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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Duques de Bragança passam férias de inverno no Algarve, em 2003

30.12.18 | Blog Real

Em Ferragudo, perto de Lagoa,D. Duarte e D. Isabel de Bragança, na companhia de Afonso, Francisca e Dinis, passaram uma semana de férias, que incluiu a passagem de ano.Os passeios na praia fizeram as delícias das crianças

Pais de três crianças pequeninas, os du­ques de Bragança, como quaisquer pais conscientes e carinhosos, sabem bem como os horários são geridos em função das exigências dos filhos: Afonso, de seis anos, Francisca, de cinco, e Dinis, de três. Por isso, qualquer período de férias é aproveitado ao máximo. Foi o caso do curto interregno escolar de que usufruíram no Natal. A quadra festiva foi passada, como dita a tradição, em família, junto dos avós, na casa de Sintra, onde vivem. Com o passar dos anos, as crianças estão cada vez mais conscientes da importância da data, o que aumenta a alegria e o empenho dos três filhos de D. Duarte Pio e D. Isabel de Bragança. 'As crianças ajudaram a preparar o presépio e participaram muito. Muito mais do que anteriormente"revelou o duque de Bragança. De tal forma que foram os próprios que fizeram os presentes que ofertaram aos pais e amigos. Com enlevo, o pai fala das oferendas. "Foram desenhos, feitos por eles próprios, e muito bem feitos, por sinal, e eu recebi ainda um barquinho de madeira feito pelo Afonso. Apesar de a Francisca ser aquela que revela maiores apetências artísticas, o Afonso é extremamente habilidoso em trabalhos que exigem perícia manual"esclarece D. Duarte.

À semelhança do que se passa em algumas famílias mais tradicionais, o dia da entrega dos presentes em casa dos duques acontece a 6 de Janeiro, altura em que, segundo as Escrituras Sagradas do Catolicismo, os Reis Magos entregaram as suas ofertas ao Menino Jesus. "Mas apenas os meus presentes e os do pai. Os da restante família recebem-nos no dia de Natal"esclarece D. Isabel. "Há toda uma preparação para o Natal. Estabelecemos uma espécie de jogo que implica a obtenção de pontos consoante as boas acções praticadas por eles e o seu bom comportamento. De vez em quando perdiam um ponto, mas logo recuperavam"conta, divertida, a duquesa de Bragança. A ideia implica algum "sacrifício"admite, "mas quando alcançam o objectivo sentem uma maior gratificação"Afinal, a formação humana reveste-se de várias formas.

Mas foi antes disso, nos dias que se seguiram ao Natal, que a família rumou para sul, em busca de descanso e também de maiores benesses meteorológicas, para passar, a cinco, a semana que os separava da passagem de ano. "Pensámos ir para Santar e visitar a serra da Estrela, mas o meu irmão que vive lá não se encontrava lá nessas datas"referiram os duques. Além disso, por estar tão mau tempo em Sintra, o que mais lhes apetecia era ir de encontro ao sol, que no Sul lhes permitiu passeios à beira-mar, sempre tão do agrado dos mais pequenos. Desde que os filhos do casal estão condicionados pelo calendário escolar, todos os momentos livres são aproveitados, sendo normais estas saídas. "Agora que as crianças já não podem sair em qualquer altura do ano, há que aproveitar bem todas as oportu­nidades"revelaram, ainda que não neguem que, por vezes, por curtos períodos de tempo, também é bom fazer férias dos filhos.

Estas férias serviram também para fazer o balanço deste primeiro trimestre do primeiro ano do ensino básico que Afonso já frequenta. E, para já, o seu aproveitamento não dá azo a preocupações. "Ele gosta da escola e dá-se bem com os outros colegas"congratula-se o pai, sem esconder toda a verdade. "Há aulas em que está mais distraído"diverte-se D. Duarte complacente, consciente de que, afinal, as crianças são mesmo assim. Afonso tem sido uma revelação em algumas disciplinas. "E muito bom em desporto, em futebol, já a Francisca é mais aplicada nos estudos, não sendo, por seu turno, tão boa a desporto"compara. Certo e tranquilizador é que foi pacífica a transição de Afonso para o primeiro ano de escolaridade, já longe dos bancos do jardim infantil. "Adaptou-se muito bem, até porque já lá tinha amigos que conhecia"explicou o duque de Bragança.

Mesmo em período de descanso, os pais ten­taram conjugar lazer com dever. "Incentivámos a brincadeira, e eles aproveitaram bem para brincar nas praias. Demos muitos passeios, mas, de vez em quando, estudávamos com eles, o que já não os entusiasmava tanto"confessaram, com um sorriso, os pais. Mas há outras formas de aprender, e as intermináveis buscas de certos tipos de fauna e flora também são academicamente proveitosas, e, nessa investigação, Afonso, o mais dedicado às Ciências da Natureza, é incansável. "Desta vez procurámos essencialmente plantas e caracóis"revela D. Duarte, sempre pronto a explorar os interesses dos filhos e a dar-lhes um carácter didáctico.

Nestes périplos que a família faz por Portugal com o propósito de mostrar aos filhos o país, há sempre uma vertente histórica e cultural. Todavia, desta feita a intenção era precisamente

"Para 2003, em relação

à família, desejo sobretudo que

seja sempre unida, tenha saúde

e que possamos estar sempre

juntos." (D. Isabel)

descansar. O que até os pais conseguiram, apesar de, mesmo em férias, os dias com crianças serem longos, pois começam cedo e nem sempre acabam cedo. "Durante o tempo de aulas, as crianças levantam-se às 6h30, o que não acontecia agora. Mas mesmo quando acordavam mais cedo do que nós, procuravam a companhia uns dos outros para brincar, o que nos permitia levantarmo-nos um pouco mais tarde"esclareceram. Entre si, os jogos são espontâneos e criam uma dinâmica interessante. "Quando cada um dos mais velhos está sozinho com o Dinis, ajudam-no e ensinam-lhe coisas, são protectores. Já quando estão juntos os três, o Dinis tem de lutar pelo seu espaço, e geram-se alguns conflitos." Nada que não seja normal entre três irmãos. Ainda no Algarve, mas já com um grupo familiar mais alargado, passaram o fim de ano e, pela primeira vez, as crianças foram acordadas à meia-noite para poderem ver o fogo-de-artifício. "Sentiram-se mais crescidos"revela D. Isabel, mas nem todos têm pressa de crescer. "O Dinis não quis acordar, mas depois ficou triste por não ter partilhado o momento com os outros"confessou a mãe.

As próximas férias serão muito possivelmente em S. Tomé e Príncipe, país onde D. Duarte esteve recentemente e pelo qual ficou fascinado. "Gostaria de lá voltar com eles. E o local ideal para umas férias em família. Com a devida medicação contra o paludismo, não há perigo algum"garante, concluindo: "E um país lindíssimo e com gente muito simpática." Enquanto o próximo período de descanso escolar não vem, e as férias grandes ainda estão longe, as crianças terão boas memórias desta curta paragem, as quais serão suficientes até aproxima aventura.

E a avaliar pela vontade do pai de lhes mostrar aquele país africano, deverá mesmo ser além-fronteiras. Neste momento, há que dar de novo atenção às suas obrigações e voltar à normalidade dos afazeres do dia-a-dia, sendo o mesmo verdade para os pais. D. Duarte, por exemplo, foi recentemente à Galiza, a fim de ver por si os danos do derrame de fuelóleo pela embarcação Presttge, já que as questões ecológicas sempre foram uma das suas preocupações. Esse foi, aliás, um dos pensamentos solidários que uniu a família nos desejos que formularam para o novo ano, a par de alguns outros: "O renascimento do sentido patriótico em Portugal" e a paz no mundo. "O drama da guerra, que parece iminente, é algo que muito nos preocupa"admitiu D. Isabel, uma assumida pacifista. "Mas temos muita esperança no Homem"sossega. A nível pessoal, os desejos não fogem à espiritualidade e à tranquilidade. "Sobretudo que a família seja sempre unida, tenha saúde e possamos estar sempre juntos." Quanto a um possível quarto filho, sorridente, apenas revela: "Se tivermos mais um filho, será, com certeza, bem-vindo. Não temos pianos, não estamos preocupados." Afinal, é sempre bom ser-se surpreendido.

CARAS-25 de Janeiro de 2003

Fonte: monarquia.webnode.pt

 

 

 

Casa do Rei D.Manuel II em Fulwell Park

28.12.18 | Blog Real

No seu exílio no Reino Unido, o Rei D.Manuel II morou com a sua esposa, Augusta Vitória, em Fulwell Park, a casa em Twickenham, nos arredores de Londres, que lhe serve de residência durante os cerca de 20 anos de Rei no exílio.

Esta era uma casa do século XVII remodelada em meados do final do século XVIII. Originalmente chamado Fulwell Lodge. Tornou-se a casa do Rei Manuel II de Portugal durante o seu exílio em Londres, mas foi demolida após a sua morte em 1932. O seu parque agora é um campo de golfe.

Alfredo Augusto de Albuquerque, membro da Guarda Real da Rainha D. Amélia, estribeiro-mor da Casa Real

27.12.18 | Blog Real

Alfredo Augusto José de Albuquerque (Tarouca, 1875 - ?), foi membro da Guarda Real da Rainha D. Amélia, estribeiro-mor da Casa Real, comandante do Regimento de Lanceiros N.º 2, antigo Regimento de Cavalaria Lanceiros 2 D'El Rei, primeiro director do Museu Nacional dos Coches, serviu como coronel às ordens do Rei D. Carlos I e foi coronel honorário do Rei D. Manuel II.

Biografia:

Filho de D. João de Albuquerque, fidalgo da Beira ,e de Dona Teresa de Jesus, descendente dos fidalgos da Casa e do Morgado do Poço, em Lamego, e da Casa da Figueira Quinta da Granja, na Figueira (Lamego).

Participou na instrução militar dos Príncipes Reais, Luís Filipe e Manuel, foi Estribeiro-Mor da Casa Real e do Rei D. Carlos I. Serviu o Rei D.Manuel II como Coronel Honorário entre 1908 e 1910.

Estava presente no Terreiro do Paço no dia do regicídio, em 1 de Fevereiro de 1908, enquanto esperava pela chegada a Lisboa da família real, que vinha de Vila Viçosa.

Na revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, que teve inicio em 3 de Outubro, distinguiu-se, junto com Paiva Couceiro, nos combates pelas hostes leais ao Rei com o seu regimento na rotunda, tendo-lhe sido oferecida uma fotografia de D. Manuel II, autografada pela mão do próprio Rei, onde lhe escreveu: Ao grande herói da rotunda offce Manuel, Rei 4/10/1910.

Reis de Portugal - Fernando I de Portugal

20.12.18 | Blog Real

Fernando I (Coimbra, 31 de Outubro de 1345 – Lisboa, 22 de Outubro de 1383), apelidado de "o Formoso", "o Belo" e "o Inconstante", foi o Rei de Portugal e Algarve de 1367 até àsua morte, o último monarca português da Casa de Borgonha. Era o filho homem mais velho do Rei Pedro I e sua primeira esposa Constança Manuel. Sua morte sem herdeiros homens levou à Crise de 1383–1385 em Portugal. Com apoio da nobreza local, descontente com a coroa castelhana, Fernando chegou a ser aclamado Rei em diversas cidades importantes de Norte a Sul da Galiza.

Reinado:

O início do reinado de D. Fernando foi marcado pela política externa. Quando D. Pedro I de Castela (1350-1369) morreu sem deixar herdeiros masculinos, D. Fernando, como bisneto de D. Sancho IV de Castela, por via feminina, declara-se herdeiro do trono. Outros interessados eram os reis de Aragão e Navarra, bem como o Duque de Lencastre casado com D. Constança, a filha mais velha de D. Pedro de Castela. Entretanto D. Henrique da Trastâmara, irmão bastardo de Pedro, havia-se declarado rei. Depois de duas campanhas militares sem sucesso, as partes aceitam a intervenção do Papa Gregório XI. Entre os pontos assentes no tratado de 1371, D. Fernando é prometido a D. Leonor de Castela, mas antes que o casamento pudesse ser concretizado, o rei apaixona-se por D. Leonor Teles de Menezes, mulher de um dos seus cortesãos. Após a rápida anulação do primeiro casamento de D. Leonor, D. Fernando casa com ela, publicamente, a 15 de maio de 1372 no Mosteiro de Leça do Balio. Este acto valeu-lhe forte contestação interna, mas não provocou reacção em D. Henrique de Castela, que prontamente promete a filha a Carlos III de Navarra.

Após a paz com Castela, dedicou-se D. Fernando à administração do reino, mandou reparar muitos castelos e construir outros, e ordenou a construção de novas muralhas em redor de Lisboa e do Porto. Com vista ao desenvolvimento da agricultura promulgou a Lei das Sesmarias. Por esta lei impedia-se o pousio nas terras susceptíveis de aproveitamento e procurava-se aumentar o número de braços dedicados à agricultura.

Durante o reinado de D. Fernando alargaram-se, também, as relações mercantis com o estrangeiro, relatando Fernão Lopes a presença em Lisboa de numerosos mercadores de diversas nacionalidades. O desenvolvimento da marinha foi, por tudo isto, muito apoiado, tendo o rei tomado várias medidas dignas de nota, tais como: autorização do corte de madeiras nas matas reais para a construção de navios a partir de certa tonelagem; isenção total de direitos sobre a importação de ferragens e apetrechos para navios; isenção total de direitos sobre a aquisição de navios já feitos; etc. Muito importante, sem qualquer dúvida, foi a criação da Companhia das Naus, na qual todos os navios tinham que ser registados, pagando uma percentagem dos lucros de cada viagem para a caixa comum. Serviam depois estes fundos para pagar os prejuízos dos navios que se afundassem ou sofressem avarias.

A partir do casamento, D. Leonor Teles tornara-se cada vez mais influente junto do rei, manobrando a sua intervenção política nas relações exteriores, e ao mesmo tempo cada vez mais impopular. Aparentemente, D. Fernando mostra-se incapaz de manter uma governação forte e o ambiente político interno ressente-se disso, com intrigas constantes na corte. Em 1382, no fim da guerra com Castela, estipula-se que a única filha legítima de D. Fernando, D. Beatriz de Portugal, case com o rei D. João I de Castela. Esta opção significava uma anexação de Portugal e não foi bem recebida pela classe média e parte da nobreza portuguesa.

Quando D. Fernando falece em 1383, a linha dinástica da dinastia de Borgonha chega ao fim. D. Leonor Teles é nomeada regente em nome da filha e de D. João I de Castela, mas a transição não será pacífica. Respondendo aos apelos de grande parte dos Portugueses para manter o país independente, João, mestre de Aviz e irmão bastardo de D. Fernando, declara-se rei de Portugal. O resultado foi a crise de 1383-1385, um período de interregno, onde o caos político e social dominou. D. João tornou-se no primeiro rei da Dinastia de Avis em 1385.

Os restos mortais de D. Fernando foram depositados no Convento de São Francisco, em Santarém, conforme o deixado em testamento pelo monarca. No século XIX, o túmulo foi alvo de sérios actos de vandalismo e degradação, primeiro como resultado das Invasões Francesas, quando se partiu uma porção significativa das paredes do sarcófago ao se ter tornado difícil remover a tampa; e da desamortização das ordens religiosas em 1834, quando o convento foi deixado ao abandono. Certo é que os restos mortais do rei se perderam para sempre, não tendo chegado nenhum registo dessa profanação aos dias de hoje.

Joaquim Possidónio da Silva, Presidente e fundador da ''Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses'', toma a iniciativa de transportar o monumento funerário de D. Fernando para o Museu Arqueológico do Carmo (onde ainda hoje se encontra), em 1875, de modo a salvaguardar a sua integridade e dignidade de mais vandalismo.

Túmulo gótico de D. Fernando I, actualmente no Convento do Carmo, em Lisboa.

 

Descendência:

D. Fernando teve uma filha natural antes do seu casamento:
* Isabel (1364-1435), senhora de Viseu, casada com Afonso Henriques, conde de Gijón e Noronha, com geração nos Noronha.

Do casamento com D. Leonor Teles de Menezes nasceram:

* Beatriz (1373 - após 1412), pretendente ao trono do pai, casada com o rei D. João I de Castela
* Afonso (1382), morreu quatro dias após o nascimento
*Filha (1383), morreu horas após o nascimento

Títulos e Estilos:

  • 31 de Outubro de 1345 – 18 de Janeiro de 1367: "o Infante Fernando de Portugal
  • 18 de Janeiro de 1367 – 22 de Outubro de 1383: "Sua Mercê, o Rei"
    • Na Galícia: 23 de Março de 1369 – 31 de Março de 1371: "Sua Mercê", o Rei" (em pretensa)

O estilo oficial de Fernando enquanto Rei era: "Pela Graça de Deus, Fernando I, Rei de Portugal e do Algarve". Em 1369, como afirmação da pretensão de Fernando à Coroa de Castela, a titulatura evolui para: "Pela Graça de Deus, Fernando I, Rei de Castela, de Leão, de Portugal, de Toledo, da Galiza, de Sevilha, de Córdova, de Múrcia, de Jáen, do Algarve, de Algeciras e Senhor de Molina". A titulatura regressou à utilizada no início do seu reinado com a sua renúncia aos títulos castelhanos após a Paz de Alcoutim, em 1371.

Lopo Fernandes Pacheco, Mordomo-Mor da Casa Real

16.12.18 | Blog Real

Lopo Fernandes Pacheco (1280 – 22 de dezembro de 1349), rico-homem do Reino de Portugal que viveu durante o reinado de D. Afonso IV de Portugal, foi filho de João Fernandes Pacheco, de quem herdou o senhorio como o 7.º senhor de Ferreira de Aves, e de Estevainha Lopes de Paiva, filha de Lopo Rodrigues de Paiva e Teresa Martins Xira.

A sua família tinha bens em diferentes partes do reino, embora a sua maior área de influência foi na Beira onde tiveram o senhorio de Ferreira de Aves, freguesia portuguesa do concelho de Sátão.

Biografia:

Com Lopo Fernandes Pacheco, 7.º senhor de Ferreira de Aves, no século XIV esta linhagem “inicia a sua trajectória ascensional” num processo geral em que uma nobreza inferior está a substituir as antigas linhagens. Grande valido, foi talvez o mais importante personagem da corte do ''Bravo''. Foi meirinho-mor (1329), mordomo-mor do infante D.Pedro, o futuro Pedro I de Portugal, e membro do conselho do rei, mordomo-mor (1335-1338) e chanceler (1349) da rainha D. Beatriz de Castela, mulher de D. Afonso IV, e testamenteiro em 1327 da Rainha Santa Isabel. Foi pelo rei Afonso IV encarregado da e ducação dos seus dois filhos, o infante D. Pedro e a infanta Leonor.

Em 1317 já aparece como testemunha com o infante D. Afonso, a quem acompanhou à dotação do Mosteiro de Odivelas em 1318. No conflito de 1319-1324, foi partidário do infante, apoiando as suas pretensões, e esteve com ele em 1322 em Pombar ao juramento de pazes.

Foi encarregue pelo rei de várias embaixadas: a Roma (1330) e ao reinos de Castela e de Aragão. Em 1328 foi um dos 40 nobres que foram feitos reféns para responderem pela alcaidaria dos castelos parte do tratado, por Alfonso IV quando o rei portugués e o rei D. Afonso XI de Castela ratificaram o tratado de Ágreda de 1304.

Como militar e "senhor de lides guerreiras" participou, acompanhado por seus escudeiros, na batalha de Salado com o ''Bravo'',travada no dia 30 de Outubro de 1340, entre cristãos e mouros, junto da ribeira do Salado, na província de Cádis (sul de Espanha).

Devido à sua ligação com a corte, o seu vasto conjunto de bens estava situado numa zona delimitada no curso do Rio Tejo na região de Santarém, a segunda localidade mais importante dos itinerários régios, e a zona de Lisboa e seus termos. O rei doou-lhe o senhorio de Ferreira de Aves, de onde era natural, pelos muitos serviços que recebeu de ele e de sua mulher e pela criação dos infantes, e foi "... alçado pelo rei Afonso IV da sua condição natural de cavaleiro à categoría de rico-homem, assim como seu filho Diogo Lopes Pacheco".

Sepultura:

Lopo Fernandes escolheu  Sé Catedral de Lisboa, local também escolhido pelo rei Afonso, para "repousar eternamente" junto do monarca. O seu sarcófago, produzido na oficina de escultores de Lisboa e que data do século XIV, encontra-se na Capela de São Cosme e São Damião no deambulatório da Sé. A lápide na parede coroando o monumento funerário, que o rei D. Afonso IV mandou colocar, regista "os mais relevantes feitos desta importante personagem":

Matrimónios e descendência:

Casou por duas vezes. Sua primeira esposa foi Maria Gomes Taveira (morta depois de 1331), filha de Gomes Lourenço Taveira e de Catarina Martins, sobrinha do chanceler Estêvão Anes, de quem teve:

* D. Diogo Lopes Pacheco (1304 - 1383), 8.º senhor de Ferreira de Aves e um dos assassinos de D. Inês de Castro, casado com D. Joana Vasques Pereira, filha de Vasco Pereira e de Inês Lourenço da Cunha.
* Violante Lopes Pacheco (1365), casada por duas vezes; a primeira com Martim Vasques da Cunha (m.1314), 6.º senhor de Tábua, e a segunda com Diogo Afonso de Sousa, senhor de Mafra, Ericeira e Enxara dos Cavaleiros. Com descendência de ambos matrimónios.

No ano de 1345 já estava casado com a sua segunda esposa, D. Maria Rodrigues de Vilalobos (ainda estava viva em 1367), filha do rico-homem D. Ruy Gil de Vilalobos (II) (m. 1307) e de D.Teresa Sanches, filha bastarda de D. Sancho IV de Leão e Castela e de D. Maria Afonso Teles de Meneses, e viúva de D. João Afonso Teles de Meneses, 1.º conde de Barcelos, 1.º conde de Barcelos.Deste matrimónio nasceram:

* Guiomar Lopes Pacheco (m. depois de 1404), casada com D. João Afonso Telo de Meneses, 1.º conde de Ourém e 4.º conde de Barcelos.
* Isabel Fernandes Pacheco, chamada de Ferreira, casada com D. Alfonso Pérez de Guzmán, 1.º senhor de Gibraleón e Olvera. Foram os pais de D. Álvar Peres de Gusmão, adelantado-mor de Castela, alguacil-mor de Sevilha, e senhor de Gibraleón e Palos.

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