Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Rainha Dona Amélia e o Príncipe Real Dom Luís Filipe assistem às cerimónias da Festividade de Nossa Senhora da Conceição, na Sé de Lisboa

26.02.18 | Blog Real

A rainha Dona Amélia e o Príncipe Real Dom Luís Filipe assistem às cerimónias da Festividade de Nossa Senhora da Conceição, na Sé de Lisboa a 8 de Dezembro de 1904.
Preside à cerimónia o Cardeal Patriarca Dom José III (1841-1920).
Enquanto Capelão-Mor da Casa Real, cargo inerente a todos os Patriarcas de Lisboa desde 1716 a 1910, Dom José III presidiu ao casamento de Dom Carlos com Dona Amélia em 1886, aos baptizados dos Infantes, assim como ao casamento de Dom Manuel II, em 1913.

A Monarquia do Norte

25.02.18 | Blog Real
(Clique nas imagens para ampliar)
(...)Até que no dia 19 de Janeiro, sob a liderança de Paiva Couceiro, novo golpe militar no Porto proclamou a restauração do regime monárquico. Foi constituída uma Junta Governativa do Reino. Em Lisboa, o Governo da República apressou-se a decretar, para todo o território continental, o estado de sítio. Por toda a cidade surgiram manifestações de apoio à República e começaram a constituir-se batalhões de voluntários.
O Batalhão Académico, formado por estudantes do ensino superior foi muito falado. José Gomes Ferreira, que esteve integrado na coluna comandada pelo general Abel Hipólito, com quartel-general em Viseu, faz uma colorida descrição da sua intervenção militar em «A Memória das Palavras-I». O Governo lançou um dramático apelo aos militares do CEP, recém desmobilizados da frente de batalha, para que lutassem em defesa da República. 

No dia 23 foi a vez de rebentar em Lisboa um golpe monárquico. Chefiado por Aires de Ornelas, concentrou novamente na serra de Monsanto importantes efectivos. O Governo tomou medidas de excepção, libertando os presos políticos – anarquistas, republicanos e socialistas, para que engrossassem as fileiras de defensores do regime. No dia 24, cercados e flagelados pela artilharia, os monárquicos de Monsanto renderam-se. No rescaldo, contaram-se trinta e nove mortos e aproximadamente trezentos feridos. Navios de guerra de países estrangeiros foram fundeando no Tejo, prontos a intervir.
Em 27 de Janeiro tomou posse um governo de «concentração republicana» encabeçado por José Relvas. Por todo o País, sobretudo no Norte e no Centro, iam-se verificando confrontos entre forças monárquicas e republicanas. O perigo de uma guerra civil generalizada é potencialmente grande. E a situação instável manteve-se até que em 13 de Fevereiro as tropas monárquicas comandadas por Paiva Couceiro, se renderam. As unidades leais à República afluíam de todos os lados e avançavam para o Porto sem encontrar grande resistência pelo caminho. No interior da cidade, o capitão Sarmento Pimentel comandou a revolta da «Guarda Real», como fora crismada a GNR, apoiado por civis armados e ajudou a derrotar as forças de Paiva Couceiro.
Embora ainda subsistissem focos insurreccionais pelo Norte, que foram sendo jugulados, a revolta monárquica foi dominada. O Estado deu começo aos julgamentos dos cidadãos envolvidos na tentativa de restaurar a Monarquia. As liberdades, direitos e outros mecanismos constitucionais suspensos pelo golpe de Sidónio Pais em Dezembro de 1917, foram postos novamente em vigor. Chegara ao fim a Monarquia do Norte – a que também se chamou o «Reino da Traulitânia», devido aos maus tratos e sevícias infligidos aos prisioneiros republicanos caídos nas mãos dos couceiristas.
Foi, nos quase cem anos de República, a mais forte tentativa verificada no sentido de restaurar o regime abolido em 5 de Outubro de 1910.

Fonte: A Monarquia do Norte

DIÁRIO DA JUNTA GOVERNATIVA DO REINO DE PORTUGAL

Livro "Casa Real" de Eduardo Nobre

25.02.18 | Blog Real

CASA REAL - EDUARDO NOBRE

Casa Real reúne fotografias raras que retratam personagens e fixam momentos fulcrais da história de Portugal. Documentos, manuscritos e autógrafos inéditos constituem uma amostra representativa da correspondência da Família Real, revelando emocionantes pormenores de carácter pessoal, familiar e público. Um conjunto de objectos de memorabilia destaca a representação de retratos de reis e príncipes portugueses, em suportes tão variados quanto o papel recortado, o vidro pintado, a faiança ou mesmo a fotografia aguarelada numa jóia de valor. Valioso – pela extensão, variedade e raridade – é também um conjunto de impressos da Casa Real, com destaque para convites e menus, alguns de casas reinantes europeias e que testemunham acontecimentos a que assistiram membros da Família Real portuguesa. Texto e imagem são o guia para uma fascinante viagem ao passado.

Missas em memória de Sua Alteza o Senhor Henrique de Bragança

14.02.18 | Blog Real
Recordamos que HOJE, dia 14 de Fevereiro de 2018, será celebrada uma Missa por Alma de Sua Alteza o Senhor Dom Henrique de Bragança, Infante de Portugal e Duque de Coimbra, no dia em que passa um ano desde a sua partida.
A Missa contará com a presença de Sua Alteza o Senhor Dom Miguel de Bragança, Infante de Portugal e Duque de Viseu, e decorrerá na Igreja dos Carmelitas (Stella Maris), à Foz do Douro, pelas 19h00.
A Real Associação de Viseu informa que HOJE, dia 14, às 
 19:00 horas, na igreja Paroquial de Santar, se realizará a Missa em Memória de Sua Alteza o Senhor Dom Henrique de Bragança, Infante de Portugal e Duque de Coimbra.

Entrevista com a autora do livros sobre Nevada Hayes, a norte-americana que casou com o Infante D. Afonso

13.02.18 | Blog Real

Considerada pela nobreza da época como uma “caçadora de fortunas”, a vida de Nevada Hayes, a norte-americana que casou com o Infante D. Afonso, Duque do Porto, foi transformada em livro – “A Americana Que Queria Ser Rainha de Portugal – A incrível história de Nevada Hayes” – pelas mãos de Ana Anjos Mântua.

A obsessão de Nevada Hayes pelo luxo era tão grandiosa que amor é a palavra que menos nos vem à memória quando recordamos o seu casamento com o príncipe D. Afonso. A verdade é que “A americana que queria ser rainha de Portugal”, uma das mulheres mais faladas na imprensa da época, reclamou ao Estado Português um património valioso que acabou mesmo por sair do país. Uma história deliciosa (e real), contada na primeira pessoa, por Ana Anjos Mântua.

No livro A americana que queria ser rainha de Portugal, a Ana Anjos Mântua aventurou-se no romance histórico. Como é que uma historiadora decide romancear?

Como historiadora, sempre me habituei a escrever a partir de provas concretas, de documentos e de factos. Mas quando apresentei à Sofia Monteiro, da Manuscrito, o projeto para uma biografia de Nevada Hayes, a aceitação, embora imediata, teve a condição de ser um romance narrado na primeira pessoa. Confesso que, de início, a ideia me assustou um pouco, mas uma maior reflexão sobre o assunto levou-me a concluir que a Sofia tinha razão. Pela sua vivência tão diversa, tão apaixonada, tão excitante, tão manipuladora, tão arrebatadora, chegando a tocar a excentricidade, a vida de Nevada dava um filme! Conclusão à qual os leitores certamente chegarão.

Contudo, este livro foi construído sobre uma investigação e um suporte documental fidedignos, em que pretendi retratar e repor verdades, e onde a ficção ocupou um lugar secundário. Experimentei um outro tipo de narrativa, ao qual não estava habituada, e acabei por escrevê-lo com um enorme prazer.

Nevada Hayes, “A americana que queria ser rainha de Portugal”, era oriunda de uma família humilde do Ohio, mas desde cedo se esforçou por subir na vida, tornou-se milionária e acabou por se casar com D. Afonso, tio do último rei de Portugal. Para Nevada Hayes, querer era poder? O que mais a impressionou nesta personagem real?

Todos os relatos a identificavam como uma mulher que não olhava a meios para conseguir o que pretendia, arrogante, calculista, obsessiva, mal-educada, enfim, um rol de inúmeros defeitos. Mas Nevada não era só isto! Apesar da sua ascendência humilde, desde muito cedo percebeu como era importante ter uma educação. Foi uma excelente aluna, sempre no quadro de honra, e chegou a lecionar na escola primária que frequentara em criança. No entanto, a ambição levou-a mais longe, ao candidatar-se a um lugar no Ministério das Finanças, em Washington. A partir dessa altura, começou a sua grande aventura: casamentos, divórcios e uma viuvez que a deixou milionária, permitindo-lhe ter a vida por ela sempre almejada, ou seja, viver na Europa e ser reconhecida como membro da alta sociedade europeia. Sim, para Nevada, querer era poder! Conseguiu tudo aquilo com que sonhou, até casar-se com um príncipe, D. Afonso, duque do Porto, irmão do então já falecido rei D. Carlos. Apesar de acreditar que ela o amou de facto, estou convencida de que as razões que, de início, a levaram a aproximar-se dele foram as de conseguir um título que iria enobrecer o dinheiro que já possuía.

Podemos deduzir que Nevada era uma mulher apegada aos luxos e aos bens materiais? Que papel é que este apego teve no rumo da sua vida?

Conhecida e noticiada em todos os jornais como a “viúva dos 10 milhões”, Nevada levou uma vida luxuosa. De gostos muito sofisticados, vestia-se nas mais famosas casas de alta-costura, desenvolvendo, ao mesmo tempo, um estilo muito próprio, que era imitado por outras mulheres, encomendava joias aos melhores joalheiros europeus e americanos, viajava pelo mundo inteiro e vivia nos hotéis mais luxuosos.

Após a morte de D. Afonso, Nevada Hayes herdou e levou do país muitos bens da coroa. Que bens foram esses e que rumo tiveram?

O casamento de Nevada com D. Afonso foi morganático, isto é, o cônjuge não teria direito a herança nem à utilização do título, o qual só D. Manuel II, último monarca no exílio, podia conceder. No entanto, D. Afonso elaborou um testamento no dia seguinte ao casamento, tendo sido ratificado na Legação Portuguesa, em Madrid. Os bens que Nevada levou de Portugal, em 1925, não eram da coroa portuguesa, pertenciam aos bens pessoais dos Braganças. Existe uma distinção entre bens da coroa e bens pessoais dos monarcas. Contudo, não deixou de ser um conjunto patrimonial valioso que saiu do país. Joias, gemas, objetos de ouro e de prata, serviços de porcelana europeia e da China, serviços de vidro e de cristal, roupas e bragal, livros raros e antigos, mobiliário e um núcleo muito significativo de pintura.

Todos estes bens foram levados por Nevada para o seu apartamento em Nova Iorque e só após a sua morte os herdeiros os alienaram. Algumas joias, por serem as peças que mais facilmente se identificam, foram localizadas em vendas realizadas nos anos 70 e 80 do século XX em leilões em Londres e em Nova Iorque.

Fonte: https://julia.pt/2017/08/22/a-viuva-dos-10-milhoes-que-levou-joias-de-portugal/

Pág. 1/3