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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Abertura do Madeira Film Festival 2014 com a presença de D.Duarte, Duque de Bragança

23.04.14, Blog Real
Foi nesta segunda-feira, dia 21 de Abril, que arrancou a terceira edição do Madeira Film Festival. Às 19 horas, destaque para o 'Sunset Cocktail', que acontecerá no Hotel Meliá Madeira Mare, onde vão estar presentes os convidados do festival, assim como no cocktail de abertura do festival, no Belmond Reid’s Palace Hotel, no dia 22 de Abril, pelas 18 horas. Em ambos os eventos estará presente Dom Duarte Pio, Duque de Bragança. Recorde-se que, este ano, o festival tem o alto patrocínio da Casa Real Portuguesa.

Inauguração da placa comemorativa da passagem por Lisboa de Cristóvão Colombo

20.04.14, Blog Real
Realizou-se, no passado dia 12/03/2014, no Hotel Altis Belém, um evento comemorativo do desembarque de Cristóvão Colon em Lisboa, na tarde do dia 04/03/1493, quando do regresso da sua primeira viagem. Foi descerrado, no exterior do hotel, uma placa metálica assinalando essa efeméride, tendo participado nesse acto S.A.R. o Senhor D. Duarte de Bragança, o Embaixador do Panamá e o Embaixador Interino dos Estados Unidos da América, acompanhados pelo Eng.º Raúl Martins (Presidente do Grupo Altis) e pelo Eng.º José Mattos e Silva que, com o seu irmão António, foi um dos organizadores do evento. A placa, com versões em português e inglês, refere que “CRISTÓVÃO COLOMBO DESEMBARCOU EM LISBOA, NA TARDE DO DIA 4 DE MARÇO DE 1493, QUANDO EFECTUAVA O REGRESSO DA SUA PRIMEIRA VIAGEM À AMÉRICA,COMO ELE REFERE NO SEU DIÁRIO. PARTIU DE LISBOA, PARA ESPANHA, NA TARDE DO DIA 13/03/1493. NO ENTANTO O APELIDO QUE CONSTA DOS DOCUMENTOS OFICIAIS SEMPRE FOI COLON E NÃO COLOMBO, DADO ESTE
ÚLTIMO NOME TER RESULTADO DUMA TESE ERRADA QUE DEFENDE QUE ELE TERIA
NASCIDO EM GÉNOVA. DE ACORDO COM A TEORIA QUE VEM SENDO DIVULGADA
PELOS IRMÃOS JOSÉ E ANTÓNIO MATTOS E SILVA, CRISTÓVÃO COLON SERIA UM NOBRE PORTUGUÊS, DENOMINADO SALVADOR ANES DA SILVA, FILHO DA INFANTA D.
LEONOR DE AVIZ (QUE DEPOIS CASARIA COM O IMPERADOR ALEMÃO FREDERICO III)
E DE D. JOÃO MENEZES DA SILVA (QUE DEPOIS DA MORTE VIRIA A SER CONHECIDO
POR BEATO AMADEU). COLON NASCEU NA VILA ALENTEJANA DE CUBA, CERCA DO
ANO 1450, E VIRIA A CASAR, PELO ANO DE 1479, COM FILIPA MONIZ, FILHA DE BARTOLOMEU PERESTRELO, O 1.º CAPITÃO-DONATÁRIO DE PORTO SANTO (ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA)”. Depois do descerramento da placa passou-se ao interior do hotel onde se desenrolou a sessão solene e os mais de oitenta convidados presentes puderam assistir às intervenções orais dos seis membros que integravam a mesa de honra: ao centro, o Eng.º Raúl Martins tendo, sucessivamente à sua direita, o Embaixador do Panamá D. Frederico Umbert, o Almirante Alexandre da Fonseca e o Eng.º António Mattos e Silva. À esquerda do Eng.º Raúl Martins, sentaram-se, sucessivamente, o Embaixador Interino dos E.U.A. Mr. John Olson e o Eng.º José Mattos e Silva. A sessão foi iniciada pelo Eng.º Raúl Martins que deu as boas vindas aos presentes e referiu o interesse do Hotel Altis Belém em se associar às comemorações dos 521 anos da passagem de Colon por Lisboa, não só por se
tratar dum marco histórico importante para a cidade, mas também pelo facto do hotel, desdeque iniciou a sua actividade, ter vindo a manter, como sua temática principal, a divulgação dos feitos dos navegadores portugueses. Seguidamente falou o Eng.º José Mattos e Silva que apresentou uma resenha sobre o tema da placa, evidenciando o papel de Colon como agente secreto do Rei de Portugal, D. João II, o que justificaria que o navegador tenha vindo a Lisboa receber instruções daquele rei (com quem se reuniu em Vale do Paraíso, perto da Azambuja, de 09 a 11/03/1493). Depois falou o Almirante Alexandre da Fonseca que fez uma intervenção sobre o tipo de embarcações usadas na 1.ª viagem de Colon ao continente americano,
apresentando também informação relativa ao regime de ventos que o navegador enfrentou no seu percurso.Usou depois da palavra oEng.º António Mattos e Silva que referiu as possíveis cumplicidades de Colon com alguns dos seus companheiros de viagem, nomeadamente com Juan de la Cosa (proprietário e mestre da Nau “Santa Maria”) e com os irmãos Martim e Vicente Pinzón (que comandavam, respectivamente, as caravelas “Pinta” e “Niña”, sendo que foi a bordo desta última que Colon chegou a Lisboa). Falou do facto da “Pinta” ter aportado ao porto galaico de Baiona e ali se ter recebido a notícia da chegada da “Niña” a Lisboa, referindo ter sido possivelmente D. Pedro de Noronha e Menezes, 3.º Conde e 1.º Marquês de Vila Real (que esteve presente na audiência que a Rainha de Portugal, D. Leonor, concedeu a Colon no Convento de Santo António da Castanheira, perto de Vila Franca de Xira), quem terá enviado essa notícia, dada a sua relação de amizade com os Senhores de Baiona, da família Sotomayor. Falou depois o Embaixador do Panamá, D. Frederico Umbert, que abordou a temática da importância de Colon na História do Panamá, cujo território o navegador descobriu durante a sua 4.ª viagem ao continente americano. A sessão foi encerrada pelo embaixador interino dos E.U.A., Mr. John Olson, que realçou o significado de mais esta evocação da passagem de Colon por Portugal.

Capela do Palácio da Ajuda reabre ao fim de um século com tela única de El Greco

14.04.14, Blog Real

O único quadro de El Greco existente em Portugal vai estar exposto ao público, a partir da próxima semana, com a reabertura da capela da Rainha Maria Pia, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, encerrada desde 1910.
O óleo, do primeiro quartel do século XVII, a «Santa face de Cristo», de El Greco, passa a fazer parte do programa museológico da capela, que abre ao público na próxima terça-feira, 103 anos depois de ter sido encerrada, após a proclamação da República, em outubro de 1910, e a saída da família real para Gibraltar.

A «Santa Face» foi adquirida pelo rei D. Luís, marido de D. Maria Pia, fazia parte da sua coleção de pintura e «é o único exemplar daquele pintor em Portugal», disse à Lusa o diretor do Palácio da Ajuda, José Alberto Ribeiro.
O projeto da capela, explicou José Alberto Ribeiro, visou «restaurar o espaço que é muito bonito, e mostrar nele algumas peças de referência da coleção do palácio, como pinturas importantes de mestres italianos dos séculos XVII e XVIII, escultura e alfaias religiosas» em prata.
Trata-se de «uma capela construída quase toda em madeira, num programa decorativo feito pelo arquiteto Manuel Ventura Terra, em finais do século XIX, com o pintor Veloso Salgado, autor da pintura de Nossa Senhora com o Menino, que é o orago».
Esta capela «é uma caixa em madeira de carvalho criada dentro de uma sala já existente no palácio, no piso térreo, à direita da entrada para o vestíbulo, na ala sul, e inclui alguns objetos criados pelo arquiteto, como as ferragens das portas e o sacrário, numa linha neomedieval e «arts & craft» de final do século [XIX], que é das últimas novidades e tendências estéticas aqui do palácio».
Isto revela, referiu o responsável à Lusa, o gosto da Rainha que era «muito atualizada» no tocante às correntes estéticas.
O espaço religioso mostra alguns santos da devoção da rainha Maria Pia, nomeadamente Santa Rita de Cássia, S. Francisco Xavier, S. Carlos Borromeo e a Virgem de Paris, ligada à «imagem milagrosa», e ainda o seu missal, em madrepérola, disse José Alberto Ribeiro.
«O corpo da capela, propriamente dita, seguiu as indicações documentais de 1910, a partir dos arrolamentos judiciais [da República] do que estava em cada divisão do palácio real e é muito fiel ao que seria no final da monarquia», disse o responsável.
«A antecâmara e a sacristia, com algum mobiliário original, foram musealizadas de forma a mostrar algumas peças de cariz religioso das coleções do palácio», acrescentou.
A recuperação da capela orçou entre os 70.000 e os 80.000 euros, tendo sido «fundamental» o apoio mecenático da Fundação Millenium/bcp, revelou José Alberto Ribeiro à Lusa.
Para o responsável, a reabertura da capela privada da rainha Maria Pia corresponde «às muitas questões que levantavam os visitantes do palácio - a única residência régia visitável, em Lisboa -, que se interrogavam por não haver um espaço religioso, num palácio de reis católicos».
Reabrir a capela é, para José Alberto Ribeiro, «devolver ao olhar do público um espaço desconhecido e que, desde 1910, servia de reserva das mais variadas peças».
O Palácio da Ajuda, imaginado pelo rei D. João VI, no Brasil, foi a residência oficial dos reis portugueses, tendo ficado fortemente ligado a D. Luís e à sua mulher, que o redecorou e nele viveu até partir para o exílio, onde morreu, em 1911, em Turim, na sua corte natal.

FONTES: http://www.lux.iol.pt/nacionais/capela-do-palacio-da-ajuda-reabre-ao-fim-de-um-seculo-com-tela-unica-de-el-greco-el-greco-palacio-ajuda-pintura-capela/1550746-4996.html e Lusa