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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Os Reis de Portugal

29.10.13 | Blog Real
 
 

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Primeira Dinastia – Borgonha
 

1143 - 1185
D. Afonso Henriques "O Conquistador" (25 Julho 1111 Guimarães-6 Dezembro 1185 Coimbra)
Casou com D. Mafalda de Sabóia

1185 - 1211
D. Sancho I "O Povoador" (11 Novembro 1154 Coimbra-27 Março 1211 Coimbra)
Casou com D. Dulce de Aragão

1211 - 1223
D. Afonso II "O Gordo" (23 Abril 1185 Coimbra-21 Março 1223 Alcobaça)
Casou com D. Urraca

1223 - 1248
D. Sancho II "O Capelo" (8 Setembro 1202 Coimbra-4 Janeiro 1248 Toledo)
Casou com D. Mécia Lopes de Hero

1248 - 1279
D. Afonso III "O Bolonhês" (5 Maio 1210 Coimbra-16 Fevereiro 1279 Alcobaça)
Casou com D. Matilde de Bolonha e com D. Beatriz de Castela

1279 - 1325
D. Dinis I "O Lavrador" (9 Outubro 1261 Lisboa-7 Janeiro 1325 Odivelas)
Casou com D. Isabel de Aragão

1325 - 1357
D. Afonso IV "O Bravo" (8 Fevereiro 1291 Coimbra-28 Maio 1357 Lisboa)
Casou com D. Beatriz de Molina e Castela

1357 - 1367
D. Pedro I "O Justiceiro" (18 Abril 1320 Coimbra-18 Janeiro 1367 Alcobaça)
Casou com D. Constança Manuel e com D. Inês de Castro

1367 - 1383
D. Fernando I "O Formoso" (31 Outubro 1345-22 Outubro 1383 Santarém)
Casou com D. Leonor de Telles

1383 - 1385
Interregno

 

 

 
 
Segunda Dinastia – Avis
 

1385 - 1433
D. João I "O de Boa Memória" (11 Abril 1357 Lisboa-14 Agosto 1433 Batalha)
Casou com D. Filipa de Lancastre

1433 - 1438
D. Duarte I "O Eloquente" (31 Outubro 1391 Viseu-9 Setembro 1438 Batalha)
Casou com D. Leonor de Aragão

1438 - 1481
D. Afonso V "O Africano" (15 Janeiro 1432 Sintra-28 Agosto 1481 Batalha)
Casou com D. Isabel de Lancastre

1481 - 1495
D. João II "O Príncipe Perfeito" (3 Maio 1455 Lisboa-25 Outubro 1495 Batalha)
Casou com D. Leonor de Viseu

1495 - 1521
D. Manuel I "O Venturoso" (31 Maio 1469 Alcochete-13 Dezembro 1521 Belém)
Casou com D. Isabel de Castela, D. Maria de Castela e com D. Leonor

1521 - 1557
D. João III "O Piedoso" (6 Junho 1502 Lisboa-11 Junho 1557 Belém)
Casou com D. Catarina de Áustria

1557 - 1578
D. Sebastião I "O Desejado" (20 Janeiro 1554 Lisboa-4 Agosto 1578 África)
Não Casou

1578 - 1580
D. Henrique I "O Casto" (31 Janeiro 1512 Almeirim-31 Janeiro 1580)
Não Casou

1580 - 1580
D. António I "O Determinado" (1531 Lisboa-26 Agosto 1595 Paris)
Não Casou

 
 
 
TerceiraDinastia – Filipina/Casa de Habsburgo

 

1581 - 1598
D. Filipe I "O Prudente" (21 Março 1527 Valhadolid-13 Setembro 1598 Escorial)
Casou com D. Maria de Portugal; D. Maria Tudor, D. Isabel de Valois e com D. Ana de Áustria

1598 - 1621
D. Filipe II "O Pio" (14 Abril 1578 Madrid-31 Março 1621 Escorial)
Casou com D. Margarida de Áustria

1621 - 1640
D. Filipe III "O Grande" (8 Abril 1605 Madrid-17 Setembro 1665 Escorial)
Casou com D. Isabel de França

 
 
 
Quarta Dinastia – Bragança

 

1640 - 1656
D. João IV "O Restaurador" (19 Março 1604 V. Viçosa-6 Novembro 1656 Lisboa)
Casou com Dona Luísa Francisca de Gusmão

1656 - 1683
D. Afonso VI "O Vitorioso" (21 Agosto 1643 Lisboa-12 Setembro 1683 Lisboa)
Casou com Dona Maria Francisca Luísa Isabel d´Aumale e Sabóia, ou de Sabóia-Nemours

1683 - 1706
D. Pedro II "O Pacífico" (26 Abril 1648 Lisboa-9 Dezembro 1706 Lisboa)
Casou com D. Maria Francisca de Sabóia e com D. Maria Sofia de Neuburgo

1706 - 1750
D. João V "O Magnânimo" (22 Outubro 1689 Lisboa-31 Julho 1750 Lisboa)
Casou com Dona Maria Anna Josefa, arquiduquesa de Áustria

1750 - 1777
D. José I "O Reformador" (6 Junho 1714 Lisboa-24 Fevereiro 1777 Lisboa)
Casou com D. Mariana Vitória de Bourbon

1777 - 1816
D. Maria I "A Piedosa" (17 Dezembro 1734 Lisboa-20 Março 1816 Rio de Janeiro)
Casou com D. Pedro III

1816 - 1826
D. João VI "O Clemente" (13 Maio 1767 Queluz-10 Março 1826 Lisboa)
Casou com Dona Carlota Joaquina Teresa Caetana de Bourbon e Bourbon

1826 - 1826
D. Pedro IV "O Rei Soldado" (12 Outubro 1798 Queluz-24 Setembro 1834 Lisboa)
Casou com Dona Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo

1828 - 1834
D. Miguel I "O Tradicionalista" (26 Outubro 1802 Lisboa-14 Novembro 1866 Áustria)
Casou com Dona Adelaide Sofia Amélia Luísa Joana Leopolodina de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg

1826 - 1853
D. Maria II "A Educadora" (4 Abril 1819 Rio de Janeiro-15 Novembro 1853 Lisboa)
Casou com D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha

1853 - 1861
D. Pedro V "O Esperançoso" (16 Setembro 1837 Lisboa-11 Novembro 1861 Lisboa)
Casou com Dona Estefânia Josefa Frederica Guilhermina Antónia de Hohenzollern

1861 - 1889
D. Luís I "O Popular" (31 Outubro 1838 Lisboa-19 Outubro 1889 Lisboa)
Casou com D. Maria Pia de Sabóia

1889 - 1908
D. Carlos I "O Martirizado" (28 Setembro 1863 Lisboa-1 Fevereiro 1908 Lisboa)
Casou com Dona Maria Amélia Luísa Helena de Orleães

1908 - 1910
D. Manuel II "O Rei Saudade" (15 Novembro 1889 Lisboa-2 Julho 1932)
Casou com Dona Augusta Vitória Guilhermina Antónia Matilde Luísa Josefina Maria Isabel de Hohenzollern-Sigmaringen

Funeral do Rei D.Carlos e do Príncipe D.Luís Filipe

29.10.13 | Blog Real

Fotos do funeral:

O velório na Capela das Necessidades:

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Funerais do Rei D.Carlos e do príncipe Luís Filipe saindo do Palácio das Necessidades:

A Guarda Real dos Archeiros junto do Mosteiro dos Jerónimos:

O cortejo fúnebre:

O Cortejo junto do local onde foi praticado o atentado:

Chegada do cortejo fúnebre à Igreja de São Vicente de Fora:

D.Carlos chega ao Porto em 1894 para participar nas comemorações do 5.º centenário do nascimento do Infante D. Henrique

29.10.13 | Blog Real

O rei D. Carlos, no coche real, é aplaudido pela população na sua chegada à cidade do Porto para participar nas comemorações do 5.º centenário do nascimento do Infante D. Henrique, em 1894.

FONTE: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=572941472761059&set=a.376079925780549.96131.332201940168348&type=1&theater

As tiaras da Família Real Portuguesa

27.10.13 | Blog Real

Diadema das estrelas, de diamantes e ouro feito para a rainha Maria Pia de Sabóia

Este diadema foi originalmente encomendado para a Rainha consorte de Portugal D. Maria Pia, esposa do Rei D. Luis I de Portugal. 

Este diadema foi feito em Lisboa pelo Joalheiro Real Estevão de Sousa. A tiara é composta por estrelas  de diamantes, assentes numa armação, que faz com as estrelas sejam sensíveis ao movimento. O diamante maior da tiara é um diamante rosa conhecido como o Diamante da Maria Pia.

Na mesma altura foi encomendado um colar, conhecido por o Colar das Estrelas, para fazer conjunto com o diadema.

 

Após a morte do rei D. Luis I o conjunto passou para a última Rainha de Portugal, D.Amélia, esposa do Rei D.Carlos I.

 

 Diadema de Brilhantes

O diadema de brilhantes pertencia à rainha D.Amélia e atualmente é usado por D.Isabel, duquesa de Bragança, que o usou no dia do seu casamento.

Esta tiara foi um presente de casamento do Rei Luís I de Portugal para a sua nora, a princesa Amélie de Orléans, em 1886, a peça tem um colar espelhado, concedido pela Rainha D.Maria Pia de Sabóia. 

A tiara foi herdada por D.Duarte de Bragança e foi usada por D.Isabel de Bragança no dia do seu casamento em 1995.

A rainha D.Amélia com o diadema:

A duquesa D.Isabel com o diadema

 

Tiara de Diamante de Maria Francisca de Orleans e Bragança

Esta tiara pertenceu à Princesa Maria Francisca de Orléans-Bragança, mãe do atual Duque de Bragança, esta peça foi usada por ela em muitos eventos, incluindo a gala do casamento do Juan Carlos de Espanha e Sofia da Grécia. D.Isabel de Bragança usa esta tiara em eventos reais estrangeiros, como casamentos reais.

Tiara Floral de Diamante

 Eesta peça foi usada pela Duquesa de Bragança em alguns eventos reais, tanto como colar e como tiara. Foi usada por exemplo no banquete da visita de estado que os Reis de Espanha fizeram a Portugal em 2016.

Tiara de Diamante da Rainha D.Amélia

Esta peça foi criada para a Rainha D.Amélia por volta de 1900 , esta gargantilha de diamante (também conhecido como um collier de chien) era uma de suas peças favoritas, não só emparelhada com as suas jóias de diamante, incluindo o Diadema de Brilhantes, mas também com as suas parures coloridas. Após a sua morte em 1951, esta peça foi herdada pelo atual Duque de Bragança. A Duquesa de Bragança usou esta peça como tiara em múltiplas ocasiões.

Rainha D.Amélia num almoço com outras famílias reais no Castelo de Windsor em Inglaterra, em 1907

27.10.13 | Blog Real

Presentes estavam o Rei Eduardo e a Rainha Alexandra de Inglaterra, o Imperador e a Imperatriz da Alemanha, o Rei e a Rainha de Espanha, a Rainha Maud da Noruega, e a Rainha Amélia de Portugal. Depois de almoço, foi tirada uma fotografia .

Fonte: http://pnsintra.imc-ip.pt/pt-PT/emfoco/imagensantigas/PrintVersionContentDetail.aspx?id=450

Visita do Presidente de França, Émile Loubet

27.10.13 | Blog Real

Chegada numa caleça ao Paço de Sintra, da Rainha D. Amélia e do Presidente de França Émile Loubet. Em segundo plano, casas das aposentadorias de empregados, demolidas entre 1910 e 1921, à frente das quais se encontram alguns serviçais e músicos de uma banda a tocar.
1905

Retratos de grupo durante o almoço oferecido ao Presidente da República de França, Émile Loubet. Da esquerda para a direita: Presidente Loubet, Príncipe Real, D. Luís Filipe, Rainha D. Amélia, Infante D. Afonso e Rei D. Carlos. Em segundo plano, cadeiras de verga no terraço da Sala dos Cisnes, actual espelho de água.

Fonte: http://pnsintra.imc-ip.pt/pt-PT/emfoco/imagensantigas/PrintVersionContentDetail.aspx?id=450


Visita do presidente da República Francesa, Émile Loubet. D. Carlos, D. Luís Filipe e o infante D. Afonso à saída do palácio da Vila, Sintra, 1905.

Fonte: http://biclaranja.blogs.sapo.pt/2006/09/?page=2

A bordo do cruzador Léon Gambetta, Émile Loubet despede-se da rainha D. Amélia (Lisboa, 29 de Outubro de 1905)

Fonte: http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2326657.html

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Visita do Imperador Guilherme II da Alemanha

27.10.13 | Blog Real

Sessão solene de boas-vindas na Sociedade de Geografia ao imperador da Alemanha, Guilherme II:

Fonte: http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/id?id=034814

Retrato de grupo durante o almoço oferecido ao Imperador Guilherme II no Paço de Sintra:

Em 1º plano, da esquerda para a direita: Rainha D. Maria Pia e Rainha D. Amélia. Em 2ª fila: Infante D. Afonso, Infante D. Manuel, Imperador Guilherme II e Rei D. Carlos. Em 3ª fila: Condessa de Seisal, D. Maria Francisca de Menezes, D. Isabel Saldanha da Gama, Marquesa de Unhão, Condessa de Figueiró e D. Ana de Sousa Coutinho.
1905

A rainha D. Maria Pia

Fonte: http://pnsintra.imc-ip.pt/pt-PT/emfoco/imagensantigas/PrintVersionContentDetail.aspx?id=450

Retrato de grupo durante o almoço oferecido à Rainha Alexandra da Inglaterra

27.10.13 | Blog Real

Retrato de grupo durante o almoço oferecido à Rainha Alexandra da Inglaterra
Fotografia tirada no Pátio Central, tendo como pano de fundo as janelas da Sala dos Cisnes. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, Rei D. Carlos (de pé); Infante D. Afonso: Rainha D. Maria Pia; Rainha Alexandra; Rainha D. Amélia e, na última cadeira, o Príncipe Real D. Luís Filipe. Em segunda fila, atrás da Rainha D. Maria Pia, o Infante D. Manuel e, por trás da Rainha Alexandra, o Príncipe Carlos da Dinamarca.
1905

 

Da esquerda para a direita: Rainha D. Maria Pia, Rainha Alexandra, Rainha D. Amélia e Condessa d’Autrim. De pé, pela mesma ordem, o Infante D. Manuel, O Príncipe Carlos da Dinamarca, a Condessa de Figueiró, o marquês de Soveral e o Conde Sabugosa (autor do livro O Paço de Sintra, publicado em 1903, ilustrado com desenhos e aguarelas da autoria da Rainha D. Amélia e de Enrique Casanova).

 

O rei D. Carlos, de pé, e na cadeira a seu lado, o irmão, o Infante D. Afonso, Duque do Porto. Na fila detrás, da esquerda para a direita, o Conde de Figueiró, o Coronel Benjamim Pinto e D. Fernando de Serpa.

 

O Príncipe Real, D. Luís Filipe, que três dias antes celebrara 18 anos

 

Fonte: http://pnsintra.imc-ip.pt/pt-PT/emfoco/imagensantigas/PrintVersionContentDetail.aspx?id=450

Visita dos Duques de Connaught a Sintra

27.10.13 | Blog Real

A Rainha D. Amélia e a Duquesa de Connaught, após terem a chegado a Sintra de comboio, dirigem-se numa caleça, ao Paço da Vila.
1905

 

Retrato de Grupo durante o almoço oferecido aos Duques de Connaught no Paço de Sintra. Fotografia tirada no Pátio Central. Em 1º plano, da esquerda para a direita: Infante D. Afonso; Princesa Victoria de Connaught; Princesa Luísa Margarida da Prússia, Duquesa de Connaught; Rainha D. Maria Pia; Princesa Margarida de Connaught; Príncipe Artur (1850-1942), Duque de Connaught, sétimo filho da Rainha Victoria de Inglaterra; Rainha D. Amélia e Rei D. Carlos. Na segunda fila, à direita, por detrás dos monarcas, encontram-se o Príncipe Real D. Luís Filipe e o Infante D. Manuel.
1905

 

Saída do Paço de Sintra após o almoço. No carro de passeio vis-a-vis, em frente à escadaria da entrada, à época colocada lateralmente, o Príncipe Real D. Luís Filipe, o Infante D. Manuel e o Infante D. Afonso.
1905

 

Fonte: http://pnsintra.imc-ip.pt/pt-PT/emfoco/imagensantigas/PrintVersionContentDetail.aspx?id=450

 

Palácio da Pena

27.10.13 | Blog Real

Antecedentes

A primitiva ocupação do topo escarpado da serra de Sintra onde se localiza o atual palácio, ocorreu com a construção de uma pequena capela sob a invocação de Nossa Senhora da Pena, durante o reinado de João II de Portugal.

No século XVI, Manuel I de Portugal no cumprimento de uma promessa, ordenou a sua reconstrução de raiz. Doou-a à Ordem de São Jerónimo, determinando a construção de um convento de madeira, e substituindo-o, pouco mais tarde, por um edifício de cantaria, com acomodações para 18 monges.

No século XVIII a queda de um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia, danos que foram agravados em decorrência do terramoto de 1755, que deixou o convento em ruínas. Apenas a zona do altar-mor, na capela, com um magnífico retábulo em mármore e alabastro atribuído a Nicolau de Chanterenne, permaneceu intacta.

 

A reforma de Fernando II

No século XIX a paisagem da serra de Sintra e as ruínas do antigo convento maravilharam o rei-consorte Fernando II de Portugal. Em 1838 este decidiu adquirir o velho convento, a cerca envolvente, o Castelo dos Mouros e quintas e matas circundantes.

No tocante à área do antigo convento, promoveu-lhe diversas obras de restauro, com o intuito de fazer do edifício a sua futura residência de Verão. O novo projecto foi encomendado ao mineralogista germânico Barão von Eschwege, arquitecto amador. Homem viajado, Eschwege, que nascera em Hessen, deveria conhecer, pelo menos em forma de projecto, as obras que Frederico Guilherme IV da Prússia empreendera com o concurso de Schinkel nos Castelos do Reno, tendo passado em viagem de estudo por Berlim, Inglaterra e França, pela Argélia e por Espanha (Córdova, Sevilha e Granada).

Em Sintra, os trabalhos decorreram rapidamente e a obra estaria quase concluída em 1847, segundo o projecto do alemão, mas com intervenções decisivas ao nível dos detalhes decorativos e simbólicos do rei-consorte. Muitos dos detalhes, nos planos construtivo e decorativo, ficaram a dever-se ao ecléctico e exótico temperamento romântico do próprio monarca que, a par de arcos ogivais, torres de sugestão medieval e elementos de inspiração árabe, desenhou e fez reproduzir, na fachada norte do Palácio, uma imitação do Capítulo do Convento de Cristo em Tomar.

Após a morte de D. Fernando, o palácio foi deixado para a sua segunda esposa, Elisa Hendler, Condessa de Edla, o que à época gerou grande controvérsia pública, dado que se considerava já o histórico edifício como monumento. A viúva de D. Fernando procurou então chegar a um acordo com o Estado Português e recebeu uma proposta de compra por parte de Luís I de Portugal, em 1889, em nome do Estado, que aceitou, reservando então para si apenas o Chalé da Condessa, onde continuou a residir.

Com essa aquisição, o Palácio passou para o património nacional português, integrando o património da Coroa.

Durante o reinado de Carlos I de Portugal, a Família Real ocupou com frequência o palácio, tornando-se a residência predilecta da Rainha D. Amélia, que se ocupou da decoração dos aposentos íntimos. Aqui foi servido um almoço à comitiva de Eduardo VII do Reino Unido, aquando da sua visita oficial ao país, em 1903.

Após o regicídio, a Rainha D. Amélia retirou-se ainda mais para o Palácio da Pena, rodeada de amigas e dos seus cães de estimação. Aqui recebia amiúde a visita do filho, Manuel II de Portugal, que nele tinha os seus aposentos reservados. Quando rebentou a revolta de 4 de Outubro, em 1910, D. Amélia aguardou na Pena o evoluir da situação, chegando com a sua comitiva a subir aos terraços para observar sinais dos combates em Lisboa. No dia seguinte, partiu ao encontro de D. Manuel, em Mafra, voltando na mesma tarde ao Palácio da Pena, onde passou a noite de 4 para 5 de Outubro, a última que passou em Portugal antes da queda da Monarquia. No dia seguinte, conhecido o triunfo da República, partiu de novo para Mafra, ao encontro do filho e da sogra, de onde partiriam todos para o exílio.

Com a implantação da República Portuguesa, o palácio foi convertido em museu, com a designação oficial de Palácio Nacional da Pena. Em 1945, a rainha D. Amélia, de visita a Portugal, voltou ao Palácio da Pena, onde pediu para estar sozinha durante alguns minutos: era o seu palácio predilecto.

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Interiores

A concepção dos interiores deste Palácio para adaptação à residência de verão da família real valorizou os excelentes trabalhos em estuque, pinturas murais em "trompe-l'oeil" e diversos revestimentos em azulejo do século XIX, integrando as inúmeras colecções reais em ambientes onde o gosto pelo bricabraque e pelo coleccionismo são bem evidentes.

Destacam-se ainda:

  • a Sala dos Veados, ampla e cilíndrica, com uma larga coluna como eixo, atualmente utilizada para exposições;
  • a Sala de Saxe, onde predomina a porcelana de Saxe;
  • o Salão Nobre, onde estuques, lustres, móveis e pedaços de vitrais variam do século XIV ao século XIX, e onde se misturam elementos maçónicos e rosacrucianos;
  • o Atelier do Rei D. Carlos, estúdio com telas pintadas por D. Carlos
  • o Terraço da Rainha, de onde melhor se pode observar a arquitetura do Palácio, o Relógio de Sol com um canhão que disparava ao meio-dia
  • o Claustro Manuelino, parte original do antigo mosteiro do século XVI revestido de azulejos hispano-árabes (c.1520)
  • a Capela, parte original do antigo mosteiro dos frades Jerônimos
  • os aposentos, onde se identifica o grande baixo relevo em madeira de carvalho quinhentista, de autor desconhecido, ilustrando a Tomada de Arzila, adquirido por D. Fernando em Roma;
  • a Sala Indiana, com valiosas obras de arte, como o lustre em cristal da Boémia e baixo relevo "Cólera Morbus", de autoria de Vítor Bastos;
  • a Sala Árabe, que expõe algumas das pinturas de Paolo Pizzi; e
  • as pinturas em pratos do rei-artista, numa outra sala.

Imagens do Palácio:

 

Video:

Foto da Família Real Portuguesa

21.10.13 | Blog Real

D. Luís Filipe, bebé, sentado ao colo de sua avó, a rainha D. Maria Pia. Sentados à frente, ao lado da rainha, D. Maria Amélia e o rei D. Luís. D. Carlos é o 3.º em pé (da esquerda para a direita), logo atrás de D. Maria Pia, sua mãe.

Fonte: http://histgeo6.blogspot.pt/2011/04/principe-d-luis-filipe-um-principe.html

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