Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Texto do Príncipe russo Felix Iussupov sobre o Rei D.Manuel II

30.03.20, Blog Real

O Rei D.Manuel II e o príncipe russo Felix Iussupov tornaram-se amigos durante o exílio do rei de Portugal. O Príncipe Felix Iussupov fala sobre o Rei D.Manuel II nas suas memórias:

"Recordo-me como o rei português ficava surpreendido e indignado ao ver no meu apartamento uma Torre de Babel (a cena passa-se em Londres em 1920, quando no apartamento do príncipe russo viviam dezenas de pessoas que tinham fugido à revolução comunista de 1917). Ficou definitivamente furioso quando o sentei a jantar na casa de banho.

 

O rei Manuel não compreendia a desordem. E também não compreendia brincadeiras. Mas eu gostava de brincar com ele. Certo vez, tendo-o convidado para o jantar, decidi vestir Bull (secretário de Iussupov) com roupas de uma respeitosa dama de idade. Apresentei-a ao rei como minha tia surda que acabára de chegar da Rússia. Manuel ouviu atentamente, fez uma vénia e beijou a mão da "tia". Durante a refeição, eu ferrava os lábios para não me rir. O criado que nos servia sorria baixinho. Bull imitiva genialmente bem a "tiazinha", mas, de súbito, esqueceu-se, levantou uma taça de champanhe e gritou: "Viva Sua Alteza Portuguesa!" O rei não suportava surpresas daquelas. Ficou ofendido e não falou comigo durante um mês.

 

"Mal tinha acabado de ser perdoado, preguei mais uma partida, mas, desta vez, involuntariamente. Tendo sido convidado para um almoço no palacete de Manuel, cheguei muito atrasado. Depois de despir rapidamente o sobretudo e tirar o chapéu, entreguei-os a um sujeito que estava à porta, correndo depois pelo corredor para chegar à sala de visitas. O rei Manuel recebeu-me friamente. Eu balbuciei desculpas. Abriu-se a porta e fiquei contente ao ver que não tinha sido o último a chegar, mas entrou o sujeito para quem apressadamente tinha atirado o sobretiudo e o chapéu. Porém, Manuel foi ao encontro dele e, depois, virou-se para mim com as palavras: "Parece-me que ainda não te apresentei o meu tio, o duque do Porto".

 

"Estava pronto a desaparecer pelo chão abaixo. Mas sua excelência não ficou nada zangado por ter passado por criado. O tio, ao contrário do sobrinho, tinha sentido de humor".

Ligação da Família Real com os Condes de Figueiró

28.03.20, Blog Real

O título de Conde de Figueiró foi criado em 1620 pelo rei D. Filipe III de Espanha a favor de Francisco de Vasconcelos, 1º conde de Figueiró.

Luís de Vasconcelos e Sousa, 4º. conde de Figueiró foi um nobre e administrador  colonial português, vice-rei do Brasil de 1778 a 1790.

António de Vasconcelos e Sousa, 5º. conde de Figueiró exerceu funções como Veador da Rainha, e a sua esposa D. Josefa de Sandoval y Pacheco foi a dama camarista da Rainha D.Amélia.

Os filhos dos condes de Figueiró eram amigos do Príncipe Real Luís Filipe e do Rei D.Manuel II.

Os Condes de Figueiró acompanharam a Família Real em vários eventos e visitas oficiais.

N107_0006_branca_t0.jpg

lxi-2546-1.jpg

O Palácio dos Condes de Figueiró.

António de Vasconcelos e Sousa, 5 º conde de Figueiró, Veador da Rainha

28.03.20, Blog Real

antonio_de_vasconcelos_e_sousa_large.jpg

António de Vasconcelos e Sousa, 5 º conde de Figueiró, nasceu no dia 15 de janeiro de de 1858 no Rio de Janeiro, Brasil.

Era filho de José Vasconcelos e Sousa e de Guilhermina Augusta Carneiro Leão.

Exerceu funções na Casa Real Portuguesa como Veador da Rainha, mordomo-mor da Rainha D.Amélia e mestre-sala.

Casou com D. Josefa de Sandoval y Pacheco que foi a dama camarista da Rainha D.Amélia.

Faleceu no dia 2 de Fevereiro de 1922 em Inglaterra.

Ligação da Família Real com os Condes de Ficalho

27.03.20, Blog Real

conde-de-ficalho.jpg

O título de Conde de Ficalho foi restaurado em 25 de Abril de 1789 por D. Maria I, rainha de Portugal, a favor de D. Isabel Josefa de Breyner e Meneses. O título foi outorgado em vida da titular, mas foi sempre renovado nos seus herdeiros até ao 5.º conde, tendo no filho herdeiro deste sido apenas renovado o título de Marquês de Ficalho (3.º marquês), tendo o mesmo sucedido no sucessor deste último (4.º marquês).

D. Eugénia Maurícia Tomásia de Almeida Portugal, viúva de D. Francisco José de Melo Breyner Teles da Silva, 2.º conde de Ficalho, recebeu de D. Maria II, rainha de Portugal, dois títulos: em 4 de abril de 1833 o título de Marquesa de Ficalho e, em 14 de maio de 1836, o título de Duquesa de Ficalho. Ambos os títulos foram outorgados em vida da 1.ª titular. O título de Duquesa de Ficalho está relacionado com o exercício do cargo de camareira-mor da rainha D. Maria II, pelo que não foi renovado. O título de Marquês de Ficalho foi renovado no 3.º conde de Ficalho, bem como no filho e neto herdeiros do 5.º conde de Ficalho.

D. Eugénia Maurícia Tomásia de Almeida Portugal foi camareira-mor da Rainha D.Maria II e da Rainha D.Estefânia.

Francisco Manuel de Melo Breyner, 4º Conde de Ficalho, foi Gentil-Homem da Câmara de D. Luís, camarista de D. Carlos e, mais tarde, por morte do Marquês de Ficalho, Mordomo-Mor da Casa Real e membro do Conselho de Estado, efectivo a partir de Maio de 1893.

10047b158711804d6afc677056e45ea9.jpg

O Palácio dos Condes de Ficalho

Bergantim Real

25.03.20, Blog Real

DSC_5208_OE_7_Bergantim_Real.jpg

Esta embarcação foi mandada construir pela rainha D. Maria I, para os esponsais de seu filho, o futuro D. João VI, com a princesa Carlota Joaquina, que se realizaram em 1784. A construção iniciou-se em 1780, sob a direção de Torcato José Clavina, importante construtor naval do Arsenal Real de Marinha, de finais da centúria de Setecentos.

91038240_650643779046127_8128319749068161024_o.jpg

A embarcação tem 40 remos, manobrados por 78 remadores. Os remos são todos manobrados por dois remadores, exceto os 2 remos da proa. É provavelmente a galeota mais ricamente ornamentada, com inúmeras figuras mitológicas em fina talha dourada. Ao longo da sua vida ativa participou em fatos históricos de elevado significado. Assim, transportou, em 1808, a Família Real para bordo da esquadra que a levaria para o Brasil, estando também presente em 1821, no transporte de D. João VI, no regresso daquele território, que então ainda era português. Transportou ainda diversos monarcas estrangeiros de visita a Lisboa, sendo utilizada pela última vez em 1957, na visita da rainha Isabel II, de Inglaterra, a Portugal.

Fonte: https://ccm.marinha.pt/

Pág. 1/7