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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Paço da Alcáçova

26.10.19, Blog Real

O Paço da Alcáçova foi a principal residência dos monarcas portugueses entre 1255 e 1503.

Foi residência dos reis D.Afonso III, D.Dinis, D.Afonso IV, D.Pedro I, D.Fernando, D.João I, D.Duarte, D.Afonso V, D.João II e D.Manuel I.

Embora denominado como Paço dos Henriques, os senhores de Alcáçovas, o palácio ficou conhecido como Paço Real, tal o número de monarcas que nele pernoitaram ou residiram, tendo chegado a ser residência real oficial no séc. XIV.

Em 1503 foi substiuído pelo Paço da Ribeira como residência real oficial.

Arco ogival, museu do Castelo de São Jorge, no medieval Paço Real da Alcáçova

Palácio Corte Real

26.10.19, Blog Real

O Palácio Corte Real, inicialmente conhecido por Palácio ou Casas do Corte Real, era um dos melhores palácios de Lisboa, que desapareceu na voragem dos terremoto e maremoto de 1755. Possuía quatro grande torres encimadas por cata-ventos.

Pertenceu inicialmente à família Corte Real, que o vendeu à Casa Real na época do infante D. Pedro, depois regente do Reino e, finalmente, rei como D. Pedro II de Portugal, que nele habitou até ser destronado o seu irmão, D. Afonso VI. Serviu a partir de então como residência do Infantado. Situava-se convenientemente nas traseiras do Paço da Ribeira e fazendo parte daquele complexo palaciano.

Mariana de Lancastre Vasconcelos e Camara, camareira-mor da Rainha Maria Francisca Isabel de Sabóia

26.10.19, Blog Real

Mariana de Lancastre Vasconcelos e Camara nasceu em 1615 em Lisboa.

Era filha de Simão Gonçalves da Câmara, 3º conde da Calheta e Margarida de Menezes Vasconcelos.

Casou com João Rodrigues de Vasconcelos e Sousa, governador-geral do Brasil.

Em 1666 foi com o seu filho, Luis de Vasconcelos e Sousa, 3º conde de Castelo Melhor receber a rainha Maria Francisca Isabel de Sabóia e foi eleita camareira-mor da rainha.

Faleceu a 18 de Dezembro de 1698.

Filipa de Vilhena, camareira-mor da Rainha D.Luísa de Gusmão e aia do príncipe D. Afonso

26.10.19, Blog Real

Filipa de Vilhena (morta em Lisboa, 1 de abril de 1651), primeira e única Marquesa de Atouguia, foi uma nobre portuguesa que se tornou símbolo do patriotismo de seu país durante a Restauração da Independência. Sua história foi adaptada por Almeida Garrett em uma peça homónima, o que contribuiu para sua idealização.

Filipa de Vilhena era filha e herdeira de D. Jerónimo Coutinho e de D. Luísa do Faro. Seu pai, conselheiro de Estado e presidente do Desembargo do Paço, embora tenha sido nomeado vice-rei da Índia em 1619, não aceitou tal cargo.

Casou-se com o 5.º conde de Atouguia, D. Luís de Ataíde, que veio a morrer antes de 1640. Já viúva, D. Filipa de Vilhena teve conhecimento de todos os preparativos da revolução da Restauração da Independência, e aconselhou a aderir a ela os seus filhos.

Na madrugada de 1 de Dezembro de 1640, por ser viúva, cingiu ela própria as armas a seus dois filhos, D. Jerónimo de Ataíde e D. Francisco Coutinho, e mandou-os combater pela Pátria, dizendo-lhes que não voltassem senão honrados com os louros da vitória. Contudo, o seu primogénito não era uma criança, como a tradição e a peça de Almeida Garrett indicam, mas já um homem feito, que foi nomeado governador de Peniche e, mais tarde, vice-Rei do Brasil.

D. Filipa foi chamada ao Paço da Ribeira pela rainha D. Luísa de Gusmão, tendo recebido o cargo de camareira-mor e de aia do príncipe D. Afonso, futuro D. Afonso VI.

É de realçar que D. Mariana de Lencastre também armou seus filhos, mas apenas o nome de D. Filipa de Vilhena se gravou na memória colectiva.

Encontra-se sepultada em Lisboa, na Igreja de Santos-o-Velho.

Rainhas de Portugal - Beatriz de Castela

26.10.19, Blog Real

Beatriz de Castela (em castelhano: Beatriz de Castilla; também chamada de Beatriz de Gusmão; Saragoça, c. 1242 — 27 de outubro de 1303) foi uma infanta de Castela, rainha de Portugal entre 1253 e 1279 e rainha-mãe de 1279 a 1303. Era filha do rei Afonso X o Sábio com Mor Guilhén de Gusmão, por isso neta materna de Guilhén Peres de Gusmão e de Maria Gonçalves Girão, e meia-irmã do rei Sancho IV.

Biografia:

Em 31 de dezembro de 1244, o rei Afonso X "com a aprovação de seu pai", o rei Fernando III doou a vila de Elche a sua filha Beatriz e a todas as crianças que tivesse com Mor Guilhén de Gusmão no futuro, com o usufruto vitalício para sua mãe.

Como parte de sua estratégia para chegar a um acordo com o Reino de Portugal sobre a soberania do Algarve, o rei Afonso X deu a sua filha Beatriz em casamento ao rei Afonso III; matrimónio celebrado em 1253. Afonso III era primo direito do avô de Beatriz, Fernando III de Leão e Castela, uma vez que a mãe de Fernando, a infanta Berengária de Castela, era irmã da rainha Urraca de Castela, esposa de Afonso II de Portugal e mãe de Afonso III.

No acordo, Afonso III "cedería temporariamente sou futuro sogro o usofructo do Algarve e dos territórios ao oriente do Guadiana" enquanto que o rei de Castela prometia devolver todos seus direitos sobre o Algarve ao primeiro filho de Alfonso III e Beatriz quando ele atingisse a idade de sete anos. Embora a nobreza portuguesa considerasse que o "casamento foi humilhante para o rei de Portugal", Afonso III informou a nobreza que "...se em outro día achasse outra molher que lhe desse tanta terra no regno, para acrecentar, que logo casaria com ela". Afonso III ainda estava casado com Matilde que foi repudiada en 1253 devido a esta não lhe poder dar um herdeiro para o trono português. Em 1255, Matilde acusou o marido de bigamia ao papa Alexandre IV e em 1258 este condenou Afonso III por adultério e exigiu que ele devolvesse o dote da condessa Matilde. Porém, esta morreu no mesmo ano e as ameaças do Papa foram suspensas. O papa Alexandre IV morreu em 1261 e seu sucessor, o papa Urbano IV, em 19 junho de 1263, por a bula pontifícia Qui celestia, legitimou o matrimónio e os três filho já nascidos. Desde maio de 1253, Beatriz aparece nos documentos régios como a esposa e rainha de Portugal, mas o matrimónio só terá ocorrido em mayo de 1258 em Chaves.

O rei Afonso III, doou a Beatriz as vilas de Torres Vedras, Torres Novas, e Alenquer, e posteriormente o respectivo padroado. Com a morte de sua mãe, o mais tardar em 1267, Beatriz herdou uns senhorios em terras da Alcarria, incluindo Cifuentes, Viana, Palazuelos, Salmerón e Alcocer. Nesta última localidade, tomou a custódia do mosteiro de Santa Clara, fundado por sua mãe. Também a rainha Beatriz mandou construir a Igreja de São Francisco em Alenquer, que depois da sua morte, foi terminada por seu filho, D. Dinis que mandou colocar uma lápide "em honra da muy nobre rainha Dona Beatrix".

Até a morte de seu marido, o rei Afonso III em 1279, Beatriz teve uma grande influência sobre a Cúria Régia e apoiou a aproximação dos reinos de Portugal e de Castela. Em 1282, Beatriz voltou a Sevilha por causa de suas divergências com seu filho, o rei D. Dinis. Antes de novembro de 1282, Beatriz, já viúva, apoiou o seu pai contra o seu meio-irmão, o infante Sancho, o futuro rei Sancho IV, pessoalmente e com dinheiro.

Beatriz era muito querida por seu pai e em 4 março de 1283, Afonso X deu-lhe as vilas de Mourão, Serpa e Moura com os seus castelos e, no mesmo dia, o rei castelhano doou a Beatriz o reino de Niebla e os rendimentos reais da cidade de Badajoz. O rei, seu pai, justificou as concessões desta manera:

Beatriz permaneceu com seu pai e esteve foi nomeada testamenteira no segundo testamento do rei em 22 janeiro de 1284, e estava com ele quando o rei morreu em 1284.

 

A rainha Beatriz faleceu em 27 de Outubro de 1303, com 61 anos, e está sepultada no Mosteiro de Alcobaça.

Túmulo de D. Beatriz de Castela no Mosteiro de Alcobaça. (atrás, o túmulo de sua filha D. Sancha, com a inscrição: «D. SANCIA INFANS, FILIA REGIS ALFONSI 3».

Descendência:

Do seu casamento com Afonso III nasceram:

  • Branca de Portugal (1259 –1321), senhora do Mosteiro de Las Huelgas em Burgos;
  • Fernando de Portugal, segundo Figanière, morreu em 1262 e foi sepultado no Mosteiro de Alcobaça, embora, "a única vez que é referido na documentaçao reporta-se ao ano 1269, pelo que terá nascido e morrido no mesmo ano";
  • Dinis de Portugal (1261-1325), sucessor do pai no trono, casou-se com a rainha Santa Isabel de Aragão;
  • Afonso de Portugal (1263-1312), senhor de Portalegre, casou-se com a infanta Violante Manuel, senhora de Elche e Medellín, filha do infante Manuel de Castela e de Constança de Aragão;
  • Sancha de Portugal (1264-1302); 
  • Maria de Portugal (1265-c. 1266), que faleceu antes de um ano;
  • Vicente de Portugal (1268-1268), faleceu no mesmo ano de seu nascimento, segundo a inscrição no seu túmulo no Mosteiro de Alcobaça;

Em algumas crónicas antigas, menciona-se outra filha, Constança, no entanto, não há provas da sua existência segundo Figanière. Esta suposta filha, segundo outros historiadores, morreu muito nova em Sevilha e foi sepultada no Mosteiro de Alcobaça. No entanto, "esta referência deve (...) aplicar-se à infanta Sancha (que deve), embora com diferentes nomes, ter sido uma única infanta".