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Eventos Reais e Cerimónias - Coroação/Aclamação (Parte 2)

por Blog Real, em 05.07.14

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Ver aqui o outro post sobre as aclamações dos Reis de Portugal: http://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/2493.html

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publicado às 00:36

Eventos Reais e Cerimónias - Procissão do Corpo de Deus

por Blog Real, em 26.04.14

A solenidade conhecida pelo nome de Corpus Christi (em Portugal designada Corpo de Deus) ou do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, só ganha lugar de relevo na Liturgia em 1246, quando o bispo de Liège (Bélgica) instituiu a festa, na sua diocese. Esta primeira “festa oficial” do Corpus Christi surge em consequência das revelações recebidas pela Beata Juliana de Retinne. Pela bula Transiturus (1264), o Papa Urbano IV (que antes fora bispo de Liège) estendeu a festa a toda a Igreja, como solenidade de adoração da Sagrada Eucaristia.

A solenidade do Corpus Christi já era celebrada em Portugal no século XIII, desde o reinado de D. Afonso III. Era, à época, uma festa de adoração, não envolvendo a procissão pelas ruas.

O rito da procissão foi instituído pelo Papa João XXII (1317). Na igreja dos Mártires, em Lisboa, manteve-se, no decurso dos séculos (e apesar das inovações havidas), o rito da festa com exposição do Santíssimo, Procissão, Vésperas solenes e Sermão.
As Câmaras Municipais e as Corporações de Artes e Ofícios acolheram a devota iniciativa, pelo que, a breve trecho, a Procissão veio a tornar-se a mais vistosa e interessante de todas, merecendo o título de “Procissão das Procissões”.

Constituída por cortejo cívico e corporativo, com carros alegóricos, figuras pitorescas, danças, momices e cenas de autos sacramentais, a procissão demorava horas a caminhar, vindo a constituir tanto um evento religioso como um evento social.

As Câmaras, determinando instruções régias, publicaram Regimentos ou regulamentos da Procissão, indicando os usos e os costumes, os modos de vestir, as obrigações de cada Corporação, as danças (entre elas a judenga, ou dança dos judeus), as bandeiras e pendões, as coreografias (anjinhos, folias, figuras sacras...) e o lugar do Clero. Raras foram as sedes concelhias que não tiveram Regimento da Festa, mas as memórias mais expressivas acerca da Procissão ficaram em Coimbra, no Porto e em Lisboa.

Celebrada em Lisboa, a festa do Corpo de Deus incluiu a Procissão, pela primeira vez, em 1389. Eram os tempos da consolidação da autonomia face a Castela e do bom ambiente criado pelas vitórias bélicas de Nuno Álvares e da influência cultural britânica (a ponto de S. Jorge - devoção inglesa, vencedor do Mal, do Dragão - ser considerado Padroeiro de Portugal).

Por isso, à solenidade do Corpus Christi juntou-se a festa de S. Jorge. Desta junção, resultou a magnificência da Procissão da capital. A festa chegou a atingir surpreendente grandiosidade no tempo de D. João V, incorporando a Procissão incorporava, desde logo, as associações socioprofissionais e também as delegações das diversas Ordens Religiosas de Lisboa (Agostinhos, Beneditinos, Dominicanos, Franciscanos, Ordem de Cristo...) e militares. No cortejo, avultava a figura de S. Jorge a cavalo e a Serpe, ou dragão infernal (do tipo chinês, locomovido por figurantes), contra o qual S. Jorge lutava.

 

Havia paragens para representação das famas ou glórias de S. Jorge; e também para uma série de danças. Representavam-se ainda as tradicionais “estações” do Santíssimo, como hoje ainda se faz na procissão de Sevilha.

No final do cortejo, vinha o pálio, a cujas varas pegavam os mais altos dignitários da Corte e da Câmara, sempre representada por toda a Vereação. Sob o palio, deslocava-se o Bispo de Lisboa, ostentando a custódia com o Santíssimo Sacramento. Era ladeado pelo Rei, ou Chefe de Estado, ou dignitário similar.

Dado curioso a salientar é o da tentação de realização de atentados contra as figuras régias, durante a procissão do “Corpus Christi”. Um deles, contra a pessoa de D. João IV. Sobrevivendo o monarca ao acto, a sua esposa (D. Luísa de Gusmão) promoveu a construção do Convento dos Carmelitas, na Baixa Lisboeta. Edificado no exacto lugar do falhado crime, foi chamado do “Corpus Christi”. Outro atentado famoso deu-se contra D. Manuel II, perto da Igreja da Vitória, quando a procissão passava na rua do Ouro.

Mas a legislação de 1910, proibindo os dias santos da Igreja (excepto o Natal e o dia 1 de Janeiro), interrompeu o culto público, embora, nas igrejas, continuassem a ser celebradas missas solenes; e solenes pontificiais nas Sés.

Em 2003, a Procissão do Corpo de Deus voltou a percorrer as ruas da Baixa, onde outrora se cumpria. A solenidade, presidida pelo Cardeal-Patriarca, teve começo com a celebração da Missa no Largo da Igreja de São Domingos, no logradouro do palácio da Independência. O término da procissão deu-se na Rua Garrett, diante da Basílica dos Mártires, com a Bênção do Santíssimo Sacramento. Estiveram presentes, na Missa e procissão, mais de cinco mil fiéis - entre os quais autoridades civis e militares. 

Fonte: http://www.snpcultura.org/arquivo_vemos_ouvimos_e_lemos_procissao_do_corpo_de_deus_na_baixa_de_lisboa.html

Algumas imagens da Procissão do Corpo de Deus durante o reinado do Rei D.Manuel II:

Veja mais imagens aqui: http://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/15400.html

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publicado às 02:54

Eventos Reais e Cerimónias - Juramento constitucional do Príncipe Herdeiro

por Blog Real, em 24.01.14

As constituições vigentes no período da Monarquia Constitucional previam o ato solene de juramento do príncipe herdeiro em cortes (parlamento) e o respetivo reconhecimento público pela corte, pares do reino e deputados. Trata-se de uma cerimónia pública pouco conhecida dos historiadores, de que existem escassas foto-reportagens. O programa incluía cortejo público, receção solene na entrada principal do parlamento, reunião das duas câmaras na sala das sessões dos deputados, pergunta sacramental formulada pelo presidente da Câmara dos Pares, juramento do herdeiro com a mão direita sobre a bíblia, discurso do monarca reinante, retirada solene e eventuais festejos celebrativos. O último juramento referenciado terá sido protagonizado pelo infante D. Afonso, irmão de D. Carlos I, que após a aclamação de D. Manuel II foi chamado a garantir supletivamente a dinastia de Bragança.
Fonte: O Occidente n.º 807, de 30.5.1901

Imagens do juramento constitucional do princípe D. Luís Filipe como herdeiro presuntivo do trono:

http://1.bp.blogspot.com/-tR64KiJ1CfI/TxKyi6Y4r_I/AAAAAAAAFms/21jl4JmNOLI/s1600/juramento+d.+Lu%25C3%25ADs.jpg

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publicado às 01:58

Eventos Reais e Cerimónias - Distribuição dos prémios rainha Maria Pia

por Blog Real, em 19.11.13

A premiação do mérito: distribuição dos prémios rainha Maria Pia aos operários do Arsenal da Marinha em 31.12.1903. A premiação era um acto social muito expressivo durante a monarquia constitucional, abrangendo instituições como bombeiros, colégios particulares, Universidade de Coimbra, liceus.

FONTE: http://virtualandmemories.blogspot.pt/2011_10_30_archive.html

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publicado às 03:12

A Distribuição de Prémios no Instituto D.Afonso, criado para internato das filhas dos oficiais falecidos

por Blog Real, em 06.11.13

FONTE: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=445879258769734&set=pb.100000429918279.-2207520000.1383700748.&type=3&theater

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publicado às 01:44

Eventos Reais e Cerimónias - Baptizados Reais

por Blog Real, em 13.08.13

Uma pintura sobre o batizado do Rei D.Carlos:

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Baptizado de S.A. Real Dom Duarte, o Duque de Bragança:

Saiba como foram os batizados dos filhos dos duques de Bragança D.Duarte e D.Isabel de Herédia:

Baptizado de S.A.R., O Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria. Este Sacramento do Baptismo realizou-se na Sé Catedral de Braga no dia 1 de Junho de 1996. Foi celebrado pelo Arcebispo de Braga, D. Eurico Dias Nogueira. Teve como padrinhos, D. Afonso de Herédia, irmão da Duquesa de Bragança e a Princesa Elena Sofia de Bourbon e Sicilles. No dia seguinte, foi Consagrado à Senhora da Oliveira, na Igreja de Santa Maria da Oliveira, em Guimarães, cerimónia celebrada por Monsenhor José Pinto de Carvalho.
S.A., A Infanta Maria Francisca Isabel recebeu o Sacramento do Baptismo, no dia 31 de Maio de 1997, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Vila Viçosa. A cerimónia religiosa foi celebrada pelo Arcebispo de Évora, D. Maurílio Quintal de Gouveia e a Infanta foi Consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Teve como padrinhos, a Princesa Marie Lieshtenstein, prima por via materna de Dom Duarte Pio, e S.A. D. Henrique de Bragança, Duque de Coimbra.

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O Sacramento do Baptismo de S.A., O Infante Dom Dinis de Santa Maria, realizou-se no dia 19 de Fevereiro de 2000, na Sé Catedral da cidade do Porto, por D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto. Dom Dinis foi benzido com água do Rio Jordão que Dom Duarte mandou buscar especialmente para a ocasião. Na homilia um desejo ao Infante - "assim como Cristo é a luz do mundo, esperamos que Dom Dinis de Santa Maria, a exemplo do Rei que lhe emprestou o nome, seja na nossa sociedade verdadeiramente luz". Os Seus padrinhos foram a Princesa Ana Cecília de Bourbon-Siciles e D. Sebastião de Herédia. Após a cerimónia, O Infante Dom Dinis foi levado a uma outra Capela da Sé, onde foi Consagrado a Nossa Senhora de Vandoma. Dom Dinis será na maioridade, Duque do Porto. 

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publicado às 03:02

Eventos Reais e Cerimónias - Abertura das Cortes

por Blog Real, em 11.08.13

Na sessão solene da abertura das cortes o rei fazia o discurso solene de abertura do parlamento, em São Bento, perante os deputados eleitos. Depois da abertura das cortes realizava-se um cortejo como este na imagem em 1908. 

Fonte da imagem: http://purl.pt/5854/2/zoom-pp-14427v_1904-10-03_756_t0.htm

Fonte da imagem:http://purl.pt/5854/2/zoom-pp-14427-v_1906-06-11_496-4.htm

Fonte da imagem: http://purl.pt/5854/2/zoom-pp-14427-v_1906-10-08_296_t.htm

Fonte da imagem: http://purl.pt/5854/2/zoom-pp-14427-v_1910-10-03_440_t.htm

O Rei D. Manuel II à saída do Palácio de S. Bento, após a abertura da Legislatura - Foto de Benoliel, 29 de Abril de 1908

O Rei D. Manuel II à saída do Palácio de S. Bento, após a abertura da Legislatura - Foto de Benoliel, 29 de Abril de 1908

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1904,28 DE SETEMBRO, ABERTURA DAS CORTES

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1904,28 DE SETEMBRO, ABERTURA DAS CORTES, A CHEGADA DE S.M. EL-REI

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publicado às 00:59

Eventos Reais e Cerimónias - Coroação/Aclamação

por Blog Real, em 10.08.13

Pouco se sabe sobre as coroações dos Reis de Portugal até à ascensão ao trono português pela Casa de Habsburgo. Durante o reinado da Casa de Habsburgo apenas o rei Filipe I foi coroado em Portugal. A sua coroação realizou-se na cidade de Tomar. Filipe II e Filipe III foram coroados em Espanha, na cidade de Madrid.

Quando durante a Guerra da Restauração, João II de Bragança vendeu muitas das jóias da Coroa portuguesa para financiar a guerra com Espanha. Quando se tornou rei de Portugal em 1640 e deposta a Casa de Habsburgo, colocou a sua coroa aos pés de uma estátua de Nossa Senhora da Imaculada Conceição declarando-a a "verdadeira Rainha de Portugal". Desde então, os monarcas portugueses não têm uma coroação, mas sim uma aclamação.

A Coroa Portuguesa usada pelos Monarcas era composta apenas de ouro simples e de veludo vermelho com um formato Imperial. Foi feita no Rio de Janeiro, Brasil, em 1817, para a Aclamação de D. João VI. Ela foi criada na oficina de Dom António Gomes da Silva.

Anunciada a morte do monarca e decorridas as cerimónias fúnebres, já deveriam ser colocados em prática os preparativos para a aclamação do rei sucessor, no entanto existiram monarcas Portugueses como, por exemplo, João VI cuja cerimónia de aclamação ocorrera dois anos após a morte do seu antecessor, D.Maria I, este atraso poderá explicar-se por diversos fatores que ocorriam no governo Joanino como por exemplo: disputas no cenário Europeu, a pressão pelo retorno do rei para Portugal, entre outros.

A aclamação do Rei de Portugal podia ter várias cerimónias. Por exemplo, quando D. Carlos subiu ao trono em 19 de Outubro de 1889, por morte de seu pai. Sua aclamação como Rei de Portugal ocorreu em 28 de Dezembro de 1889 e teve a presença de D. Pedro II, Imperador do Brasil, exilado desde o dia 6 do mesmo mês.

O rei D. Luís morreu no dia 19 de Outubro de 1889 na cidadela de Cascais, tendo sido sepultado no Panteão de São Vicente de Fora no dia 26 do mesmo mês, tendo D. Carlos feito juramento a 28 de Dezembro desse ano.

Primeiramente, o monarca sairia dos seus aposentos e acompanhado dos Grandes Títulos da sua Corte, de oficiais da Casa Real e de Bispos, até ao local onde deveria decorrer a cerimónia de aclamação. Tal acompanhamento seria aberto pelos Porteiros, oficiais da Casa Real, seriam responsáveis por abrir e fechar as portas do palácio, função essa bastante simbólica. Os Porteiros traziam consigo duas insígnias que os distinguiam: em primeiro viriam os Porteiros de Cana por portarem instrumentos de sopro rusticos, denominados por Cana, de seguida viriam os Porteiros da Maça, responsáveis por transportar nos ombros um bastão para assinalar a chegada dos convidados, a Maça. Após a chegada dos Porteiros ao local da aclamação do monarca viriam os oficiais da Casa Real responsáveis pela Armaria, ou seja eram responsáveis pela distribuição e regulamentação das armas e brasões da nobresa. Estas estavam distribuídos em três níveis de forma hierárquica: primeiro vinham os três Reis de Armas (representavam os três domínios mais importantes do Império Português: Portugal, Algarve e Índia), seguindo-se dos três Arautos (representavam as mais importantes cidades do Reino:Lisboa, Silves e Goa) e por último os três Passavantes (representavam as vilas mais importantes: Santarém, Lagos e Cochim). Todos deveriam vestir cotas de armas, por outras palavras, uma capa sobre as vestes, que os diferenciava pela posição onde o escudo real estava bordado, os Reis de Armas traziam bordado no peito com a coroa os Arautos traziam ao peito no lado direito sem a coroa e os Passavantes traziam ao lado esquerdo sem a coroa. O cortejo real prosseguia-se com a passagem dos Moços da Câmara e dos Moços Fidalgos. Os Moços da Câmara eram jovens que provinham das famílias mais influentes e possuíam funções na Câmara Real (aposentos do rei). O Moço Fidalgo era basicamente aquele que convive com rei no seu quotidiano. Após a passagem dos Moços passaria o Corregedor do Crime da Corte e Casa. No fim da passagem destas figuras maiores da Monarquia Portuguesa deveriam passar os membros da nobreza, os Grandes Titulares da Corte (Marqueses, Condes, Viscondes e Barões) e eclisiasticos (Bispos). Todos viriam a "descoberto" (desuso de chapéu ou barrete) e formando duas alas, a dos seculares e a dos religiosos, no meio destas deveriam vir os oficiais da Casa Real portando as suas insígnias. Imediato a essa formação deveria vir o Ministro Secretário de Estado. Após ele deveria prosseguir o Meirinho Mor que deveria trazer uma vara branca (sua insignia), este era um oficial de justiça, responsável pela aplicação da lei aos membros da Nobreza e fidalgos, segundo relatos da época, este ofício era praticado pelo Conde de Viana. O Bispo Capelão Mor (responsável pela capela real) deveria acompanhar o Meirinho Mor, após estes proseguiria, o cortejo, o Alferes Mor que trazia a Bandeira Real enrolada, que no fim deste passaria o Capitão da Guarda Real (responsável pela guarda pessoal do rei). A Guarda Real dos Archeiros estaria no exterior do edifício onde decorreria a cerimónia de aclamação. No fim da passagem das mais altas influentes figuras a nível nacional passariam os membros da Família Real e por último viria a figura central: o monarca. Este viria ricamente vestido com o manto real, seguro na cauda pelo Conde de Parati e o Gentil Homem da Câmara Real. Junto ao monarca estaria o herdeiro ao trono ainda acompanhado dos seus oficiais privados (os Camaristas). Muito próximo ao rei no seu lado esquerdo estaria o Mordomo Mor da Casa Real este desempenha as funções mais importantes de toda a Casa Real Portuguesa e o Ministro Secretário de Estado, este último mais afastado. No mesmo lado esquerdo deveriam estar posicionados, em ala e mais afastados, o Meirinho Mor e os Marqueses e por último os Grandes da Corte e outros oficiais da Casa Real. Ao seu lado direito deveriam estar os seu herdeiros (caso os tenha) e o corpo religioso, antes de o soberano se sentar no trono real é lhe dado o ceptro na mão direita, a coroa real ao seu lado esquerdo apesar de poder mudar de posição consoante o plano cerimonial. Após os convidados estarem todos acomodados dá-se oficialmente início à aclamação do monarca, neste momento o Secretário de Estado deveria avisar ao Rei de Armas para pronunciar a prática a El-Rei, o Rei de Armas diria o seguinte: "Ouvide, ouvide, ouvide, estai atentos!". Dito isto o Reposteiro Mor coloca diante do monarca uma cadeira rasa com uma almofada e outra para colocar os do rei para que ele se ajoelhasse. Na cadeira rasa (pequena mesa) o Bispo Capelão Mor colocaria o missal aberto e o crucifixo de prata. O alto prelado deveria ajoelhar-se junto ao trono juntamente com dois Bispos que seriam testemunhos do juramento que El-Rei iria fazer, o monarca então de joelhos colocaria o ceptro na mão esquerda e o missal e a cruz na mão direita e repetiria as palavras que o Secretário, que também estava de joelhos, disse-se:

"Juro e prometo com a graça de Deus vos reger, e governar bem, e direitamente, e vos administrar direitamente justiça, quanto a humana fraqueza permite; e de vos guardar vossos bons costumes, privilégios, graças, mercês, liberdade, e franquezas, que pelos Reis meus predecessores vos foram dados, outorgados e confirmados."

Dito este jura,neto o Secretário de Estado lê em voz alta o Juramento, Preto e Homenagem que os convidados deveriam dizer ao monarca: "Juro aos Santos Evangelhos tocados corporalmente com a minha mão, que eu recebo por nosso Rei, e senhor(a) verdadeiro(a), e natural, o(a) muito alto(a), e muito poderoso(a), o(a) fidelíssimo(a) rei (rainha) ---------, nosso(a) senhor(a), e lhe faço preito, e homenagem segundo o foro destes reinos." Feito o juramento por parte dos convidados o Alferes Mor desenrolaria a Bandeira Real e o Rei de Armas diria em voz alta para beijarem a mão do soberano. Feito isto o Secretrio Geral diz aos convidados que o monarca aceita os juramento feitos a ele e assim o diz:"El Rei, nosso senhor, aceita os juramentos, preitos e homenagens que os Grandes, Títulos Seculares, Eclesiásticos, e mais pessoas da nobreza que estaes presentes, agora lhe fizestes." Declarada a aceitação o Alferes Mor portando a bandeira desenrolada declara a fórmula da aclamação do monarca: "Real, real, real pelo(a) muito alto(a), muito poderoso (a), Senhor(a)-------nosso(a) senhor(a)." Feito isso deveriam seguir para a multidão que os aguardava e o Rei de Armas diria "Ouvide, ouvide, ouvide, e estai atentos." E o Alferes Mor de seguida diria: "Real, real, real, pelo(a) muito alto(a), muito poderoso(a), o(a) senhor(a)--------nosso(a) senhor(a). Finalmente a comitiva real dirigia-se com a população em direção ao Palácio Real momento que marca o fim das cerimónias de Aclamação do monarca Português.

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 Estandarte real das aclamações

D.João IV

Quando D.João IV se tornou rei de Portugal em 1640 e deposta a Casa de Habsburgo, colocou a sua coroa aos pés de uma estátua de Nossa Senhora da Imaculada Conceição declarando-a a "verdadeira Rainha de Portugal". Desde então, os monarcas portugueses não têm uma coroação, mas sim uma aclamação.

Aclamação de D. João IV de Portugal, por Columbano Bordalo Pinheiro, no Museu Militar de Lisboa.

 

D.Afonso VI

Quando faleceu o rei D. João IV, deixando como sucessor Afonso, cuja idade ainda não lhe permitia governar e com capacidade mental duvidosa para assumir a função. Foi aclamado e jurado rei a 15 de Novembro de 1656. O boato de que sofria de alguma doença mental levou a que se levantasse a questão do adiamento da cerimónia. No entanto, a data manteve-se por entendimento da rainha. O discurso de praxe coube ao doutor António de Sousa Macedo, jurisconsulto e diplomata, o qual destacou não a figura de D. Afonso mas a de seu pai, a quem definiu como «hum sugeito quasi divino». Não deixou de invocar os feitos dos reis anteriores, provavelmente com o propósito de despertar o brio do jovem monarca, cuja nação se preparava para o recomeço da ofensiva espanhola, que já se fazia anunciar, e ao qual incumbia o dever de juntar todas as forças para, ao fim de dezasseis anos de guerra, não comprometer a independência face ao país vizinho e todo o processo de restauração.

 

D.Luís

D. Luís herdou a coroa em Novembro de 1861, sucedendo ao seu irmão Pedro V por este não deixar descendência, e foi aclamado rei a 22 de dezembro do mesmo ano.

D.Carlos

D. Carlos subiu ao trono em 19 de Outubro de 1889, por morte de seu pai. Sua aclamação como Rei de Portugal ocorreu em 28 de Dezembro de 1889 e teve a presença de D.Pedro II, Imperador do Brasil, exilado desde o dia 6 do mesmo mês.

O rei D. Luís morreu no dia 19 de Outubro de 1889 na cidadela de Cascais, tendo sido sepultado no Panteão de São Vicente de Fora no dia 26 do mesmo mês, tendo D.Carlos feito juramento a 28 de Dezembro desse ano.
Após o discurso o alferes-mor do reino o marquês de Sabugosa, dirigiu.se a varanda do palácio de São Bento e agitando a bandeira, fez a proclamação da praxe : "Real, real, pelo muito alto, muito poderoso e fidelíssimo rei de Portugal, o senhor D.Carlos I".
Missa de acção de Graças na Igreja de São Domingos, cerimónia nos paço do concelho, nova aclamação na varanda idêntica à que havia sido proferida em São Bento e inauguração da Avenida D.Carlos I, ligando o chamado Aterro (hoje av.24 de Julho) e o largo de São Bento.

Juramento constitucional de D. Carlos na câmara dos deputados do Parlamento em 28.12.1889

Fonte da imagem: http://3.bp.blogspot.com/-Zt6JSo7JjaY/TuZxbbtcB2I/AAAAAAAAFeQ/ZgnZQXqDW-8/s1600/D.+carlos+B+1.jpg

Diversos momentos e cenários da aclamação de D. Carlos I, que teve lugar em Lisboa a 28.12.1889

D.Manuel II

D.Manuel II foi solenemente aclamado Rei na Assembleia de Cortes em 6 de maio de 1908, perante os deputados da Nação, jurando cumprir a Carta Constitucional.

Imagens da aclamação de D. Manuel II:

Fonte da imagem: http://purl.pt/5854/2/zoom-pp-14427-v_1908-05-18_626_t.htm

Fonte da imagem: http://purl.pt/5854/2/zoom-pp-14427-v_1908-05-11_593_t.htm

O povo clamando o novo rei por ocasião da proclamação:

Fonte da imagem: http://purl.pt/5854/2/zoom-pp-14427-v_1908-05-18_624-6.htm

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publicado às 11:31

Eventos Reais e Cerimónias - Casamentos

por Blog Real, em 10.08.13

Casamento de D. Luiz e D. Maria Pia a 28 de Setembro de 1862 ,Turim 
Nesta gravura está apenas o casamento por procuração...

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FONTE: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=416209511736709&set=pb.100000429918279.-2207520000.1383700748.&type=3&theater

O casamento foi depois validado no dia 6 de outubro de 1862, na Igreja de São Domingos.

Ratificação do casamento de D. Luís I e D.Maria Pia na Igreja de São Domingos:

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_I_de_Portugal#mediaviewer/File:Ratifica%C3%A7%C3%A3o_do_Casamento_do_Rei_D._Luis_e_D._Maria_Pia.png

D.Carlos e D.Amélia de Orleães casaram na Igreja de São Domingos no dia 22 de maio de 1886.

Leque comemorativo do casamento dos Príncipes Dom Carlos e Dona Amélia:

 

O rei D.Manuel II casou com Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen no dia 4 de setembro de 1913 em Sigmaringen.


 

D.Duarte Pio, Duque de Bragança e Iabel de Herédia casaram no dia 13 de Maio de 1995 no Mosteiro dos Jerónimos. 

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publicado às 10:41

Eventos Reais e Cerimónias - Beija-mão

por Blog Real, em 01.08.13

O beija-mão é uma tradição de reverência a personalidades eminentes, praticada em várias culturas desde tempos remotos.

Na cultura lusófona suas origens são medievais, sendo um costume da monarquia portuguesa em Portugal depois herdado pela corte imperial brasileira. O beija-mão era uma cerimônia pública em que o monarca se colocava em contato direto com o vassalo, o qual, depois da devida reverência, podia aproveitar a ocasião para solicitar alguma mercê. A cerimônia tinha grande significado simbólico, lembrando o papel paternal e protetor do rei, invocava o respeito pela monarquia e a submissão dos súditos. Era grande o fascínio que exercia sobre o povo. No tempo de dom João VI havia um protocolo preciso a ser seguido: a pessoa se aproximava, ajoelhava diante do rei, e beijava-lhe a mão estendida. Então levantava-se, fazia outra genuflexão e se retirava pelo lado direito.

Dom João VI recebia seus súditos todas as noites, salvo domingos e feriados. Era sempre acompanhada com música e às vezes a cerimônia se estendia por longas horas, dada a grande afluência de pessoas. Chegava a receber 150 pessoas por dia. José António de Sá elogiou as audiências afirmando que Dom João "exercita o amor, e a confiança para o Soberano, e contém os ministros". Outra lembrança foi deixada por Henry L Evêque

: "o Príncipe, acompanhado por um Secretário de Estado, um Camareiro e alguns oficiais de sua Casa, recebe todos os requerimentos que lhe são apresentados; escuta com atenção todas as queixas, todos os pedidos dos requerentes; consola uns, anima outros.... A vulgaridade das maneiras, a familiaridade da linguagem, a insistência de alguns, a prolixidade de outros, nada o enfada. Parece esquecer-se de que é senhor deles para se lembrar apenas de que é o seu pai". Oliveira Lima registrou que Dom João VI tinha um deleite especial na cerimônia, onde se misturavam livremente nobres e plebeus, e, "dotado da prodigiosa memória dos Braganças, nunca confundia as fisionomias nem as súplicas, e maravilhava os requerentes com o conhecimento que denotava das suas vidas, das suas famílias, até de pequenos incidentes ocorridos em tempos passados e que eles mal podiam acreditar terem subido à ciência d'el-rei".

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A Fundação Dom Manuel II é uma instituição particular, sem fins lucrativos, de assistência social e cultural, com acções no território português, nos países lusófonos, e nas comunidades portuguesas em todo o mundo.
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Prémio Infante D. Henrique
Com a fundação do Prémio Infante Dom Henrique, do qual S.A.R. o Duque de Bragança além de membro fundador é Presidente de Honra, Portugal tornou-se o primeiro país europeu de língua não inglesa a adoptar o programa de "The International Award for the Young People".
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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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