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Afonso de Bragança no início da Real Reflorestação na Serra Gardunha

por Blog Real, em 16.02.19

Afonso de Bragança esteve com o o Grupo de Escuteiros da Fraternidade Dom Nuno Álvares Pereira, Covilhã, Guarda, Teixoso, Fundão e demais entidades autarquias da região na reflorestacao real na Serra da Gardunha. 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Causa Real, Real Associação da Beira Interior e Juventude Monárquica Portuguesa

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publicado às 14:53

Reis de Portugal - Duarte I de Portugal

por Blog Real, em 16.02.19

Duarte I (Viseu, 31 de Outubro de 1391 – Tomar, 9 de Setembro de 1438), apelidado de "o Eloquente" e "o Rei-Filósofo", foi o Rei de Portugal e Algarve de 1433 até à sua morte. Era filho segundo do rei João I de Portugal e da rainha Filipa de Lencastre, e por morte de seu irmão mais velho, D. Afonso, torna-se o herdeiro da Coroa portuguesa.

Num curto reinado de cinco anos deu continuidade à política exploração marítima e de conquistas em África. O seu irmão Henrique, Duque de Viseu estabeleceu-se em Sagres, de onde dirigiu as primeiras navegações, e, em 1434, Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador. Numa campanha mal sucedida a Tânger, o seu irmão Fernando, o Infante Santo foi capturado e morreu em cativeiro. D. Duarte interessou-se pela cultura e escreveu várias obras, como o ''Leal Conselheiro'' e o ''Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela''. Preparava uma revisão da legislação portuguesa quando morreu, vitimado pela peste.

Reinado:

Estátua do Rei D.Duarte em Viseu

D. Duarte recebeu o seu nome em homenagem ao avô de sua mãe, o rei Eduardo III da Inglaterra. Desde muito jovem, D. Duarte acompanhou o seu pai nos assuntos do reino, sendo portanto um herdeiro preparado para reinar; em 1412 foi formalmente associado à governação pelo pai, tornando-se seu braço direito.

Ao contrário de D. João I, D. Duarte foi um monarca preocupado em gerar consenso e ao longo do curto reinado de cinco anos convocou as Cortes cerca de cinco vezes, para discutir assuntos de estado. Várias vezes as Cortes tinham pedido a D. João I a organização de uma colectânea em que se coordenasse e actualizasse o direito (lei) vigente, para a boa fé e fácil administração na justiça. Para levar a cabo essa obra, D. Duarte designou o doutor Rui Fernandes, que a concluiu em 1446. Posteriormente revista por ordem do infante D. Pedro, ela se converteria nas Ordenações Afonsinas.

D. Duarte deu continuidade à política de incentivo à exploração marítima e de conquistas em África. Durante o seu reinado, o seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, a partir de onde dirigiu as navegações: assim, em 1434 Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador, um ponto lendário da época, cuja travessia causava terror aos marinheiros; daí avançou-se para Angra dos Ruivos em 1435, e Afonso Gonçalves Baldaia atingiu o Rio do Ouro e Pedra da Galé em 1436.

Em 1437, os seus irmãos Henrique e Fernando convenceram-no a lançar um ataque a Marrocos, de forma a consolidar a presença portuguesa no norte de África, que se pretendia uma base para a exploração do Oceano Atlântico. A ideia não foi consensual: D. Pedro, Duque de Coimbra e D. João, Infante de Portugal estavam contra a iniciativa de atacar directamente o rei de Marrocos.

A campanha foi mal sucedida e a cidade de Tânger não foi conquistada, custando a derrota grandes perdas em batalha. O próprio príncipe Fernando foi capturado e morreu em cativeiro, por recusar-se a ser libertado em troca da devolução de Ceuta, o que lhe valeu o cognome de Infante Santo. O próprio D. Duarte morreu pouco tempo depois de peste negra.

Fora da esfera política, Duarte foi um homem interessado em cultura e conhecimento. Escreveu vários livros de poesia e prosa. Destes últimos destaca-se o Leal Conselheiro (um ensaio sobre variados temas onde a moral e religião têm especial enfoque) e o Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela (em forma de manual para cavaleiros). Estava a preparar uma revisão do código civil português quando a doença o vitimou.

Jaz nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

Obra:

-O Leal Conselheiro, obra moral, endereçada a sua mulher, Leonor de Aragão.

-Ainda compôs um livro de Regimento pera os que custumarem andar a cavallo o Bem Cavalgar. (Ruy de Pina, Cronica d'el-rei dom Duarte, capitulo iii).

Descendência:

Da sua esposa, a infanta Leonor de Aragão (1402-1455), teve nove filhos. A rainha tornar-se-ia regente do reino até Afonso V atingir a maioridade, o que gerou controvérsia no reino, pois a opinião pública considerava os infantes D. Pedro, D. Henrique e D. João mais capazes para a regência.

D. Leonor manteve-se regente até 1440, assinando os atos régios como «a triste rainha», e nesse ano foi substituída pelo infante D. Pedro e afastada da corte. Exilou-se em Espanha e morreu em Toledo. Deste casamento nasceram:
*D. João de Portugal (1429-?), morreu jovem
*D. Filipa de Portugal (1430-1439), ''«morreu em idade de onze annos de pestenença em Lisboa»'' (Ruy de Pina, cap. XLIV).
*D. Afonso V de Portugal (1432-1481), sucessor do pai no trono português
*D. Maria de Portugal (1432)
*D. Fernando de Portugal, Duque de Viseu (1433-1470), pai do rei D. Manuel I de Portugal
*D. Leonor de Portugal (1434-1467), casou com Frederico III, Sacro Imperador Romano-Germânico
*D. Duarte de Portugal (1435)
*D. Catarina de Portugal (1436-1463)
*D. Joana de Portugal (1439-1475), casou com o rei Henrique IV de Castela e foi mãe de Joana, a Beltraneja ou ''a Excelente Senhora''

Títulos, estilos, e honrarias:

  • 31 de Outubro de 1391 – 14 de Agosto de 1433: "Sua Alteza, o Infante Duarte de Portugal"
  • 14 de Agosto de 1433 – 9 de Setembro de 1438: "Sua Alteza Real, o Rei"

O estilo oficial de D. Duarte enquanto Rei de Portugal: "Pela Graça de Deus, D. Duarte, Rei de Portugal e do Algarve, e Senhor de Ceuta"

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publicado às 13:00

Rei D.Luís I no Reino Unido em 1859

por Blog Real, em 15.02.19

Na foto estão: Filipe: Conde de Flandres, Príncipe Alberto do Reino Unido, Princesa Alice do Reino Unido, Luís, Duque do Porto (futuro Rei D.Luís I de Portugal), Prícipe Alberto do Reino Unido (futuro Rei Edurado VII), Rainha Victoria do Reino Unido e o Rei Leopoldo da Bélgica.

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publicado às 21:20

Reflorestação Real

por Blog Real, em 13.02.19

REFLORESTAÇÃO REAL

Sábado, 16 fevereiro
10h00 - Recepção da Comitiva na Serra da Gardunha, pela Autarquia do Fundão
10h20 - Início da Reflorestação
12h30 - Almoço com Executivo do Fundão
15h00 - Início da visita à Quinta da Porta, em Vale de Prazeres
21h30 - Concerto e Palestra "Música", no Salão Nobre da Câmara da Covilhã

Domingo, 17 fevereiro
10h00 - Recepção da Comitiva na Serra da Estrela, pela Autarquia da Covilhã
10h20 - Início da Reflorestação
12h30 - Almoço com Executivo da Covilhã
15h00 - Início da visita pela Covilhã

Venha Reflorestar Connosco!

Fonte: CAUSA REAL

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publicado às 16:47

D.Duarte de Bragança participou na tertúlia subordinada ao tema "A Monarquia do Norte"

por Blog Real, em 11.02.19

Decorreu na Biblioteca Municipal de Estarreja uma tertúlia subordinada ao tema "A Monarquia do Norte".
Na tertúlia participaram o Dr. Marco Pereira, advogado e historiador local e sua Alteza Real o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança.
O Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina fez a abertura e o encerramento da Sessão.
O auditório encontava-se repleto.

Estiveram também presentes alguns membros da Confraria Da Broa D' Avanca, da Real Associação Beiral Litoral, com destaque para o seu presidente o Eng.º Fábio Fernandes, o Presidente da Real Associação de Viana do Castelo Dr. José Aníbal Marinho, simultâneamente membro da Comissão Executiva Nacional da Causa Real, o Presidente da Real Associação de Braga, Dr. Gonçalo Pimenta de Castro e alguns membros da Juventude Monárquica do Porto. Marcou também presença a TV Monarquia Portuguesa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Real Associação de Viana do Castelo

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publicado às 19:44

Real Associação do Porto promove jantar inserido no programa evocativo do Centenário da Monarquia do Norte

por Blog Real, em 11.02.19

Ainda inserido no programa evocativo do Centenário da Monarquia do Norte, a Real Associação do Porto promove, no próximo dia 15 de Fevereiro, sexta-feira, no Clube de Leça, pelas 20h00, um Jantar, com um Menu à época, coordenado pelo associado e membro da comissão executiva da Causa Real, Chef Hélio Loureiro, e que também conta com a presença da Presidente da Causa Real, Teresa Côrte-Real.
Aceitam-se inscrições até ao próximo dia 13 de Fevereiro.

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publicado às 19:39

D.Duarte, Duque de Bragança esteve com a Juventude Monárquica do Porto em Estarreja

por Blog Real, em 11.02.19

A Juventude Monárquica do Porto esteve no passado sábado em Estarreja com SAR, o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, representada pelo seu Presidente da Direção, Jorge Araújo, Secretário-Geral, Pedro Sousa, e Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Carlos Cambey Galante.

 

 

 

 

Fonte: Juventude Monárquica Portuguesa

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publicado às 17:16

Reis de Portugal - João I de Portugal

por Blog Real, em 10.02.19

João I de Portugal (Lisboa, 11 de Abril de 1357 – Lisboa, 14 de Agosto de 1433), conhecido como '''o Mestre de Avis''' e apelidado de "o de Boa Memória", foi o rei de Portugal e dos Algarves de 1385 até sua morte, sendo o primeiro monarca português da Casa de Avis Era o filho ilegítimo do rei Pedro I de Portugal com sua amante Teresa Lourenço, sendo escolhido e aclamado como rei durante a Crise de 1383–1385 em Portugal.

Com o apoio do condestável do reino, Nuno Álvares Pereira, e aliados ingleses travou a Batalha de Aljubarrota contra o Reino de Castela, que invadira o país. A vitória foi decisiva: Castela retirou-se, acabando bastantes anos mais tarde por o reconhecer oficialmente como rei. Para selar a aliança Luso-Britânica casou com Filipa de Lencastre, filha de João de Gante, 1º Duque de Lencastre (de segunda criação), dedicando-se desde então ao desenvolvimento do reino.

Em 1415, conquistou Ceuta, praça estratégica para a navegação no norte de África, o que iniciaria a expansão portuguesa. Aí foram armados cavaleiros os seus filhos D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique, irmãos da chamada ínclita geração.

Infância:

D. João era filho ilegítimo (natural) do Rei D. Pedro I e de D. Teresa Lourenço, uma dama galega (Ms. 352 do Arquivo Nacional da Torre do Tombo da ''Crónica de el-rei D. Pedro I'', de Fernão Lopes) ou de uma filha de Vasco Lourenço da Praça, um mercador de Lisboa, segundo D. António Caetano de Sousa, e que fez eco noutros conceituados historiadores contemporâneos como Maria Helena Cruz Coelho e o olisipógrafo José Sarmento de Matos. Em 1364, foi consagrado Grão-Mestre da Ordem de Avis.

Crise de 1983 - 85:

À data da morte do Rei D. Fernando I, Portugal parecia em risco de perder a independência. A rainha D. Leonor Teles de Menezes era impopular e olhada com desconfiança. O facto de se ter tornado pública a sua ligação amorosa com o nobre galego João Fernandes Andeiro, personagem influente no paço, atraiu todas as críticas contra a sua pessoa e a do seu amante. Para além do mais, a sucessão do trono recaía sobre a princesa D. Beatriz, única filha de Fernando I e de Leonor Teles de Menezes, casada aos onze anos de idade com o rei João I de Castela.

No entanto, a burguesia e parte da nobreza juntaram-se à voz popular que clamava contra a perda da independência, tão duramente mantida por D. Fernando I. Dois pretendentes apareceram para competir com João I de Castela e D. Beatriz pela coroa portuguesa:
* D. João, príncipe de Portugal, filho do Rei D.Pedro I de Portugal e D. Inês de Castro, era visto por muitos como o legítimo herdeiro, dado o suposto casamento dos seus pais, e
* D. João, filho de D. Pedro I e de Teresa Lourenço, que veio cedo a tornar-se rei.

Acicatado por um grupo de burgueses e nobres, entre os quais Álvaro Pais e o jovem D. Nuno Álvares Pereira, e tomando em linha de conta o descontentamento geral, o Mestre de Avis assassina o conde de Andeiro no paço a 6 de dezembro de 1383. Com a posterior fuga de Leonor Teles de Lisboa para Alenquer inicia-se a sucessão de acontecimentos que lhe entregará a regência, a qual de início planeia exercer em nome de seu meio-irmão, o Infante D. João. Mas como este último já fora aprisionado por D. João I de Castela, abria-se então a possibilidade política de o Mestre de Avis vir a ser rei.

O assassinato do conde Andeiro explica-se, bem mais do que pela vontade de vingar a honra do falecido Rei Fernando I, ainda que este tenha sido um dos motivos, pela razão de que João I de Castela havia começado a violar o pacto antenupcial de Salvaterra de Magos logo no primeiro dia em que se fez aclamar, em Toledo, «Rei de Castela e Portugal». Aquele tratado antenupcial apenas conferia a si e à sua mulher Beatriz, sendo esta herdeira de Fernando I, o título nominal de reis e senhores de Portugal, mas sem deterem poderes de efectiva governação. Além disso, os reinos de Castela e Portugal deviam manter-se separados. Para além de logo ter mesclado as armas dos dois reinos, João I de Castela, continuando a desrespeitar o tratado, entra em Portugal pela Guarda nos finais de Dezembro de 1383. Queria ser soberano pleno, e não de dois reinos separados mas dum único, considerando que não tinha que atender em nada ao tratado de Salvaterra porque a sua mulher Beatriz era a herdeira do trono português. Quem o diz de forma mais clara não é Fernão Lopes, mas sim o cronista castelhano Pero Lopez Ayala, contemporâneo dos acontecimentos, na sua Crónica do Rei Dom João o primeiro de Castela e Leão. Consultem-se, para o constatar, os capítulos IX e XI do ano quinto e os capítulos I e II do ano décimo segundo desta Crónica. Seguiu-se a crise de 1383–1385, ou ''Interregno'', um período de anarquia e instabilidade política onde as diferentes cidades e vilas de Portugal se declaravam umas por D. Leonor Teles (a maioria destas até ela abdicar da regência em benefício de João I de Castela e da filha), outras por D. Beatriz e o seu marido, outras ainda pelo Mestre de Avis, além das que se mantiveram neutras, na expectativa do desenlace.

A guerra civil arrastou-se por mais de um ano. D. Nuno Álvares Pereira, posteriormente Condestável de Portugal, revelou-se um general de grande valor, ao contrário, ao início, do próprio pretendente ao trono. Fernão Lopes é um crítico feroz das acções militares do Mestre durante o primeiro ano de guerra, dado que tinha tendência a preferir os cercos e a assistência dos grandes fidalgos, sem outros resultados que não fossem traições, ao contrário da luta militarmente inovadora e terrivelmente eficaz de Nuno Álvares, que arrancou muitas vitórias no Alentejo e deu boa ajuda a Lisboa, onde o Mestre ficou sitiado sem se ter podido abastecer das provisões necessárias para aguentar durante muito tempo o cerco. No entanto, depois das Cortes de Coimbra em 6 de Abril de 1385, o rei D. João I mostrou-se um bom seguidor das tácticas militares de D. Nuno Álvares, e do conselho de guerra deste constituído por escudeiros.

Finalmente a 6 de abril de 1385, as Cortes portuguesas reunidas em Coimbra elevam o Grão-Mestre de Avis, como D. João I, a Rei de Portugal. Esta tomada de posição significava na prática que a guerra com o Reino de Castela prosseguiria sem quartel, visto que declarava nulo o estatuto de D. Beatriz de Portugal, rainha consorte de Castela, como herdeira de D. Fernando, e isto devido em especial à violação do tratado de Salvaterra tanto pelo seu marido como por ela (com 11 anos de idade tivera de jurar o tratado em Badajoz, aquando do casamento). «Venhamos a outra maior contradição», disse João das Regras, ao começar a falar da «quebra dos trautos» no seu discurso perante as Cortes de Coimbra (Crónica de el-rei D. João I, cap. CLXXXV). E como os quebrara, não podia suceder ao pai, o «postumeiro (último) possuidor» destes reinos. É por isso que na História de Portugal Beatriz não figura como Rainha, pois foram as próprias Cortes de 1385 a proclamar que ao rei D. Fernando I, postumeiro possuidor do reino de Portugal, quem sucedeu foi o rei D. João I.

Pouco depois, em Junho de 1385, João I de Castela invade pela 2.ª vez Portugal com o objectivo de tomar Lisboa e ver-se livre do «Mestre d’Avis que se chamava rei» (era o modo como os castelhanos o designavam). Com os castelhanos vinha então um grande contingente de cavalaria francesa. A França era aliada de Castela enquanto os ingleses haviam tomado o partido de D. João I (Guerra dos Cem Anos). Como resposta D. João I prepara-se com Nuno Álvares para a batalha decisiva. O Condestável de Portugal, que o rei nomeara aquando das Cortes de Coimbra, e o seu conselho de escudeiros montaram então uma tremenda armadilha ao exército castelhano.

A invasão castelhana transformou-se em debandada durante o Verão, depois da decisiva Batalha de Aljubarrota travada a 14 de agosto, perto de Alcobaça, onde o exército castelhano foi quase totalmente aniquilado, apesar de se encontrarem em vantagem numérica de 4 para 1. Castela teve de retirar-se do combate e a estabilidade da coroa de D. João I ficou solidamente garantida. Em 1400 termina a guerra com Castela e em 1411 é assinado um tratado de aliança e de paz com aquele país definitivamente confirmado, reconhecendo Castela sem quaisquer reservas D. João I como rei de Portugal.

Em 1387, D. João I casa com D. Filipa de Lencastre, filha de João de Gaunt|João de Gaunt, Duque de Lencastre, fortalecendo por laços familiares os acordos do Tratado de Aliança Luso-Britânica, que perdura até hoje. Depois da morte em 1390 de João de Castela, sem herdeiros de D. Beatriz, a ameaça castelhana ao trono de Portugal estava definitivamente posta de parte. A partir de então, D. João I dedicou-se ao desenvolvimento económico e social do país, sem se envolver em mais disputas com a vizinha Castela ou a nível internacional. Teve como chanceler João das Regras que defendia a centralização do poder real. A partir de certa altura associou ao governo o filho D. Duarte.

Quando o rei quis armar os seus filhos cavaleiros, estes propuseram a conquista de Ceuta, no Norte de África, em 1415, uma praça de importância estratégica no controle da navegação na costa de África que é conquistada a 21 de agosto. Após a sua conquista são armados cavaleiros, na anterior mesquita daquela cidade, os príncipes D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique. Entretanto, na véspera da partida de Lisboa, morrera a rainha D. Filipa de Lencastre.

Legado:

Bandeira pessoal de D. João I com a sua divisa: «Pour bien».

Cronistas contemporâneos descrevem D. João I como um homem arguto, cioso em conservar o poder junto de si, mas ao mesmo tempo benevolente e de personalidade agradável. Na juventude, a educação que recebeu como Grão Mestre da Ordem de Aviz transformou-o num rei invulgarmente culto para a época.

O seu amor ao conhecimento passou também para os filhos, designados por Luís Vaz de Camões, nos Lusíadas, por «Ínclita geração»: o Rei D. Duarte I de Portugal foi poeta e escritor, D. Pedro, Duque de Coimbra o «Príncipe das Sete Partidas», foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo e muito viajado, e Henrique, Duque de Viseu, «o navegador», investiu toda a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia, dando início à epopeia dos Descobrimentos.

A sua única filha, D. Isabel de Portugal, casou com o Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras.

No reinado de D. João I foram descobertas as ilhas de Porto Santo (1418), da Ilha da Madeira (1419) e dos Açores (1427), além de se fazerem expedições às Canárias. Teve início, igualmente, o povoamento dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

D. João morreu a 14 de agosto de 1433. Jaz na Capela do Fundador, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha. Contudo, o rigor histórico leva a que se aponte uma observação à data da morte de D. João I: na realidade o monarca morreu a 13 de Agosto. Todavia, por uma questão de propaganda dinástica, muito bem esboçada por seu filho D. Duarte, a data foi alterada para 14. Acerca deste assunto sugiro a leitura do excelente estudo de Armindo de Sousa

Foi cognominado O de Boa Memória, pela lembrança positiva do seu reinado na memória dos portugueses, também podendo ser chamado de ''O Bom'' ou ''O Grande''.

Foi impressa uma nota de 1.000$00 Chapa 6 de Portugal com a sua imagem.

Descendência:

Os nomes dos filhos homenageavam tanto membros da família de D.João I quanto de D.Filipa, o que mostra o respeito dos reis pelos seus antepassados.

"Das travessuras da mocidade trazia (...) consigo D. João I um filho (...). A inferioridade relativa imposta pela bastardia (...) azedou o caráter do conde de Barcelos (...) O condestável de Bourbon escreveu na sua espada 'Je percerai', e essa espada, através de mil perfídias (...) penetrou, abrindo-lhe o caminho do trono (...), ganhando, afinal, com o ducado de Bragança, (...) fazer deste posto o degrau que levou também ao Trono os seus descendentes. Tinha dez anos apenas, quando seu pai se casou (com D. Filipa de Lencastre)." Martins, Oliveira, os filhos de D. João I, Editora Ulisseia, 1998, Lisboa, p. 37.

Do seu casamento com Filipa de Lencastre (1359–1415) nasceram nove filhos. Destes, os seis que chegaram à idade adulta seriam lembrados como a ínclita geração:
* Branca (13 de julho de 1388 – 6 de março de 1389), morreu jovem, antes de completar um ano de idade. O seu nome honrava a mãe de D.Filipa, Branca de Lencastre.
* Afonso (1390 – 1400), morreu jovem. Recebeu o mesmo nome que Afonso I de Portugal, o rei fundador de Portugal.
* Duarte I de Portugal (1391 – 1438), sucessor do pai no trono português, poeta e escritor. O seu nome homenageava simultaneamente seu bisavô materno, Eduardo III de Inglaterra, e o tio-avô Eduardo, o Príncipe Negro.
* Pedro, Duque de Coimbra (1392 – 1449), recebeu o nome de seu avô paterno, o rei Pedro I de Portugal. Foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo, sendo regente durante a menoridade do seu sobrinho, o futuro rei Afonso V de Portugal. Tornou-se cavaleiro da Ordem da Jarreteira, a mesma a que seus pais pertenciam. Morreu na batalha de Alfarrobeira.
* Henrique, Duque de Viseu, ''O Navegador'' (1394 – 1460), recebeu esse nome em homenagem ao bisavô, Henrique de Grosmont, 1.º Duque de Lancaster, ou ao tio materno, o rei Henrique IV da Inglaterra. Investiu a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia.
* Isabel, Duquesa da Borgonha (1397 – 1471), casou com Filipe III, Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras. O seu nome homenagearia suas duas linhagens: a paterna, com a rainha Santa Isabel de Portugal e a materna, através da tia Isabel Plantageneta ou da bisavó, Isabel de Beaumont.
* Branca (11 de abril de 1398 - 27 de julho de 1398), morreu jovem
* João, Condestável de Portugal (1400 – 1442), avô de Isabel de Castela. O seu nome foi escolhido em honra de seu pai e de seu avô, João de Gante.
* Fernando, o Infante Santo (1402 – 1443), morreu no cativeiro em Fez. O seu nome foi uma homenagem ao tio paterno, o rei Fernando I de Portugal.

D. João teve ainda três filhos naturais de Inês Pires:
* Afonso I(1377 – 1461), primeiro duque de Bragança
* Branca (1378 - 1379)
* Beatriz, Condessa de Arundel (ca. 1382 – 1439), casada com Thomas FitzAlan, 12.° Conde de Arundel.

Títulos e Estilos:

  • 11 de abril de 1357 – 1364: "D. João"
  • 1364 – 16 de Dezembro de 1383: "D. João, Mestre de Avis"
  • 16 de dezembro de 1383 – 6 de abril de 1385: "D. João, Mestre de Avis, Regedor e Defensor do Reino"
  • 6 de abril de 1385 – 14 de agosto de 1433: "Sua Mercê, o Rei"

O estilo oficial de João enquanto Rei era até 1415: "Pela Graça de Deus, D. João, Rei de Portugal e do Algarve". Em 1415, após a conquista de Ceuta, a titulatura evoluiu para: "Pela Graça de Deus, D. João, Rei de Portugal e do Algarve, e Senhor de Ceuta"

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publicado às 17:36

Foto do Príncipe Real D. Luís Filipe de Bragança

por Blog Real, em 09.02.19

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publicado às 17:55

Filmes RTP – D. Maria II entre o pai e o tio

por Blog Real, em 09.02.19

Para assegurar o trono, D. Maria II (1819-1853) deveria ter casado com seu tio D. Miguel, mas uma guerra civil afastou-o do poder. Teve um reinado conflituoso marcado pela Guerra Civil e revoltas como a dos Marechais, a Maria da Fonte ou a Patuleia.

Nasceu no Brasil e subiu ao trono com apenas 15 anos, não tendo um reinado fácil.

Aos 7 anos o pai, D. Pedro, abdicou a seu favor e foi estabelecido um contrato onde deveria casar com seu tio, D. Miguel, para assegurar a linhagem no trono.

Uma guerra civil que opôs o pai – um liberal – ao tio – um absolutista-  alterou estes planos.

Mesmo assim teve um reinado conflituoso marcado não só pela Guerra Civil mas também por revoltas militares, como a dos Marechais, ou populares como a Maria da Fonte e a Patuleia.

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publicado às 14:15


Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

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Brasão da FCB

Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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