Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Domingos Sequeira, professor de Desenho e Pintura das filhas do Rei D.José I

05.01.20, Blog Real

Domingos_sequeira.jpg

Domingos António de Sequeira (Lisboa, 10 de Março de 1768 – Roma, 8 de Março de 1837) foi um pintor português.

De origem modesta, era filho de um barqueiro farense, António do Espírito Santo e Rosa Maria de Lima. Foi do seu padrinho, Domingos de Sequeira Chaves, que recebeu o nome próprio, e que mais tarde adoptou o apelido. Desde muito criança manifestou uma viva inteligência e uma grande vocação artística. O pai vendo aquele talento que alvorecia tão auspicioso; desejou dar-lhe uma posição mais elevada e estudos superiores, destinando-o para médico, mas afinal, por conselho dos que admiravam a vocação tão decidida que a criança manifestava para o desenho, condescendeu em a aproveitar. Nasceu em Belém (Que, na época, pertencia à paróquia da Ajuda), Lisboa, na Rua da Ponte ao Pátio das Vacas, tinha duas irmãs, Maria Rosa e Maria Joaquina, e um irmão, Manuel Vicente, falecido em 1813 na Batalha de Vitória.

Foi educado na Casa Pia de Lisboa, após o qual frequentou o curso de Desenho e Figura na Aula Régia e trabalhou como decorador. Com uma pensão de D. Maria I, em 1788, com 20 anos, partiu para Itália e estudou na Academia Portuguesa em Roma, onde recebeu aulas de pintura e desenho de Antonio Cavallucci.

Admitido, depois, como professor na Academia di San Luca, aí pintou a Degolação de São João Baptista, a Alegoria da Fundação da Casa Pia de Belém e a O Milagre de Ourique, ganhando vários prémios concedidos pelas academias italianas.

Regressou a Lisboa em 1795 e de 1798 a 1801 viveu no Convento da Cartuxa de Laveiras, em Caxias (Oeiras).

Nomeado pintor da corte em 1802 e co-director da empreitada de pintura do Palácio da Ajuda, aí pintou abundantemente. Em 1803 foi professor de Desenho e Pintura das princesas, e em 1806, dirige a aula da Academia de Marinha, Porto. Neste período pintou alegorias patrióticas e retratos, fazendo o desenho das peças para oferecer a Beresford.

Viveu intensamente as convulsões políticas da época — foi, sucessivamente, partidário do exército de invasão francês (Junot Protegendo a Cidade de Lisboa, 1808), da aliança inglesa (Apoteose de Wellington, 1811), da revolução liberal (retratos de 33 deputados, 1821) e da Carta Constitucional (D. Pedro IV e Maria II, 1825), exilando-se em França com a contra-revolução absolutista da Vila-Francada, onde expôs, no Salão do Louvre, A Morte de Camões (quadro desaparecido no Brasil), obra que lhe mereceu medalha de ouro e colocação entre os pintores românticos mais representativos, ao lado de Eugène Delacroix.

Acabou por se fixar em Roma em 1826, onde se dedicou à pintura religiosa, em visões de luminosidade já romântica (Vida de Cristo, 1828; Juízo Final, 1830). Morreu naquela cidade, sem rever Portugal, encontrando-se o seu túmulo na Igreja de Santo António dos Portugueses. Foi igualmente autor da baixela neoclássica de cem peças oferecida a Wellington em 1811-1816 que se encontra presentemente na Apsley House.

Em termos estéticos é considerado o pintor de transição do Neoclassicismo para o Romantismo.

David Perez, mestre das filhas do Rei D.José I e compositor da corte

05.01.20, Blog Real

800px-David_Perez_Neapolitanus.jpg

Davide ou David Perez (Nápoles, 1711 — Lisboa, 30 de outubro de 1778) foi um compositor italiano, filho de uma família de remota origem espanhola. O sobrenome Perez é, ainda hoje, muito comum nas províncias que formavam o antigo Reino das Duas Sicílias. Estudou violino com Antonio Gallo, um dos melhores violinistas italianos da época, e contraponto com Francisco Mancini, mestre do Conservatório de Loreto.

Serviu como maestro na Real Capela Palatina de Palermo até 1748. Em 1752, estreia a sua opera Zenobia em Milão e nesse mesmo ano é contratado por ordem de D. José I para ser mestre de música das suas filhas e compositor da corte, estreando logo no Carnaval seguinte duas das suas óperas: Demofoonte e Andriano in Siria.

Naquela época, estava a construir-se o grande Teatro da Ribeira, o qual, sendo estreado em 1755, seria destruído naquele mesmo ano pelo terramoto. Este foi inaugurado com a obra Alessandro nell'Indie, que teve em cena 400 homens, o que mostra a grandiosidade do teatro. Apesar do terramoto, Perez não fugiu de Portugal, mas passou desde então a se dedicar principalmente à música sacra, sendo na qualidade de maestro da Capela Real responsável por uma extensa reforma italianizante na música portuguesa

Perez ficou cego na velhice, e passou a ditar sua música a um jovem que a transcrevia. Morreu em 30 de outubro de 1778, sentado numa poltrona em sua casa próxima ao Palácio da Ajuda. Deixou como único herdeiro sua irmã, Olimpia. Seu sobrinho Davide Perez Ferro, que viera a Lisboa para levar à Nápolis seus bens, teve o navio no qual viajava de volta assaltado por dois barcos piratas, conforme foi publicado pelo investigador Ribeiro Guimarães num artigo do Jornal do Comercio, de 30 de Novembro de 1867.

David Perez exerceu uma grande influência nos compositores portugueses florescidos nos finais do século XVIII e princípios XIX. Em todos eles, inclusive em Marcos Portugal, se nota influência. A sua assinatura na Irmandade de S. Cecília data de 28 de Setembro de 1756.

Biografias - Maria Benedita de Bragança

05.01.20, Blog Real

800px-D._Maria_Francisca_Benedita,_Princesa_da_Beira_e_do_Brasil.jpg

Maria Benedita de Bragança (Maria Francisca Benedita Ana Isabel Antónia Lourença Inácia Teresa Gertrudes Rita Rosa; 25 de julho de 1746 – 18 de agosto de 1829) foi uma infanta portuguesa e filha mais nova do rei D. José I de Portugal e de sua esposa Mariana Vitória da Espanha.

Início de vida:

Dona Maria Benedita nasceu em Lisboa e recebeu seu nome em homenagem ao Papa Bento XIV. Ela recebeu uma educação esmerada; Foi educada em música por Davide Perez e em pintura por Domingos Sequeira; Um painel feito por ela e pela sua irmã ainda pode ser visto na Basílica da Estrela.

Casamento:

Em 21 de fevereiro de 1777, casou-se com o sobrinho D. José, Príncipe da Beira, herdeiro de D. Maria I, então Princesa do Brasil. Eles não tiveram filhos, no entanto Benedita teve dois abortos: um em 1781 e outro em em 1786.

Três dias depois do casamento, o pai de Benedita, o rei D. José I, morreu e Maria o sucedeu como rainha reinante. O infante José tornou-se o novo príncipe herdeiro, recebendo os títulos Príncipe do Brasil e Duque de Bragança. Benedita tornou-se Princesa do Brasil.

Últimos anos e morte:

Em 1788 seu marido José morreu e Benedita tornou-se Princesa viúva do Brasil, como passou a ser conhecida até o resto de sua vida. Em contraste com outras mulheres que fundaram conventos e igrejas, ela escolheu fundou o Asilo de Inválidos Militares de Runa. Ela seguiu a família real em sua transferência para o Brasil em 1808.

Benedita morreu em Lisboa e foi enterrada no Panteão da Dinastia de Bragança na Igreja de São Vicente de Fora. Ela foi a última neta sobrevivente de D. João V de Portugal.

Biografias - Maria Doroteia de Bragança

05.01.20, Blog Real

Retrato_da_Infanta_D.Maria_Francisca_Doroteia.jpg

D. Maria Francisca Doroteia de Bragança (Lisboa, 21 de setembro de 1739 - Lisboa, 14 de janeiro de 1771) foi a terceira filha de José I de Portugal e Mariana Vitória de Bourbon. O seu nome foi dado em homenagem à sua bisavó D. Doroteia Sofia de Neuburgo.

Nascida em 21 de Setembro de 1739, em Lisboa, no Paço da Ribeira, foi baptizada com o nome Maria Francisca Doroteia Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana Efigénia de Bragança na Sé Patriarcal de Lisboa, por D. Tomás de Almeida, tendo como padrinhos Carlos VI do Sacro Império Romano-Germânico e D. Doroteia Sofia de Neuburgo, sua bisavó, sendo representante o infante D. Pedro. Foi-lhe proposto casamento com Luís Filipe II, Duque d'Orleães (1747-1793), mais tarde conhecido por "Filipe Égalité", mas esta recusou a união. Consta que não teve relações com nenhum homem.

Faleceu solteira com apenas 31 anos de idade, em Lisboa. Encontra-se sepultada no Panteão dos Braganças no Mosteiro de São Vicente de Fora.

Biografias - Maria Ana Francisca de Bragança

05.01.20, Blog Real

Retrato_de_D.Maria_Ana_Josefa.jpg

D. Maria Ana Francisca Josefa de Bragança (Lisboa, 7 de outubro de 1736 - Rio de Janeiro, 16 de maio de 1813), foi a segunda filha do casamento do rei José I de Portugal com Mariana Vitória de Bourbon.

Nascida em Lisboa, no Paço da Ribeira, baptizada com o nome de Maria Ana Francisca Josefa Rita Joana de Bragança. Foi considerada uma potencial noiva para Luís, Delfim da França (1729-1765), mas a sua mãe recusou-se a consentir a união. Dedicou-se muito à pintura e à música.

Seguiu com a restante família real para o Brasil, aquando da fuga da mesma, resultante das invasões napoleónicas em 1807, vindo a falecer, no Rio de Janeiro, aos 76 anos de idade.[1]

Os seus restos mortais foram posteriormente trasladados para o Convento do Desagravo do Santíssimo Sacramento, em Lisboa, defronte da Igreja de Santa Engrácia. Datada de 1292 a presença de religiosas no referido convento, foi fundado em 1294, sendo totalmente destruído durante o Terramoto de 1755, vitimando 131 mulheres, além de religiosas, também noviças, educandas, criadas e escravas. Em 1783 a infanta D. Maria Ana, com a aprovação e doação de esmolas de D. Maria I, fez reabrir o convento, com a entrada de 4 freiras fundadoras, 8 recolhidas e 6 noviças, havendo no dia 23 de outubro um Solene Pontifical, assistido por vários membros da família real.

Com a morte da última freira residente no convento, em 1901, este passa para a posse do Estado. Os restos mortais da infanta foram então transferidos para o Panteão da Dinastia de Bragança.

Rainhas de Portugal - Mariana Vitória de Bourbon

05.01.20, Blog Real

Mariana_Victoria_de_Borbón_y_Farnesio,_Reina_consorte_de_Portugal.jpg

Mariana Vitória de Bourbon (Madrid, 31 de março de 1718 – Lisboa, 15 de janeiro de 1781) foi a esposa do rei D. José I e Rainha Consorte de Portugal e Algarves de 1750 até 1777. Era filha de Filipe V da Espanha e de sua segunda esposa Isabel Farnésio.

Primeros anos:

800px-María_Ana_Victoria_de_Borbón.jpg

Mariana Vitória nasceu no Real Alcázar de Madrid e foi lhe dado seu nome em homenagem a sua avó paterna, Maria Ana Vitória de Baviera. Era Infante da Espanha por nascimento e filha mais velha de Filipe V da Espanha e de sua segunda esposa Isabel Farnésio. Na altura de seu nascimento, Mariana Vitória era a quinta na linha de sucessão ao trono espanhol atrás de seus meio-irmãos, o infante Luís, Príncipe das Astúrias, o infante Fernando, o infante Pedro, assim como seu irmão Carlos. Mariana foi a irmã favorita de Carlos, sendo chamada por este afetuosamente de "Marianina". Como uma infanta de Espanha, detinha o estilo de Alteza Real.

Noivado com Luís XV:

Após a Guerra da Quádrupla Aliança, França e Espanha decidiram reconciliar-se mediante a um casamento entre a infanta Mariana Vitória com seu primo, o jovem rei Luís XV da França. Organizado por Filipe II, Duque d'Orleães, regente da França durante a a menoridade de Luís, o casamento fazia parte de uma série de alianças que também incluía o casamento de Luísa Isabel e Filipina Isabel de Orleães, ambas filhas do regente, com o infante Luís, Príncipe das Astúrias e o infante Carlos, respectivamente.

O embaixador francês, Louis de Rouvroy, Duque de Saint-Simon, pediu a sua mão em nome de Luís em 25 de novembro de 1721. A troca da jovem infanta teve seu lugar na Ilha dos Faisões, local onde os seus antepassados ​​Luís XIV da França e Maria Teresa da Espanha tinham-se encontrado pela primeira vez antes do casamento. Mariana Vitória chegou a Paris no dia 2 de março de 1721, houve celebração e a mesma se instalou-se no Palácio do Louvre. Na França ela era chamada de "a Infanta Rainha".

De acordo com a mãe do regente, Isabel Carlota do Palatinado, Mariana Vitória era a "coisa mais doce e mais bonita" e tinha grande inteligência para sua idade. Sua educação foi confiada aos cuidados de Madame de Ventadour, antiga governanta de Luís XV.

Sob a influência do primeiro-ministro Luís Henrique, Duque de Bourbon e sua amante Madame de Prie, foi decidido enviar a menina de sete anos novamente para a Espanha em 11 de março de 1725. O duque de Bourbon queria manter sua influência sobre o jovem Luís XV e ofereceu sua irmã Henriqueta Luisa de Bourbon como uma esposa em potencial, que ao contrário de Mariana Vitória, tinha idade suficiente para conceber um herdeiro ao trono.

A notícia foi muito mal recebida na Espanha, que decidiu enviar também de volta a França Luísa Isabel de Orleães, cujo marido tinha falecido após reinar como Luís I de Espanha durante apenas sete meses. Como seu casamento não havia sido consumado Luísa Isabel foi enviada de volta para a França, juntamente com sua irmã Filipina Isabel. Mariana abandonou Versalhes em 5 de abril de 1725 e viajou novamente para a fronteira e seguiu seu retorno para a Espanha.

Posteriormente Luís XV casou-se com Maria Leszczyńska, filha de Estanislau I Leszczyński, rei deposto da Polónia. A irmã de Mariana Vitória, a infanta Maria Teresa Rafaela, casou-se com o filho de Luís XV em 1745 para tranquilizar a insultada corte espanhola.

Casamento:

Em 1725, manifestou seu pai, Filipe V, o desejo de estabelecer uma aliança entre as coroas de Espanha e Portugal, a que estaria ligado o casamento de sua filha com D. José, herdeiro do trono português. Para tratar do assunto em Madrid, o rei D. João V nomeou José da Cunha Brochado, que também foi incumbido resolver questões pendentes entre os dois países.

Para evitar novas controvérsias e fortalecer ainda mais a aliança que se pretendia, a diplomacia espanhola propôs então um duplo matrimónio: para além do casamento entre o príncipe herdeiro espanhol e Maria Bárbara, o príncipe herdeiro português poderia casar com a regressada Mariana Vitória. João V aceitou a proposta, e dois anos mais tarde, tendo os príncipes e infantas chegado a idade um pouco mais crescida, firmaram-se então os acordos pré-nupciais: o Príncipe do Brasil e Mariana Vitória a 27 de dezembro de 1727, e o Príncipe das Astúrias e Maria Bárbara de Portugal a 11 de janeiro de 1728.

Por fim, após demorada preparação, a Troca das Princesas realizou-se a 19 de Janeiro de 1729. A troca foi feita no Rio Caia, que faz fronteira entre Elvas no Alentejo, em Portugal, e Badajoz na Extremadura, em Espanha. A cerimónia fez-se literalmente a meio do rio, numa grande ponte-palácio de madeira ricamente decorada construida para a ocasião, com vários pavilhões em ambas as margens também. Praticamente toda a Corte participou, tendo todas as vilas e lugares entre Lisboa e Elvas sido enfeitadas com arte efémera, tal como arcos triunfais, jardins artificiais, fontes, etc., para receber os imensos cortejos na ida e na volta da fronteira. As preparações para a troca das princesas foram de tal modo detalhadas que já em Janeiro de 1727 a Coroa colocava encomendas de berlindas em Paris, e pedia contribuições extraordinárias dos quatro cantos do império para financiar todo o esplendor desejado ― incluindo da Capitania de Minas Gerais no Brasil.

De notar que todo este panorama de arte efémera se voltou a registar meio século mais tarde, aquando do novo consórcio duplo entre Portugal e a Espanha em 1785, com os casamentos do então apenas João e da irmã, Maria Ana Vitória, e foi descrito recentemente em pormenor.

Rainha de Portugal:

Mariana_Vitória_de_Portugal.jpg

Em 1750, falecia D. João V, e o marido de D. Mariana Vitória subia ao trono. A rainha tinha então trinta e dois anos e D. José I, trinta e seis anos.

O reinado do marido de Mariana Vitória é sobretudo marcado pelas políticas do seu secretário de Estado, o Marquês de Pombal, que reorganizou as leis, a economia e a sociedade portuguesa, transformando Portugal num país moderno.

Em 1755, um terremoto abateu-se sobre Portugal na manhã do dia 1 de novembro (dia de Todos os Santos) de 1755. Nesta data, Lisboa foi abalada por um violento tremor de terra, com uma amplitude que em tempos actuais é estimada em cerca de nove pontos na escala de Richter. A cidade foi devastada pelo tremor de terra, pelo maremoto e ainda pelos incêndios que se seguiram. Isto piorou ainda a mais a saúde mental do marido de Mariana Vitória.

Na sequência do terramoto, em setembro de 1758, a carruagem do rei foi alvejada quando esse voltava da casa de sua amante, a esposa do Marquês de Távora. O monarca foi ferido e a rainha assumiu como regente. As investigações, durante o mês de dezembro, acusaram membros da alta nobreza, os quais foram imediatamente presos; entre eles integrantes da família dos Távoras (o número total de prisioneiros chegou a mais de mil, a maioria dos quais jamais foi julgada formalmente). Em 12 de janeiro de 1759, o José de Mascarenhas da Silva e Lencastre, então Duque de Aveiro, e diversos membros da família dos Távoras foram condenados à morte.

Regência:

Quando seu marido foi declarado inapto para governar em 1774, devido a loucura, D. Mariana Vitória foi proclamada regente, uma posição que manteve até à morte de seu marido. Após isso, ela tornou-se regente de sua filha mais velha, futura D. Maria I.

Quando a filha assume o poder, D. Mariana Vitória tentou melhorar as relações com a Espanha que era governada por seu irmão mais velho, Carlos III. Os dois países estavam em conflito em relação a posses territoriais nas Américas. Deixando Portugal, D. Mariana Vitória viajou para a Espanha, onde permaneceu por pouco mais de um ano, residindo entre o Palácio Real de Madrid e o Palácio Real de Aranjuez.

Por influência da rainha, assinou-se em 1778 o tratado que estipulou dois casamentos: o do infante Gabriel, filho de Carlos III, com a sua neta D. Maria Ana Vitória, e o da infanta Carlota Joaquina, neta mais velha de Carlos III, com o infante D. João, futuro D. João VI.

Morte:

Enquanto se encontrava em Espanha, D. Mariana Vitória teve um ataque de reumatismo e foi confinada a uma cadeira de rodas por algum tempo. Regressou a Portugal em novembro de 1778. Mariana Vitória morreu na Real Barraca da Ajuda, um edifício onde hoje é o actual Palácio Nacional da Ajuda. 

Foi primeiramente sepultada na Igreja de São Francisco de Paula em Lisboa, a qual mandou restaurar. Foi depois trasladada para o Panteão Real da Dinastia de Bragança da Igreja de São Vicente de Fora também em Lisboa.

Legado:

D. Mariana Vitória era a madrinha de Maria Antonieta, futura rainha da França, que nasceu um dia após o Terremoto de Lisboa que devastou a cidade. Mariana Vitória tem descendentes que vão desde o presente Rei de Espanha, Rei da Bélgica, ao Grão-Duque de Luxemburgo. Em 1822, seu bisneto D. Pedro de Bragança tornou-se o primeiro Imperador do Brasil.

Descendência:

  • Maria I de Portugal (17 de dezembro de 1734 – 20 de março de 1816)
  • Maria Ana, Infanta de Portugal (7 de outubro de 1736 – 16 de maio de 1813)
  • Maria Doroteia, Infanta de Portugal (21 de setembro de 1739 – 14 de janeiro de 1771)
  • Benedita, Princesa do Brasil (25 de julho de 1746 – 18 de agosto de 1829)