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Títulos criados por D.Maria II de Portugal

por Blog Real, em 10.09.17

Estes foram os títulos criados por a Rainha D.Maria II

Duque de Palmela

Duque de Saldanha

Duque da Terceira

Marquês da Bemposta

Marquês do Faial

Marquês de Ponta Delgada

Marquês de Sampaio

Marquês de Santa Iria

Marquês de Terena

Conde das Alcáçovas

Conde das Antas

Conde de Almoster

Conde de Alviela

Conde de Avilez

Conde do Bonfim

Conde de Campanhã

Conde do Carvalhal

Conde de Farrobo

Conde de Ferreira

Conde de Fonte Nova

Conde da Graciosa

Conde de Mafra

Conde de Melo

Conde de Rendufe

Visconde de Alcobaça

Visconde das Antas

Visconde do Banho

Visconde de Benagazil

Visconde de Bruges

Visconde do Cabo de São Vicente

Visconde da Carreira

Visconde de Castro Silva

Visconde de Ferreira

Visconde de Fonte Nova

Visconde de Geraz do Lima

Visconde da Graciosa

Visconde de Lançada

Visconde de Loures

Visconde de Meneses

Visconde de Midões

Visconde de Monforte

Visconde da Piedade

Visconde de Podentes

Visconde da Praia

Visconde do Reguengo

Visconde de Sá da Bandeira

Visconde de Samodães

Visconde de Santa Cruz

Visconde da Serra do Pilar

Visconde de Vilarinho de São Romão

Visconde de Bóbeda

Barão de Almeirim

Barão das Antas

Barão da Arcossó

Barão de Balsemão

Barão de Brissos

Barão de Cacela

Barão de Campanhã

Barão do Candal

Barão da Capelinha

Barão de Chanceleiros

Barão de Faro

Barão de Ferreira

Barão da Fonte Bela

Barão de Fonte Nova

Barão de Glória

Barão das Lajes

Barão das Laranjeiras

Barão de Leiria

Barão de Miranda do Corvo

Barão de Mondim

Barão de Noronha

Barão de Oleiros

Barão de Porto de Mós

Barão de Prime

Barão de Provezende

Barão do Ramalho

Barão de Ribeira de Pena

Barão da Ribeira de Sabrosa

Barão de Ruivós

Barão de Sá da Bandeira

Barão de Samora Correia

Barão de São Pedro

Barão de São Torquato

Barão de Seisal

Barão de Setúbal

Barão da Silva

Barão do Vale

Barão de Valongo

Barão da Varguem da Ordem

Barão de Vilamonte da Boavista

Barão de Vila Nova de Foz Coa

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publicado às 19:49

Títulos - Príncipe da Beira

por Blog Real, em 09.08.17

 

Príncipe da Beira é, desde 1734, o título conferido ao primogénito do herdeiro presuntivo da Coroa de Portugal, o qual, por sua vez tem actualmente o título de Príncipe Real de Portugal.

O título Princesa da Beira foi criado em 1645, pelo rei D.João IV de Portugal, como designação da filha mais velha do monarca, independentemente de ser ou não, herdeira presuntiva da coroa. O título Príncipe do Brasil estava reservado aos primogénitos varões do monarca, estes sim, quando existissem, sempre herdeiros presuntivos da coroa. Até então o herdeiro real tinha o simples título de Príncipe, sendo que a filha mais velha do monarca apenas o recebia se não tivesse irmãos varões.

Em 17 de Dezembro de 1734 o rei D.João V reorganiza o sistema de títulos da família real. A partir daí, tanto o título de Príncipe do Brasil como o de Príncipe da Beira poderiam ser atribuídos a pessoas dos dois sexos. Passavam a ser Príncipes do Brasil todos os herdeiros presuntivos do trono. Já o título de Príncipe da Beira passava a ser o do filho herdeiro do Príncipe Real (portanto, o segundo na linha de sucessão). Pelo novo sistema, a primeira Princesa da Beira foi a neta recém-nascida de D. João V, D. Maria Francisca, futura rainha D.Maria I. O Primeiro Príncipe da Beira do sexo masculino foi D. José, filho da Princesa D. Maria Francisca.

Ao título de Príncipe da Beira é associado o tratamento de Alteza Real (S.A.R.)

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publicado às 13:09

Títulos criados por D.Pedro V de Portugal

por Blog Real, em 12.05.17

Estes foram os títulos criados por o Rei D.Pedro V:

Marquês de Sousa Holstein

Conde da Guarda

Visconde do Cartaxo

Visconde da Charruada

Visconde de Oleiros

Visconde de Orta

Visconde de Santo António do Vale da Piedade

Visconde de Seisal

Visconde de Torres Novas

Barão de Dinis Samuel

Barão da Silva

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publicado às 11:42

Títulos criados por D. Luís I de Portugal

por Blog Real, em 02.01.16

Estes foram os títulos criados por o Rei D.Luís:

Marquês de Monfalim

Marquês de Pomares

Marquês de Sesimbra

Marquês de Rio Maior

Conde de Almedina

Conde de Burnay

Conde de Carcavelos

Conde de Caria

Conde do Casal Ribeiro

Conde da Costa

Conde de Itacolumi

Conde de Lancastre

Conde dos Olivais

Conde de Penha Longa

Conde de Podentes

Conde de Porto Brandão

Conde da Praia e Monforte

Conde de Prime

Conde de Ribeiro da Silva

Conde de São Januário

Conde de Seisal

Conde de Torres Novas

Conde de Valbom

Conde de Vila Franca do Campo

Visconde de Aguieira

Visconde de Alferrarede

Visconde de Alter do Chão

Visconde de Azarujinha

Visconde de Baçar

Visconde do Barreiro

Visconde de Benalcanfor

Visconde de Bettencourt

Visconde de Bouça

Visconde da Capelinha

Visconde de Carcavelos

Visconde de Caria

Visconde de Carvalhais

Visconde de Chanceleiros

Visconde de Correia Godinho

Visconde da Covilhã

Visconde de Dominguizo

Visconde de Ervideira

Visconde de Faria Pinho

Visconde de Ferreira Alves

Visconde de Ferreira de Lima

Visconde de Ferreira do Alentejo

Visconde de Fragosela

Visconde da Gândara

Visconde de Gandarinha

Visconde de Godim

Visconde de Guedes Teixeira

Visconde de Itacolumi

Visconde de Lancastre

Visconde das Laranjeiras

Visconde de Loureiro

Visconde de Milhundos

Visconde de Nazaré

Visconde dos Olivais

Visconde de Oliveira

Visconde de Paço de Arcos

Visconde de Penedo

Visconde de Pinhel

Visconde de Prime

Visconde da Régua

Visconde de Rendufe

Visconde da Ribeira Brava

Visconde de Ribeiro da Silva

Visconde de Rio Sado

Visconde de Rio Tinto

Visconde de Ruães

Visconde de Safira

Visconde de Santa Cruz

Visconde de São Caetano

Visconde de São Januário

Visconde de São Sebastião

Visconde de São Torquato

Visconde de Sarzedo

Visconde da Serra da Tourega

Visconde do Serrado

Visconde de Silva Carvalho

Visconde da Sobreira

Visconde de Tardinhade

Visconde de Tavira

Visconde de Tortosendo

Visconde de Valdemouro

Visconde de Valdoeiro

Visconde da Vargem da Ordem

Visconde da Vela

Visconde de Viamonte da Silveira

Barão de Alcantarilha

Barão de Areias de Cambra

Barão de Barcel

Barão de Cabinda

Barão de Calapor

Barão de Caria

Barão de Dempó

Barão de Duparchy

Barão de Joane

Barão de Maxial

Barão de Nelas

Barão de Nova Sintra

Barão de Paçô Vieira

Barão de Perném

Barão da Póvoa de Varzim

Barâo de Rio de Moinhos

Barão de Sacavém

Barão do Salgueiro

Barão de Salvaterra de Magos

Barão de São Clemente

Barão de São Domingos

Barão de São Januário

Barão de São João de Loureiro

Barão de Sendal

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publicado às 18:44

Títulos criados por D. Carlos I de Portugal

por Blog Real, em 26.12.15

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Estes foram os títulos criados por o Rei D.Carlos:

Marquês da Praia e de Monforte

Conde de Águeda

Conde de Alferrarede

Conde de Alto de Mearim

Conde de Alves Machado

Conde de Azarujinha

Conde de Cascais

Conde da Covilhã

Conde de Cuba

Conde de Duparchy

Conde de Ervideira

Conde de Estarreja

Conde de Figueiredo Magalhães

Conde de Leça

Conde de Monsaraz

Conde de Monte Real

Conde de Paço de Arcos

Conde de Penha Garcia

Conde de Pinhel

Conde do Refúgio

Conde de Sabrosa

Conde da Serra da Tourega

Conde de Sousa e Faro

Conde de Sousa Rosa

Conde de Vialonga

Conde de Vinhó

Conde de Vinhó e Almedina

Conde de Vizela

Visconde de Alvalade

Visconde de Amoreira da Torre

Visconde de Barcel

Visconde de Bardez

Visconde da Barreira

Visconde do Bom Sucesso

Visconde de Cantim

Visconde de Cidrais

Visconde de Damão

Visconde de Ervedal da Beira

Visconde de Fraião

Visconde de Gião

Visconde de Giraúl

Visconde de Gumiei

Visconde de Idanha

Visconde de Paredes

Visconde de Perném

Visconde de Peso de Melgaço

Visconde de Poiares

Visconde de Rio Torto

Visconde de São Gião

Visconde de Vale de Sobreira

Barão de Alvoco da Serra

Barão de Cadoro

Barão de Fragosela

Barão de Inhaca

Barão de Jardim do Mar

Barão da Recosta

Barão de Rio Torto

Barão de Salgado Zenha

Barão do Teixoso

Senhor de Dornelas e do Caniço

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publicado às 15:37

Títulos criados por D. Manuel II de Portugal

por Blog Real, em 26.12.15

O Rei D.Manuel II criou seis títulos de nobreza:

Conde de Agarez

Conde de Albuquerque

Visconde de Aagarez

Visconde de Almeida e Vasconcelos

Visconde de Poiares

Barão de Linhó

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publicado às 15:26

Títulos - Duque de Beja

por Blog Real, em 13.12.15

 Armas dos Duques de Beja da Dinastia de Avis

O título Duque de Beja foi criado pelo rei D. Afonso V de Portugal em 1453 a favor do seu irmão, o Infante Fernando de Portugal, Duque de Viseu e Condestável de Portugal.

Posteriormente, D. Fernando herdaria também o Ducado de Viseu do seu tio, o Infante D. Henrique, pelo facto de ser o seu principal herdeiro e com as mesmas «obrigações régias», tornando-se o seu 2.º Duque.

O seu filho, D. Manuel, 4.º Duque de Beja, tornou-se Rei de Portugal depois da morte, sem herdeiros, de D. João II. A partir daí o título foi incorporado na coroa, ficando reservado ao segundo filho varão do monarca, quando o houvesse; com a instituição da Casa do Infantado, em 1654, ficou sendo um dos títulos subsidiários da mesma; a partir de D. Pedro IV e a extinção da Casa do Infantado, o título manteve-se, mas perdeu a sua posição em favor do título de Duque do Porto, passando o Ducado de Beja a ser atribuído ao terceiro varão do monarca. Seis dos titulares do Ducado de Beja acabaram, incidentalmente, por herdar o trono (um deles como consorte régio).

Casa de Avis (1433-1580)
* 1. D. Fernando de Portugal, filho segundo de D. Duarte, depois 2.º Duque de Viseu e, interinamente, Príncipe herdeiro de Portugal (1433-1470)
* 2. D. João de Beja, filho do predecessor, 3.º Duque de Viseu (1470-1472)
* 3. D. Diogo de Beja, irmão do predecessor, 4.º Duque de Viseu (1472-1484)
* 4. D. Manuel de Beja, irmão do predecessor, 5.º Duque de Viseu e, depois, Rei de Portugal como D. Manuel I (1484-1521); reintegrado na Coroa com a ascensão do titular à dignidade régia.
* 5. D. Luís de Portugal, filho do predecessor, Infante de Portugal (1506-1555); por sua morte sem descendentes considerados legítimos, o título reverteu de novo para a Coroa.
* 6. João III de Portugal, Rei de Portugal (1555-1557)
* 7. Sebastião I de Portugal, Rei de Portugal (1557-1578)
* 8. Henrique I de Portugal, Rei de Portugal (1578-1580)

Ocupação Espanhola: 1580-1640

Da 3.ª criação (D. João IV, 1654) à 9.ª e última criação (D. Carlos I)

* 9. João IV de Portugal (1640-1648) restaura a independência de Portugal.
* 10. D. Pedro de Bragança filho de D. João IV, Infante e depois Rei de Portugal como D. Pedro II (1648-1706); reintegrado na Coroa com a ascensão do titular à dignidade régia.
* 11. D. Francisco de Bragança, filho segundo do predecessor, Infante de Portugal (1706-1742); por sua morte sem descendentes legítimos, o título reverteu de novo para a Coroa.
* 12. D. Pedro de Bragança, filho segundo de D. João V, Infante de Portugal, Príncipe da Beira e do Brasil, e depois Rei-Consorte de Portugal, como D. Pedro III pelo casamento com a sobrinha D. Maria I (1742-1777); reintegrado na Coroa com a ascensão do titular à dignidade régia.
* 13. D. João de Bragança, filho segundo do predecessor, Infante e, depois, Rei de Portugal como D. João VI (1777-1816); reintegrado na Coroa com a ascensão do titular à dignidade régia.
* 14. D. Miguel de Bragança, filho segundo do predecessor, Infante e, depois, rei de Portugal como D. Miguel I (1816-1834); reintegrado na Coroa com a ascensão do titular à dignidade régia.
* 15. Maria II de Portugal (1834-1842), Rainha de Portugal
* 16. D. João de Bragança, filho terceiro da Rainha D. Maria II, Infante de Portugal (1842-1861); por sua morte sem descendentes legítimos, o título reverteu de novo para a Coroa.
* 17. Luís I de Portugal (1861-1889), Rei de Portugal
* 18. D. Manuel de Bragança, filho segundo de D. Carlos I, Infante e depois Rei de Portugal como D. Manuel II (1889-1910); reintegrado na Coroa com a ascensão do titular à dignidade régia, o título foi extinto após a queda da monarquia.

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publicado às 14:13

Títulos - Duque do Porto

por Blog Real, em 26.01.15

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 Armas de Dinis, tido por Duque do Porto.

Duque do Porto é um título nobiliárquico de Portugal, criado em 1833 pela Rainha D. Maria II, a favor de si própria. O título está ligado à Família Real Portuguesa, sendo normalmente atribuído ao segundo filho do Chefe da Casa Real.

Duques do Porto:

1. D.Maria II, Rainha de Portugal (1819-1853)

2. D.Luís de Bragança, Infante e depois Rei de Portugal, como D.Luís I (1838-1889)

3. D.Afonso de Portugal, Infante de Portugal (1865-1920)

 

Actualmente o título é usado por Dinis de Bragança, terceiro filho de D.Duarte Pio de Bragança.

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publicado às 12:54

Tíulos - Duque de Bragança

por Blog Real, em 03.01.15

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 Armas da Sereníssima Casa de Bragança

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 Armas (estilo moderno) da Casa de Bragança, após 1581.

O título de duque de Bragança é um dos mais importantes de Portugal. Desde a ascensão ao trono da Dinastia de Bragança, em 1640 que o herdeiro da Coroa Portuguesa usou, simultaneamente, o título nobiliárquico de duque de Bragança. De notar que, por tradição e pela importância da Casa de Bragança, os duques têm os seus nomes numerados tal como os reis (ex. D. Teodósio I e D. Teodósio II), mesmo quando a família ainda não era a Casa Real portuguesa.

História

A Casa de Bragança foi fundada pelo rei D. João I e pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, concorrendo ambos para o seu estabelecimento pelos dotes que o primeiro fez ao seu filho bastardo, que teve de Inês Pires. Afonso I, o primeiro duque de Bragança, e o segundo à sua filha D. Beatriz Pereira Alvim, pelo casamento de ambos realizado em Frielas, no dia 1 de Novembro de 1401 (era de 1439).

O dote atribuído pelo rei D. João I consta da carta de doação, datada em Lisboa no dia 8 de Novembro de 1401 (1439): terras e julgados de Neiva, Danque, Parelhal, Faria, Rates, Vermoim, com todos os seus bens e coutos. O dote feito por D. Nuno Álvares Pereira, consistia na vila e castelo de Chaves, com seus termos, terras e julgado de Monte Negro; no castelo e fortaleza de Monte Alegre; terras do Barroso e Baltar; Paços e Barcelos; quintas de Carvalhosa, Covas, Canedos, Seraes, Godinhaes, Sanfims, Temporam, Moreira e Piusada; e nos casais de Bustelo.

O rei D. João I, conjuntamente com a rainha Dona Filipa, e com o infante D. Duarte, verificou a doação, e acrescentou terras em Penafiel, Bastos e Coutos das Vargeas.

Também D. Nuno Álvares Pereira acrescentou, por carta de 4 de Abril de 1422 (1460) (confirmada pelo rei D. Duarte), o condado e Vila de Arraiolos, rendas e direitos de Montemor, Évora Monte, Estremoz, Souzel, Alter do Chão, Fermosa, Chancelaria, Assumar, Lagomel, Vila Viçosa, Borba, Monsaraz, Portel, Vidigueira, Frades, Vilalva, Ruivas, Beja, Campo de Ourique, e padroados de S. Salvador de Elvas e Vila Nova de Anços.

O 2º duque, D. Fernando I era filho segundo do 1º duque, sucedendo no ducado por morte do seu irmão. Depois da referida doação de D. Nuno Álvares Pereira, por virtude de escambo realizado em 10 de Novembro de 1424 (1462), entre o duque D. Fernando I e sua irmã D. Isabel, e seus descendentes, foram acrescentadas as terras de Paiva, Tendais e Lousada, confirmado em 9 de Dezembro desse ano pelo rei D. Duarte.

Assim se formou a ''Sereníssima Casa de Bragança''. Era então a mais rica de Portugal.

O duque D. Fernando I tomou parte na expedição de Tânger, onde foi condestável, sendo depois governador de Ceuta. O rei D. Afonso V lhe fez a graça de elevar Bragança à categoria de cidade.

O poder da Casa de Bragança veio a ser depois suprimido por D. João II. O Rei D. João II foi um homem cioso do seu poder e firme na convicção de o conservar. D. João II prendeu, julgou, num processo judicial muito mal explicado, e executou por degolação na Praça do Giraldo em Évora, D. Fernando II, o terceiro duque, sob acusações de traição e correspondência gravosa com o rei de Castela. Em consequência, as terras dos Duques foram anexadas aos bens da Coroa e o herdeiro da Casa Ducal, D. Jaime, de apenas 4 anos, foi desterrado para Castela.

O Rei D. Manuel I, sucessor de D. João II, era tio de D. Jaime de Bragança e, em 1500, convida-o a regressar à Corte, devolvendo-lhe os títulos e terras do ducado que o anterior rei retirara. D. Jaime ordenou a construção do Palácio Ducal de Vila Viçosa, que havia de se tornar numa das residências reais no século XVII. Mas este Duque não se limitou a levantar o Paço de Vila Viçosa. Remodelou diversas outras residências ducais - como é o caso dos castelos de Ourém e Porto de Mós, que foram restaurados por sua ordem e adaptados das suas funções militares a residências castelares.

D. João I, o sexto duque, casou com a princesa D. Catarina de Portugal e foi o pai do corajoso D. Teodósio II, que lutou na batalha de Alcácer-Quibir (1578) com apenas 10 anos. Entretanto, a Dinastia de Aviz entrava numa crise. Com o desaparecimento do Rei D. Sebastião nesse ano, o trono fora herdado pelo Cardeal D. Henrique, um homem idoso e sem descendência, devido ao seu voto de celibato. Ainda tentou pedir ao Papa que o dispensasse dos votos para poder casar e dar um herdeiro à Coroa, mas morreu antes de uma resposta. Quando D. Henrique morreu, o Rei Filipe II de Espanha tornou-se rei de Portugal como Filipe I, e o país perdeu a independência. Seguir-se-iam 60 anos de domínio espanhol, com três reis espanhóis - Filipe I, Filipe II e Filipe III.

Em 1640, as políticas astutas de Filipe III, no que toca a Portugal, tinham terminado. O país tinha impostos demasiado altos e o rei espanhol já não tinha a confiança dos nobres portugueses. Filipe III de Portugal era odiado em especial pelos mercadores e pequenos comerciantes, que se sentiam asfixiados pelos pesados impostos. Portugal encontrava-se à beira de uma revolução e novo rei tinha que ser encontrado. Logo se reuniu uma conjura de nobres que queriam a separação das coroas portuguesa e espanhola. Tinham de escolher, no rol de parentes afastados dos últimos reis de Portugal, um candidato que se adequasse aos seus requisitos. A escolha recaiu sobre D. João II, Duque de Bragança. O Duque de Bragança aceitou a chefia da rebelião e tornou-se Rei de Portugal a 1 de Dezembro de 1640, iniciando assim a quarta dinastia, ou dinastia de Bragança.

Depois da ascensão dos Duques de Bragança à coroa, o título de Duque de Bragança passou a ser atribuído ao herdeiro Presuntivo da coroa. Note-se que alguns príncipes, filhos secundogénitos, que ascenderam ao trono, como foi o caso de D. Pedro II, D. Miguel I, D. Luís I, ou D. Manuel II, não usaram o título.

Os bens da Casa de Bragança estiveram sempre separados dos da Casa Real, o próprio Rei D. João IV, por Carta de Lei, impôs a separação completa das duas administrações (a dos bens da Coroa e a dos bens da Casa de Bragança, que continuava a ser um património familiar, posto à disposição do herdeiro do Trono). Após o triunfo do liberalismo, em 1834, que aboliu os morgadios em Portugal, foi feita uma lei que criou um regime de excepção para a Casa de Bragança. Deste modo, a administração dos bens que constituíam o vínculo da Casa de Bragança transitava para o Príncipe Real quando este completava 21 anos, uma vez que o Príncipe que estivesse na situação de herdeiro da coroa, ostentava o título de Duque de Bragança.

Em 1 de Fevereiro de 1908, o Rei D. Carlos I foi assassinado juntamente com o seu herdeiro, o Príncipe Real D. Luís Filipe, o 21.° Duque de Bragança. Foi sucedido por D. Manuel II até à implantação da República em 5 de Outubro de 1910, tendo embarcado na Ericeira para o exílio no Reino Unido dias depois.

Após a revolução de 1910, os bens da Casa de Bragança não transitaram para o Estado, considerando a República que esses bens seriam bens particulares da família Bragança, cuja administração pertencia a D. Manuel de Bragança, o rei exilado. No entanto, argumentando a velha questão dos adiantamentos feitos pelo Estado à Coroa (no reinado de D.Carlos), a República julgou que deveria ser a Casa de Bragança a liquidar esses valores. Pressionado porém pelo Governo Inglês, em 1915, o governo da República atribuiu a D. Manuel a livre administração de todo o património familiar.

Em 1915, D. Manuel II, no seu testamento, manifestou vontade de os seus bens particulares em Portugal ficarem à disposição do país. D. Manuel II não dispôs naturalmente dos bens da Casa de Bragança, destinados ao herdeiro do trono de Portugal e, como tal, não susceptíveis de disposição em testamento. Após a morte de D. Manuel, em 1932, as suas únicas herdeiras (a viúva, Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen e a mãe, Rainha D. Amélia) renunciaram às suas heranças. O Estado Português, porém, considerando que D. Manuel II morrera "sem descendente, nem sucessor" no trono de Portugal, apropriou-se dos bens da Casa de Bragança constituído com esse património, e com o património privado do falecido monarca, a Fundação da Casa de Bragança.

Em 1950, a linhagem miguelista da família Bragança, até então banida, foi autorizada a regressar a Portugal.

O Panteão dos Duques de Bragança, em Vila Viçosa, abriga os restos mortais de diversos membros desta família; a maior parte dos monarcas desta dinastia foram sepultados no Panteão dos Braganças, numa das alas do Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

Duques de Bragança:

- D.Afonso I (1442 - 1461)

- D.Fernando I (1461 - 1478)

- D.Fernando II (1478 - 1483)

- D.Jaime I (1483 - 1532)

- D.Teodósio I (1532 - 1563)

- D.João I (1563 - 1583)

- D.Teodósio II (1583 - 1630)

- D.João II (1630 - 1645) aclamado rei de Portugal a 1 de Dezembro em 1640 como D. João IV (Restauração da Independência). Abdica do ducado a favor do filho. O título passa a ser dado ao herdeiro do Reino de Portugal. 

- D.Teodósio III (1645 - 1653)

- D.Afonso II (1656 - 1683) Rei de Portugal como D. Afonso VI. Segue-se uma vacância de 6 anos

- D.João III (1689 - 1714) Rei de Portugal como D. João V. Duque desde o nascimento. Abdica para o filho.

- D.José I (1714 - 1750) Também Rei de Portugal. Duque desde o nascimento. Abdica para a filha.

- D.Maria I (1750 - 1777) Rainha de Portugal como D.Maria I.

- D.José II (1777 - 1788) Filho primogénito de D.Maria I.

- D.João IV (1788 - 1826) Foi Rei de Portugal como D.João VI.

- D.Pedro I (1826 - 1834) Rei de Portugal em 1826, como D. Pedro IV. Também foi Imperador do Brasil

- D.Maria II (1826 - 1853) Também foi Rainha de Portugal 

- D.Miguel I (1834 - 1866) Também Rei de Portugal. Após a deposição, usa o título.

- D.Pedro II (1853 - 1861) Também rei de Portugal como D. Pedro V. Segue-se uma vacância de dois anos.

- D.Carlos I (1863 - 1889) Abdica do título para o filho, Luís Filipe.

- D.Luís Filipe I (1889 - 1908) Assassinado com o seu pai no Regicídio de 1908.

 

Actualmente é o actual chefe da Casa Real Portuguesa, D.Duarte Pio de Bragança, que usa o titulo de Duque de Bragança.

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publicado às 17:26


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Com a fundação do Prémio Infante Dom Henrique, do qual S.A.R. o Duque de Bragança além de membro fundador é Presidente de Honra, Portugal tornou-se o primeiro país europeu de língua não inglesa a adoptar o programa de "The International Award for the Young People".
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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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