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Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, ajudante de campo do Rei D. Carlos I, oficial-mor da Casa Real e aio do Príncipe D. Luís Felipe

por Blog Real, em 27.01.18

Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, nasceu a 12 de Novembro de 1855 na Quinta da Várzea, concelho da Batalha, Leiria, filho de José Diogo Mascarenhas Mouzinho de Albuquerque e de sua mulher Maria Emília Pereira da Silva e Bourbon, descendentes de uma família da nobreza local. Era neto de Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque, pelo lado paterno, e de Joaquim Augusto Pereira da Silva da Fonseca, da Casa de Alcobaça, pelo lado materno.

A espectacularidade da captura de Gungunhana e a campanha de imprensa que se gerou aquando de sua chegada a Lisboa e subsequente exílio para os Açores, fizeram de Mouzinho de Albuquerque, malgrado alguma contestação ao seu comportamento ético em Moçambique, uma figura muito respeitada na sociedade portuguesa dos finais do século XIX e inícios do século XX. Era então visto pelos ''africanistas'' como esperança e símbolo máximo da reacção portuguesa à ameaça que o expansionismo das grandes potências europeias da altura constituía para os interesses lusos em África.

Foi governador do distrito de Gaza e governador-geral de Moçambique, cargo que resignou em 1898, data em que voltou a Portugal. Foi nomeado responsável pela educação do Príncipe Real D.Luís Filipe de Bragança. Suicidou-se em 1902, embora algumas fontes atribuam a morte a homicídio.

Destinado a seguir a carreira militar, depois de estudos preparatórios, Mouzinho de Albuquerque assentou praça como voluntário no Regimento de Cavalaria n.º 4, frequentando na Escola Politécnica os cursos preparatórios para ingresso na Escola do Exército. Seguidamente ingressou no Colégio Militar da Luz, terminando o curso na Escola do Exército em 1878, sendo promovido a alferes.

No ano seguinte matriculou-se nas Faculdades de Matemática e Filosofia da Universidade de Coimbra, tendo aí casado na freguesia da Sé Nova a 9 de Março de 1879 com sua prima-irmã, Maria José Mascarenhas de Mendonça Gaivão (Lagoa, Estômbar, 23 de Julho de 1857 - Lisboa, 2 de Setembro de 1950), filha do dr. João José Antunes Mascarenhas Gaivão e de sua mulher e prima Maria Luísa Joana Mouzinho de Albuquerque, de quem não teve descendência. Em 1882, Mouzinho de Albuquerque adoeceu, facto que o impediu de frequentar o 4.º ano da Universidade e o obrigou a regressar a Lisboa, onde permaneceu dois anos em inactividade. No ano de 1884 foi promovido a tenente e nomeado regente de estudos no Colégio Militar.

Entre outros postos, foi nomeado, a 28 de Setembro de 1898, para o Conselho de S.M.F., ajudante de campo efectivo do rei D. Carlos I de Portugal, oficial-mor da Casa Real e aio do príncipe D. Luís Felipe de Bragança.

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publicado às 20:37

Teodoro Estevão de La Rue de Saint-Léger, ajudante de campo da Casa Real

por Blog Real, em 05.11.17

Teodoro Estevão de La Rue de Saint-Léger (1799-1871), conde de Saint-Léger 2.º Conde da Bemposta (3 de Julho de 1823) e 2.º marquês da Bemposta (24 de Fevereiro de 1836), foi mestre-sala da Casa Real, comendador da Ordem de Avis, cavaleiro da Ordem de S. Luis e da Legião de Honra em França, brigadeiro do Exercito, ajudante de campo de Pedro V de Portugal, de Augusto de Bragança, Duque de Coimbra e do rei Fernando II de Portugal, etc.

Foi casado com D. Maria Mância de Lemos Roxas e Menezes, 2.ª Condessa de Subserra.

Foram pais da 1ª marquesa da Bemposta-Subserra, D. Maria Isabel Antónia do Carmo de Lemos e Roxas de Carvalho e Menezes de Saint-Léger, herdeira da representação da Casa da Trofa, que casou (com licença real de 11 de Setembro de 1861) com o futuro 1.º marquês de Rio Maior, então 4.º conde de Rio Maior, António de Saldanha de Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, sem geração.

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publicado às 21:33

D.Maria de Mascarenhas Barreto, dama honorária das rainhas D. Estefânia e D. Maria Pia

por Blog Real, em 27.10.17

D.Maria de Mascarenhas Barreto (27 de maio de 1823 - 30 de Abril de 1914) foi uma nobre portuguesa, sendo a 9.ª condessa da Torre, marquesa de Fronteira e marquesa de Alorna. Foi dama honorária das rainhas D. Estefânia e D. Maria Pia, sucedeu na residência do seu pai em 19 de fevereiro de 1881.

Casou-se em 12 de maio de 1856 com Pedro João de Morais Sarmento, segundo barão da Torre de Moncorvo (Copenhaga, 27 de dezembro de 1829 - Benfica, 10 de fevereiro de 1903 em Benfica), elevado pelo casamento a 9.º conde da Torre e depois a 8.º marquês de Fronteira e 6º marquês de Alorna.

Pedro João de Morais Sarmento, pertencente a nobre família Morais Sarmento, era filho do primeiro barão e Visconde de Torre de Moncorvo, Cristóvão Pedro de Morais Sarmento, e sua esposa D. Carolina Guilhermina Jordan. E entre os títulos concedidos ao seu pai; par do reino; oficial-mor da Casa Real; antigo gentil-Homem da câmara de D. Luís I de Portugal, com exercício na câmara de el-rei D. Fernando II; camarista de D. Carlos I de Portugal, comendador da Ordem de Cristo, cavaleiro da Ordem Soberana de São João de Jerusalém, de Roma; grande oficial da Ordem de Nichaf Intikar, de Túnis; oficial da Ordem de Leopoldo, da Bélgica; segundo Secretario de legação, provedor do Asilo de D. Maria Pia. Pedro João foi presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Lisboa de 5 de Novembro de 1890 a 8 de Agosto de 1891

Pelo casamento, ficou o segundo barão da Torre de Moncorvo autorizado a usar do título nobiliárquico de conde da Torre, por decreto de 29 de maio de 1856, e o de Marquês de Fronteira e de Alorna, por decreto de 6 e carta de 25 de maio de 1881. 0 título de barão da Torre de Moncorvo fora renovado, em verificação da segunda vida, a 8 de novembro de 1848. A data da carta régia que o elegeu [[par do reino]] é de [[16 de maio]] de [[1874]], prestando juramento e tomando posse na respectiva câmara na sessão de 5 de janeiro de 1875. Educado em Londres, era artista; amava a música, foi dos fundadores e diretores da Real Academia dos Amadores de Música, em Portugal.

Maria de Mascarenhas Barreto tinha grande predilecção pelas rosas, e o seu jardim era dos mais belos. Dedicava-se à fotografia. Os criados de sua casa, quando o cansaço ou a doença os inutilizavam, continuavam habitando no palácio. Não tiveram posteridade.

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publicado às 12:13

Augusto Bobone, Fotógrafo da Casa Real

por Blog Real, em 14.09.17

Augusto Bobone (1825 – 1910) foi um notável fotógrafo português.

Augusto Bobone foi o fotógrafo oficial da Casa Real nos últimos anos da Monarquia Constitucional.

Ganhou diversos prémios e medalhas nas exposições em que participou, destacando-se, em 1900, a Medalha de Ouro na Exposição Universal de Paris.

Nomeado fotógrafo das casas reais portuguesa e espanhola foi, sem dúvida, um dos profissionais preferidos da família real, bem como da Corte portuguesa. Ao longo da carreira ganhou diversos prémios e medalhas nas Exposições em que participou, destacando-se em 1900 o prémio da Medalha de Ouro na Exposição Universal de Paris.

Fonte: Wikipedia e matriznet.dgpc.pt

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publicado às 12:38

José Tedeschi, Farmacêutico da Casa Real

por Blog Real, em 13.09.17

José Tedeschi (Lisboa, 20 de Novembro de 1814 — Lisboa, 1904) foi filho de Vicente Tedeschi, natural de Napóles. Começou a trabalhar aos 14 anos de idade como praticante de botica nas farmácias de José Vicente Leitão e de Lourenço José Peres.

Em Setembro de 1837 inscreveu-se na então recém criada Escola de Farmácia. Criada em 1836 no âmbito da reforma educativa de Passos Manuel. anexa à Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, tendo concluído o curso a 22 de Junho de 1839.

Em 1840 foi provido, sem vencimento, no lugar de farmacêutico da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, cargo que fora considerado incompatível com o de administrador da botica do Hospital de São José, que até ali assegurara o ensino de Farmácia.

Quando em 1844 foi criada a cadeira de Farmácia na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, José Tedeschi foi escolhido para seu primeiro professor. Por decreto de 4 de Janeiro de 1845 foi nomeado professor de Farmácia e director do Dispensário Farmacêutico, cargos que ocupou até ser jubilado a 20 de Outubro de 1869. Foi também Farmacêutico da Casa Real.

Exerceu importante actividade política, tendo militado na esquerda monárquica e depois na esquerda republicana, sendo um dos fundadores do Partido Socialista Português. Foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa.

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publicado às 22:36

António Maria Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara, 8.º visconde de Asseca, Camarista do príncipe herdeiro D. Luís Filipe

por Blog Real, em 24.08.17

António Maria Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara (4 de Agosto de 1840 - 15 de Maio de 1910), 8.º Cisconde de Asseca, Fidalgo da Casa Real, Par do reino, almotacé-mor e Camarista do príncipe herdeiro D.Luís Filipe.

Foi doutor em ciências políticas e administrativas pela Universidade de Lovaina (Bélgica).

Dados Genealógicos:
Nascido na freguesia de Santos-o-velho, em Lisboa, era filho do 7.º visconde de Asseca, Salvador Correia de Sá Benevides Velasco da Câmara, 7.º visconde de Asseca, e de D. Mariana de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, filha do 1. conde de Vila Real.

Casou a 1.ª vez, a 8 de Fevereiro de 1872, com:
* D. Leonor Maria Pinto de Soveral, filha de Eduardo Pinto Soveral, fidalgo da Casa Real e ministro plenipotenciário de Portugal, e de D. Maria da Piedade Pais de Sande e Castro.

Filhos:
* Maria da Piedade Correia de Sá casada com João Pinto Leite, 3º visconde dos Olivais.
* Salvador Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara|Salvador Correia de Sá Benevides Velasco da Camara, 9º visconde de Asseca]] casado com Carolina Maria Matilde Corrêa Henriques.
* Eduardo Correia de Sá casado com D. Maria Carlota Ribeiro da Silva de Bragança.

Casou 2.ª vez, em 15 de Dezembro de 1888, com:
* D. Maria Rita de Castelo Branco, dama de honor da rainha D. Maria Pia e viúva do 5.º marquês de Pombal, e filha de brigadeiro D. João de Castelo Branco.
Sem descendência deste casamento.

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publicado às 17:59

Salvador Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara, 9.º Visconde de Asseca, oficial-mor da Casa Real

por Blog Real, em 24.08.17

Salvador Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara, 9.º Visconde de Asseca, foi um político e militar português.

Filho de António Maria Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara, 8º Visconde de Asseca e Mariana de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos.
Defensor da Monarquia, dedicou a sua vida a servir o regime monárquico e a família real. Exerceu como oficial-mor da casa real, e como Par do Reino. Em 25 de Julho de 1903, recebeu do rei D. Carlos o título de 9.º Visconde de Asseca.

Após a Proclamação da República, demitiu-se dos seus cargos, tendo acompanhado o rei D. Manuel II no seu exílio, como secretário particular. Após a morte do antigo monarca, foi o único português a acompanhar o corpo, que foi transportado num cruzeiro inglês, e representou a rainha D. Amélia e a rainha D. Augusta Vitória nas cerimónias fúnebres.

Acompanhou, em serviço, o general Raul Esteves numa visita à Alemanha, Suécia e Noruega; nessa altura, possuía a patente de capitão da Arma de Engenharia.

Também pertenceu ao conselho de administração da Companhia de Refinação e Petróleos.

Faleceu em 12 de Junho de 1939, na sua Quinta da Vigia, em São Pedro de Sintra, vitimado por uma hemorragia cerebral.

 

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publicado às 16:55

Franz Kerausch, Perceptor dos Príncipes D.Luís e D.Manuel

por Blog Real, em 15.08.17

Franz Kerausch, foi o preceptor dos príncipes D.Luís e D.Manuel (mais tarde Rei D.Manuel II). Acompanhou também a Família Real em várias viagens como a viagem que a Rainha D.Amélia fez com os filhos ao Egipto em 1903 ou a visita do Príncipe Real Luís Filipe ao norte do país em 1901. 

Franz Kerausch com o Príncipe Luís Filipe numa visita a Monção em 1901.

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publicado às 12:49

D. António de Lancastre, médico da Real Câmara

por Blog Real, em 15.08.17

D. António de Lancastre foi, entre outras actividades, médico da Real Câmara e colaborador da Rainha D. Amélia.

O médico acompanhou a Família Real em muitas viagens como a viagem que a Rainha D.Amélia fez com os filhos, o Príncipe D.Luís Filipe e o Infante D.Manuel ao Egipto.

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publicado às 12:28

Funcionários da Família Real - D. Maria Luísa de Sousa Holstein: dama da rainha D. Maria Pia, e camareira-mor da rainha D. Amélia

por Blog Real, em 05.05.16

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D. Maria Luísa de Sousa Holstein (1841–1909), 3.ª duquesa de Palmela e 2.ª Marquesa do Faial. Foi muito influente na sociedade do seu tempo exercendo as posições de dama da rainha D. Maria Pia, e camareira-mor da rainha D. Amélia.

Fundou e presidiu à Associação das Cozinhas Económicas de Lisboa que se destinava a distribuir comida aos mais necessitados.

A Duquesa de Palmela  casou com D. António de Sampaio e Pina de Brederode, filho 2º dos Viscondes da Lançada, título que entrou na Casa Palmela.

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publicado às 23:16


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Com a fundação do Prémio Infante Dom Henrique, do qual S.A.R. o Duque de Bragança além de membro fundador é Presidente de Honra, Portugal tornou-se o primeiro país europeu de língua não inglesa a adoptar o programa de "The International Award for the Young People".
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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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