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Curiosidades sobre o Bolo Rei em Portugal

por Blog Real, em 16.01.15

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Em Portugal, o bolo-rei chega no século XIX. O empresário Baltazar Júnior, ao visitar Paris, em 1840, teve acesso à receita francesa do bolo-rei, e encantado, decide trazê-lo para Portugal. Inicialmente, em Portugal, o bolo era apenas vendido nas vésperas de natal. A história do bolo rei, em Portugal apresenta fortes ligações aos últimos tempos da monarquia e início da república. O bolo-rei projectou o destino dos irmãos e príncipes reais, D. Manuel e D. Luís Filipe (o natural sucessor do pai, o monarca D. Carlos). Numa festa dos reis, realizada no Palácio das necessidades, a fava calhou ao irmão mais novo, D. Manuel. Um mau presságio. A fava era vista pela monarquia como sinal de poder, e quem tivesse a sorte de a encontrar seria coroado rei um dia. Segundo alguns documentos, os príncipes ficaram transtornados com tal acontecimento. Coincidência ou não, a 1 de Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e o seu filho, D. Luís Filipe, o seu natural sucessor, foram assassinados. Contra todas as probabilidades, D. Manuel assumiu o trono, tornando-se no último monarca português.


Em 1911, um ano após a implementação da República, é proposto na Assembleia da República uma alteração ao nome do Bolo-Rei. A ideia é rejeitada. Apesar disso, até mesmo os republicanos conservadores continuavam a comê-lo, embora preferissem chamá-lo de Bolo de Natal ou Bolo de Ano Novo.

Fontes: Blog Amo Portugal e http://pt.blastingnews.com

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publicado às 19:45

O Tesouro Sacro da Casa Real

por Blog Real, em 14.01.15

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publicado às 19:08

Árvore genealógica dos reis de Portugal

por Blog Real, em 14.01.15

Aqui encontrará as árvores genealógicas das famílias reais portuguesas, uma imagem por cada dinastia.

 

Primeira Dinastia (Casa de Borgonha)

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Ver aqui: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4d/ReisPt-DinastiaAfonsina.png/800px-ReisPt-DinastiaAfonsina.png 

Segunda Dinastia (Casa de Avis)

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Ver Aqui: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3c/ReisPt-DinastiadeAvis.png 

Terceira Dinastia (Filipina, Habsburgo e Áustria)

D. Filipe I de Portugal 1580-1598

D. Filipe II de Portugal 1598-1621

D. Filipe III de Portugal 1621-1640

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Ver Aqui: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/90/Genealogy_dynasty_kings_of_Portugal-3.png/600px-Genealogy_dynasty_kings_of_Portugal-3.png 

Quarta Dinastia (Casa de Bragança)

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Ver Aqui: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2b/ReisPt-DinastiaBrigantina.png

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publicado às 17:30

O album de D.Fernando

por Blog Real, em 04.01.15

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publicado às 12:22

A Nossa Primeira Árvore de Natal

por Blog Real, em 01.01.15

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«Foi D. Fernando II quem, nostálgico das tradições da sua infância, resolveu um dia fazer no palácio uma árvore de Natal para os sete filhos que tinha com a rainha D. Maria II, e distribuir presentes vestido de São Nicolau. Em Inglaterra, a rainha Vitória encantava-se com a mesma tradição, trazida pelo seu marido, Alberto, primo de D. Fernando. Pela mão dos dois primos germânicos nascia a festa de Natal como a conhecemos hoje.
Alguns dos Principezinhos espreitam por detrás de uma cortina. Um outro, mais velho, está sentado numa cadeira, rindo, com as pernas no ar. Há um que parece tapar os olhos, como quem espera uma surpresa, e as duas meninas espreitam para dentro de um dos sacos da figura vestida de escuro que ocupa o centro da gravura. Ao fundo, sobre uma mesa, está, toda enfeitada, uma árvore de Natal.
Eram assim as noites de Natal da família real em meados do século XIX. D. Fernando II, marido da rainha D. Maria II e pai dos seus sete filhos, representava nas suas gravuras e águas-fortes o ambiente familiar, com ele próprio vestido de S. Nicolau a distribuir presentes. Mas o que é significativo na imagem é o facto de, segundo se crê, ela ser a primeira representação de uma árvore de Natal em Portugal.
D. Fernando era alemão. Com o seu primo Alberto, tinha passado a infância comemorando o Natal segundo a velha tradição germânica de decorar um pinheiro com velas, bolas e frutos. Por isso, quando começaram a nascer os seus filhos com D. Maria II - a rainha teve 11 gravidezes, mas só sete crianças sobreviveram, e a própria D. Maria morreu aos 34 anos, no parto do 11.º filho - D. Fernando decidiu animar o palácio com um Natal de tradições germânicas.
A rainha ficava encantada. Nas cartas à sua prima, a rainha Vitória falava com entusiasmo dos preparativos para a festa de Natal, que seria, aliás, muito semelhante à que Vitória (que tinha casado com Alberto) organizava no Castelo de Windsor, em Inglaterra.
"Nada, nem o ar amuado de D. Pedro [o primogénito e futuro rei D. Pedro V], conseguia estragar as festas de Natal", escreve Maria Filomena Mónica em O Filho da Rainha Gorda - D. Pedro V e a sua mãe, D. Maria II, conto que escreveu inicialmente para os netos e que foi depois editado pela Quetzal. "Na Alemanha, onde havia grandes florestas, era costume montar-se, nessa época, uma árvore, enfeitada com flores, bonecos e bolas. Em Portugal, o uso era antes o presépio, com o Menino Jesus nas palhinhas. Em 1844, D. Fernando resolveu fazer uma surpresa à família. Colocou em cima da mesa um pinheirinho, pondo ao lado os presentes."
Podemos imaginar o que seriam os presentes dos Príncipes graças a outra gravura de D. Fernando que mostra o Príncipe D. João, pequenino, com uma camisa de noite comprida e segurando um cavalinho na mão, a olhar para uma mesa enfeitada com a árvore de Natal, e rodeado de bonecos - um tambor, um estábulo com animais, um soldado de chumbo montado num cavalo. O Natal deixava de ser apenas uma festa religiosa e passava a ser uma festa das crianças.
Os nobres, primeiro, e o povo, depois, vendo os hábitos da família real, entre os quais a tradição da árvore de Natal, começam a imitá-los.»
(O Público)

Imagem: Desenho de D.Fernando

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publicado às 18:38

A Lenda do Milagre das Rosas

por Blog Real, em 12.12.14

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A história mais popular da Rainha Santa Isabel é sem dúvida a do milagre das rosas. Segundo a lenda portuguesa, a rainha saiu do Castelo do Sabugal numa manhã de Inverno para distribuir pães aos mais desfavorecidos. Surpreendida pelo soberano, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço, a rainha teria exclamado: ''São rosas, Senhor!''. Desconfiado, D. Dinis inquirido: ''Rosas, em Janeiro?''. D. Isabel expôs então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele havia rosas, ao invés dos pães que ocultara.

A época exacta do aparecimento desta lenda na tradição portuguesa não está determinada. Não consta de uma biografia anónima sobre a rainha escrita no século XIV, mas circularia oralmente pelo país nas últimas décadas desse século. O mais antigo registo conhecido é um retábulo quatrocentista conservado no Museu Nacional de Arte da Catalunha.

O primeiro registo escrito do milagre das rosas encontra-se na ''Crónica dos Frades Menores''.

Em meados do século XVI a lenda já tinha sido amplamente difundida, e foi ilustrada por uma pintura anónima, conhecida por ''Rainha Santa Isabel'', no Museu Machado de Castro de Coimbra, e por uma iluminura da ''Genealogia dos Reis de Portugal'' de Simão Bening sobre desenho de António de Holanda. No século XVII surgem mais dois trabalhos anónimos retratando a rainha, a pintura a óleo no átrio do Instituto de Odivelas e o retábulo do Mosteiro do Lorvão.

Note-se que da sua tia materna, Santa Isabel da Hungria, e assim como da Santa Cacilda e da Santa Zita, se conta uma lenda muito idêntica à do Milagre das Rosas.

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publicado às 21:22

Tesouros Espirituais da Rainha Santa Isabel

por Blog Real, em 11.12.14

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 A partir da tarde do dia 13: novo espaço museológico com exposição de relíquias da Rainha Santa, entre as quais, o bordão, as vestes originais, com que foi amortalhada, e a mais recente aquisição: alguns cabelos da Rainha Santa.

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 Fonte: Confraria da Rainha Santa Isabel

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publicado às 13:02

Em 28 de agosto de 1578, o Cardeal D. Henrique subiu ao trono

por Blog Real, em 30.08.14

Em 28 de agosto de 1578, o Cardeal D. Henrique subiu ao trono.
A propósito divulgamos o documento “Regimento do Conselho Geral do Santo Ofício das inquisições destes reinos e senhorios de Portugal”http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2318865, assinado pelo Cardeal D. Henrique, na qualidade de Inquisidor-Geral do Reino, do fundo Tribunal do Santo Ofício http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2299703.

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publicado às 12:28

23 DE MAIO DE 1179: O PAPA ALEXANDRE III RECONHECE A SOBERANIA DE D. AFONSO HENRIQUES, COM A BULA "MANIFESTIS PROBATUM"

por Blog Real, em 23.05.14

 

 A Bula "Manifestis Probatum"
A Bula Manifestis probatum  é um dos mais importantes documentos pontifícios da História de Portugal. Foi enviada pelo Papa Alexandre III a D. AfonsoHenriques, a 23 de Maio de 1179, confirmando-lhe o título de rei e atribuindo esse título também aos seus sucessores. Por outro lado, concedia aomonarca português o domínio dos territórios conquistados e a conquistar aos Mouros, o que representava um importante estímulo à expansão territorial.
Alexandre III foi  um dos papas mais cultos da Idade Média, professor de direito e de teologia, cujas teorias do poder papal aplicou depois de eleito Papa. Alexandre III exerceu uma influência incontestável na Europa do seu tempo. 
A suzerania papal era um facto em relação aos Estados da Europa e a autoridade da Santa Sé aumentou consideravelmente durante o pontificado de Alexandre III. D. Afonso Henriques tomando-se tributário da Santa Sé e prestando vassalagem ao Papa, obteve o apoio necessário e indispensável na época para garantir uma independência já adquirida de facto, mas ainda não confirmada expressamente pela única autoridade que podia conceder-lha.
De resto, o teor da bula claramente indica que o privilégio concedido se devia aos inumeráveis serviços prestados à Santa Igreja pela propagação da fé cristã, que assinalaria D. Afonso Henriques aos vindouros como um nome digno de memória e um exemplo merecedor de imitação, e porque a Providência divina escolhera-o para governo e salvação do povo.
Deste modo, o Papa, atendendo às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo, toma D. Afonso Henriques «sob a protecção de São Pedro e a nossa», concede e confirma por autoridade apostólica ao seu domínio, o Reino de Portugal com todas as honras inerentes à realeza, bem como as terras que arrancara das mãos dos sarracenos e nas quais não podiam reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. O privilégio estende-se a todos os seus descendentes, prometendo o Papa defender esta concessão com todo o seu poder supremo.
Fontes: O Portal da História
Bula "Manifestis Probatum". In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)
Papa Alexandre III
D. Afonso Henriques
A 23 DE MAIO DE 1179, O PAPA ALEXANDRE III EMITE A BULA "MANIFESTIS PROBATUM", A QUAL DECLARA INDEPENDENTE O CONDADO PORTUCALENSE, E D. AFONSO HENRIQUES, O SEU SOBERANO.

CONSTITUI, PARA MIM, UMA DAS MAIS BELAS REDACÇÕES, RIQUÍSSIMA DAQUILO QUE ASSENTA NA GÉNESE DA PERSONALIDADE PORTUGUESA. DESGRAÇADAMENTE EM CONTRASTE COM A REALIDADE ACTUAL, NELA ENCONTRAMOS O PROJECTO ORIGINAL DA NAÇÃO. PESE EMBORA GENUINAMENTE APOSTÓLICA, A BULA PREVÊ A ORIENTAÇÃO POLÍTICA, ESPIRITUAL, ESTRATÉGICA E, IMPLICITAMENTE CULTURAL, DE PORTUGAL.

"ALEXANDRE, BISPO, SERVO DOS SERVOS DE DEUS, AO CARÍSSIMO FILHO EM CRISTO, AFONSO, ILUSTRE REI DOS PORTUGUESES, E A SEUS HERDEIROS, IN 'PERPETUUM'. ESTÁ CLARAMENTE DEMONSTRADO QUE, COMO BOM FILHO E PRÍNCIPE CATÓLICO, PRESTASTE INUMERÁVEIS SERVIÇOS A TUA MÃE, A SANTA IGREJA, EXTERMINANDO INTREPIDAMENTE EM PORFIADOS TRABALHOS E PROEZAS MILITARES OS INIMIGOS DO NOME CRISTÃO E PROPAGANDO DILIGENTEMENTE A FÉ CRISTÃ, ASSIM DEIXASTE AOS VINDOUROS NOME DIGNO DE MEMÓRIA E EXEMPLO MERECEDOR DE IMITAÇÃO. DEVE A SÉ APOSTÓLICA AMAR COM SINCERO AFECTO E PROCURAR ATENDER EFICAZMENTE, EM SUAS JUSTAS SÚPLICAS, OS QUE A PROVIDÊNCIA DIVINA ESCOLHEU PARA GOVERNO E SALVAÇÃO DO POVO. POR ISSO, NÓS, ATENDEMOS ÀS QUALIDADES DE PRUDÊNCIA, JUSTIÇA E IDONEIDADE DE GOVERNO QUE ILUSTRAM A TUA PESSOA, TOMAMO-LA SOB A PROTECÇÃO DE SÃO PEDRO E NOSSA, E CONCEDEMOS E CONFIRMAMOS POR AUTORIDADE APOSTÓLICA AO TEU EXCELSO DOMÍNIO O REINO DE PORTUGAL COM INTEIRAS HONRAS DE REINO E A DIGNIDADE QUE AOS REIS PERTENCE, BEM COMO TODOS OS LUGARES QUE COM O AUXÍLIO DA GRAÇA CELESTE CONQUISTASTE DAS MÃOS DOS SARRACENOS E NOS QUAIS NÃO PODEM REIVINDICAR DIREITOS OS VIZINHOS PRÍNCIPES CRISTÃOS. E PARA QUE MAIS TE FERVORES EM DEVOÇÃO E SERVIÇO AO PRÍNCIPE DOS APÓSTOLOS S. PEDRO E À SANTA IGREJA DE ROMA, DECIDIMOS FAZER A MESMA CONCESSÃO A TEUS HERDEIROS E, COM A AJUDA DE DEUS, PROMETEMOS DEFENDER-LHA, QUANTO CAIBA EM NOSSO APOSTÓLICO MAGISTÉRIO." (TRADUÇÃO DE LUÍS RIBEIRO SOARES «A BULA 'MANIFESTIS PROBATUM' E A LEGITIMIDADE PORTUGUESA»)

MÁRIO NEVES
CAUSA REAL – REAL ASSOCIAÇÃO DA BEIRA LITORAL
FONTE: http://realbeiralitoral.blogspot.pt/2014/05/23-de-maio-de-1179-o-papa-alexandre-iii.html

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publicado às 20:04

História da Monarquia

por Blog Real, em 19.11.13

Casa de Borgonha:

A Dinastia de Borgonha, também chamada Afonsina (pelo elevado número - quatro - de soberanos com o nome de Afonso) foi a primeira dinastia do Reino de Portugal. Começou em 1096, ainda como mero condado Portucalense (autonomizado em reino de Portugal em 1139-1143) e terminou em 1383.

D. Afonso Henriques tornou-se Príncipe de Portugal depois de vencer os nobres galegos, os Peres de Trava, aliados de sua mãe, D. Teresa, na batalha de São Mamede em 1128. Foi apenas em 1179 que o Papa Alexandre III reconheceu Portugal como um Estado independente, o que na época era fundamental para a aceitação do reino no mundo cristão. D. Sancho I sucedeu a D. Afonso I, seu pai. À semelhança do anterior continuou o processo de Reconquista da Península Ibérica sob domínio Mouro. A D. Sancho I sucedeu D. Afonso II, seu filho. Em 1223 o seu filho D. Sancho Mendez II sucedeu-lhe. O reinado deste não durou muito tempo e em 1248 seu irmão subiu ao trono, D. Afonso Mendez III. Foi ele que terminou com a presença muçulmana em Portugal, re-adaptando o título de Rei de Portugal e do Algarve. Com as fronteiras do território definidas através do Tratado de Alcanizes (1297), D. Dinis, filho de Afonso III e herdeiro da coroa, começou um processo de exploração da terra do reino. Em 1325 sucedeu-lhe D. Afonso IV, cujo filho, D. Pedro I, protagonizou um dos episódios mais conhecidos da História de Portugal, que Luís de Camões incluiu n’Os Lusíadas, o amor de Pedro e Inês de Castro. Com a morte de D. Pedro I, o filho primogénito, D. Fernando subiu ao trono em 1367. Em 1383 sua filha, D. Beatriz, casou-se com João I de Castela, o que complicou a continuidade da dinastia. Em 1383, com a morte de D. Fernando, o reino entra em anarquia total, com a ameaça de anexação pelo reino de Castela. Após a eleição de D. João I como rei nas Cortes de Coimbra de 1385, considera-se iniciada uma nova dinastia, pela quebra na sucessão legítima, ainda que o novo soberano descendesse directamente do rei D. Pedro I. No ano de 1390 o Conde Pedro I vindo da Casa Real dos Mendes unificou o Reino de Portugal, por definitivo.

 

Casa de Avis:

Antes disto, e possibilitando isto, dera-se a derrota do partido favorável à rainha destronada, D. Beatriz, mulher de João I de Castela, definitivamente vencido na batalha de Aljubarrota em 14 de Agosto de 1385.

A Casa de Avis, sucessora familiar da anterior dinastia de Borgonha, reinou no Continente português entre 1385 e 1581, quando D. António é vencido no Continente português, na batalha de Alcântara, e destronado, sendo aclamado em seu lugar o estrangeiro Filipe II nas Cortes de Tomar desse ano, sob a ameaça do seu exército que já ocupara Lisboa. Mas reina ainda nas Ilhas até 1582, com a queda de Angra do Heroísmo, quando a Ilha Terceira e as restantes ilhas açorianas se rendem à armada invasora do Marquês de Santa Cruz.

A Dinastia de Avis é sucedida pela união pessoal entre as coroas de Portugal e de todos os demais reinos de Filipe II, que deu início à Dinastia de Habsburgo, ou Dinastia Filipina, ou Dinastia de Áustria.

 

Casa de Habsburgo (Dinastia Filipina):

A Dinastia Filipina ou Dinastia de Habsburgo (igualmente conhecida por Terceira Dinastia, Dinastia dos Áustrias, Dinastia de Espanha ou União Ibérica) foi a Dinastia Real que reinou em Portugal durante o período de união pessoal entre este país e a Espanha, isto é, em que o Rei de Espanha era simultaneamente o Rei de Portugal.

 

Casa de Bragança:

A Casa de Bragança, oficialmente titulada como a Sereníssima Casa de Bragança, é uma família nobre portuguesa, que teve muita influência e importância na Europa e no mundo até ao início do século XX, tendo sido a dinastia e, portanto, a família real, do país e do seu império ultramarino colonial, por quase três séculos, tendo ascendentes nas dinastias anteriores. Tendo sido monarca absoluta até 1820, depois, em decorrência da implantação da monarquia constitucional em Portugal, foi monarca constitucional.

A Casa também foi a soberana do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e, por via dum ramo colateral, do Império do Brasil. O ramo que fundou e reinou no Império do Brasil é conhecido como a família imperial brasileira.

A Casa de Bragança é uma linha familiar colateral da Casa de Avis, que governou Portugal de 1385 a 1580. Por via da Casa de Avis, vem a ser descendente da Casa de Borgonha (também chamada Dinastia Afonsina), e, por via da última, também descendente da dinastia capetiana. A Casa de Borgonha proclamou a independência do Condado de Portucale em relação ao Reino de Leão em 1139, tendo governado Portugal até 1385, quando a Casa de Avis, um ramo da primeira casa real portuguesa - a Casa de Borgonha -, assumiu o trono, como resultado da crise de 1383—1385 em Portugal. Ainda, a primeira casa real portuguesa, da qual a Casa de Bragança descende, vem a ser descendente da casa real leonesa, por via da mãe de Dom Afonso Henriques - proclamador da independência, fundador do Reino de Portugal e primeiro Rei como D. Afonso I -, D. Teresa, nascida infanta de Leão, filha do rei Dom Afonso VI de Leão e Castela.

A Casa de Bragança viria a reinar em Portugal após a restauração da independência, em 1 de dezembro de 1640, pois Portugal encontrava-se sob o domínio dum ramo espanhol da Casa de Habsburgo e em estado de união politica o Reino de Espanha. O período em que se tornou casa reinante corresponde à Dinastia de Bragança. Com a implantação da república em Portugal, em 5 de outubro de 1910, a Casa foi decretada extinta e praticamente todos os seus membros foram obrigados a deixar o país.

Ainda no século XX, pela lei 2040 de 20 de maio de 1950, os membros da família real portuguesa foram autorizados a regressar a Portugal. Os seus alegados titulares, que na época residiam em Berna, estabeleceram-se em Portugal nesse mesmo ano. Quanto a outros membros da família desprovidos de direitos sucessórios relativamente à chefia da Casa Real ou sem laços de consaguinidade muito próximos com os titulares, alguns regressaram a Portugal enquanto outros se estabeleceram noutros países, onde residem actualmente.

Atualmente, Duarte Pio de Bragança é reconhecido por algumas instituições monárquicas como atual chefe da Casa e, por inerência, chefe da Casa Real portuguesa, 24º duque de Bragança.

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publicado às 16:40


Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

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A Fundação Dom Manuel II é uma instituição particular, sem fins lucrativos, de assistência social e cultural, com acções no território português, nos países lusófonos, e nas comunidades portuguesas em todo o mundo.
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Prémio Infante D. Henrique
Com a fundação do Prémio Infante Dom Henrique, do qual S.A.R. o Duque de Bragança além de membro fundador é Presidente de Honra, Portugal tornou-se o primeiro país europeu de língua não inglesa a adoptar o programa de "The International Award for the Young People".
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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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