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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Rainha D.Maria Pia e Infante D.Afonso num retrato de grupo

26.12.19, Blog Real

Retrato de Grupo constituído por cinco figuras masculinas de pé, de rosto e corpo voltado para o observador, e duas figuras femininas ao centro sentadas. Em primeiro plano, numa leitura da esquerda para a direita, a Rainha mãe D. Maria Pia, segura entre as mãos um leque; Marquesa de Unhão, D. Eugénia Teles da Gama (dama camarista de D. Maria Pia), segura nas mãos um par de luvas. De pé em segundo plano: Tenente Coronel Alfredo de Albuquerque; Veador João Benjamim Pinto; Infante D. Afonso de Bragança, Duque do Porto; Duque de Loulé, D. Pedro José Agostinho de Mendonça Rolim de Moura Barreto (mordomo-mor de D. Maria Pia); por último um cavalheiro não identificado. Fotografia tirada em estúdio tendo como cenário de fundo uma paisagem de jardim.

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Fonte: http://www.matriznet.dgpc.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=1006834

Rainha D.Amélia, Infante D.Afonso e Rainha D.Maria Pia num evento oficial

26.12.19, Blog Real

Fotografia de grupo tirada numa varanda, durante um evento de carácter oficial. À esquerda do observador, D. Amélia, de perfil, voltada para a sua esquerda, segura um copo na mão direita. Traja vestido claro e chapéu com flores. À sua frente, a três quartos, de costas para o observador, está uma figura masculina de cabelo escuro; traja fato escuro e segura chapéu alto na mão direita, que encosta à cintura. Do lado direito da fotografia, um grupo de pessoas, das quais se destacam, o Infante D.Afonso, encostado à balaustrada (em segundo lugar a contar da direita), e um pouco mais à frente D.Maria Pia, de costas para o observador, trajando um vestido às riscas claras e escuras e segurando uma sombrinha na mão direita. Junto à balaustrada, um vaso com uma planta, e flores de uma trepadeira do jardim; à esquerda, uma árvore e escada de aceso ao jardim.

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Fonte: http://www.matriznet.dgpc.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=1006841

D.Leonor da Câmara, aia e mestra da rainha D. Maria II de Portugal

26.12.19, Blog Real

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D. Leonor da Câmara, primeira e única marquesa de Ponta Delgada, (30 de maio de 1781 – c. 1850). Era filha do conde da Ribeira Grande e da sua segunda mulher, Dª. Maria Rita de Almeida, irmã mais nova da marquesa de Alorna. Mais tarde, foi aia e mestra da rainha D. Maria II de Portugal.

Dama da rainha D. Carlota Joaquina, quando, pelos fins de 1828, o Marquês de Palmela, tratando de escolher uma senhora da primeira nobreza, a quem encarregasse da educação da futura rainha, D. Maria, julgou que ninguém seria mais própria que D. Leonor da Câmara. Sendo o convite bem acolhido apesar das dificuldades que se opunham à saída de D. Leonor do reino, cuidou ela de dispor tudo e iludir a vigilância das autoridades miguelistas, e partiu de Lisboa às escondidas a 8 de fevereiro de 1829, entrou no serviço efectivo da jovem rainha em 10 de março, acompanhando-a ao Rio de Janeiro, França, Inglaterra, e por fim a Lisboa até 24 de novembro de 1833, quando foi despedida por D. Pedro IV de Portugal.

A exoneração deu origem a grandes comentários, e ao passo que uns apontavam como perigosos os princípios religiosos e políticos que D. Leonor da Câmara inspirava à educanda, atribuíam outros a demissão como filha da indisposição que causara ao Duque de Bragança a ideia de que D. Leonor, na viagem do Rio para a Europa, em 1831, quis fazer desembarcar a rainha nos Açores. Este fato, reunido com os infundados rumores que por esse tempo corriam entre a oposição de pretender D. Pedro retomar a coroa de Portugal, deu causa a ilações que adquiriram grande voga, considerando-se D. Leonor da Câmara como vítima da sua extrema fidelidade à jovem rainha.

Quis D. Pedro adoçar a exoneração, concedendo a D. Leonor da Câmara a pensão anual de réis 1.000$000, que ela não quis aceitar. Posteriormente, por decreto de 25 de janeiro de 1835, D. Maria II agraciou-a com o título de Marquesa de Ponta Delgada, em duas vidas, pelos serviços prestados, as muito singulares provas que sempre havia manifestado de leal e desinteressada dedicação.

A segunda vida, de juro a herdade, devia ser verificada em seu sobrinho o 8.º Conde da Ribeira Grande, D. Francisco de Sales Maria José António de Paula Vicente Gonçalves Soares da Câmara, assim feito 1.º Marquês da Ribeira Grande, título para que foi mudado o de Ponta Delgada.