A cultura de cada Cantão é muito respeitada. Há leis diferentes. E há Cantões em que se vota ainda por braço no ar. A Confederação Helvética não pertence à UE é porque consideram que põe em causa a própria identidade.

Há partidos europeus que defendem uma monarquia constitucional. É esse o seu modelo?

É o único que existe hoje. As monarquias europeias, ocidentais, asiáticas, como a Tailândia e Camboja, são monarquias democráticas. Marrocos é mais democrático que alguns países do Magrebe. Muitas são mais democráticas que as repúblicas na mesma zona. Não se pode continuar a fazer essa confusão entre república e democracia. O Dr. João Soares disse muitas vezes que a maior parte das monarquias são mais democráticas que a maioria das repúblicas.

O único aspeto em que uma república é mais democrática que uma monarquia é simbólico: ter um chefe de estado eleito. Só que antes é escolhido pelos partidos. Se não o for, não consegue.

"[DOM AFONSO] ESTÁ MENTALIZADO QUE ESTÁ AO SERVIÇO DE PORTUGAL. TODOS ELES ESTÃO."

Assiste-se hoje a uma renovação da própria monarquia. Os príncipes ingleses e espanhol não casaram com princesas?

É consequência do espírito das monarquias. Os reis tentaram ser o símbolo da sua época. Na Idade Média estavam na frente das batalhas, na Renascença eram os defensores do progresso, cultura e ciência. E hoje, o único valor da nossa época é a democracia. Por isso, os príncipes fazem casamentos democráticos.

O seu filho D. Afonso está preparado para a sucessão?

Está mentalizado que está ao serviço de Portugal. Todos eles estão. Para além de se governarem economicamente têm sempre que contar que o país pode precisar deles. Agora, como é que o país quer ou quererá, não sei. Pode ser como eu, fazendo diplomacia complementar à diplomacia do Estado, na divulgação da língua portuguesa. Ou pode ser que o povo português queira o meu filho como chefe de Estado.

"UM EUROPEU SER ANTIMONÁRQUICO É UM INSULTO ÀS MELHORES DEMOCRACIAS EUROPEIAS QUE SÃO MONARQUIAS."

Tal implicaria uma alteração constitucional?

É. A Constituição da República proíbe que se coloque em causa a forma republicana de governo. É uma frase mal colocada porque o que se põe em causa é uma forma republicana de chefia de estado. E em Portugal o presidente da República não governa. Os reis reinam, mas não governam. São necessários dois terços dos deputados para mudar.

Os deputados teriam de mudar o sistema em si. Acredita?

Poderá mudar no dia em que o nosso parlamento for verdadeiramente democrático e não tiver preconceitos ideológicos antimonárquicos. Um europeu ser antimonárquico é um insulto às melhores democracias europeias que são monarquias. Países nórdicos, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido. Não são menos democráticos que Portugal. São até mais porque não tiveram interrupções nas suas democracias. A única monarquia europeia que viveu um período pouco democrático foi a Itália de Mussolini.

Sente falta de um partido monárquico no Parlamento?

O PPM [Partido Popular Monárquico] foi um partido sério e útil com Ribeiro Telles e Henrique Ruas. Pela primeira vez debateu-se a nível nacional a questão monárquica e introduziu a ecologia. Hoje não faz muito sentido quando há monárquicos em todos os partidos. Não se pode contestar o direito de um partido ter no seu programa ideias monárquicas.

Teria que começar na Assembleia da República?

Por aí acho que não se vai lá porque quase todos os monárquicos têm outras opções importantes para eles. Por isso acham preferível apoiar outros partidos.

Olhando para trás arrepende-se de algo que fez ou que não fez?

Arrependi-me de algumas iniciativas políticas que podia ter tido e não tive, foram oportunidades perdidas. Podia ter sido mais interventivo.

"FUI ÚTIL LÁ FORA. AQUI OS POLÍTICOS NÃO ME OUVEM MUITO."

E de que se orgulha de ter feito ou ter contribuído?

As grandes iniciativas políticas... as negociações em Timor. O acordo entre o movimento de libertação de Cabinda e o governo angolano. A negociação que lancei na Síria, embora não tenha corrido muito bem porque os movimentos mais radicais islâmicos não quiserem participar. Provavelmente os movimentos moderados e o governo sírio [de Bashar al-Assad[ vão seguir a proposta. Na altura concordaram com um governo de unidade nacional e em retirar os privilégios ao partido Baath. Não impor uma democracia totalmente livre, porque seria perigoso, mas sim de consensos.

Foi mais interventivo fora de Portugal. Lamenta?

Fui útil lá fora. Aqui os políticos não me ouvem muito. Não lamento. Recordo-me da minha proposta para o Ultramar em que propus uma espécie de Commonwealth. Organizei uma lista de candidatos para as eleições de 1972. O Marcelo Caetano expulsou-me de Angola, fui também expulso de São Tomé onde estava a organizar uma lista de candidatos à Assembleia Nacional. Marcelo Caetano tinha razões que eram muito pouco patrióticas. Já tinha negociado com os EUA e África do Sul para a independência de Angola. Não era aquilo que interessava aos angolanos. Em 1975 tentei aproveitar as liberdades democráticas, mas fui impedido. Em São Tomé fui expulso três vezes.

Fonte: 24.sapo.pt

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publicado às 14:01

Duquesa de Bragança presente no almoço solidário do Banco do Bebé

por Blog Real, em 10.12.17

 

Fonte: caras.sapo.pt

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publicado às 16:03

Nova Foto Oficial da Família Real Portuguesa

por Blog Real, em 02.12.17

Fotografia oficial oferecida aos participantes do Jantar dos Conjurados 2017.

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publicado às 12:45

Família Real Portuguesa no tradicional Jantar dos Conjurados

por Blog Real, em 01.12.17

Todos os anos é realizado o tradicional jantar de Conjurados, com o objetivo de assinalar a importância e o simbolismo do dia da Restauração da Independência – 1 de dezembro – para os portugueses. 

A família real portuguesa, não deixou de marcar presença na celebração, como já é habitual, realizada a 30 de novembro no Hotel Palácio Estoril. No decorrer do evento foi oferecido aos convidados do jantar de Conjurados uma fotografia da família real.   

Após a mensagem de D. Duarte aos portugueses, seguiu-se o jantar com a família real. Este ano os lucros do jantar reverteram a favor dos Bombeiros Voluntários de Oleiros, Castelo Branco, de forma a homenagear os soldados da paz que ajudaram a combater os recentes fogos florestais. D. Duarte Pio mostrou-se preocupado com a tragédia dos incêndios florestais, principalmente no Pinhal de Leiria. "Foi uma dor de alma deixar arder uma floresta que tem 800 anos", contou à imprensa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Fonte: flash.pt

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publicado às 18:06

Mensagem de D.Duarte de Bragança aos portugueses

por Blog Real, em 01.12.17
Foto de João Távora.
 

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publicado às 17:44

Entrevista de D.Duarte e D.Afonso ao "Diário de Notícias"

por Blog Real, em 01.12.17

D. Duarte desconfia do país vizinho e o filho, D. Afonso, na sua primeira entrevista, defende um referendo sobre o regime que os portugueses preferem: república ou monarquia?

Antes de dar início à entrevista, D. Duarte critica a atuação recorrente dos partidos: "Qualquer dona de casa sabe que se gastar o que não tem acaba mal e vemos que os constantes primeiros-ministros não percebem ou não querem entender isso. É uma síndrome republicana resolver os problemas até às próximas eleições e que a população esteja contente." Ao seu lado está o sucessor, o infante D. Afonso, que fez as primeiras declarações públicas nesse estatuto neste encontro (no final).

Entrevista a D. Duarte

Para muitos espanhóis não faz sentido a independência de Portugal

Estão a aumentar os simpatizantes dos valores monárquicos?

Esse é um número difícil de avaliar, mas os valores dizem que há 30% de pessoas que acham que um rei era melhor que um Presidente e 70% considera que o Estado português deve reconhecer a família real e dar-lhe um lugar oficial. Ou seja, são simpatizantes mesmo que não sejam monárquicos. Por outro lado, diria que não há assim tantos republicanos convictos e muitos dos que existem são por razões que não têm base política mas afetiva ou familiar. Outro número a ter em conta é que os inscritos nas reais associações tem aumentado.

Há quem defenda núcleos monárquicos nos partidos. Concorda?

Sim, lembro-me até que nos anos 1980 havia um núcleo monárquico no PS. É óbvio que há mais tendência para os monárquicos escolherem partidos conservadores do que os de esquerda, embora o grupo de Gonçalo Ribeiro Teles fosse considerado de esquerda.

O Partido Popular Monárquico foi um erro?

Não posso dizer que seja um erro, pois às pessoas que são monárquicas assiste o direito a terem um partido, mas benéfico não é porque muita gente identifica o movimento monárquico com o PPM e não se percebe da exata alternativa monárquica à republicana.

Os simpatizantes da monarquia votam no PPM?

A maior parte vota noutros partidos.

Que modelo de monarquia atual seria melhor para Portugal na sua opinião?

O modelo excelente tem sido o da Bélgica. Em crises governamentais o rei nomeia governos e tem funcionado bem.

A questão do referendo para a restauração da monarquia é uma luta dos monárquicos. Há condições?

Depende do espírito democrático dos deputados. Há os que consideram que não se deve fazer essa pergunta ao povo porque a resposta pode sair errada e não a irão aceitar. No entanto, já houve uma maioria de deputados favoráveis há uns anos que não conseguiram os dois terços necessários. A Constituição proíbe sair da forma republicana de governo, mesmo que o professor Jorge Miranda não concorde com isso.

O que diria a União Europeia se houvesse referendo sobre a monarquia?

Muitos países da UE são monarquias e até dos mais europeístas. Porquê? Os meus primos da Bélgica e do Luxemburgo não têm reticências à União - mesmo que eu tenha . Sentem que mesmo que o país perca parte da sua independência política como mantêm a sua monarquia não perderão identidade. Acho que a União não deve exagerar na centralização, pois pode criar reações negativas por parte das populações.

Por isso foi contra o euro?

Defendi que a entrada no euro foi má para a economia portuguesa. Sair? Não se deve dramatizar excessivamente, antes analisar as alternativas.

Quando se o ouve a dizer isso parece sintonizado com o Bloco de Esquerda!

Há muitos aspetos em que o PCP e o Bloco de Esquerda têm razão. Mais nas preocupações do que nas soluções que propõem, embora o PCP tenha mostrado muito boas soluções no que tem proposto. Só que há um espírito clubista que não permite aos grandes partidos aproveitar as boas propostas.

Se fosse rei aceitaria uma geringonça?

Os reis europeus nunca tomam uma posição pública que possa contrariar a dos políticos, só o fazem em particular para encontrar bons compromissos. Nem tenho memória de um rei derrubar um governo, como aconteceu em Portugal, ainda por cima maioritário.

Quanto à geringonça...

Tem aspetos muito positivos, como o de conseguir que partidos que nem sempre se deram bem sejam capazes de viabilizar um governo. O que é perigoso é não aproveitarem a situação para diminuir a dívida, por exemplo.

Já o disse ao primeiro-ministro?

Não, só nos temos encontrado em ocasiões públicas. Mas gostava de falar com ele sobre o assunto.

Os monárquicos estão em vários partidos. A que se deve essa integração?

Porque existem deputados socialistas que são monárquicos. No PCP, nunca ouvi nenhum abertamente monárquico mas há muitos simpatizantes. Basta ver como nos recebem bem.

Acompanha a crise na Catalunha?

Nós, portugueses, podemos fazer muito pouco. No entanto, devíamos preparar-nos para as várias possibilidades deste processo no futuro, mesmo que para os portugueses seja indiferente.

Quase todos os seus antecessores tiveram de se defender de Castela. Qual é a sua posição sobre a nossa integridade?

Prefiro não falar nisso para não ofender todos os meus amigos espanhóis, a começar pelos meus primos. Diria que Juan Carlos e Felipe têm conseguido manter a estabilidade e unidade.

Franco, no entanto, fez uma tese sobre a invasão de Portugal em 24 horas...

Saiu um artigo numa revista em França que relata esse projeto de invasão de Portugal e porque não foi para a frente. Salazar demonstrou a Franco que os EUA iriam entrar na II Guerra Mundial e o seu potencial levaria à derrota da Alemanha. Portanto, Espanha não deveria ficar do lado dos derrotados. Essa é uma razão, há outra: os espanhóis não sabiam qual a reação dos portugueses e como lhes tinham corrido mal as anexações de territórios em Marrocos... Para muitos espanhóis não faz sentido a independência de Portugal, mesmo que sejam muito amigos do nosso país e ótimas pessoas. Recordaria que um político português perguntou a Juan Carlos se não achava que era hora de pensar a União Ibérica e a resposta foi que estava mais preocupado com a união espanhola.

Está em perigo neste momento?

Sim, mas se tivesse havido consulta popular, o resultado seria maioritariamente a favor da união com a Espanha.

Juan Carlos faria o mesmo discurso que o rei Felipe sobre a questão catalã?

Provavelmente teria evitado tomar uma posição pública.

Como viu a passagem de testemunho?

Para o príncipe Felipe teria sido preferível ter tido mais um tempo de liberdade antes de assumir responsabilidades, mas o estado de saúde de Juan Carlos levaram Felipe a assumir o cargo.

Ficou chocado com a destruição do Pinhal de Leiria?

Foi uma dor de alma deixar arder uma floresta que tem 800 anos só porque não tem sido bem cuidada.

Dá atenção ao ambiente. Como viu Trump rasgar o Acordo de Paris?

Estou convencido que a sua base de apoio é muito empresarial e não gostam da política ambiental de Obama - melhor que a atual. É um problema tipicamente republicano, o de satisfazer quem apoiou a sua candidatura.

Foi visto em programas de TV mais leves ...

... Foi divertido. A maior parte dos monárquicos que consultei não queriam que fosse - estavam preocupados -, mas a minha experiência é de que me dou bem nos programas. Estou à vontade e os entrevistadores são amáveis.

Não acatou as opiniões mas também foi sempre rebelde, até fez uma greve de fome no Colégio Militar.

Foi uma iniciativa conjunta devido a uma injustiça feita a um aluno. Uma experiência interessante, porque ser adolescente é o máximo da aventura.

Já teve dessas "experiências interessantes" de rebeldia com os seus filhos?

Muitas vezes estão em desacordo comigo mas conversamos e chegamos a uma conclusão. Claro que é mais fácil com homens do que raparigas, elas são por norma mais emocionais. Mas as mulheres políticas são muito melhores que os homens, pois quase sempre têm uma visão menos setorial da realidade e são menos agressivas.

Algum dos seus filhos renega o ideal monárquico?

Não, os meus filhos são inteligentes.

Entrevista a D. Afonso

Os portugueses devem ter direito a escolher o regime

É partidário da realização do referendo para a restauração da monarquia?

Claro que sou, Portugal é uma democracia. O que não se percebe é ser uma democracia limitada como a nossa, quer na Constituição, nos direitos e na imposição das suas leis. Numa democracia não se deve ter medo da mudança e da opinião dos cidadãos. Os portugueses devem ter o direito de escolher o regime, quer seja monárquico ou republicano.

Da sua convivência com outros jovens, que futuro teria um regime monárquico em Portugal?

Conheço e tenho muitos amigos da minha idade, tanto monárquicos, como republicanos ou "neutrais". Não costumamos falar muito sobre o tema de monarquia vs. república, mas tenho reparado cada vez mais que a minha geração e futuras gerações criticam e se queixam da forma de liderar o país, afirmando que existem formas melhores para Portugal e que é necessário possuir valores mais sólidos. Muitos me perguntam, uns em tom de brincadeira, outros não: "Quando é que sobes ao poder para resolver isto tudo?", "Quando é que se impõe uma monarquia?", ao que respondo: "Quando for altura e o povo português achar correto."

Sente-se respeitado enquanto representante da instituição real ou essa sua qualidade não é tida em conta?

Não é algo com que me costume importar. Sempre fui bem recebido, tanto com os meus pais e família. É normal virem ter comigo e perguntarem-me coisas sobre mim ou sobre a família. Sinto que existe esse respeito, mesmo que por vezes ache em excesso. Um respeito mútuo é saudável e o meu papel influencia um pouco, mas isso não me sobe à cabeça.

Como está a preparar-se para suceder ao seu pai?

Atualmente pratico uma sólida formação académica, mas também adquiro alguma experiência e valores através dos meus pais. Acompanho a família em várias cerimónias em Portugal e no estrangeiro. Tenho consciência de que essas experiências servem para melhor me preparar para desenvolver o papel que me espera desde muito cedo.

Frequenta um curso de Ciência Política. É o mais ajustado?

Acho que sim. Acho que o curso me pode fornecer forte preparação para uma vida futura, tanto política como numa cultura geral muito abrangente

Tem votado nas eleições?

Acho que um rei não se deve meter na política e, atualmente, participo e voto sempre que posso. Faço uma exceção nas presidenciais, é mais coerente.

Fonte: Diário de Notícias

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publicado às 15:05

Família Real Portuguesa em Paris

por Blog Real, em 28.11.17

Família Real Portuguesa, em Paris.
S.A.R. D. Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, e seu irmão, S.A. o Infante de Portugal, D. Dinis, Duque do Porto.

Fonte: Ricardo Gomes da Silva.

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publicado às 18:48

Duques de Bragança com os filhos no Baile de Debutantes em Paris

por Blog Real, em 26.11.17

Foi no sábado, 25 de Novembro, que se realizou em Paris o Le Bal, o conceituado baile de debutantes. A Infanta Maria Francisca de Bragança foi uma das jovens que debutou no evento, que decorreu no Hotel The Peninsula, e o Infante Dom Dinis de Bragança comemorou nesse mesmo dia o seu 18.º aniversário. Os três filhos do herdeiro do trono português levam uma vida discreta, afastada dos holofotes. Por isso, as imagens de Maria Francisca, Afonso e Dinis, captadas este sábado no Le Bal, em Paris, são ainda mais impressionantes. Os irmãos Bragança, Afonso, de 21 anos e Dinis, de 18, também estiveram em destaque no evento. Dinis foi o acompanhante de Maria Pia de Jong de Orléans e Bragança, filha de Maria Teresa de Orléans e Bragança e Afonso acompanhou a princesa Natasha D'Arenberg. Já Maria Francisca debutou com uma criação de Laurinda Farmhouse, a mesma estilista que desenhou o vestido de casamento de D. Isabel de Bragança. A filha dos duques de Bragança teve como acompanhante Joannes Pedro de Jong, irmão de Maria Pia de Jong. Maria Francisca de Bragança estuda Ciências da Comunicação na Universidade Católica e, desde Outubro, está a fazer o programa Erasmus, em Roma. Os Duques de Bragança também estiveram presentes no evento.

 

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:02

Duques de Bragança e Maria Francisca no Palermo no Prémio Internacional Dr. Otto von Habsburg

por Blog Real, em 24.11.17

O Principe Leka da Albânia também esteve presente e foi conferido.

 

 

 

 

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publicado às 14:01

Cerimónia da benção do quadro da Beata Maria Cristina de Sabóia em Palermo

por Blog Real, em 16.11.17

A Real Sociedade da Beata Maria Cristina de Sabóia, Rainha das Duas Sicílias, tem o prazer de convidar confrades, amigos e simpatizantes para a cerimónia de bênção da efígie sagrada de sua patrona pelo mestre Elio Corrao, que será realizada em 17 de Novembro de 2017 às 15H30 na Capela de Maria Santíssima della Soledad na Piazza della Vittoria, 10 em Palermo.

A cerimónia terá lugar na presença de SAR Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real de Portugal, acompanhado por SAR Dona Isabel de Bragança (foto), Duquesa de Bragança, e SA Dona Maria Francisca de Bragança, Infanta Portugal; por SAIR a arquiduquesa Mónica de Habsburgo, princesa da Hungria, duquesa de Santangelo, SAIR arquiduque de José Carlos de Habsburgo, príncipe da Hungria; por SAR Príncipe Yuhi VI, chefe da Casa Real do Ruanda; e por SAR o Príncipe Elder Leka II Zogu dos albaneses.

Fonte: http://realbeiralitoral.blogspot.pt/2017/11/cerimonia-da-bencao-do-quadro-da-beata.html

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publicado às 23:06


Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

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A Coroa, é o serviço permanente da nossa sociedade e do nosso país. A Monarquia Constitucional, confirma hoje e sempre o seu compromisso com Portugal, com a defesa da sua democracia, do seu Estado de Direito, da sua unidade, da sua diversidade e da sua identidade.

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FUNDAÇAO DOM MANUEL II

A Fundação Dom Manuel II é uma instituição particular, sem fins lucrativos, de assistência social e cultural, com acções no território português, nos países lusófonos, e nas comunidades portuguesas em todo o mundo.
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Prémio Infante D. Henrique
Com a fundação do Prémio Infante Dom Henrique, do qual S.A.R. o Duque de Bragança além de membro fundador é Presidente de Honra, Portugal tornou-se o primeiro país europeu de língua não inglesa a adoptar o programa de "The International Award for the Young People".
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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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