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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

João de Saldanha da Gama, 8.º conde da Ponte, Gentil-homem e vedor da Casa Real

21.10.19, Blog Real

João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes de Brito, 8.º conde da Ponte  (25 de agosto de 1816 a 27 de junho de 1874) foi Gentil-homem e vedor da Casa Real; par do Reino, grã-cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e das ordens estrangeiras da Águia Vermelha da Prússia; de S. Maurício e S. Lázaro e da Coroa de Itália; de Leopoldo da Bélgica; de Carlos III, de Espanha; de Alberto o Valoroso da Saxónia; da Coroa de Ferro da Áustria; da Rosa do Brasil; comendador da de S. Fernando de Espanha. Nasceu no Rio de Janeiro a 25 de agosto de 1816, faleceu em Lisboa a 27 de junho de 1874. Era filho dos 7.os condes da Ponte.

Sucedeu ao seu pai na casa e no pariato em 1852. Foi nomeado em 1853 governador civil de Lisboa, e em 1858 ou 1859 vedor da Casa Real. Entrou com grandes ideias de reforma, ideias que se lhe atribuiriam, mas que a prática não justificou. As profundas antipatias que inspirava pelo seu modo seco e reservado, pelas suas maneiras excessivamente inglesas, designaram-no à cólera do povo, quando as mortes sucessivas de D. Pedro V e dos infantes seus irmãos, D. Fernando e D. João, originaram suspeitas de envenenamento, que deram lugar aos tumultos do Natal de 1861, em que o conde da Ponte foi maltratado à porta do paço. 

Casou a 8 de janeiro de 1840 com D. Maria Teresa de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, filha dos 1.os condes de Vila Real. 

D. Manrique da Silva, 6.º conde de Portalegre e 1.º marquês de Gouveia, mordomo-mor da Casa Real

21.10.19, Blog Real

D. Manrique da Silva, 6.º conde de Portalegre e 1.º marquês de Gouveia.

Segundo varão do 4.º conde de Portalegre, tornou-se conde após a renúncia de seu irmão D. Diogo da Silva, 5.º conde de Portalegre.

Foi 1.º Marquês de Gouveia, título criado por carta de 20 de janeiro de 1625 de Filipe III de Portugal.

Foi mordomo-mor de Filipe III e depois do Rei João IV, senhor de todos os vínculos, comendas e outros bens de sua Casa. Quando rebentou a revolução de 1640, era presidente da Misericórdia de Lisboa. Resolveu arriscar a posição e a vida e seguiu o Duque de Bragança, que se tornaria D. João IV de Portugal.

Gozou sempre do valimento do novo rei do qual foi também mordomo-mor e a cujo Conselho de Estado pertenceu.

Casamentos:

  1. com D. Margarida Coutinho, filha do 1.º Marquês de Castelo Rodrigo;
  2. com D. Joana de Castro, filha do 2.º conde de Tentúgal, tendo um filho cedo morto e uma filha, D. Margarida da Silva, casada com D. Fernando de Noronha, filho do 4.º conde de Linhares, 5º conde de Linhares e Duque de Linhares em Espanha;
  3. com D. Maria de Lencastre, filha do 3.º duque de Aveiro, pais então de D. João da Silva, que o sucedeu como 2º Marquês de Gouveia. Como ele não teve herdeiros, a sucessão de sua casa recaiu em sua irmã D. Juliana de Lencastre, casada com D. Martinho Mascarenhas, 5º conde de Santa Cruz. O filho do casal, seu sobrinho D. Martinho Mascarenhas, 6º conde de Santa Cruz, se tornou 3º marquês de Gouveia.

Anselmo Braamcamp Freire na sua obra Brasões da Sala de Sintra relata a história dos vários ramos da Casa de Silva, entre estes o dos condes de Portalegre.