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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Vital Ferreira Fontes, moço de sala na Casa Real

28.02.20, Blog Real

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Depois de servir como soldado, Vital Ferreira Fontes entrou na casa real, em 1886 como moço de sala, no reinado de D. Luís, por altura do casamento de D. Carlos com D. Amélia, e manteve-se em serviço até 1936.

Vital Fontes nasceu no dia 6 de novembro de 1861, no concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, e morreu aos 94 anos, numa "casa modesta dos Telheiros da Ajuda", em Lisboa.

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Vital Fontes, Servidor de Reis e de Presidentes. Da Monarquia à República. Do Sr. D. Luís ao Sr. General Carmona. Compilação de Rogerio Perez, Lisboa, Editora Marítimo-Colonial, Lda., 1945.

Fonte: https://www.sabado.pt/  https://www.noticiasaominuto.com/

Consortes Reais de Portugal - Augusto de Beauharnais

28.02.20, Blog Real

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Augusto Carlos Eugénio Napoleão de Beauharnais (em francês: Auguste Charles Eugène Napoléon de Beauharnais; Milão, 9 de dezembro de 1810 – Lisboa, 28 de março de 1835) foi o primeiro marido da rainha Maria II e Príncipe Consorte do Reino de Portugal de janeiro de 1835 até à sua morte dois meses depois. Foi também o segundo Duque de Leuchtenberg a partir de 1824 e Príncipe de Eichstätt até 1833. Era o filho homem mais velho do príncipe Eugénio de Beauharnais e da sua esposa a princesa Augusta da Baviera.

Família:

Filho do general Eugénio de Beauharnais, enteado de Napoleão Bonaparte e vice-rei de Itália, enquanto este país esteve sob domínio do Império Napoleónico (1804-1814), era neto, pela parte paterna, da Imperatriz Josefina de Beauharnais, a primeira esposa de Napoleão, e pela parte materna do rei Maximiliano I da Baviera.

Era irmão da imperatriz brasileira Amélia de Leuchtenberg, a segunda esposa de Pedro I, e primo do futuro imperador da França Napoleão III.

Educado nos princípios da honra militar pelo pai, Eugénio de Beauharnais, e da moral católica pela mãe, a princesa Augusta Amélia de Wittelsbach. Sua mãe, Augusta Amélia, era filha do Rei da Baviera, Maximiliano I José e da rainha Maria Guilhermina de Hesse-Darmstadt, primeira esposa do rei bávaro. Passou a sua infância e parte de sua juventude na cidade de Munique, residência dos Wittelsbach, a Família Real da Baviera, da qual faziam parte, por sua mãe, que era princesa da Baviera.

Passagem pelo Brasil:

Após o casamento por procuração com dom Pedro I, Amélia insistiu para que o irmão a acompanhasse em sua viagem ao Brasil. Augusto não pretendia aceder ao desejo da nova imperatriz, mas foi estimulado pela mãe a transferir-se para a corte do Rio de Janeiro. Antes de partir, o jovem, que ainda não havia atingido a maioridade, deixou pronto o seu testamento.

Em solo brasileiro, ele passou a residir no Palácio Imperial de São Cristóvão e tornou-se muito próximo do cunhado. Em alvará datado de 5 de novembro de 1829, dom Pedro I concedeu a Augusto, enquanto príncipe de Eichstätt e duque de Leuchtenberg, o direito ao tratamento de Alteza Real em todo o território nacional. Em Carta Imperial datada do mesmo dia, o imperador concedeu-lhe o título de duque de Santa Cruz, também com tratamento de Alteza Real.

Regresso à Europa e casamento com Maria II:

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Quando do exílio de Pedro I na Europa, Augusto voltou para a Baviera para junto dos seus familiares. Depois de reconquistado o trono de Portugal para a rainha Maria II, o príncipe Augusto foi o eleito por D. Pedro I, imperador do Brasil e rei de Portugal como D. Pedro IV, para marido da jovem rainha portuguesa pelas qualidades verificadas durante a sua estada no Brasil, quando acompanhou a sua irmã Amélia, segunda esposa do imperador.

Cumprindo o desejo do cunhado, Augusto casou com a rainha Maria II, enteada da sua irmã, por procuração, a 1 de dezembro de 1834, e por palavras e de presente, na Sé de Lisboa, a 26 de janeiro de 1835.

Por uma daquelas coincidências que as consanguinidades reais do tempo favoreciam, quer a avó de Augusto, a imperatriz Josefina, quer a tia de Maria, a imperatriz Maria Luísa, irmã da imperatriz Maria Leopoldina de Áustria, tinham sido casadas com Napoleão Bonaparte – o que significa dizer que o filho do enteado de Napoleão casou com a filha da cunhada de Napoleão.

Augusto foi marechal do exército português e Par do Reino, tomando assento na Câmara Alta alguns dias após o matrimônio.

Morte:

Augusto morreu no dia 28 de março de 1835, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, ao cabo de escassos dois meses de casamento e sem ter chegado a engravidar a soberana. A sua morte repentina e em tão pouca idade gerou grande distúrbio popular em Lisboa, pois corria o rumor de que o príncipe-consorte havia sido envenenado. Contudo, em carta enviada à duquesa Augusta Amélia, a antiga aia dos irmãos, Fanny Maucomble, descreveu a rápida evolução da doença de Augusto:

"... Parece-me que o Príncipe tinha começado a sofrer de uma ligeira dor de garganta sexta-feira dia 20. Não tinha dito nada, não dando importância ao facto. Infelizmente! Vós como eu, tínhamos conhecimento de como ele pouco cuidava da sua saúde ... Domingo saiu por volta das 7 horas para passear e disparar alguns tiros de carabina num pequeno parque ao redor da Ajuda. Fazia muito frio; pois neste país, na primavera as manhãs e as noites são frias e por isso perigosas.

Voltou para o almoço às 10 horas e não disse ainda nada do seu mal da laringe, que o estava atormentando. A 1 hora foi passear com a Rainha num lugar chamado Campo Grande, onde eram realizadas corridas a cavalo. Fazia calor, com um sol muito forte. Ficaram no carro aberto, no mesmo lugar por mais de uma hora a fim de observar as corridas. Ao regressar o Príncipe sofria ainda mais, mas jantou e desejou fazer uma partida de bilhar com a Rainha; no entanto foi obrigado a procurar a cama. Todo mundo o aconselhou de chamar um médico, mas não foi possível convencê-lo. O Conde Mejan e a Imperatriz o pregaram de colocar os pés na água e de lhe aplicar compressas de mostarda. Recusou. Finalmente na segunda-feira ele consentiu em falar com um médico. Este aplicou em primeiro lugar 24 sanguessugas à garganta ..."

"Após diversas outras tentativas e vendo nenhum êxito foram chamados outros médicos. O estado do paciente estava extremamente grave. A noite esteve calma, mas na manhã do dia 28 os médicos chamaram a Imperatriz a fim de inteirá-la de que, infelizmente, não existia mais alguma esperança e que preparasse o espírito da Rainha."

"A Imperatriz providenciou um sacerdote que subministrou os Sacramentos, que recebeu ao meio-dia. Em seguida se despediu com grande coragem de todos, falou longamente com a Rainha e recomendou a mesma à Imperatriz. Pouco depois entrou em agonia e às 2 horas exalou o último suspiro nos braços da Rainha e da Imperatriz, que não o haviam deixado um momento."

"O Príncipe deixou um grande pesar e ontem se realizaram grandes desordens na cidade, pois dizia-se que tinha sido envenenado. Isso obrigou a Imperatriz a mandar fazer, com grande precisão, uma autópsia por três médicos e convocou mais um doutor inglês, um francês e um espanhol, pedindo a opinião de cada um.

Este exame vai provar aquilo que nós todos sabemos, de que a morte do jovem homem foi completamente natural e unicamente causada por não ter curado o mal em tempo. Encontraram a garganta, o esófago e o estômago terrivelmente inflamados... Antes de morrer o Príncipe disse a Mr. Billing que morria tranquilo, mas que estava muito triste de findar sem ter podido fazer alguma coisa pela felicidade da Rainha e de Portugal."

Maria II casou-se em segundas núpcias com o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gota.

Jaz no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

Rainhas de Portugal - Maria Leopoldina da Áustria

28.02.20, Blog Real

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A Imperatriz Leopoldina, de nome completo Maria Leopoldina da Áustria (Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena, Viena22 de janeiro de 1797 — Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1826), foi imperatriz consorte do Brasil, a primeira esposa de Dom Pedro I. Mãe de Maria da Glória, que viria a ser Dona Maria II, rainha de Portugal, e de Dom Pedro II, o futuro imperador do Brasil. Avó da Princesa Isabel e da Princesa Leopoldina do Brasil, de Saxe-Coburgo-Gota e Duquesa de Saxe.

Maria Leopoldina (Carolina Josefa Leopoldina Francisca de Habsburgo-Lorena), nome que passou a assinar quando chegou ao Brasil, nasceu no Palácio de Schönbrunn, em Viena, Áustria, no dia 22 de janeiro de 1797. Filha do imperador Francisco I da Áustria e sua segunda esposa a imperatriz Maria Teresa de Nápoles e Sicília. Órfã de mãe aos oito anos de idade foi criada por sua madrasta Maria Luísa da Áustria.

O casamento com D.Pedro:

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Em 1816, depois de demoradas negociações, a Arquiduquesa fora escolhida para esposa de Dom Pedro, filho de Dom João VI e de Carlota Joaquina de Bourbon e o herdeiro do trono do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. O casamento foi celebrado por procuração, em Viena, no dia 13 de maio de 1817, quando Dom Pedro foi representado pelo tio de Dona Leopoldina.

Dona Leopoldina partiu de Viena no dia 15 de agosto, acompanhada de uma comitiva de 28 pessoas, entre elas, artistas e cientistas como o botânico Carl von Martius e o naturalista Johann von Spix. O desembarque se deu no Rio de Janeiro, no dia 5 de novembro de 1817. No dia seguinte o casal recebeu a benção nupcial na Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Segundo o historiador Alberto Rangel, o herdeiro da Coroa gostaria de ter escolhido uma companheira mais bonita, mas Dona Leopoldina estava encantada com seu marido.

Na vida em comum, o casal não mostrou bom entrosamento, mas Dona Leopoldina fazia tudo para atraí-lo e, sabendo de seu interesse pela música, tratou de aproveitar isso como disse em uma carta à sua tia, a Grã-Duquesa de Toscana: “Ele toca muito bem quase todos os instrumentos, eu o acompanho ao piano e, assim, tenho a satisfação de estar junto da pessoa amada.” Os saraus musicais no Paço de São Cristóvão eram frequentes. Dona Leopoldina acompanhava o príncipe nos demorados passeios a cavalo que ele fazia pelos arredores da Quinta da Boa Vista.

Em 1819, nasceu a primeira filha do casal, Maria da Glória, que viria a ser Dona Maria II, rainha de Portugal.. Nos anos seguintes mais seis filhos nasceram, entre eles, Pedro, o futuro imperador do Brasil. No dia 26 de abril de 1821, o imperador Dom João VI voltou para Portugal, atendendo às reivindicações decorrentes da Revolução Liberal do Porto. Dom Pedro foi então nomeado Príncipe-Regente.

Com os vários problemas políticos da Regência, Dona Maria Leopoldina permanece fiel a um ideal religioso de submissão às vontades do marido e o apoiou ao longo das delicadas manobras que conduziram à Independência do país, em 1822. Mas as cartas que mandava às pessoas queridas na Europa revelam que ela via com grande receio o ímpeto liberal que despontava entre alguns partidários da Independência.

A melancolia e a morte:

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Duas semanas antes de proclamar a Independência do Brasil, Dom Pedro conhece a paulista Domitila de Castro Canto Melo, aquela que abalaria o seu casamento e a sua reputação na corte. Fazendo vir a amante para o Rio a apresentou à corte e conferiu-lhe o título de “Marquesa de Santos”. A ligação escandalosa do marido com Domitila (ou Titília, como ele a chamava na intimidade) deixava a imperatriz humilhada. A filha que teve com Domitila – na mesma época em que a imperatriz dava a luz outra criança – recebeu do pai o nome de Isabel Maria de Alcântara e o título de Duquesa de Goiás. Em carta à irmã que morava na Europa, Maria Leopoldina desabafa: “O monstro sedutor é a causa de todas as desgraças”. Solitária, isolada, devotada apenas a parir um herdeiro para o trono – o futuro Dom Pedro II nasceria em 1825 e Leopoldina tornava-se cada vez mais depressiva.

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Maria Leopoldina da Áustria faleceu no Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, no dia 11 de dezembro de 1826. Foi sepultada no Convento da Ajuda, na atual Cinelândia. Quando o convento foi demolido, em 1911, os restos mortais foram transladados para o Convento de Santo Antônio. Em 1954, os restos mortais foram levados para a cripta da Capela Imperial, no Monumento à Independência, em São Paulo, às margens do Riacho Ipiranga.

Descendência:

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  • Maria II de Portugal (4 de abril de 1819 – 15 de novembro de 1853)
  • Miguel, Príncipe da Beira (26 de abril de 1820)
  • João Carlos, Príncipe da Beira (6 de março de 1821 – 4 de fevereiro de 1822)
  • Januária do Brasil (11 de março de 1822 – 13 de março de 1901)
  • Paula do Brasil (17 de fevereiro de 1823 – 16 de janeiro de 1833)
  • Francisca do Brasil (2 de agosto de 1824 – 27 de março de 1898)
  • Pedro II do Brasil (2 de dezembro de 1825 – 5 de dezembro de 1891)