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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Lopo Fernandes Pacheco, Mordomo-Mor da Casa Real

16.12.18, Blog Real

Lopo Fernandes Pacheco (1280 – 22 de dezembro de 1349), rico-homem do Reino de Portugal que viveu durante o reinado de D. Afonso IV de Portugal, foi filho de João Fernandes Pacheco, de quem herdou o senhorio como o 7.º senhor de Ferreira de Aves, e de Estevainha Lopes de Paiva, filha de Lopo Rodrigues de Paiva e Teresa Martins Xira.

A sua família tinha bens em diferentes partes do reino, embora a sua maior área de influência foi na Beira onde tiveram o senhorio de Ferreira de Aves, freguesia portuguesa do concelho de Sátão.

Biografia:

Com Lopo Fernandes Pacheco, 7.º senhor de Ferreira de Aves, no século XIV esta linhagem “inicia a sua trajectória ascensional” num processo geral em que uma nobreza inferior está a substituir as antigas linhagens. Grande valido, foi talvez o mais importante personagem da corte do ''Bravo''. Foi meirinho-mor (1329), mordomo-mor do infante D.Pedro, o futuro Pedro I de Portugal, e membro do conselho do rei, mordomo-mor (1335-1338) e chanceler (1349) da rainha D. Beatriz de Castela, mulher de D. Afonso IV, e testamenteiro em 1327 da Rainha Santa Isabel. Foi pelo rei Afonso IV encarregado da e ducação dos seus dois filhos, o infante D. Pedro e a infanta Leonor.

Em 1317 já aparece como testemunha com o infante D. Afonso, a quem acompanhou à dotação do Mosteiro de Odivelas em 1318. No conflito de 1319-1324, foi partidário do infante, apoiando as suas pretensões, e esteve com ele em 1322 em Pombar ao juramento de pazes.

Foi encarregue pelo rei de várias embaixadas: a Roma (1330) e ao reinos de Castela e de Aragão. Em 1328 foi um dos 40 nobres que foram feitos reféns para responderem pela alcaidaria dos castelos parte do tratado, por Alfonso IV quando o rei portugués e o rei D. Afonso XI de Castela ratificaram o tratado de Ágreda de 1304.

Como militar e "senhor de lides guerreiras" participou, acompanhado por seus escudeiros, na batalha de Salado com o ''Bravo'',travada no dia 30 de Outubro de 1340, entre cristãos e mouros, junto da ribeira do Salado, na província de Cádis (sul de Espanha).

Devido à sua ligação com a corte, o seu vasto conjunto de bens estava situado numa zona delimitada no curso do Rio Tejo na região de Santarém, a segunda localidade mais importante dos itinerários régios, e a zona de Lisboa e seus termos. O rei doou-lhe o senhorio de Ferreira de Aves, de onde era natural, pelos muitos serviços que recebeu de ele e de sua mulher e pela criação dos infantes, e foi "... alçado pelo rei Afonso IV da sua condição natural de cavaleiro à categoría de rico-homem, assim como seu filho Diogo Lopes Pacheco".

Sepultura:

Lopo Fernandes escolheu  Sé Catedral de Lisboa, local também escolhido pelo rei Afonso, para "repousar eternamente" junto do monarca. O seu sarcófago, produzido na oficina de escultores de Lisboa e que data do século XIV, encontra-se na Capela de São Cosme e São Damião no deambulatório da Sé. A lápide na parede coroando o monumento funerário, que o rei D. Afonso IV mandou colocar, regista "os mais relevantes feitos desta importante personagem":

Matrimónios e descendência:

Casou por duas vezes. Sua primeira esposa foi Maria Gomes Taveira (morta depois de 1331), filha de Gomes Lourenço Taveira e de Catarina Martins, sobrinha do chanceler Estêvão Anes, de quem teve:

* D. Diogo Lopes Pacheco (1304 - 1383), 8.º senhor de Ferreira de Aves e um dos assassinos de D. Inês de Castro, casado com D. Joana Vasques Pereira, filha de Vasco Pereira e de Inês Lourenço da Cunha.
* Violante Lopes Pacheco (1365), casada por duas vezes; a primeira com Martim Vasques da Cunha (m.1314), 6.º senhor de Tábua, e a segunda com Diogo Afonso de Sousa, senhor de Mafra, Ericeira e Enxara dos Cavaleiros. Com descendência de ambos matrimónios.

No ano de 1345 já estava casado com a sua segunda esposa, D. Maria Rodrigues de Vilalobos (ainda estava viva em 1367), filha do rico-homem D. Ruy Gil de Vilalobos (II) (m. 1307) e de D.Teresa Sanches, filha bastarda de D. Sancho IV de Leão e Castela e de D. Maria Afonso Teles de Meneses, e viúva de D. João Afonso Teles de Meneses, 1.º conde de Barcelos, 1.º conde de Barcelos.Deste matrimónio nasceram:

* Guiomar Lopes Pacheco (m. depois de 1404), casada com D. João Afonso Telo de Meneses, 1.º conde de Ourém e 4.º conde de Barcelos.
* Isabel Fernandes Pacheco, chamada de Ferreira, casada com D. Alfonso Pérez de Guzmán, 1.º senhor de Gibraleón e Olvera. Foram os pais de D. Álvar Peres de Gusmão, adelantado-mor de Castela, alguacil-mor de Sevilha, e senhor de Gibraleón e Palos.

Reis de Portugal - Pedro I de Portugal

16.12.18, Blog Real

Pedro I (Coimbra, 8 de Abril de 1320 – Estremoz, 18 de Janeiro de 1367, apelidado de "o Justo", "o Cruel" e "o Justiceiro", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1357 até à sua morte. Era o único filho homem do Rei Afonso IV e sua esposa Beatriz de Castela.

Vida:

O Infante D. Pedro nasceu na cidade de Coimbra, a 8 de Abril de 1320, filho do então infante D. Afonso, que depois seria o Rei Afonso IV de Portugal, e Beatriz de Castela. Pedro foi o quarto filho de um total de sete, três mulheres e quatro varões: D. Maria, D. Afonso, D. Dinis, ele próprio, D. Isabel, D. João, e D. Leonor. Destes, mais de metade cedo morre (D. Afonso nado-morto à nascença; D. Dinis, D. Isabel, e D. João na sua infância). Por este motivo, D. Pedro, não sendo primogénito, torna-se herdeiro do pai e vem a suceder-lhe no trono. Pedro I sucedeu a seu pai em 1357.

Dos seus primeiros anos de vida, pouco se sabe. Conhecem-se, todavia, através de fontes escritas, a sua ama, D. Leonor; o aio e mordomo-mor Lopo Fernandes Pacheco; o guarda, Domingos Anes; o reposteiro-mor, Gonçalo Lobato; e os reposteiros, Afonso Domingues e Afonso Esteves. É também sabido que, por volta dos seus quinze anos, em 1335, já tinha casa. Os cronistas fazem menção a um defeito de gaguez e ainda, no foro psíquico, "''paixões exaltadas e violentas, cóleras explosivas, perversões várias''"; é igualmente caracterizado como um amante da festa e da música, cantando e dançando por Lisboa ao som de "longas" com os populares.

D. Pedro é conhecido pela sua relação com Inês de Castro, a aia galega da sua mulher Constança Manuel, que influenciou fortemente a política interna de Portugal no reinado de D. Afonso IV. Inês acabou assassinada por ordens do rei a 7 de Janeiro de 1355, mas isto não trouxe Pedro de volta à influência paterna. Contrariamente, durante alguns meses, Pedro revoltou-se contra o pai; apoiado pela nobreza de Entre Douro e Minho e pelos irmãos de Inês. A paz veio por vontade declarada do povo e perdoaram-se mútuas ofensas. Aclamado rei em 1357, Pedro anunciou em Cantanhede, em junho de 1360, o casamento com Inês, realizado em segredo antes da sua morte, sendo sua intenção a ver lembrada como Rainha de Portugal. A promessa de perdão aos responsáveis pela morte de Inês foi esquecida

Este facto baseia-se apenas na palavra do rei, uma vez que não existem registos de tal união. Dois assassinos de Inês foram capturados e executados (Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves) com uma brutalidade tal (a um foi arrancado o coração pelo peito, e a outro pelas costas), que lhe valeram os epítetos supramencionados.

Conta também a tradição que Pedro teria feito desenterrar o corpo da amada, coroando-a como Rainha de Portugal, e obrigando os nobres a procederem à cerimónia do beija-mão real ao cadáver, sob pena de morte. Em seguida ordenou a execução de dois túmulos (verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal), os quais foram colocados no transepto da igreja do Mosteiro de Alcobaça para que, no dia do Juízo Final, os eternos amantes, então ressuscitados, de imediato se vejam...

Como rei, Pedro revelou-se bom administrador, corajoso na defesa do país contra a influência papal (foi ele que promulgou o famoso Beneplácito Régio, que impedia a livre circulação de documentos eclesiásticos no país sem a sua autorização expressa), e foi justo na defesa das camadas menos favorecidas da população. Aplicava a justiça com brutalidade, de forma «democrática», punindo exemplarmente sem olhar a quem. Para não atrasar a aplicação das sentenças, puniu com pena de morte a prática da advocacia, isto levou a protestos nas cortes de 1361. Pouco fez para refrear o poder da nobreza, mas esta temia o rei. Gostava muito de estar próximo do povo nos festejos, daí ser adorado. Na política externa, Pedro ajudou seu sobrinho, o Rei de Castela, na guerra contra o meio-irmão.

A sua relação com o clero foi algo conflituosa, em relação à nobreza foi magnânimo. Deu o título de conde de Barcelos a João Afonso Telo com direito hereditário e deu terras aos filhos de Inês. A Ordem de Avis entregou-a a seu filho, João, futuro rei.

A forma como exerceu a justiça, parece-nos hoje cruel, mas era costume naqueles tempos difíceis. Diz-se que mandou servir um banquete enquanto assistia à execução de Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves. Gostava mais de ser algoz de que juiz, como atestam algumas sentenças que proferiu.

D. Pedro reinou durante dez anos, sendo tão popular ao ponto de dizer a população "''que taes dez annos nunca houve em Portugal como estes que reinara el Rei Dom Pedro''". O seu reinado foi o único no século XIV sem guerra e marcado com prosperidade financeira, daí ficar na memória como um bom reinado. Para Fernão Lopes foi o avô da dinastia de Avis.

Jaz no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.

Descendência:

Em 1329, Branca de Castela, a única filha de Pedro de Castela e de Maria, infanta de Aragão foi prometida em casamento com D. Pedro, mas dada a sua debilidade e sua incapacidade o casamento não se chegou a realizar.

Seu primeiro casamento foi com Constança Manuel, filha de D. João Manuel de Castela, de quem teve a:
* D. Luís, infante de Portugal (1340)
* D. Maria de Portugal, Princesa de Aragão, infanta de Portugal (1342-137?), casada com D. Fernando, príncipe de Aragão
* D. Fernando, rei de Portugal (1345-1383)

De seu segundo casamento com Inês de Castro (1320 - assassinada em 1355) nasceram:
* D. Afonso, infante de Portugal (1346)
* D. Beatriz de Portugal, Condessa de Alburquerque, infanta de Portugal (1347-1381)
* D. João de Portugal, Duque de Valência de Campos (1349-1387)
* D. Dinis, infante de Portugal (1354-1397)

De Teresa Lourenço:
* D. João I, Rei de Portugal (1357-1433)

Títulos e Estilos:

  • 8 de Abril de 1320 – 28 de Maio de 1357: "o Infante Pedro de Portugal
  • 28 de Maio de 1357 – 18 de Janeiro de 1367: "Sua Mercê, o Rei"

O estilo oficial de D. Pedro I enquanto rei era: "Pela Graça de Deus, Pedro I, Rei de Portugal e do Algarve"

A FAMÍLIA REAL E A FÁBRICA DE LOIÇA DE SACAVÉM

16.12.18, Blog Real
Sabia que parte da família real portuguesa do século XIX se dedicou à decoração de peças de cerâmica? É um mundo menos conhecido da realeza portuguesa, o que se mostra no Espaço Capela do Centro Cultural de Cascais, entre 14 de dezembro e 24 de fevereiro de 2019.
Deslumbre-se, pois, com peças de serviço e decoração pintadas pelos Reis D. Fernando II, D. Luís I (patrono da Fundação homónima), D. Carlos I e por rainhas, príncipes e membros da corte, provenientes das coleções do Palácio Nacional da Pena, do Palácio Nacional da Ajuda e do Museu Nacional de Arte Antiga e de coleções particulares. 
O objetivo da mostra "A Família Real e a Loiça de Sacavém", organizada pela Fundação D. Luís I e a Associação de Amigos de Loiça de Sacavém (AALS), é recriar o ambiente cultural da época, bem como a envolvência artística em que as peças de cerâmica eram decoradas pela família real e produzidas em Sacavém.
Para tal, o programa conta com um recital de canto e piano no último dia da exposição - 24 de fevereiro - pela soprano Sónia Alcobaça e pelo Maestro João Paulo Santos, ao piano, com obras de compositores próximos da família real (Alfredo Keil, Angelo Frondoni e Vianna da Motta, entre outros). Realizar-se-ão também dois seminários - 12 e a 26 de janeiro - promovidos pelo Museu de Cerâmica de Sacavém e pela AALS.
Inauguração - 14 de dezembro
Informações - www.fundacaodomluis.pt
Fonte: cascais.pt