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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Rainhas de Portugal - Leonor Teles

31.10.19, Blog Real

Leonor Teles, cognominada a Aleivosa (Trás-os-Montes e Alto Douro, c. 1350 — Tordesilhas, 27 de abril de 1386), foi rainha de Portugal entre 1371 e 1383, pelo seu casamento com Fernando I de Portugal. Foi regente de Portugal de 1383 a 1384.

Família:

Sobrinha de João Afonso Telo de Meneses, conde de Barcelos, descendia por seu pai Martim Afonso Telo de Meneses do rei Fruela II das Astúrias e Leão e, por sua mãe Aldonça Anes de Vasconcelos, de Teresa Sanches, filha bastarda do rei Sancho I de Portugal.

Rainha:

Ainda muito jovem, Leonor casou-se com João Lourenço da Cunha, filho do morgado do Pombeiro, com quem teve um filho: Álvaro da Cunha. Conta-se que, numa altura em que visitou a irmã Maria Teles, aia da infanta Beatriz, o rei Fernando I de Portugal ficou loucamente apaixonado por Leonor – que Fernão Lopes descreveu como sendo "louçana e aposta e de bom corpo (...), com suas fremosas feiçõoes e graça" –, querendo-a tomar por amante. Leonor resistiu, e o rei ficou sabendo que só a teria por via de casamento. Alegando-se uma remota consanguinidade, foi obtida a anulação do primeiro casamento de Leonor Teles e preparado o casamento com o rei. Isto motivou uma enorme reprovação popular e perturbação social e política, que gerou um clima de insegurança em todo o reino.

O casamento público com o rei ocorreu no Mosteiro de Leça do Balio, em 15 de maio de 1372, havendo notícia de que teria sido precedido por um outro, este secreto, ainda em 1371. Em meados de fevereiro de 1373, nascia a infanta Beatriz. Temendo o prestígio do infante D. João, que se casara com sua irmã Maria Teles de Menezes, Leonor concebeu o plano de casar o infante com sua filha Beatriz. Mas para isso era preciso eliminar Maria Teles de Menezes, sua própria irmã, acção por que terá sido responsável, ao insinuar que esta seria adúltera. João, enfurecido, matou a mulher, e apresentou-se como viúvo disponível à cunhada, que logo o acusou de homicídio, tendo sido preso e exilado pelo crime cometido, afastando assim um temível rival ao trono.

As rainhas de Portugal contaram, desde muito cedo, com os rendimentos de bens, adquiridos, na sua grande maioria, por doação. Leonor Teles, através de doação de Fernando, recebeu Vila Viçosa, Abrantes, Almada, Sintra, Torres Vedras, Alenquer, Atouguia, Óbidos, Aveiro, bem como os reguengos de Sacavém, Frielas, Unhos e a terra de Melres, em Ribadouro. Trocou Vila Viçosa por Vila Real em 1374 e adquiriu Pinhel em 1376.

Crise de 1383-1385:

Com a morte de Fernando em 22 de outubro de 1383, Leonor assumiu a regência do reino e o seu amante galego, João Fernandes Andeiro, passou a exercer uma influência decisiva na corte. Esta ligação e influência desagradavam manifestamente ao povo e à burguesia e a alguma nobreza, que odiavam a regente e temiam ser governados por um soberano castelhano.

D. João, Mestre de Avis, apoiado por um grupo de nobres, entre os quais Álvaro Pais e o jovem Nuno Álvares Pereira, foi incentivado pelo descontentamento geral a assassinar o conde Andeiro. A acção ocorreu no paço, a 6 de dezembro de 1383, e iniciou o processo de obtenção da regência em nome do infante João.

Leonor abandonou Lisboa, fiel ao Mestre de Avis, e refugiou-se em Alenquer e depois em Santarém, cidades fiéis à causa da rainha, onde tentou manobrar politicamente a sua continuidade no poder. No entanto, com o desenvolver do conflito entre o Mestre de Avis e o rei castelhano, a regente perdeu espaço de manobra e acabou por ser constrangida a abdicar da regência a favor de João I de Castela e de Beatriz, sua filha, a esposa do rei castelhano.

Com a vitória do partido do Mestre de Avis na guerra civil e contra Castela, este tornou-se regente e depois rei. D. João I de Castela, genro de Leonor, logo em 1384, pouco depois dela ter renunciado à regência, havia-a internado no Mosteiro de Tordesilhas, perto de Valhadolide, onde, segundo alguns historiadores, faleceu em 1386. No entanto, referências do cronista castelhano Lopez de Ayala, seu contemporâneo, dão-na como viva em 1390 e em data ainda mais tardia.

Descendência:

Do seu primeiro casamento com João Lourenço da Cunha (+ Cerco de Lisboa, 1384), filho do morgado do Pombeiro, nasceu:

  • Álvaro da Cunha (c.1371-1415), partidário de D. João, Mestre de Avis, durante a Crise de 1383–1385, morreu de peste no regresso da Conquista de Ceuta

Depois de anulado o primeiro matrimónio por motivos de consanguinidade a 15 de Maio de 1372 casou-se em segundas núpcias com o rei D. Fernando I de Portugal. Desta união nasceram:

  • Beatriz de Portugal (1373), pretendente ao trono do pai, rainha consorte de Castela, casada com o rei D. João I de Castela
  • Afonso (1382), que morreu quatro dias após o nascimento
  • Menina (1383), que morreu à nascença

Títulos e Estilos:

  • 1371 — 1383: Dona Leonor, pela graça de Santa Maria, Rainha de Portugal e do Algarve
  • 1383 — 1384: Dona Leonor, pela graça de Deus, Rainha, Governadora e Regente dos reinos de Portugal e do Algarve

Rainhas de Portugal - Inês de Castro

30.10.19, Blog Real

Inês de Castro (Reino da Galiza, ca. 1320/1325 — Coimbra, 7 de janeiro de 1355) foi uma nobre galega, rainha póstuma de Portugal, amada pelo futuro rei D. Pedro I de Portugal, de quem teve quatro filhos. Foi executada por ordem do pai deste, o rei D. Afonso IV.

Biografia:

D. Inês de Castro era filha de D. Pedro Fernandes de Castro, mordomo-mor do rei D. Afonso XI de Castela, e de uma dama portuguesa, Aldonça Lourenço de Valadares. O seu pai, neto por via ilegítima de D. Sancho IV de Leão e Castela, era um dos fidalgos mais poderosos do Reino de Castela.

Em 24 de Agosto de 1339 teve lugar, na Sé de Lisboa, o casamento do Infante Pedro I de Portugal, herdeiro do trono português, com D. Constança Manuel, filha de D. João Manuel de Castela, príncipe de Vilhena e Escalona, duque de Penafiel, tutor de Afonso XI de Castela, «poderoso e esforçado magnate de Castela»,[1] e neto do rei Fernando III de Castela. Todavia seria por uma das aias de D. Constança, D. Inês de Castro, que D. Pedro viria a apaixonar-se. Este romance notório começou a ser comentado e a ser mal aceite, mais pela corte, que temia a influência castelhana sobre o infante Pedro, que pelo povo. Visto que o seu relacionamento era mal aceite, passaram a encontrar-se às escondidas na antiga Vila do Jarmelo na Guarda.

Sob o pretexto da moralidade, D. Afonso IV não aprovava esta relação, não só por motivos de diplomacia com João Manuel de Castela, mas também devido à amizade estreita de D. Pedro com os irmãos de D. Inês - D. Fernando de Castro e D. Álvaro Perez de Castro. Assim, em 1344, o rei mandou exilar D. Inês no castelo de Albuquerque, na fronteira castelhana, onde tinha sido criada por sua tia, D. Teresa, mulher de um meio irmão de D. Afonso IV. No entanto, a distância não teria apagado o amor entre Pedro e Inês, que se correspondiam com frequência.

Em Outubro do ano seguinte D. Constança morreu ao dar à luz o futuro rei, D. Fernando I de Portugal. Viúvo, D. Pedro, contra a vontade do pai, mandou D. Inês regressar do exílio e uniu-se a ela, provocando algum escândalo na corte e desgosto para El-Rei, seu pai. Começou então uma desavença entre o rei e o infante.

D. Afonso IV tentou remediar a situação casando o seu filho com uma dama de sangue real. Mas D. Pedro rejeitou este projeto, alegando que sentia ainda muito a perda de sua mulher, D. Constança, e que não conseguia ainda pensar num novo casamento. No entanto, D. Inês foi tendo filhos de D. Pedro: Afonso em 1346 (que morreu pouco depois de nascer),  João em 1349, Dinis em 1354 e Beatriz em 1347. O nascimento destes veio agudizar a situação porque, durante o reinado de D. Dinis, o seu filho e herdeiro D. Afonso IV sentira-se em risco de ser preterido na sucessão ao trono por um dos filhos bastardos do seu pai. Agora circulavam boatos de que os Castros conspiravam para assassinar o infante D. Fernando, legítimo herdeiro de D. Pedro, para o trono português passar para o filho mais velho de D. Inês de Castro. Não passavam de boatos plantados pelos fidalgos da corte portuguesa, vez que D. Fernando I assumiu o trono, como previamente esperado.

Execução de D.Inês:

Depois de alguns anos no Norte de Portugal, Pedro e Inês tinham regressado a Coimbra e instalaram-se no Paço de Santa Clara. Mandado construir pela avó de D. Pedro, a Rainha Santa Isabel, foi neste paço que esta Rainha vivera os últimos anos, deixando expresso o desejo que se tornasse na habitação exclusiva de reis e príncipes seus descendentes, com as suas esposas legítimas.

Havia boatos de que o Príncipe se tinha casado secretamente com D. Inês, facto confirmado por D. Pedro I na famosa Declaração de Cantanhede. Na Família Real um incidente deste tipo assumia graves implicações políticas. Sentindo-se ameaçados pelos irmãos Castro, os fidalgos da corte portuguesa pressionavam o rei D. Afonso IV para afastar esta influência do seu herdeiro. O rei D. Afonso IV decidiu que a melhor solução seria matar a dama galega. Na tentativa de saber a verdade, o Rei ordenou a dois conselheiros seus que dissessem a D. Pedro que ele se podia casar livremente com D. Inês se assim o pretendesse. D. Pedro percebeu que se tratava de uma cilada e respondeu que não pensava casar-se nunca com D. Inês.

A 7 de Janeiro de 1355, houve uma denuncia por parte de um dos carrascos, que era habitante da Vila do Jarmelo, alegando que se encontravam às escondidas. O rei, aproveitando a ausência de D. Pedro, foi com Pero Coelho, Álvaro Gonçalves, Diogo Lopes Pacheco e outros para executarem Inês de Castro em Santa Clara, conforme fora decidido em conselho. Segundo a lenda, as lágrimas derramadas no rio Mondego pela morte de Inês teriam criado a Fonte das Lágrimas da Quinta das Lágrimas, e algumas algas avermelhadas que ali crescem seriam o seu sangue derramado.

A morte de D. Inês provocou a revolta de D. Pedro contra D. Afonso IV. Após meses de conflito, a Rainha D. Beatriz conseguiu intervir e fez selar a paz, em Agosto de 1355.

D. Pedro tornou-se no oitavo rei de Portugal como D. Pedro I em 1357. Em Junho de 1360 fez a declaração de Cantanhede, legitimando os filhos ao afirmar que se tinha casado secretamente com D. Inês, em 1354, em Bragança. A palavra do rei, do seu capelão e de um seu criado foram as provas necessárias para legalizar esse casamento.

De seguida perseguiu os assassinos de D. Inês, que tinham fugido para o Reino de Castela e mandou destruir a Vila do Jarmelo. Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves foram apanhados e executados em Santarém (segundo a lenda o Rei mandou arrancar o coração de um pelo peito e o do outro pelas costas, assistindo à execução enquanto se banqueteava, o que é confirmado por Fernão Lopes, com a ressalva de que o carrasco o teria dissuadido da ideia pela dificuldade encontrada nesta forma de execução). Diogo Lopes Pacheco conseguiu escapar para a França e, posteriormente, seria perdoado pelo Rei no seu leito de morte.

D. Pedro mandou construir os dois esplêndidos túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro no mosteiro de Alcobaça, para onde trasladou o corpo da sua amada Inês, em 1361 ou 1362. Juntar-se-ia a ela em 1367. A posição primeira dos túmulos foi lado a lado, de pés virados a nascente, em frente da primeira capela do transepto sul, então dedicada a São Bento. Na década de 1780 os túmulos foram mudados para o recém-construído panteão real, onde foram colocados frente a frente. Em 1956 foram mudados para a sua actual posição, D. Pedro no transepto sul e D. Inês no transepto norte, frente a frente. Quando os túmulos, no século XVIII, foram colocados frente a frente apareceu a lenda que assim estavam para que D. Pedro e D. Inês «possam olhar-se nos olhos quando despertarem no dia do juízo final».

A tétrica cerimónia da coroação e do beija-mão à Rainha D. Inês, já morta, que D. Pedro pretensamente teria imposto à sua corte e que se tornaria numa das imagens mais vívidas no imaginário popular, terá sido inserida pela primeira vez nas narrativas espanholas do final do século XVI.

Descendência:

Da relação de D. Inês com o infante D. Pedro de Portugal nasceram:.

  • D. Afonso (faleceu em criança)
  • D. Beatriz, infanta de Portugal e condessa de Alburquerque (1347-1381)
  • D. João, infante de Portugal e duque de Valência de Campos (1349-1387)
  • D. Dinis, infante de Portugal e senhor de Cifuentes (1354-1397)

D.Miguel de Bragança, Duque de Viseu nas várias cerimónias e actos que constituíram a I Jornada Hispano-Portuguesa da SMOCSJ

29.10.19, Blog Real

D.Miguel de Bragança, Duque de Viseu, na sua qualidade de Presidente da Real Comissão de Portugal da Sacra e Militar Ordem Constantiniana de São Jorge presidiu - por indicação pessoal do Grão Mestre, Sua Alteza Real o Senhor Dom Pedro de Borbón Dos Sicilias, Duque de Calábria -, ontem, sábado, 26 de Outubro, em Badajoz, às várias cerimónias e actos que constituiram a I Jornada Hispano-Portuguesa da SMOCSJ. Para lá de alguns Cavaleiros portugueses, estiveram presentes, pelo lado espanhol, entre outros, o Grande Chanceler da Ordem, Sua Excelência o Embaixador de Espanha D. Carlos Bárcenas, o Presidente da Real Comissão de Espanha, Duque de Linares e o Delegado na Extremadura, D. Fernando de Vargas-Zuñiga y Mendoza, Cavaleiro de Santiago e do Real Conselho das Ordens Militares de Espanha.

 

 

Fonte: Facebook SAR Dom Miguel de Bragança, Duque de Viseu

Consortes dos Reis de Portugal - Constança Manuel

29.10.19, Blog Real

Constança Manuel (em castelhano: Constanza Manuel de Villena; Castillo de Garcimuñoz, ca. 1316 — Santarém, 13 de novembro de 1345) foi uma nobre castelhana, rainha de Leão e Castela, consorte do infante D. Pedro de Portugal e mãe do rei D. Fernando de Portugal.

Família:

Filha de Constança de Aragão, era neta materna de Branca de Anjou, princesa de Nápoles e de Jaime II de Aragão. O seu pai, D. João Manuel de Castela, príncipe de Vilhena e Escalona, duque de Peñafiel, tutor de Afonso XI de Castela, «poderoso e esforçado magnate de Castela», era bisneto do rei Fernando III de Castela.

Biografia:

Com apenas cerca de 7 anos e depois de ter «enviuvado» de um compromisso anterior, D. João Manuel casou Constança com o seu pupilo Afonso XI de Castela, que na época contava com 14 anos de idade e acabara de entrar na maioridade. Ratificada pelas cortes em Valladolid, a 28 de março de 1325, a união não seria consumada. Interessado numa aliança com a coroa portuguesa, Afonso repudiou-a e prendeu-a no Castelo de Toro, desfazendo completamente o projecto em 1327 e casando-se no ano seguinte com Maria de Portugal, filha de D. Afonso IV.

Foi combinado assim novo casamento com o infante D. Pedro, irmão de Maria de Portugal e seu primo afastado (a mãe de Pedro, Beatriz de Castela, era bisneta de Fernando III de Castela). D. João Manuel tinha «um ensejo de compensar o procedimento do seu soberano», no matrimónio da filha com o infante português.

O rei castelhano teria disfarçado seu descontentamento e consentiu o casamento por procuração, mas não permitiu que Constança saísse de Castela. A cerimónia teve lugar no Convento de São Francisco em Évora, a 6 de fevereiro de 1336. Estavam presentes o infante D. Pedro e os seus pais e, por parte de Constança, Fernão e Lopo Garcia. O dote da noiva, quantia de vulto, foi ajustado em 300 mil dobras.

A resolução de reter Constança deu origem a um conflito entre os dois reinos que, no contexto da Reconquista de então, seria aproveitado pelos inimigos mouros. Percebendo a situação, Afonso IV de Portugal e Afonso XI de Leão e Castela negociaram e assinariam uma paz em Sevilha, em Julho de 1340.

O casamento com a presença dos dois noivos foi então celebrado em Lisboa, a 24 de agosto de 1339. As rainhas de Portugal contaram, desde cedo, com os rendimentos de bens adquiridos, na maioria, por doação. D. Constança recebeu como dote as vilas de Montemor-o-Novo, Alenquer e Viseu.

No séquito de aias de Constança vinha Inês de Castro, jovem galega, filha natural do poderoso fidalgo Pedro Fernandes de Castro. Por ela, o príncipe, «homem arrebatado, brutal e com seu quê de vesânico», se apaixonaria.

O romance de Pedro e Inês tinha implicações políticas: a influência que os irmãos desta, Álvaro Pires de Castro e Fernando de Castro, passaram a ter sobre o infante. Quando nasceu Luís de Portugal, primeiro varão de D. Pedro, Constança convidou Inês para ser a madrinha. De acordo com os preceitos da Igreja Católica de então, a relação entre os padrinhos e os pais do baptisando era de parentesco moral, e o seu amor seria quase incestuoso.

Mas Luís morreria em uma semana, o que fez aumentar as desconfianças em relação a Inês de Castro. O romance adúltero continuaria, vivido às claras, até que D. Afonso IV exilou a nobre galega em Alburquerque, na fronteira espanhola, em 1344.

No ano seguinte, a 13 de novembro de 1345, a jovem Constança faleceu, de desgosto com a traição do marido, segundo o imaginário popular. Tinha dado à luz ao infante Fernando de Portugal a 31 de Outubro. Não chegaria a ver o seu marido subir ao trono português.

Casamentos e descendência:

O seu primeiro matrimónio (Valladolid, 28 de março de 1325 - anulado em 1327) com Afonso XI de Castela não foi consumado, não gerando descendência.

Casou-se em segundas núpcias com o infante D. Pedro de Portugal em 24 de agosto de 1339. Deste, nasceram:

  • D. Luís (27 de fevereiro de 1340 - 6 de março de 1340)
  • D. Maria, Infanta de Portugal (6 de abril de 1342 - 137?), casou com D. Fernando, marquês de Tortosa, filho de Afonso IV de Aragão. Ficou viúva aos 21 anos e o seu procedimento em Aragão deu lugar a críticas.
  • D. Fernando I de Portugal (Coimbra, 31 de outubro de 1345 - Lisboa, 23 de outubro de 1383), 9.º rei de Portugal

Rainhas de Portugal - Beatriz de Castela

28.10.19, Blog Real

Beatriz de Castela (Toro, 8 de março de 1293 - Lisboa, 25 de outubro de 1359) foi uma infanta do Reino de Castela e Leão e rainha de Portugal entre 1325 e 1357.

Era filha do rei Sancho IV de Leão e Castela com Maria de Molina. Teve seis irmãos, entre os quais o rei Fernando IV de Castela, e Isabel, esposa de Jaime II de Aragão e depois de João III, duque da Bretanha.

Em 12 de setembro de 1309 casou-se com o herdeiro do trono português, o qual ascendeu ao poder em 1325 como D. Afonso IV.

As rainhas de Portugal contaram, desde muito cedo, com os rendimentos de bens, adquiridos, na sua grande maioria, por doação. Esta rainha D. Brites (Beatriz) recebeu em doação a vila de Viana do Alentejo. De D. Dinis recebeu, como dote, Évora, Vila Viçosa,Amarante, Vila Real, Gaia e Vila Nova, estas duas últimas trocadas por Sintra em 1334. Dispunha ainda de herdades em Santarém e da lezíria da Atalaia (1337) e, através de mercê do seu filho D. Pedro, de Torres Novas (1357).

Descendência:

Do seu casamento com D. Afonso IV de Portugal cognominado "o Bravo", sétimo rei de Portugal, nascido em Lisboa a 8 de fevereiro de 1291 e falecido na mesma cidade a 28 de maio de 1357, filho que foi do rei D. Dinis I de Portugal e de sua mulher a Rainha Santa Isabel, princesa de Aragão, nasceram:

  1. Maria de Portugal (Coimbra, 1313 - Évora, 1357), casada em 1328 na localidade de Sabugal, Alfaiates com o rei Afonso XI de Castela, (13 de agosto de 1311 - 26 de março de 1350) a «Fermosíssima Maria» referida por Luís de Camões n'Os Lusíadas.
  2. Afonso de Portugal (Coimbra, Penela, 1315), nado-morto à nascença.
  3. Dinis de Portugal (12 de janeiro de 1317-1318), morreu na infância.
  4. Pedro I de Portugal (Coimbra, 8 de abril de 1320- Évora, Estremoz de 1367), sucessor do pai no trono português.
  5. Isabel de Portugal (21 de dezembro de 1324 - 11 de julho de 1326), morreu na infância.
  6. João de Portugal (23 de setembro de 1326 - 21 de julho de 1327), morreu na infância.
  7. Leonor de Portugal (Coimbra, 1328 - Jérica ou Teruel, Aragão, outubro de 1348), casada em 1347 com o rei Pedro IV de Aragão (Balaguer 1319 - Barcelona 5 de janeiro de 1387).

Ana Catarina Henriqueta de Lorena, aia da Rainha D.Maria I e camareira-mor da Rainha Mariana Victoria

28.10.19, Blog Real

Ana Catarina Henriqueta de Lorena foi Aia da Rainha D. Maria I de Portugal e das suas irmãs, D. Maria Ana, D.Maria Francisca e D. Maria Francisca Benedita.

Dona Ana Maria Catarina Henriqueta de Lorena era a filha mais velha de D. Rodrigo Anes de Sá Almeida e Meneses, 1.º marquês de Abrantes e 7.º conde de Penaguião.

O seu irmão mais novo, D. Joaquim Francisco de Sá Almeida e Meneses, sucedeu ao pai como 2.º marquês de Abrantes mas, dado que morreu sem descendência em 1756, D. Ana Maria herdou o património e títulos familiares, tornando-se 3.ª marquesa de Abrantes e 9.ª condessa de Penaguião.

Ainda durante a vida de seu irmão, por um decreto do rei D. José I de Portugal de 9 de Dezembro de 1753, foi feita duquesa de Abrantes, uma vez que fora nomeada camareira-mor da rainha Mariana Victoria, o mais alto cargo palatino ocupado por uma mulher.

Como apelido de família usou Lorena, nome que lhe vinha da sua avó materna, Marie Angelique Henriette de Lorena (filha de François Louis de Lorena, conde de Harcourt).

Ana Maria casou com D. Rodrigo de Melo (1688-1713), segundo filho de D. Nuno Álvares Pereira de Melo, 1.º duque do Cadaval. Tiveram uma única filha, Maria Margarida de Lorena (que se tornou na 2.ª duquesa de Abrantes), que casou com o seu tio (irmão de D. Ana Maria), D. Joaquim Francisco de Sá Almeida e Meneses, 2.º marquês de Abrantes.

Bernarda Maria Rosa de Almeida, ama da Rainha D.Maria I

28.10.19, Blog Real

Bernarda Maria Rosa de Almeida foi Ama de Leite da Rainha D. Maria I de Portugal, mãe de D. João VI. Foi, ainda Dama Particular da Rainha D.Maria Ana Victória, esposa de D. José I, os pais da Rainha D. Maria I.
Bernarda faleceu no Pátio das Vacas, em Belém, Lisboa, onde residia, a 21.01.1767 (N.S. da Ajuda, 6.º, 135) - e foi sepultada na Igreja de Nossa Senhora da Boa Hora, junto do Altar de Santana.
O Rei D. José I estimava-a tanto, que lhe mandou edificar umas casas baixas, de quatro vãos, junto da Real Quinta de Belém, no dito pátio das Vacas, e a honrava com a sua visita.
Bernarda foi casada com Leandro José Lobo de Ávila, moradores no pátio das Vacas, em Belém, Lisboa.

Madalena Josefa de São Pedro de Alcântara, ama do Rei D.Pedro IV

28.10.19, Blog Real

Madalena Josefa de São Pedro de Alcântara foi a 1.ª Ama de Leite do Rei D. Pedro IV (Imperador Pedro I do Brasil), e de sua irmã, a Infanta D. Isabel Maria.
Era natural de Caparica e casou com José Amâncio Duarte de Lima, que foi Moço da Prata, e Reposteiro no Rio de Janeiro, onde morreu. Cavaleiro da Ordem de Cristo.
Madalena Josefa tinha uma filha, Gertrudes Urbana da Lima e Vasconcelos.

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