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Franz Kerausch, Perceptor dos Príncipes D.Luís e D.Manuel

por Blog Real, em 15.08.17

Franz Kerausch, foi o preceptor dos príncipes D.Luís e D.Manuel (mais tarde Rei D.Manuel II). Acompanhou também a Família Real em várias viagens como a viagem que a Rainha D.Amélia fez com os filhos ao Egipto em 1903 ou a visita do Príncipe Real Luís Filipe ao norte do país em 1901. 

Franz Kerausch com o Príncipe Luís Filipe numa visita a Monção em 1901.

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publicado às 12:49

D. António de Lancastre, médico da Real Câmara

por Blog Real, em 15.08.17

D. António de Lancastre foi, entre outras actividades, médico da Real Câmara e colaborador da Rainha D. Amélia.

O médico acompanhou a Família Real em muitas viagens como a viagem que a Rainha D.Amélia fez com os filhos, o Príncipe D.Luís Filipe e o Infante D.Manuel ao Egipto.

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publicado às 12:28

Funcionários da Família Real - D. Maria Luísa de Sousa Holstein: dama da rainha D. Maria Pia, e camareira-mor da rainha D. Amélia

por Blog Real, em 05.05.16

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D. Maria Luísa de Sousa Holstein (1841–1909), 3.ª duquesa de Palmela e 2.ª Marquesa do Faial. Foi muito influente na sociedade do seu tempo exercendo as posições de dama da rainha D. Maria Pia, e camareira-mor da rainha D. Amélia.

Fundou e presidiu à Associação das Cozinhas Económicas de Lisboa que se destinava a distribuir comida aos mais necessitados.

A Duquesa de Palmela  casou com D. António de Sampaio e Pina de Brederode, filho 2º dos Viscondes da Lançada, título que entrou na Casa Palmela.

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publicado às 23:16

António Maria Vasco de Melo César e Meneses, Mordomo-mor da Casa Real

por Blog Real, em 07.03.16

António Maria Vasco de Melo César e Meneses (Lisboa, 13 de Novembro de 1851 — Lisboa, 21 de Maio de 1923), 9.º Conde de Sabugosa, também conhecido por António Vasco de Melo, bacharel formado em Direito, diplomata e alto funcionário, mordomo-mor da Casa Real, Par do Reino, poeta e escritor distinto. Foi autor de múltiplos contos, crónicas, comédias e poemas, de diversas obras sobre escritores portugueses do século XVI e de uma obra histórica sobre Sintra. Fez parte do grupo dos Vencidos da Vida, tendo colaborado também na Revista de Portugal.

Biografia

António Maria Vasco de Melo César e Meneses nasceu em Lisboa, a 13 de Novembro de 1851, filho de D. António Maria José de Melo da Silva César e Meneses, o 3.º marquês de Sabugosa, e de D. Maria do Carmo da Cunha Portugal e Meneses, dama honorária da rainha D.Maria Pia. Seu pai foi um prestigiado par do Reino, ministro, governador civil e um dos mais destacados membros do Partido Histórico do seu tempo.

Casou a 8 de Janeiro de 1876 com D. Mariana das Dores de Melo, 4.ª condessa de Murça, título que lhe foi renovado como herdeira de seu pai, D. João José Maria de Melo Abreu Soares de Vasconcelos Brito Barbosa e Palha, o 3.º conde de Murça, e de D. Ana de Sousa Coutinho Monteiro Paim. A esposa foi dama das rainhas D. Maria Pia e D. Amélia de Orleães e presidente da Associação Protectora das Escolas para Crianças Pobres.

António Vasco de Melo, nome que utilizou enquanto estudante e com o qual assinou muitas das suas obras literárias, era bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, onde terminou o seu curso em 1877.

Por decreto de 15 de Setembro de 1879, recebeu a mercê do título de 9.º conde de Sabugosa, para além de ter herdado diversos outros títulos e honras, que reuniu na sua casa aos da casa dos condes de Murça, provenientes da família da esposa. Apesar de poder suceder a seu pai nos títulos de marquês de Sabugosa e de conde de São Lourenço, nunca se encartou.

Em 1882 ingressou na carreira diplomática como funcionário da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, com o cargo de segundo-oficial, sendo nomeado secretário de legação em 1885. Ascendeu a enviado extraordinário e ministro plenipotenciário, servindo no gabinete do ministro, cargo de que foi exonerado, a seu pedido, por decreto de 3 de Novembro de 1910, na sequência da implantação da República.
Foi também alcaide-mor de Elvas e veador e mordomo-mor da casa da rainha D. Amélia de Orleães, tendo sido o último a exercer esses cargos.

Actividade literária

Herdeiro de uma vasta biblioteca, que incluía muitas obras raras e inéditos, foi escritor e poeta de mérito. Em 1894 publicou, de colaboração com Bernardo Pinheiro Correia de Melo, 1.º conde de Arnoso, um interessante livro de contos, intitulado ''De braço dado''. Em 1903 publicou o livro ''O Paço de Sintra, Apontamentos Históricos e Arqueológicos'', obra que inclui desenhos da autoria da rainha D. Amélia de Orleães, para além de colaboração artística do aguarelista Enrique Casanova (1850-1913) e do arquitecto Raúl Lino da Silva (1879-1974). A obra inclui a primeira publicação em português do poema ''Sintra'' de poetisa humanista Luisa Sigea.

Em 1906 editou o ''Auto da Festa'', de Gil Vicente, obra então caída no esquecimento, a partir de raro exemplar que encontrou na biblioteca do seu palácio do Calvário. O ''Auto da Festa'' foi publicado acompanhado por um estudo crítico da sua autoria e de numerosas notas e comentários. Também editou, a partir de texto encontrado na sua livraria, a obra ''Auto da Natural Invenção'' do poeta António Ribeiro Chiado, o Chiado (1917).

Em 1908 publicou o livro Embrechados, que em pouco tempo teve duas edições. Colaborou assiduamente na Revista de Portugal editada por Eça de Queirós e também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas A semana de Lisboa (1893-1895), Serões (1901-1911), O Thalassa (1913-1915) e Ideia Nacional (1915).

Para além das obras atrás citadas, publicou muitas outras, bem como muitos artigos e ensaios de carácter histórico e literário, contos e versos que se encontram dispersos em revistas e jornais.

Fez parte do grupo de intelectuais que se autodenominava Vencidos da Vida, tendo privado, entre outros, com Joaquim Pedro de Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e Maria Amália Vaz de Carvalho.

Actividade política

Na eleições gerais de Outubro de 1879 foi eleito deputado às Cortes pelo círculo de Arouca, prestando juramento a 14 de Janeiro de 1880. Apesar de pouco interventivo, participou nas comissões parlamentares de negócios estrangeiros e de legislação civil, sendo secretário de ambas. Não voltou a ser eleito.

Por falecimento de seu pai, a 2 de Dezembro de 1897, ascendeu ao pariato por direito hereditário, tendo tomado assento na Câmara a 26 de Março de 1898. Na Câmara dos Pares fez parte de múltiplas comissões, com destaque para as relacionadas com os negócios estrangeiros e o comércio externo, com destaque para a procura de mercados para as exportações tradicionais portuguesas: vinho e cortiça. Não fez intervenções de grande fôlego, nem foi muito participativo no hemiciclo.

Destacou-se em 1908 na discussão da lei sobre os cargos e o financiamento da Casa Real, defendendo a sua independência em relação ao poder político e a necessidade de evitar a ingerência partidária na vida palatina.

Com o advento da República, afastou-se da actividade política, mas manteve-se fiel aos seus princípios monárquicos, tendo visitado frequentemente a família real portuguesa durante o seu exílio em Inglaterra. Essa fidelidade, e aberta defesa que fazia da monarquia, valeram-lhe algumas semanas de prisão no Castelo de São Jorge durante a fase crítica da intentona da Monarquia do Norte.

Falecimento, honras e títulos

Faleceu em Lisboa a 21 de Maio de 1923. Foi grã-cruz da Ordem de Cristo; comendador e grã-cruz da Ordem de Santiago da Espada, por decreto de 4 de Dezembro de 1909; mordomo-mor da Casa Real, nomeado em Abril de 1903; Par do Reino, por nomeação de 17 de Março de 1898; e sócio efectivo da Academia Real das Ciências de Lisboa.

Foi também membro do Instituto de Coimbra, da Associação dos Arquitectos Civil e dos Arqueólogos Portugueses e da Sociedade Literária Almeida Garrett. Foi presidente da Sociedade de Bibliófilos Diogo de Machado.

Tendo passado pela carreira diplomática, foi agraciado com múltiplas condecorações estrangeiras.

Obras publicadas

António Maria José de Melo César e Meneses foi editor de obras de Gil Vicente e do poeta Chiado. Entre as suas principais obras publicadas contam-se:
*''Minuete'' (1877);
*''Poemetos'' (1882)
*''Na Goela do Leão'' (1882);
*''De Braço Dado'' (em colaboração com o 1.º conde de Arnoso) (1894)
*''O Paço de Cintra, apontamentos historicos e archeologicos'' (adornado com desenhos da rainha D. [[Amélia de Orleães]]) (1903);
*''Embrechados'' (1908);
*''Neves de Antanho'' (1910);
*''Donas de Tempos Idos'' (1912);
*''Gente d'Algo'' (1915);
*''A Rainha D. Leonor'' (1921);
*''Bobos na Corte'' (1923).

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publicado às 02:10

Alexandre Rey Colaço, Professor do Rei D.Manuel II

por Blog Real, em 28.11.15

Alexandre Jorge Maria Idalécio Raimundo Rey Colaço (Tanger, Marrocos, 30 de abril de 1854 - Lisboa, 11 de setembro de 1928) foi um pianista e compositor português.

Seu pai, Paul Théophile André Rey, era cidadão francês nascido em Larnaca, Chipre, e sua mãe, María de los Dolores Raimunda Paula Colaço, nascida em Tanger, de origem luso-espanhola.

Estudou piano no Conservatório de Música de Madrid e deu seu primeiro recital em Lisboa, no ano de 1881. Pedro Eugénio Daupias, 1.º Visconde de Daupias, estava presente e ficou tão impressionado que lhe ofereceu uma viagem a Paris para que ali continuasse seus estudos.

De Paris, mudou-se para Berlim onde estudou piano e composição na Academia Real de Música. Por seu extraordinário talento, foi convidado a ensinar piano na mesma Escola, cujo diretor era o famoso violinista húngaro Joseph Joachim, grande intérprete e amigo de Schumann e Brahms. Em 1887, Colaço voltou a Lisboa e tornou-se cidadão português.

Nesse mesmo ano, casou-se em Berlim, no dia 11 de dezembro, com Alice Schmidt Constant Lafourcade. O casal teve quatro filhas - Jeanne (1888), Alice (1893) Maria Adalgisa e a actriz Amélia Rey Colaço (1898-1990)

Foi indicado para ser professor do Conservatório de Música e contribuiu amplamente para a cultura de seu país como intérprete, compositor e professor, tendo sido mestre do infante D. Manuel, que seria depois o último rei de Portugal.

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publicado às 15:12

D. Eugénia Xavier Teles da Gama, 2.ª Marquesa de Unhão, Dama de Companhia da Rainha D.Maria Pia

por Blog Real, em 12.09.15

D.Eugénia Xavier Teles da Gama, 2.ª Marquesa de Unhão (Lisboa, 3 de Outubro de 1848 - 1 de Novembro de 1931) foi a última Dama de honor da rainha D. Maria Pia. Não se casou.

 A sr.ª marquesa de Unhão com outras senhoras

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publicado às 17:53

João de Benjamim Pinto, Fidalgo da Casa Real

por Blog Real, em 01.06.15

João de Benjamim Pinto (Lisboa, Santa Justa, 31 de Março de 1851 - Lisboa, São Mamede, 18 de Agosto de 1914), 1.º Conde de Vialonga, foi um Fidalgo da Casa Real e um militar português.

Era filho natural reconhecido e legitimado de D. João de Deus Antunes Pinto e de sua prima Carolina de Benjamim Pinto.

Senhor da Quinta das Maduras, em Vialonga, Oficial General de Artilharia, Oficial-Mor da Casa Real, Moço Fidalgo da Casa Real com exercício no Paço, Oficial às Ordens dos Reis D. Luís I de Portugal e D.Carlos I de Portugal, Ajudante-de-Campo Honorário do Rei D. Manuel II de Portugal, Vedor da Casa Real e da Rainha D. Maria Pia de Saboia. Teve, entre outras condecorações e louvores, a Grã-Cruz da Ordem dos Santos Maurício e Lázaro de Itália, da Ordem do Mérito Militar de Espanha e da Ordem de Francisco José I da Áustria da Áustria-Hungria, Grande-Oficial da Ordem da Coroa da Itália e da Ordem de Alberto o Valoroso da Saxónia, etc., Comendador da Ordem Militar de Avis, da Ordem Militar de Cristo e de Número da Ordem de Isabel a Católica de Espanha, Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, da Ordem de Hohenzollern e da Ordem de Leopoldo I da Bélgica, Cruz de Ferro da Áustria e Cruz de Cavaleiro da Ordem da Espada da Suécia, etc.

Por petição da Rainha D. Maria Pia de Saboia foi agraciado a 21 de Abril de 1903, pelo Rei D. Carlos I de Portugal, com o título de 1.º Conde de Vialonga, título que não usou nem registou. Em 1911, após a Implantação da República Portuguesa, durante o exílio em Nápoles, onde acompanhou fielmente a Rainha D. Maria Pia de Saboia e o Infante D. Afonso de Bragança, Duque do Porto, o Rei Vítor Emanuel III da Itália confirmou-lhe, de novo, o título de 1.º Conde de Vialonga pela sua profunda lealdade à Rainha D. Maria Pia de Saboia, sua tia.

Faleceu após o seu regresso do exílio em Nápoles.

Casamento e descendência:

Casou com Sofia Anaiz Gomes (Porto, Cedofeita, 16 de Outubro de 1860 - 31 de Agosto de 1925), filha de João da Silva Gomes e de sua mulher Emília Anaiz, e teve duas filhas e um filho:
* Judite de Benjamim Pinto (Lisboa, Mercês, 7 de Fevereiro de 1885 - Lisboa, 1953), solteira e sem geração
* Gastão de Benjamim Pinto (Lisboa, Mercês, 4 de Julho/Setembro de 1886 - Lisboa, Janeiro de 1976), que em Monarquia seria Representante do Título de Conde de Vialonga
* Beatriz de Benjamim Pinto (Lisboa, Mercês, 27 de Setembro de 1889 - Lisboa, 9 de Fevereiro de 1961), casada em Lisboa a 20 de Janeiro de 1920 com Augusto de Freitas Guimarães Mendes de Vasconcelos Gonçalves (Lisboa, Santos-o-Velho, 28 de Abril de 1874 - Lisboa, 7 de Outubro de 1930), com geração (Pinto-Gonçalves)

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publicado às 22:56

Tomás de Melo Breyner, o medico da Casa Real

por Blog Real, em 31.05.15

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 D. Thomaz de Mello Breyner (Lisboa, 2 de setembro de 1866 — Lisboa, 24 de outubro de 1933) foi um nobre português.

Tomás de Melo Breyner usava o título de 4.° Conde de Mafra. Seu irmão mais velho, Francisco, falecido em 1922, era o 3.° Conde de Mafra.

Filho mais novo de Francisco de Melo Breyner, o 2.° Conde de Mafra, e de sua esposa Emília Pecquet da Silva, Tomás nasceu no Castelo de São Jorge, que servia então como quartel do batalhão do qual seu pai era comandante.

Ele estudou no Colégio Académico Lisbonense e, mais tarde, na Escola Politécnica de Lisboa. Estudou Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, no Campo de Santana. Em 1893, após se especializar na França, Tomás concorreu a médico do Hospital de São José, mas acabou sendo nomeado médico da Real Câmara por o Rei D. Carlos I. Em função disso, ele acompanhou a Rainha D.Amélia em uma viagem a Paris, em 1894, e a Rainha D. Maria Pia de Saboia à Itália, em 1901.

Quando o reI D.Carlos e o príncipe Luís Filipe foram assassinados em 1908, foi Tomás de Melo Breyner que fez a supervisão dos corpos embalsemados. Tarefa penosa não só pela proximidade às vitimas como também pelo estrago feito pelas balas.

Em 1897, Tomás de Melo Breyner participou como secretário de José Tomás de Sousa Martins de um congresso sobre peste bubónica em Veneza. Em 1903, representou Portugal no Congresso Internacional de Medicina em Madrid, e fez o mesmo no realizado em Paris, em 1905. No ano seguinte, o Congresso ocorreu em Lisboa, e Tomás serviu como secretário da comissão executiva.

Entre 1906 e 1907, Melo Breyner foi deputado.

Teve colaboração em publicações periódicas como a Acção realista (1924-1926) e o jornal humorístico O Thalassa semanario humoristico e de caricaturas (1913-1915).

No dia 7 de janeiro de 1894, Tomás de Melo Breyner desposou Sofia de Carvalho Burnay, quarta filha de Henrique Burnay, 1.° conde de Burnay. Tiveram nove filhos.

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publicado às 18:33

Miss Margery Withers, a bibliotecária do Rei D.Manuel II

por Blog Real, em 18.05.15

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Amante indiscutível de livros, D. Manuel II, o último rei de Portugal, dedicou os seu anos de exílio em Londres aos estudos e à escrita de obras que ainda hoje são uma importante fonte para a história contemporânea de Portugal.
 
Numa primeira fase dedicou-se à sua biografia onde contrata os serviços do bibliófilo Maurice Ettinghausen em 1919 para o auxiliar na procura dos livros antigos que necessitava. 
 
Com o crescimento da sua biblioteca pessoal, o rei acaba por abandonar a ideia da biografia e dedica-se à descrição de todos os livros antigos de sua biblioteca.
 
É aqui que é aconselhado por amigos a contratar Miss Margery Withers, uma jovem bibliotecária britânica, para organizar e catalogar o seu espólio. Os livros amontoavam-se em todos os móveis e mesas da sala, e Miss Margery não teve mãos a medir. Todos os dias de manhã, bem cedo, iniciava o seu trabalho intenso com o rei D. Manuel II, e assim se mantinha até à sua hora de saída, pelas 16:00.
 
A sua proximidade à família real acabam por revelar uma amizade profunda, que faz com que Margery aprenda a língua portuguesa, e acompanhe a família real nos almoços e nos eventos sociais.
 
É também Miss Margery que após a morte prematura do rei, publica o terceiro volume da sua obra, e nos conta como foram os últimos anos do monarca português, no documentário da RTP1 de 1997 "O Lugar da História: D.Manuel II, o último rei de Portugal".
 
Miss Margery nasceu no dia 23 de Outubro de 1905 na Patagónia, Argentina, e faleceu no dia 6 de Setembro de 1999 no Reino Unido.

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publicado às 00:04


Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

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FUNDAÇAO DOM MANUEL II

A Fundação Dom Manuel II é uma instituição particular, sem fins lucrativos, de assistência social e cultural, com acções no território português, nos países lusófonos, e nas comunidades portuguesas em todo o mundo.
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Prémio Infante D. Henrique
Com a fundação do Prémio Infante Dom Henrique, do qual S.A.R. o Duque de Bragança além de membro fundador é Presidente de Honra, Portugal tornou-se o primeiro país europeu de língua não inglesa a adoptar o programa de "The International Award for the Young People".
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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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