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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

António Pereira, empregado do Rei D.Manuel II

18.08.18, Blog Real

António Pereira era criado no Paço desde que D.Manuel tinha 14 anos. E acompanhou o Rei D.Manuel II para o exílio em Londres onde o continuou a servir. Fê-lo sempre com grande dedicação. Acompanhou-o nas suas viagens, tratou-o nas suas doenças, ouviu-lhe as confidências e os desabafos. O Rei D.Manuel II tinha-o em grande estima. E, por isso, quando António Pereira casou a filha, o Rei D.Manuel II aceitou ser o padrinho da noiva, mas não assistiu ao casamento porque este realizou-se no dia em que o Rei D.Manuel II faleceu: 2 de julho de 1932.

D. Manuel II e a Nobreza Títulos autorizados no exílio (1910-1932)

15.08.18, Blog Real
SINOPSE

"Durante 22 anos de exílio o Rei D. Manuel autorizou o uso de títulos a 211 titulares. Lourenço Correia de Matos analisa, um por um, por ordem alfabética, reunindo toda a informação sobre cada autorização Régia e, sempre que possível, publicando documentação inédita. A obra aborda ainda o processo de autorização de uso de títulos, o papel dos intermediários do Rei para estes assuntos e apresenta a opinião que D. Manuel II manifestava aos mais próximos sobre esta temática, num interessante capítulo intitulado "Os títulos nas palavras do Rei"."

A biografia do último Rei de Portugal tem sido pouco estudada entre nós e muito do que se pode saber está disseminado por arquivos particulares que, felizmente, pouco a pouco se vão abrindo aos historiadores. As relações de D. Manuel II com a nobreza portuguesa, nomeadamente com os titulares, é objecto da última obra de Lourenço Correia de Matos.
Lourenço Correia de Matos que tem contribuído decisivamente com os seus trabalhos para a clarificação de assuntos relevantes para o estudo das regras dessa classe social, detem-se aqui na complexidade das relações de um Rei expatriado com a sua nobreza, num período de transformações radicais em Portugal. Durante 22 anos de exílio o Rei D. Manuel autorizou o uso de títulos a 211 titulares. Lourenço Correia de Matos analisa, um por um, por ordem alfabética, reunindo toda a informação sobre cada autorização Régia e, sempre que possível, publicando documentação inédita.
A obra aborda ainda o processo de autorização de uso de títulos, o papel dos intermediários do Rei para estes assuntos e apresenta a opinião que D. Manuel II manifestava aos mais próximos sobre esta temática, num interessante capítulo intitulado "Os títulos nas palavras do Rei". Completam este estudo, de 166 páginas, fotografias de alguns titulares bem como um índice onomástico dos agraciados com as autorizações do Rei.

ISBN: 9789728876012

Edição ou reimpressão: 04-2004

Editor: Dislivro

Idioma: Português

Dimensões: 150 x 230 x 20 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 166

Tipo de Produto: Livro

Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Estória

Fonte: https://www.wook.pt/livro/d-manuel-ii-e-a-nobreza-lourenco-correia-de-matos/101987

Espadas, elmos e escudo dos reis D. João I e III regressam à Batalha

14.08.18, Blog Real

A espada de D. João I, temporariamente cedida pelo Museu Militar, vai voltar ao nicho na parede, onde repousou durante séculos, para uma exposição que terá início hoje

A Capela do Fundador, no Mosteiro da Batalha, vai dar um vislumbre do esplendor que terá tido noutros tempos, com a exposição Capela do Fundador – A memória Revisitada, pelas 12:30 horas, de hoje, dia 14, com alguns dos bens reais que ali estiveram expostos ao longo de anos e anos. 

A espada de D. João I, temporariamente cedida pelo Museu Militar, vai voltar ao nicho na parede, onde repousou durante séculos, para uma exposição que terá início hoje. 

A data do aniversário da Batalha de Aljubarrota, onde as forças portuguesas e inglesas que apoiavam a pretensão de D. João, mestre de Avis, ao trono nacional, venceram as forças castelhanas, francesas e portuguesas, foi propositadamente escolhida.

A esta arma real, juntar-se-á a réplica da espada de D. João II, recriada pelo historiador e espadeiro Jorge Santos, a partir dos desenhos de Domingos Sequeira, e os elmos originais de torneio, de D. João II e do príncipe Afonso, que eram revestidos a ouro e prata. 

A espada do fundador da Casa de Avis ficará até Agosto de 2019. 

"É a réplica da espada que o príncipe D. João, futuro rei D. João II, empunhou na Batalha de Toro, em Castela, onde lutou pelo trono daquele país, durante a Guerra de Sucessão de Castela, entre tropas portuguesas e castelhanas ao lado do rei português D. Afonso V, e castelhanas isabelinas de Fernando II, rei de Aragão, Leão e Castela", explica o espadeiro. 

Outro armeiro, Miguel Sanches de Baena, recriou também uma réplica do escudo de torneio de D. João II. A peça tem a curiosidade de ter sido criada a partir de madeira de carvalho do século XV, recolhida nas ruínas de um castelo.

Fonte: https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/espadas-elmos-e-escudo-dos-reis-d-joao-i-e-iii-regressam-bat-9091#.W3LCEK7tF-0.facebook

João Coutinho, ajudante de campo do Rei D.Carlos I e do Rei D.Manuel II

11.08.18, Blog Real

João António de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira nasceu em Alter do Chão, Alter do Chão, filho de Manuel de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira e de Maria Efigénia de Azevedo Coutinho da Gama Lobo Pinto Guedes, uma família com ligações aristocráticas.

Assentou praça na arma de Cavalaria do Exército Português a 13 de Outubro de 1880, transferindo-se para a Armada a 10 de Novembro de 1882, com o posto de aspirante.

Em 1884 foi promovido ao posto de guarda-marinha. Em Fevereiro de 1885 foi colocado na Divisão Naval do Índico onde cumpriu o seu tirocínio obrigatório de 3 anos. Nesse período foi enviado em comissão de serviços para Moçambique onde se destacou nas operações de ocupação colonial, distinguindo-se pela bravura e capacidade de comando de tropas.

A sua acção em Moçambique levou a que 15 de Janeiro de 1891, com apenas 25 anos de idade, no seu regresso a Lisboa fosse recebido em apoteose e proclamado, por decisão unânime das Cortes, como ''benemérito da Pátria''. Ao longo da sua carreira foi agraciado com dois graus da Ordem Militar da Torre e Espada.

Foi ajudante de campo do Rei D. Carlos I e do Rei D. Manuel II e por várias vezes condecorado.

Em 1900 foi eleito deputado.

A 3 de Outubro de 1902 como Primeiro-Tenente da Armada e Governador da Zambézia, foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada.

Foi nomeado governador-geral de Moçambique (1905-1906). A 31 de Dezembro de 1904 teve o Título de Conselho de Sua Majestade Fidelíssima como Capitão-Tenente da Armada e Governador-Geral da Província de Moçambique, nos termos do Art.º 9.º do Decreto de 1 de Dezembro de 1869 (proposta do Ministério da Marinha e Ultramar) (''Diário do Governo'', n.º 3, 4 de Janeiro de 1905).

A 9 de Fevereiro de 1908, após o regicídio que pôs termo ao reinado do Rei D.Carlos, e até 16 de Abril de 1909, foi nomeado 53.º Governador Civil do Distrito de Lisboa, então um cargo de grande importância face ao clima insurreccional que se vivia na cidade. A 4 de Janeiro de 1909 sendo do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima e Governador Civil do Distrito de Lisboa, por relevantes serviços prestados ao Estado, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

Foi, por duas vezes, Ministro da Marinha e Ultramar (1909-1910) dos últimos governos da Monarquia Constitucional Portuguesa.

A implantação da República Portuguesa levou a que fosse reformado compulsivamente em 1910, no posto de capitão-de-fragata, já que se manteve fiel aos ideais monárquicos.

Chegou a fazer parte de uma conspiração monárquica que ocorreu em diversas cidades portuguesas a 21 de Outubro de 1913, conhecida por Primeira Outubrada, dirigido por ele em Lisboa, só que o golpe foi contido porque o governo tinha um infiltrado entre os conspiradores.

Em 1919, com Aires de Ornelas, foi um dos líderes da revolta que em Lisboa apoiou a Monarquia do Norte, participando activamente na tomada de Monsanto. Pela sua acção nestes incidentes que foi preso e exilado.

Tendo beneficiado de uma das amnistias concedidas aos monárquicos pelos governos da Primeira República Portuguesa, regressou a Portugal e em 1925 foi eleito senador no Congresso da República pelo círculo eleitoral de Portalegre, integrado nas listas monárquicas.

Mais tarde, liderou a Causa Monárquica e foi lugar-tenente em Portugal do Rei D. Manuel II de Portugal, exilado em Londres. Após a morte de D. Manuel II, acabou por se tornar um interlocutor privilegiado de António de Oliveira Salazar nas matérias respeitantes à Casa de Bragança-Saxe-Coburgo e Gota e aos seus bens em Portugal. A 3 de Agosto de 1932, ano da morte de D. Manuel II, foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Império Colonial e a 8 de Dezembro de 1939 foi elevado a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada.

Em 1942 foi solenemente integrado na Armada, e promovido a vice-almirante honorário. Foi então alvo de expressivas homenagens por parte do Estado Novo, nas quais se exaltou a sua ''vida cheia de episódios onde a coragem extrema, o respeito pelos adversários, o interesse pela cultura africana, a esclarecida capacidade e, sobretudo, o inflexível cumprimento dos deveres de fidelidade e de honra, sempre sobressaíram de forma invulgar''.

A 7 de Março de 1970 procedeu-se ao lançamento ao mar da corveta ''NRP João Coutinho'', da Marinha Portuguesa, assim denominada em sua homenagem.

Foi impressa uma nota de 50$00 de Moçambique com a sua imagem.

Comunicado de S.A.R., o Senhor Duque de Bragança sobre os incêndios

10.08.18, Blog Real

É com grande tristeza que mais uma vez os portugueses assistem ao flagelo dos fogos durante os meses de Verão. Mais uma vez as populações sofrem fisicamente e economicamente as consequências de fogos que são cada vez mais frequentes e de maior intensidade no nosso país. 

Este ano tem sido a Serra de Monchique, que está a arder há vários dias, criando um rastro de destruição e desespero nas populações que aí vivem, às quais gostaria de transmitir a minha solidariedade e da minha família.

Não é compreensível que apenas um ano depois da tragédia de Pedrógão a situação se mantenha e que as populações do interior do país continuem desprotegidas. Passou apenas um ano de uma tragédia que matou muitos portugueses e causou grandes perdas económicas e um desastre ambiental. 

Os nossos governantes prometeram preparação, mas o que temos vindo a assistir são sistemáticas situações de descoordenação de entidades com responsabilidades na protecção. Depois da repetição de uma situação com esta gravidade, é importante retirar as devidas consequências - políticas e operacionais. É o que os portugueses esperam e merecem depois de uma situação desta gravidade.

É definitivamente necessária uma séria reorganização do espaço florestal que reduza a probabilidade e gravidade deste tipo de situações. Essa reorganização deve partir do Estado e não dos particulares, que em geral não têm capacidade económica para fazer face ao que é necessário. Aliás, no ano passado, um dos piores incêndios aconteceu numa mata propriedade do Estado, o Pinhal d’El-Rei, plantada há sete séculos na região de Leiria.

Quanto aos meios aéreos e terrestres disponíveis, estão longe de ser os mais adequados, segundo as opiniões dos especialistas nacionais e estrangeiros. Não faz sentido por em risco as vidas de quantos combatem no terreno, e não lhes dar as armas necessárias!

Apelo também a uma mobilização dos jovens, que devem ser sensibilizados para esta grave questão e que poderiam dar o seu contributo. Na ausência do serviço militar obrigatório, os jovens deveriam ser incentivados para uma maior participação cívica sendo preparados para ajudar os que combatem estas catástrofes, e outras que poderão acontecer. A generosidade e coragem dos jovens levá-los-á a participar com entusiasmo em iniciativas destas. 

Considero a bem dos portugueses e de Portugal que esta situação seja definitivamente encarada como uma das prioridades do país.

Duarte, Duque de Bragança

Santar (Nelas), 9 de Agosto de 2018 

Fonte: http://www.casarealportuguesa.org/dynamicdata/default.asp

Afonso de Bragança juntou-se aos Bombeiros Voluntários de Lisboa

08.08.18, Blog Real

Afonso, filho mais velho dos Duques de Bragança, juntou-se aos Bombeiros Voluntários de Lisboa e encontra-se neste momento a combater as chamas. O Príncipe da Beira entrou em estágio, como Estagiário Especialista n° 1231, na Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lisboa., uma maneira que encontrou para ajudar as populações afetadas pelos incêndios.

A informação foi confirmada e partilhada pelo site Causa Real, que partilhou uma fotografia de Afonso com o uniforme de soldado da paz.