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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Álbum de Menus da Casa Real e um dos menus de uma refeição servida no Paço de Vila Viçosa

28.08.18 | Blog Real

Sabia que a Fundação da Casa de Bragança possui mais de 600 menus de refeições onde participaram membros da Família Real?
Nas imagens, uma das páginas do Álbum de Menus da Casa Real e um dos menus de uma refeição servida no Paço de Vila Viçosa.

 

António Augusto Duval Teles, ajudante de campo do Rei D.Carlos

18.08.18 | Blog Real

António Augusto Duval Teles nasceu em 26 de março de 1852; e faleceu em 2 de abril de 1906. 

Foi coronel de engenharia, ajudante de campo do Rei D. Carlos, inspector do serviço de engenharia no campo entrincheirado de Lisboa, etc. 

 

Matriculou-se na Escola Politécnica em 1865, sendo premiado em todas as cadeiras, fazendo o curso de engenharia que completou. em 1873 com distinção e prémios em todos os anos, sendo classificado em primeiro lugar, tanto naquela escola como na do Exercito. Assentou praça em 18 de abril de 1868, foi despachado alferes em 9 de dezembro de 1873, promovido a tenente em 28 de dezembro de 1875, a capitão em 1 de março de 1876, a major em 27 de outubro de 1885, a tenente-coronel em 14 de maio de 1891, e a coronel em 27 de dezembro de 1894. Pertencia ao estado-maior da sua arma, e quando faleceu  era o número um para general, em engenharia, e n.º 4, por antiguidade, na escala dos coronéis. 

Fez serviço em comissão na Escola Prática de Engenharia, criada em 1880, onde foi adjunto e mais tarde comandante. Neste cargo assinalou-se pelo impulso extraordinário que deu a toda a instrução das tropas da arma, e no seu tempo de comando atingiu a escola o seu período áureo. Desempenhou também com a maior distinção os lugares de inspector das fortificações de Lisboa para que foi nomeado em 1901, e o de engenheiro do campo entrincheirado, dirigindo as suas importantes obras de fortificação no período de maior desenvolvimento. Durante muitos anos fez parte da comissão de defesa de Lisboa e da subcomissão que, presidida pelo rei D. Carlos, sendo ainda príncipe real, elaborou o projecto para a defesa do porto de Lisboa. Quando em 1890 subiu ao poder o ministério presidido por António de Serpa, foi convidado para dirigir a pasta da guerra, apesar de se conservar sempre afastado da politica, mas não aceitou aquele cargo, consentindo somente em ser nomeado chefe do gabinete daquele estadista, que se viu obrigado a tomar a gerência daquela pasta, encontrando em Duval Teles um leal conselheiro e amigo, devendo-se à sua cooperação a maioria das carreiras de tiro, que hoje existem, e a criação do tiro civil. Desde 1884 que fazia parte da casa militar do rei, como seu ajudante de campo, tendo sido ainda nomeado pelo rei D. Luís, quando se constituiu a casa militar do príncipe real. No estrangeiro também era muito apreciado, tendo recebido em Londres e em Berlim grandes demonstrações de apreço e amáveis referências, quando ali esteve. Em Londres, acompanhando o rei, quando príncipe real, e em Berlim, fazendo parto da missão de que era chefe o coronel Sanches de Castro. Duval Teles fez parte de todas as comissões da Assistência Nacional aos Tuberculosos, por cujo desenvolvimento muito se interessou, contribuindo para a apropriação do sanatório de Outão. Era presidente das associações dos Atiradores Civis Portugueses e do Centro Nacional de Esgrima, de que fora também um dos sócios fundadores. 

Além das comissões que citámos, ainda exerceu as seguintes: da organização das brigadas de oficiais para procederem ao reconhecimento militar do litoral do continente do reino e das ilhas adjacentes, da criação do fundo permanente da defesa nacional; a transformação da Escola Prática de Infantaria e Cavalaria em duas escolas independentes para as respectivas armas; o estudo dos tipos de espingarda e carabina a adoptar para emplacar e substituir o armamento dos corpos de infantaria e caçadores a cavalo; a constituição e regulamentação da brigada de instrução para nela prestarem as provas para o posto imediato os coronéis e capitães; a convocação e instrução para o serviço das praças da primeira reserva de todas as armas do exercito; as instruções para regular a instrução dos corpos de infantaria; a reorganização das guardas municipais de Lisboa e Porto; a abertura do concurso para o estudo e publicação da historia orgânica e politica do exercito português desde a sua fundação; a regulamentação dos exercícios de tiro dos indivíduos da classe civil nas carreiras militares; o estabelecimento e instruções para o serviço do cordão sanitário; a reorganização da Escola do Exercito, e muitas outras de menor importância. 

O Rei D. Carlos, de quem era intimo e dedicado amigo, e suas majestades as rainhas D. Amélia e D. Maria Pia, dedicaram-lhe sempre grande estima e consideração. Exercia o cargo de chefe do estado-maior da direcção geral de engenharia, quando faleceu. Era escritor erudito e elegante; dirigiu a Revista de Engenharia Militar e Civil, sendo um dos seus mais assíduos colabora dores. Tinha as seguintes honras: Grande oficial da ordem de S. Bento de Avis, por serviços distintos; comendador da mesma ordem, da de S. Tiago e da de N. Sr.ª da Conceição; cavaleiro das referidas ordens; as medalhas de ouro de bons serviços, e de prata de comportamento exemplar, e era oficial de Instrução Publica de França.

António Pereira, empregado do Rei D.Manuel II

18.08.18 | Blog Real

António Pereira era criado no Paço desde que D.Manuel tinha 14 anos. E acompanhou o Rei D.Manuel II para o exílio em Londres onde o continuou a servir. Fê-lo sempre com grande dedicação. Acompanhou-o nas suas viagens, tratou-o nas suas doenças, ouviu-lhe as confidências e os desabafos. O Rei D.Manuel II tinha-o em grande estima. E, por isso, quando António Pereira casou a filha, o Rei D.Manuel II aceitou ser o padrinho da noiva, mas não assistiu ao casamento porque este realizou-se no dia em que o Rei D.Manuel II faleceu: 2 de julho de 1932.

D. Manuel II e a Nobreza Títulos autorizados no exílio (1910-1932)

15.08.18 | Blog Real
SINOPSE

"Durante 22 anos de exílio o Rei D. Manuel autorizou o uso de títulos a 211 titulares. Lourenço Correia de Matos analisa, um por um, por ordem alfabética, reunindo toda a informação sobre cada autorização Régia e, sempre que possível, publicando documentação inédita. A obra aborda ainda o processo de autorização de uso de títulos, o papel dos intermediários do Rei para estes assuntos e apresenta a opinião que D. Manuel II manifestava aos mais próximos sobre esta temática, num interessante capítulo intitulado "Os títulos nas palavras do Rei"."

A biografia do último Rei de Portugal tem sido pouco estudada entre nós e muito do que se pode saber está disseminado por arquivos particulares que, felizmente, pouco a pouco se vão abrindo aos historiadores. As relações de D. Manuel II com a nobreza portuguesa, nomeadamente com os titulares, é objecto da última obra de Lourenço Correia de Matos.
Lourenço Correia de Matos que tem contribuído decisivamente com os seus trabalhos para a clarificação de assuntos relevantes para o estudo das regras dessa classe social, detem-se aqui na complexidade das relações de um Rei expatriado com a sua nobreza, num período de transformações radicais em Portugal. Durante 22 anos de exílio o Rei D. Manuel autorizou o uso de títulos a 211 titulares. Lourenço Correia de Matos analisa, um por um, por ordem alfabética, reunindo toda a informação sobre cada autorização Régia e, sempre que possível, publicando documentação inédita.
A obra aborda ainda o processo de autorização de uso de títulos, o papel dos intermediários do Rei para estes assuntos e apresenta a opinião que D. Manuel II manifestava aos mais próximos sobre esta temática, num interessante capítulo intitulado "Os títulos nas palavras do Rei". Completam este estudo, de 166 páginas, fotografias de alguns titulares bem como um índice onomástico dos agraciados com as autorizações do Rei.

ISBN: 9789728876012

Edição ou reimpressão: 04-2004

Editor: Dislivro

Idioma: Português

Dimensões: 150 x 230 x 20 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 166

Tipo de Produto: Livro

Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Estória

Fonte: https://www.wook.pt/livro/d-manuel-ii-e-a-nobreza-lourenco-correia-de-matos/101987

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