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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Carl Andeas Dietz preceptor de D.Fernando II, D.Pedro V e D.Luís I

05.09.19, Blog Real

Carl Andreas Dietz, alemão, de confissão protestante foi preceptor do rei consorte Fernando II e dos seus filhos os futuros reis D.Pedro V e D.Luís I. 

Carl Andeas Dietz veio para Portugal com D.Fernando e acompanhou-o muito de perto.

Manteve-se no cargo até Abril de 1847, quando Dietz foi obrigado a deixar Portugal sob acusações de intromissão na política nacional associadas à sua filiação religiosa protestante.

Abandonou Portugal porque se considerou, tanto no nosso país, como em Inglaterra e na família Coburgo, que extravasava as suas funções, agindo como conselheiro político dos monarcas a quem desviava dos princípios constitucionais, alienando-lhes simpatias. Devido à pressão inglesa, D. Maria e D. Fernando foram obrigados a dispensá-lo, embora considerassem a sua saída do Paço das Necessidades irreparável, tanto para instrução dos filhos como pelo amigo que perdiam. Em carta à rainha Vitória, a sua prima por afinidade, escrevia D. Maria em abril de 1847 sobre Dietz:
“Vemo-lo partir com o maior desgosto, porque Pedro e Luís ficarão sem ninguém que possa dirigir os seus estudos, que eram dirigidos de uma forma verdadeiramente notável. Temos já um percetor para eles que é o viscondeda Carreira, nosso ministro em Paris, um homem excelente instruído e espero em Deus que tenhamos feito uma boa escolha, mas infelizmente não o poderemos ter connosco tão depressa como desejaríamos”.

Luís António de Abreu e Lima, aio e camareiro-mor de D. Pedro V e D.Luís I

05.09.19, Blog Real

Luís António de Abreu e Lima (Viana do Castelo, 18 de Outubro de 1787 — Lisboa, 18 de Fevereiro de 1871), 1.º visconde e depois 1.º conde da Carreira, foi um político liberal e diplomata que se notabilizou pela sua ação junto dos governos europeus durante a Guerra Civil Portuguesa e na primeira fase do regime da Monarquia Constitucional Portuguesa.

Luís António de Abreu e Lima participou como militar nos eventos que se seguiram à Revolução Liberal do Porto sendo nomeado pelo governo vintista secretário da embaixada de Portugal em Paris e posteriormente ministro em Berlim e na Holanda. De 1814 a 1815 foi adido na Legação Portuguesa no Congresso de Viena e de 1817 a 1824 secretário da Legação Portuguesa em São Petersburgo, Rússia. Foi feito cavaleiro da Ordem de São Vladimir da Rússia. Em 1828, com a aclamação de D. Miguel foi demitido do cargo, permanecendo em França como exilado político.

Em 1862 deslocou-se a Turim como enviado em missão especial com o objectivo de arranjar o casamento de D. Luis I com a princesa D. Maria Pia de Sabóia.

Foi convidado pelo Marquês de Palmela para representar o partido liberal e as pretensões de D. Pedro, duque de Bragança e da sua filha, a futura rainha D. Maria II de Portugal, junto de diversos governos europeus, o que fez com grande sucesso. A sua acção diplomática foi instrumental no reconhecimento dos liberais, nomeadamente junto do governo dos Países Baixos, com grandes vantagens para a causa constitucional.

O rei D. Pedro IV de Portugal nomeou-o substituto interino do Marquês de Palmela no Conselho de Regência instalado em Londres e em 1830 foi nomeado pela Regência da Terceira como ministro plenipotenciário da rainha D. Maria II em Londres, cargo que exerceu em condições particularmente difíceis e com grande sucesso diplomático até Fevereiro de 1834. Em Maio desse ano foi nomeado ministro de Portugal em Paris, cargo que exerceu até 1840.

Manteve-se ao serviço da Casa Real nos anos seguintes, tendo sido aio e camareiro-mor de D. Pedro V assim como de D. Luis I, oficial-mor da Casa Real e conselheiro de Estado efectivo.

Alexandre Herculano, preceptor do Rei D. Pedro V

05.09.19, Blog Real

Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo (Lisboa, 28 de Março de 1810 — Quinta de Vale de Lobos, Azoia de Baixo, Santarém, 18 de Setembro de 1877) é considerado o pai da historiografia portuguesa e os seus poemas e romances transformam-no numa figura fundamental do romantismo. Colaborou e fundou várias revistas e jornais de âmbito cultural e noticioso.

Aprendeu os rudimentos da investigação histórica fora do circuito académico, que foi obrigado a abandonar por razões económicas.

Devido à sua oposição ao Miguelismo é obrigado a exilar-se, primeiro em Inglaterra e depois em França, onde contacta com obras de historiadores, romancistas e poetas estrangeiros que vão ter grande influência no futuro do seu trabalho.

Em 1832, desembarca no Mindelo com as tropas liberais e participa na defesa do Porto.

Com o regime liberal assume a gestão de diversas bibliotecas. Dirige “O Panorama”, a mais importante revista literária da época, e está na fundação de dois jornais: “O País” e “O Português”.

Membro e dirigente da Academia Real das Ciências publica, em quatro volumes, a sua “História de Portugal”, uma obra de referência na historiografia portuguesa.

Foi preceptor do futuro Rei D. Pedro V.

Alexandre Herculano casou, em 1 de Maio de 1867, com Mariana Hermínia de Meira. Morreu, sem descendência, na sua quinta de Vale de Lobos, Azoia de Baixo, (Santarém) em 18 de Setembro de 1877, onde se tornara agricultor e produtor do famoso "Azeite Herculano". Encontra-se sepultado no Mosteiro dos Jerónimos transladado para aí em 6 de Novembro de 1978.

Reis de Portugal - Pedro V de Portugal

05.09.19, Blog Real

Pedro V (Lisboa, 16 de setembro de 1837 – Lisboa, 11 de novembro de 1861), apelidado de "o Esperançoso" e "o Muito Amado", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1853 até sua morte. Era o filho mais velho da rainha Maria II e seu marido o rei Fernando II. Ele ascendeu ao trono com apenas dezesseis anos de idade após a morte de sua mãe, com seu pai atuando como regente do reino até sua maioridade em 1855.

Nascimento e Formação:

O Rei D.Pedro V nasceu no dia 16 de setembro de 1837 no Palácio das Necessidades. 

Teve uma notável preparação moral e intelectual. Estudou ciências naturais e filosofia, dominava bem o grego e o latim e chegou a estudar inglês. O seu espírito terá sido influenciado pela convivência que teve com Alexandre Herculano, que foi seu educador. Recebeu ainda inúmeros conselhos sobre governação e sentido de Estado por Mário Jorge de Castro Botelho, com quem trocava correspondência durante o período do seu reinado.

No dizer dos biógrafos, Pedro V: "com um temperamento observador, grave, desde criança [...] mandou pôr à porta do seu palácio uma caixa verde, cuja chave guardava, para que o seu povo pudesse falar-lhe com franqueza, queixar-se [...] O povo começava a amar a bondade e a justiça de um rei tão triste [...]".

Reinado:

Embora muito jovem quando de sua ascensão ao trono português, com apenas 16 anos, foi considerado por muitos como um monarca exemplar, que reconciliou o povo com a casa real, após o reinado da sua mãe ter sido fruto de uma guerra civil vencida. D. Fernando II, seu pai, desempenhou um papel fundamental no início do seu reinado, tendo exercido o governo da nação na qualidade de regente do reino, orientando o jovem rei no que diz respeito às grandes obras públicas efectuadas. Pedro V é frequentemente descrito como um monarca com valores sociais bem presentes, em parte devida à sua educação, que incluiu trabalho junto das comunidades e um vasto conhecimento do continente europeu.

A 16 de setembro de 1855, completando 18 anos, foi aclamado rei, presidindo nesse mesmo ano à inauguração do primeiro telégrafo eléctrico no país e, no ano seguinte (28 de outubro), inaugura o caminho de ferro entre Lisboa a Carregado. É também no seu reinado que se iniciam as primeiras viagens regulares de navio, entre Portugal e Angola.

Dedicou-se com afinco ao governo do país, estudando com minúcia as deliberações governamentais propostas. Criou ainda o Curso Superior de Letras, em 1859, que subsidiou do seu bolso, com um donativo de 91 contos de réis. Nesse mesmo ano é introduzido o sistema métrico em Portugal.

Pedro V foi um defensor acérrimo da abolição da escravatura e data do seu reinado um episódio que atesta a convicção do monarca nessa matéria e que simultaneamente demonstra a fragilidade de Portugal perante as grandes potências europeias: junto à costa de Moçambique é apresado um navio negreiro francês, tendo o seu comandante sido preso. O governo de Françanão só exigiu a libertação do navio, bem como uma avultada indemnização ao governo português.

Portugal é, por essa altura, flagelado por duas epidemias, uma de cólera, que grassa de 1853 a 1856, e outra de febre amarela, principalmente em 1856/1857. Durante esses anos o monarca, em vez de se refugiar, percorria os hospitais e demorava-se à cabeceira dos doentes, o que lhe trouxe muita popularidade.

Casamento:

Em 1858, D. Pedro V casa-se, por procuração, com a princesa Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que morreu no ano seguinte.

O casamento foi feito por procuração em 29 de abril de 1858, na Catedral de Santa Edwigesem Berlim. O Conde do Lavradio foi responsável pelo contrato do matrimónio. A 3 de maio, D. Estefânia partiu de Düsseldorf, chegando de comboio a Ostende, onde embarcou no barco a vapor Mindelo rumo a Plymouth, Inglaterra. A corveta Bartolomeu Dias estava à sua espera para a levar para Portugal.

Estefânia chegou à barra do rio Tejo no dia 17 de maio de 1858. No dia seguinte, em 18 de maio, na Igreja de São Domingos, em Lisboa, a princesa D. Estefânia casou-se com o rei D. Pedro V, tornando-se assim rainha consorte de Portugal.

Eles passaram sua lua-de-mel em Sintra, passeando de braços dados pela serra repetidas vezes.

D. Pedro V, para impressionar a sua consorte, não poupou despesas com a decoração dos aposentos de D. Estefânia, no Palácio das Necessidades. Mandou vir de Paris móveis, candeeiro, carpetes e tecidos para estofos e cortinados.

Sendo a saúde pública uma das suas preocupações, foi, juntamente com a sua esposa, a princesa Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que Pedro fundou hospitais públicos e instituições de caridade. Aliás, cumprindo os desejos por ela manifestados, o monarca fundou o Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, após a sua morte.

Morte:

Túmulo do rei D. Pedro V no Panteão da Dinastia de Bragança no Mosteiro de São Vicente de Fora, foto Paulo Nogueira.jpg

Túmulo do rei D. Pedro V no Panteão da Dinastia de Bragança
no Mosteiro de São Vicente de Fora (foto Paulo Nogueira)

Morreu com apenas 24 anos, em 11 de novembro de 1861 no Palácio das Necessidades, que segundo parecer dos médicos, devido à febre tifóide (enquanto o povo suspeitava de envenenamento e por isso viria a amotinar-se). A sua morte provocou uma enorme tristeza em todos os quadrantes da sociedade. Não tendo filhos, foi sucedido pelo irmão, o infante D. Luís, que habitava então no sul de França.

Jaz no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

Títulos, Estilos e Honrarias:

Títulos e estilos

  • 16 de Setembro de 1837 – 15 de Novembro de 1853: "Sua Alteza Real, o Príncipe Real de Portugal"
  • 15 de Novembro de 1853 – 11 de Novembro de 1861: "Sua Majestade Fidelíssima, o Rei"

O estilo oficial de D. Pedro V enquanto Rei de Portugal: "Pela Graça de Deus, Pedro V, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc."

Bandeira pessoal de D.Pedro V

Honrarias:

Enquanto monarca de Portugal, D. Pedro V foi Grão-Mestre das seguintes Ordens:

  • Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo
  • Ordem de São Bento de Avis
  • Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem de Sant'Iago da Espada
  • Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada
  • Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

Outros títulos:

  • Duque de Barcelos
  • Duque de Guimarães
  • Marquês de Vila Viçosa
  • Conde de Ourém
  • Conde de Barcelos
  • Conde de Arraiolos
  • Conde de Guimarães