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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Árvore Genealógica dos Reis de Portugal

16.03.20, Blog Real

Consulte aqui as biografias dos membros da Família Real Portuguesa até à actualidade:

Dinastia de Borgonha:

 

 

 

 

 

  • Afonso III de Portugal (1210 – 1279), Rei de Portugal
  • Matilde II, Condessa de Bolonha (1202-1258), Rainha de Portugal
  • Beatriz de Castela (1242 — 1303), Rainha de Portugal
  • Branca de Portugal (1259 –1321)
  • Fernando de Portugal
  • Dinis de Portugal (1261-1325)
  • Afonso de Portugal (1263-1312), senhor de Portalegre
  • Sancha de Portugal (1264-1302)
  • Maria de Portugal (1265-c. 1266)
  • Vicente de Portugal (1268-1268)

 

 

 

Segundo casamento:

  • Inês de Castro (1320/1325 — 1355), Rainha de Portugal
  • D. Afonso (faleceu em criança)
  • D. Beatriz, infanta de Portugal e condessa de Alburquerque (1347-1381)
  • D. João, infante de Portugal e duque de Valência de Campos (1349-1387)
  • D. Dinis, infante de Portugal e senhor de Cifuentes (1354-1397)

 

Dinastia de Avis:

  • João I de Portugal (1357 – 1433), Rei de Portugal
  • Filipa de Lencastre (1360 — 1415), Rainha de Portugal
  • Branca de Portugal (1388 – 1389)
  • Afonso de Portugal (1390 – 1400)
  • Duarte I de Portugal (1391 – 1438), Rei de Portugal
  • Pedro (1392 – 1449), 1.º Duque de Coimbra
  • Henrique (1394 – 1460), Duque de Viseu, O Navegador 
  • Isabel (1397 – 1471), Duquesa de Borgonha
  • João, Infante de Portugal (1400 – 1442), condestável de Portugal 
  • Fernando, o Infante Santo (1402 – 1443)

 

  • Duarte I de Portugal (1391 – 1438), Rei de Portugal
  • Leonor de Aragão (1402 — 1445), Rainha de Portugal
  • D. João de Portugal (1429-1433)
  • D. Filipa de Portugal (1430-1439)
  • D. Afonso V de Portugal (1432-1481), sucessor do pai no trono português
  • D. Maria de Portugal (nascida e morta em 1432)
  • D. Fernando de Portugal, Duque de Viseu (1433-1470), pai do rei D. Manuel I de Portugal
  • D. Leonor de Portugal (1434-1467), Imperatriz Consorte do Sacro Império Romano
  • D. Duarte de Portugal (nascido e morto em 1435)
  • D. Catarina de Portugal (1436-1463)
  • D. Joana de Portugal (1439-1475), Rainha de Castela

 

  • Afonso V de Portugal (1432-1481), Rei de Portugal
  • Isabel de Avis (1432 - 1455), Rainha de Portugal
  • João, Príncipe de Portugal (1451), jurado herdeiro da Coroa mas falecido pouco depois da nascença
  • Santa Joana, Princesa de Portugal (1452-1490)
  • João II, Rei de Portugal (1455-1495)
  • Joana de Trastâmara (1462 - 1530), Rainha de Portugal

 

 

  • Manuel I de Portugal (1469 – 1521), Rei de Portugal
  • Isabel de Castela (1470 — 1498), Rainha de Portugal
  • Miguel da Paz (1498-1500), herdeiro aparente das Coroas de Portugal, Castela e Aragão
  • Maria de Aragão e Castela (1482 – 1517), Rainha de Portugal
  • João III de Portugal, Rei de Portugal (1502-1557);
  • Isabel de Portugal, esposa do imperador romano-germânico Carlos V;
  • Beatriz de Portugal, Duquesa de Saboia (1504 - 1538)
  • Luís de Portugal, Duque de Beja, (1506-1555)
  • Fernando, Duque da Guarda e Senhor de Trancoso (1507 - 1534)
  • Afonso, Cardeal do Reino (1517)
  • Maria de Portugal (1511 - 1513);
  • Henrique, Cardeal e Rei de Portugal como Henrique I (1512 - 1580);
  • Duarte, Duque de Guimarães (1515-1540)
  • António de Portugal (9 de setembro de 1516 - que viveu poucos dias);
  • Leonor da Áustria (1498 — 1558), Rainha de Portugal
  • Carlos de Portugal (1520-1521)
  • Maria de Portugal (1521-1577)

 

  • João III de Portugal (1502 – 1557), Rei de Portugal
  • Catarina da Áustria (1507 - 1578), Rainha de Portugal
  • Afonso, Príncipe de Portugal (1526 – 1526)
  • Maria Manuela, princesa de Portugal (1527 – 1545)
  • Isabel, Infanta de Portugal (1529 – 1530);
  • Beatriz, Infanta de Portugal (1530 – 1530);
  • Manuel, Príncipe de Portugal (1531 – 1537)
  • Filipe, Príncipe de Portugal (1533 – 1539)
  • Dinis, Infante de Portugal (1535 – 1537)
  • João Manuel, Príncipe de Portugal (1537 – 1554)
  • António, Infante de Portugal (1539 – 1540)

 

 

 

Dinastia de Habsburgo:

  • Felipe I de Portugal (1527 - 1598), Rei de Portugal
  • Maria Manuela de Portugal (1527 - 1545), consorte do Rei Felipe I
  • Carlos de Espanha (1545-1568)
  • Maria I de Inglaterra (1516-1558), consorte do Rei Felipe I
  • Isabel de Valois (1545 - 1568), consorte do Rei Felipe I
  • Filho natimorto (1560)
  • Gémeas (1564)
  • Isabel Clara Eugénia (1566)
  • Catarina Micaela (1567)
  • Joana (1568)
  • Ana de Áustria (1549 - 1580), consorte do Rei Felipe I
  • Fernando (1571-1578)
  • Carlos Lourenço (1573-1575)
  • Diogo (1575-1582)
  • Filipe II de Portugal (1578-1621)
  • Maria (1580-1583)

 

  • Felipe II de Portugal (1578 – 1621), Rei de Portugal
  • Margarida da Áustria (1584 – 1611), Rainha de Portugal
  • Ana (1601-1666)
  • Maria (1603)
  • Filipe III de Portugal (1605-1665)
  • Maria Ana (1606-1646)
  • Carlos (1607-1632)
  • Fernando (1609-1641)
  • Margarida (1610-1617)
  • Afonso (1611-1612)

 

  • Felipe III de Portugal (1605-1665), Rei de Portugal
  • Isabel de Bourbon (1602-1644), Rainha de Portugal
  • Maria Margarida de Áustria (1621)
  • Margarida Maria Catarina de Áustria (1623)
  • Maria Eugênia de Áustria (1625 - 1627)
  • Isabel Maria Teresa de Áustria (1627 -  1627)
  • Baltasar Carlos de Áustria, Príncipe das Astúrias (1629 - 1646)
  • Francisco Fernando de Áustria (1634)
  • Maria Ana Antônia de Áustria (1636)
  • Maria Teresa de Áustria (1638 - 1683)
  • Maria Ana da Áustria (1634-1696), esposa do Rei Felipe III de Portugal
  • Margarida Teresa de Áustria (1651 - 1673)
  • Maria Ambrósia da Conceição de Áustria (1655)
  • Filipe Próspero de Áustria, Príncipe das Astúrias (1657 - 1661)
  • Tomás de Áustria (1658 - 1659)
  • Carlos II de Espanha (1661 - 1700)

Casa de Bragança:

 

 

 

 

 

 

 

  • Pedro IV de Portugal (1798-1834), Rei de Portugal
  • Maria Leopoldina da Áustria (1797-1826), Rainha de Portugal
  • Maria II de Portugal (1819-1853)
  • Miguel, Príncipe da Beira (1820)
  • João Carlos, Príncipe da Beira (1821-1822)
  • Januária do Brasil (1822-1901)
  • Paula do Brasil (1823- 1833)
  • Francisca do Brasil (1824-1898)
  • Pedro II do Brasil (1825-1891)

 

  • Miguel I de Portugal (1802-1866), Rei de Portugal
  • Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg (1831-1909), Consorte do Rei Miguel I
  • Maria das Neves de Bragança (1852 - 1941)
  • Miguel Januário de Bragança (1853 - 1927)
  • Maria Teresa de Bragança (1855 - 1944)
  • Maria José de Bragança (1857 - 1943)
  • Aldegundes de Bragança (1858 - 1956)
  • Maria Ana de Bragança (1861 - 1942)
  • Maria Antónia de Bragança (1862 - 1959)

 

 

 

 

 

 

 

Mensagem do Chefe da Casa Real Portuguesa, S.A.R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, a propósito da crise de saúde pública emergente

16.03.20, Blog Real

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MENSAGEM AOS PORTUGUESES

S.A.R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança
 

Durante as últimas semanas temos vindo a ser confrontados com um desafio que nunca imaginámos que nos pudesse acontecer. De forma inauditao Coronavírus tem alastrado a grande velocidade pelo mundo, tendo chegado a Portugal nos últimos dias e com crescimento exponencial.

 Inicialmente, ninguém quis acreditar no que nos estava a atingir, mas rapidamente os portugueses adoptaram um comportamento notável para este enorme desafio que se   nos coloca.

 Milhares de cidadãos e empresas já tomaram medidas. Os cidadãos restringindo movimentos e recolhendo-se em casa, tendo iniciado um período de quarentena e  isolamento social por sua voluntária iniciativa. Por seu lado, as empresas privadas e outras instituições deram um exemplo notável ao longo da última semana  disponibilizando condições para os seus trabalhadores poderem exercer as suas actividades em casa, implicando uma maior segurança para as suas famílias, bem como dos  seus colegas.

 De forma admirável toda a sociedade está a organizar-se num enorme esforço para ultrapassar este perigo com a maior rapidez possível.

 Ainda neste sentido, gostaria também de dar uma forte palavra de apreço e gratidão aos profissionais da saúde que estão na linhada frente deste combate, correndo enormes riscos pessoais de forma muito profissional e generosa. Quero estender o agradecimento a todos os que por motivos profissionais ou por voluntariado trabalham para a protecção dos portugueses, nomeadamente forças de segurança civis e militares, bombeiros, farmacêuticos. Não esquecemos os sacerdotes e religiosas que nos ajudam nesta altura difícil assim como todos aqueles que pelo seu trabalho e risco da própria saúde permitem o funcionamento do comércio de abastecimento alimentar.

O Governo, por seu lado age com maior cuidado, tendo vindo a tomar as suas decisões, ponderadas, mas sempre alguns passos atrás da sociedade, que por sua iniciativa está sempre à frente.

 Temos vindo a assistir a sucessivos apelos da população aos governantes para tomarem medidas mais rapidamente. Primeiro foi o encerramento das escolas, agora o pedido de declaração do estado de emergência e de iniciativas para apoiar as empresas e a estrutura económica.

 É difícil compreender na situação em que estamos a viver como é possível convocar o Conselho de Estado que deverá definir o estado de emergência do país para meados   desta semana. Todos os estudos realizados sobre este tipo de situações indicam que, quanto mais rapidamente e de forma radical actuarmos, mais depressa podemos conter  crescimento da pandemia e retomar a normalidade.

 O comportamento exemplar dos portugueses exige uma maior rapidez por parte dos seus governantes.

 Situação como a recuperação do controlo das nossas fronteiras não deve continuar a ser protelada. Não podemos continuar a assistir a situações como a do navio que foi proibido de atracar em Lisboa e que seguiu para Espanha, tendo os seus passageiros vindo para Portugal por terra. Não podemos aguardar pela Europa quando a descoordenação é grande.

 Não quero também deixar de referir que as empresas necessitam de um forte apoio por parte do Governo e que a resposta terá de ser também rápida. O país vai, com certeza, sobreviver a esta prova, mas precisamos ter empresas sólidas que nos permitam encarar o futuro com confiança.

 O tempo é curto, a partir de hoje o IVA das empresas estará a pagamento e até à próxima sexta-feira as contribuições sociais. No início deste ano, em consequência do  Corona Vírus, que já atingiu a China há mais tempo, as empresas não têm desenvolvido a sua actividade de uma forma normal, com consequências na sua rentabilidade. Assim, o Estado deverá assumir responsabilidades perante as empresas portuguesas, aliviando a sua tesouraria, permitindo pagamentos mais urgentes como são ordenados e fornecedores.

 Ao longo dos últimos anos, as empresas portuguesas têm vindo a sofrer uma forte descapitalização o que dificulta a sua actividade para os desafios que se vão colocar. É necessário assegurar que as empresas vão ter capacidade para aguentar dois, três ou quatro meses de actividade reduzida para posteriormente voltarem a actuar. O bem-estar dos portugueses depende da capacidade de dar respostas rápidas. Os tempos são de excepção, por uma vez há que não olhar às despesas.

 Os tempos que aí vêm poderão trazer-nos más notícias, temos que nos preparar para isso. Mas serão também uma oportunidade para o nosso desenvolvimento pessoal. Por outro lado, mostra-nos ainda a importância do nosso relacionamento com o próximo, das nossas famílias, dos nossos amigos, dos nossos vizinhos, etc. Na realidade dependemos todos uns dos outros, do nosso espírito de entreajuda e solidariedade. São momentos de adversidade como o que estamos a viver que nos fazem reflectir sobre oque temos e a que por vezes não damos valor.

 A minha família e eu, como todos os portugueses, vivemos com alguma apreensão os tempos que se aproximam, mas ao mesmo tempo com uma grande confiança de que, juntos, iremos todos superar este momento difícil e sair mais fortes. Estaremos em isolamento, à semelhança de todos e tentaremos tirar partido da melhor forma desta inusitada situação.

 Os portugueses foram sempre grandes nas épocas difíceis demonstrando uma união e uma solidariedade difícil de encontrar noutros povos. Foi assim em tantas situações ao longo da nossa história.

 Tenho a certeza que é isso que mais uma vez faremos, respeitando as orientações dos responsáveis políticos. Vamos ser novamente heróis ajudando a salvar a nossa vida e a dos nossos mais próximos, ficando em casa com a calma, a responsabilidade e a serenidade que o momento exige.

Só assim conseguiremos vencer esta guerra, que nos toca a todos.

 Finalmente, reitero o apelo para a declaração do estado de emergência nacional que permita declarar quarentena obrigatória a toda a população, salvo serviços essenciais assim como a recuperação do controlo das fronteiras. São momentos extraordinários que requerem medidas de excepção máxima.

Nos momentos mais graves da nossa história sempre imploramos a Divina protecção e o maternal socorro de Maria, a Imaculada Conceição, que foi  proclamada nossa Rainha pelos legítimos representantes de todo o povo português, solene decisão que nunca foi politicamente revogada. Assim a saibamos merecer.        

 Termino com uma palavra de confiança no sentido de responsabilidade e de espírito de comunidade de todos os portugueses. Que ninguém se sinta sozinho nesta luta. Estamos, como sempre estivemos, juntos por um bem maior que é Portugal e os portugueses.

 Dom Duarte, 16 de Março 2020

Fonte: http://www.casarealportuguesa.org/dynamicdata/default.asp

Biografias - Dinis, Duque do Porto

16.03.20, Blog Real

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Dinis de Santa Maria Miguel Gabriel Rafael Francisco João nasceu no dia 25 de novembro de 1999, em Lisboa, sendo o terceiro filho de Dom Duarte Pio e Dona Isabel, os Duques de Bragança.

D.Dinis é o segundo na linha de sucessão ao trono de Portugal e tem o título de Duque do Porto.

Dinis foi baptizado no dia 19 de Fevereiro de 2000, na Sé Catedral da cidade do Porto, por D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto. Teve como padrinhos Sebastião de Herédia, seu tio, e Ana Cecília de Bourbon-Duas Sicílias.

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Após a cerimónia, o Infante Dom Dinis foi levado a uma outra Capela da Sé, onde foi Consagrado a Nossa Senhora de Vandoma.

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O Infante Dom Dinis recebeu a sua 1ª Comunhão no dia 1 de Dezembro de 2007, véspera do 1º Domingo do Advento e Dia da Restauração de Portugal. O seu 2º Sacramento celebrou-se na Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, no Chiado.

Dinis fez um estágio na Comissão Europeia. Agora está a estudar Ciência Política e Sociologia na Bélgica.

Biografias - Infanta Maria Francisca, Duquesa de Coimbra

16.03.20, Blog Real

Maria Francisca Isabel Micaela Gabriela Rafaela Paula nasceu no dia 3 de março de 1997, em Lisboa, sendo filha de D. Duarte Pio e D. Isabel, os Duques de Bragança. Está em terceiro lugar na linha de sucessão ao trono de Portugal, depois do seu irmão mais velho, D. Afonso, príncipe da Beira e do seu irmão mais novo, D.Dinis, Duque do Porto.

A Infanta Maria Francisca Isabel recebeu o Sacramento do Baptismo, no dia 31 de Maio de 1997, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Vila Viçosa. A cerimónia religiosa foi celebrada pelo Arcebispo de Évora, D. Maurílio Quintal de Gouveia e a Infanta foi Consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Teve como padrinhos, a Princesa Marie Lieshtenstein, prima por via materna de Dom Duarte Pio, e S.A. D. Henrique de Bragança, Duque de Coimbra.

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Em setembro de 2004, Maria Francisca fez a sua primeira comunhão juntamento com o seu irmão, Afonso, na Igreja de São Pedro de Penaferrim em Sintra.

No dia 9 de Novembro de 2014, D.Afonso e D.Maria Francisca entraram como irmãos de Honra na Real Irmandade da Santa Cruz e Passos da Graça.

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No dia 4 de julho de 2018, dia da festa de Santa Isabel de Portugal , a Infanta Maria Francisca recebeu o título de duquesa de Coimbra do seu pai, o duque de Bragança, numa cerimónia realizada no mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, sucedendo ao seu falecido tio, Infante Henrique. Ao mesmo tempo, foi nomeada dama da Ordem de Santa Isabel por sua mãe, a duquesa de Bragança.

A Infanta Maria Francisca está atualmente a estudar Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica de Portugal.

Biografias - Afonso, Príncipe da Beira

16.03.20, Blog Real

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Afonso de Santa Maria Miguel Gabriel Rafael nasceu no dia 25 de março de 1996 em Lisboa. É o filho mais velho de Duarte Pio, Duque de Bragança e de Dª. Isabel Inês Castro Curvello de Herédia. Como herdeiro de seu pai, ele tem o estilo de Alteza Real e o título de Príncipe da Beira. No entanto, ele não é considerado um infante de Portugal, pois esse título é tradicionalmente reservado para as crianças reais mais jovens, resultado de um mandado real emitido em 1455 por Afonso V de Portugal, para comemorar o nascimento do futuro João II.

Afonso é o primeiro na linha de sucessão ao trono de Portugal.

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Afonso foi baptizado na Sé Catedral de Braga no dia 1 de Junho de 1996. Foi celebrado pelo Arcebispo de Braga, D. Eurico Dias Nogueira. Teve como padrinhos, D. Afonso de Herédia, irmão da Duquesa de Bragança e a Princesa Elena Sofia de Bourbon e Sicilles. No dia seguinte, foi Consagrado à Senhora da Oliveira, na Igreja de Santa Maria da Oliveira, em Guimarães, cerimónia celebrada por Monsenhor José Pinto de Carvalho.

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Em setembro de 2004, Afonso fez a sua primeira comunhão juntamento com a sua irmã, Maria Francisca, na Igreja de São Pedro de Penaferrim em Sintra.

Afonso estudou na Escola St. Julian's, na Riviera Portuguesa, no Colégio Planalto, em Lisboa, e na The Oratory School, uma escola pública católica em Inglaterra. Também estudou Ciências Políticas e Relações Internacionais na Universidade Católica Portuguesa, no Instituto de Estudos Políticos de Lisboa.

Afonso iniciou as suas funções oficiais no Jantar dos Conjurados em 2006, e recebeu como presente uma luva de esgrima que simboliza a justiça, a fortaleza, a perserverança e a luta, um presente da Real Juventude de Lisboa. 

No dia 21 de Junho de 2014, Afonso foi investido na Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta.

Em Julho de 2014, o Duque de Castro concedeu a Ordem Constantiniana de S. Jorge ao Príncipe Dom Afonso de Bragança.

No dia 9 de Novembro de 2014, D.Afonso e D.Maria Francisca entraram como irmãos de Honra na Real Irmandade da Santa Cruz e Passos da Graça.

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Em setembro de 2015, Afonso foi consagrado a Nossa Senhora da Lapa, no Santuário da Lapa em Sernancelhe, Viseu.

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Em agosto de 2018, Afonso ingressou como estagiário no Departamento de Emergência Social e Pré-Hospitalar, no Corpo de Bombeiros Voluntários de Lisboa, seguindo os passos de Afonso, Duque do Porto, que era Comandante Honorário da mesma brigada. 

Através das conexões de seu pai com Timor, Afonso foi nomeado Liurai honorário em setembro de 2014, quando ele e a sua família visitaram o país para participarem na segunda sessão do Senado da Associação Liurais, que representa os descendentes dos reis tribais da ilha.

Afonso também é o patrono do Prémio Príncipe da Beira Ciências Biomédicas

Biografias - D.Isabel, Duquesa de Bragança

16.03.20, Blog Real

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S.A.R. a Senhora Dona Isabel de Bragança nasceu em Lisboa em 22 de Novembro de 1966.
 
É filha de Jorge de Freitas Branco de Herédia e de Raquel Leonor Pinheiro Curvelo.

Até 1976 viveu entre Portugal e Angola e estudou no Colégio das Doroteias.

Em 1976 a sua família mudou-se para o Brasil. Estudou então em S.Paulo, no Colégio de S. Luís, da Companhia de Jesus, até 1988.

Licenciou-se em Administração de Empresas na Fundação Getúlio Vargas em 1990.

Nesse ano regressou a Portugal e iniciou a sua actividade profissional numa empresa financeira, a BMF - Sociedade de Gestão de Patrimónios, S.A. onde esteve até 1995.
 

Em 13 de Maio de 1995 casou com S.A.R. o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, tendo três filhos: os Príncipes Dom Afonso de Santa Maria, Dona Maria Francisca e Dom Dinis.

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 Desde 1995 a Senhora Dona Isabel tem realizado colóquios e conferências em vários países. É patrona de algumas instituições, de entre as quais:

 
Instituição privada de solidariedade social cuja finalidade é admitir, adaptar socialmente e devolver posteriormente às suas famílias naturais, crianças vítimas de abusos físicos , negligência e quaisquer outras formas de violação do seu desenvolvimento e direitos.


· Ajuda ao Recém Nascido

Instituição ligada à Maternidade Alfredo da Costa para apoio de emergência a recém-nascidos carenciados, que apoia cerca de 500 crianças por anos com roupas, medicamentos, alimentos e leite.

 

· Trissomia 21
Associação social privada sem fins lucrativos, cujos principais objectivos são a implementação de todas as acções relacionadas com os aspectos científicos, educacionais e sociais da Trissomia 21, Mongolismo e Doença de Down.

· Associação Portuguesa de Miastenia Grave e Doenças Neuro-Musculares
Associação criada no âmbito do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para melhores condições de atendimento dos doentes.

· Ajuda de Berço
Casa que acolhe temporariamente crianças, desde recém-nascidos até aos três anos, em situações de risco, que não tem possibilidade de receber cuidados dos pais.

· Os Francisquinhos
Associação de solidariedade social de pais e amigos de crianças do Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, com problemas de mal-formação ou filhos de mães toxico-dependentes ou portadoras do vírus da Sida, para acompanhamento e auxílio aos pais em colaboração com a comunidade.

 

S.A.R, a Senhora Duquesa de Bragança é Grã-Mestra da Real Ordem de Sta Isabel, Grã-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Dama Grã-Cruz de Honra e Devoção da Ordem Soberana e Militar de Malta. 

Biografias - D.Duarte Pio, Duque de Bragança

16.03.20, Blog Real

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O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança é filho dos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno, Neto de D. Miguel I, Rei de Portugal e Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, trineta do Imperador D. Pedro I do Brasil, também conhecido como D. Pedro IV de Portugal.


Em período de exílio que atingiu a Família Real, nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.

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Permitido o regresso a Portugal da Família Real nos anos 50, estudou no Colégio Nuno Álvares (Caldas da Saúde) em Santo Tirso entre 1957 e 1959.


Em 1960 ingressou no Colégio Militar, prosseguindo, posteriormente, os Seus estudos no Instituto Superior de Agronomia e ainda no Instituto para o Desenvolvimento na Universidade de Genebra.


Cumpre o serviço militar em Angola como Tenente Piloto Aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971. Durante esse período conheceu em profundidade as populações das então Províncias Ultramarinas, estabelecendo relações de amizade, em particular, com chefes tradicionais e lideres espirituais das várias religiões, circunstancias essas que lhe criaram dificuldades acrescidas com as autoridades em Lisboa.


Como Presidente da Campanha “Timor 87”, desenvolveu actividades de apoio a Timor e aos Timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.


Sob a presidência do Senhor Dom Duarte participaram dessa campanha numerosas personalidades notáveis de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa da altura, conseguindo-se a construção de um bairro para Timorenses desalojados.


Através da Fundação Dom Manuel II, instituição que preside, deu continuidade a esse empenho através de ajudas financeiras para a concretização de projectos nos domínios da educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano em Timor e noutros países lusófonos.


Encetou contactos a vários níveis incluindo uma visita aos Governantes Indonésios, e a Timor Sob ocupação, que contribuiu decisivamente para uma mudança da atitude do Governo Indonésio e para O despertar de consciências em relação ao processo de independência daquele território.


É Presidente Honorário e membro de diversas instituições, sendo actualmente membro do Conselho Supremo dos Antigos Alunos do Colégio Militar e Presidente Honorário do Prémio Infante D. Henrique, programa vocacionado para jovens e que tem como Presidente Internacional S.A.R. o Duque de Edimburgo.


Desde muito jovem dedicou a sua atenção á defesa do ambiente, pertencendo desde os dez anos à Liga para a Protecção da Natureza.


Manifestando um profundo interesse e amor por Portugal e por toda a presença de Portugal no mundo, só ou acompanhado da sua Família percorre anualmente várias regiões do País, países lusófonos e comunidades portuguesas no mundo inteiro a convite dos responsáveis locais.


Agraciado por múltiplas ordens honoríficas, o Duque De Bragança está ligado por laços familiares a várias Casas Reais da Europa, nomeadamente: Luxemburgo, Áustria-Hungria, Bélgica, Liechenstein, Itália, Espanha, Roménia, Sérvia, Bulgária Thurn e Taxis, Bourbom Parma, Loewenstein etc.


Visita regularmente países com estreita relação histórica a Portugal frequentemente a convite dos respectivos Governos ou Chefes de Estado com quem mantém laços de amizade, como por exemplo o Brasil, Arábia Saudita, os Emiratos Árabes Unidos, Japão, China, Marrocos, Rússia, Estados Unidos, etc.

Casou a 13 de Maio de 1995, com a Senhora Dona Isabel de Herédia, e é pai de:
Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, nascido a 25 de Março de 1996 e baptizado em Braga a 1 de Junho de 1996,
Dona Maria Francisca nascida a 3 de Março de 1997 e baptizada em Vila Viçosa em 31 de Maio de 1997
Dom Dinis nascido a 25 de Novembro de 1999 e baptizado no Porto em 19 de Fevereiro de 2000.

Biografias - Infante Henrique, Duque de Coimbra

16.03.20, Blog Real

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Henrique Nuno João Miguel Gabriel Rafael nasceu em 6 de novembro de 1949, em Berna, na Suíça, era o filho mais novo de Duarte Nuno, Duque de Bragança, o pretendente ao trono de Portugal e de Maria Francisca de Orléans-Bragança .

Foi o quinto na linha de sucessão ao trono de Portugal.

Em 1950, as leis de banimento portuguesas foram revogadas e a família do Infante D.Henrique foi autorizada a retornar a Portugal, e a família real regressou 1952. 

D. Henrique faleceu no dia 14 de fevereiro de 2017, aos 67 anos.

Biografias - Infante Miguel, Duque de Viseu

16.03.20, Blog Real

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O infante Dom Miguel, Duque de Viseu (nascido em 3 de dezembro de 1946) em Berna na Suíça. É membro da família real portuguesa, sendo o segundo filho de Duarte Nuno, duque de Bragança e da princesa Maria Francisca de Orléans-Bragança. O Duque de Viseu é o quarto na linha de sucessão ao trono português, atrás do seu irmão mais velho, Duarte Pio, duque de Bragança e dos seus três filhos.

O Duque de Viseu é um notável patrono das artes e pintor, e o fundador e patrocinador da Semana Luso-Brasileira de Arte Aldravista, realizada de forma intercambiável entre Portugal e o Brasil. Ele também é um membro ativo de várias ordens de cavalaria, notadamente a Ordem Militar Soberana de Malta e a Ordem Militar Constantiniana Sagrada de São Jorge.

O Duque de Viseu licenciou-se na Escola de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

O duque de Viseu é solteiro e não tem filhos. Ele vive principalmente em Santar, município de Nelas, no distrito de Viseu, na Casa das Fidalgas , uma mansão com origem no século XIV.

Biografias - Maria Francisca de Orléans e Bragança

16.03.20, Blog Real

Maria Francisca Amélia Luísa Vitória Teresa Isabel Miguela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz (Eu, 8 de setembro de 1914 — Lisboa, 15 de janeiro de 1968), tendo sido bisneta de D. Pedro II, último imperador do Brasil, e neta da última princesa imperial do Brasil, D. Isabel de Bragança e do príncipe imperial consorte, Gastão de Orléans, Conde d'Eu.

Nasceu no Castelo d'Eu, em França, sendo filha de Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, príncipe do Grão-Pará e pretenso príncipe imperial do Brasil, que renunciou aos seus direitos dinásticos para se casar com Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz, filha de Jan Vaclav II, Conde de Dobrzensky. Maria Francisca foi sepultada no Convento das Chagas de Cristo, em Vila Viçosa, panteão das duquesas de Bragança.

Casou-se no civil, no Rio de Janeiro, aos 13 de outubro de 1942, e no religioso, em 15 de outubro, na Catedral de Petrópolis, com um descendente do ramo miguelista, Duarte Nuno de Bragança, pretendente ao título de Duque de Bragança e à chefia da casa real portuguesa.

A união do então pretendente à Casa Real Portuguesa, neto do ex-infante D. Miguel, à princesa da Casa Imperial Brasileira, trineta do imperador D. Pedro I do Brasil e rei D. Pedro IV de Portugal, representou a união de dois ramos da mesma família, separados há mais de um século, após uma cisão separatista entre absolutistas e liberais e uma terrível e sangrenta guerra civil, também conhecida na história como guerra liberal.

De seu casamento com o pretendente Duarte Nuno de Bragança:

  1. Duarte Pio de Bragança (Berna, 15 de maio de 1945) — casou-se em 13 de maio de 1995 com Isabel Curvelo de Herédia (1966). Com descendência. Reivindica a titularidade do Ducado de Bragança.
  2. Miguel Rafael de Bragança (Berna, 3 de dezembro de 1946) — reivindica a titularidade do Ducado de Viseu.
  3. Henrique Nuno de Bragança (Berna, 6 de novembro de 1949 – 14 de fevereiro de 2017) — reivindicava a titularidade do Ducado de Coimbra.

Biografias - Duarte Nuno de Bragança

16.03.20, Blog Real

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S.A.R. Dom Duarte Nuno de Bragança, nasceu no exílio da família em Seebenstem, na Áustria, sobre terra portuguesa, em 23 de Setembro de 1907. Era filho de S.A.R. Dom Miguel de Bragança, 22º Duque de Bragança (1853-1927), e de S.A.R. Dona Maria Teresa, Princesa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg (1870-1935).

Frequentou o Colégio da Abadia de Clervaux e depois o Liceu de Ratisbona, tendo depois concluído o curso de Agronomia na Universidade de Toulouse - França. Por renúncia de seu Pai, recebeu a representação dos direitos políticos e dinásticos do ramo legitimista em 1920, com apenas 13 anos, tendo ficado sua Tia, a Duquesa de Guimarães, como sua tutora política.
Após o falecimento de S.M. Dom Manuel II de Portugal, em 1932 e sem descendência, foi reconhecido e aclamado Rei pela Causa Monárquica, passando a ser o Duque de Bragança, casa cujos bens perdeu logo em 1933, por decreto em que foi criada a Fundação da Casa de Bragança.
Casou em 1942 com a Princesa Dona Maria Francisca de Orleães e Bragança, Princesa do Brasil, descendente de D. Pedro, do ramo primogénito da Casa de Bragança, era filha de D. Pedro de Alcântara de Orleans e Bragança, Príncipe do Grão-Pará, e de Dona Isabel, Condessa Dobrzensky de Dobrzenicz.

Depois de terem sido abolidas as Leis de Banimento de 1834 e de 1910 pela Assembleia Nacional em 1950, criaram-se as condições para o regresso a Portugal da família exilada. S.A.R. Dom Duarte regressa definitivamente em 1952, tendo levado uma vida exemplar, sempre combatendo com dignidade pela Independência da Pátria, pelo retorno das liberdades, pela defesa dos Povos do Ultramar e pelos interesses permanentes do Povo Português.

Viveu até 1974 no Palácio de S. Marcos, perto de Coimbra, cedido pela Fundação da Casa de Bragança, que depois do 25 de Abril o forçou a retirar-se, vindo a falecer na véspera de Natal, no dia 23 de dezembro de 1976, em casa de sua irmã, a Infanta D. Filipa, em Lisboa. Jaz em Vila Viçosa, no Panteão dos Duques de Bragança.

De seu casamento com Maria Francisca de Orléas e Bragança teve os seguintes filhos:

  1. Duarte Pio de Bragança (Berna, 15 de maio de 1945) — casou-se em 13 de maio de 1995 com Isabel Curvelo de Herédia (1966). Com descendência. Reivindica a titularidade do Ducado de Bragança.
  2. Miguel Rafael de Bragança (Berna, 3 de dezembro de 1946) — reivindica a titularidade do Ducado de Viseu.
  3. Henrique Nuno de Bragança (Berna, 6 de novembro de 1949 – 14 de fevereiro de 2017) — reivindicava a titularidade do Ducado de Coimbra.

Biografias - Teresa de Leão

16.03.20, Blog Real

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Teresa de Leão nasceu em 1080 filha de uma relação entre Afonso VI, Rei de Leão e Castela, e Ximena Moniz, uma nobre castelhana que frequentava a corte e os aposentos do monarca.

Criada pela sua mãe e pelo seu avô, Teresa de Leão, filha bastarda do rei, acabaria por ser entregue em casamento pelo seu pai a Henrique de Borgonha, um nobre francês que por diversas vezes auxiliou Afonso VI na guerra da reconquista contra os mouros.

Como dote de casamento o rei oferece ao jovem casal (Teresa de Leão tinha 13 anos e Henrique 24) o Condado de Portucale, território compreendido entre os rios Minho e Vouga, que mais tarde, em 1096, seria ampliado até ao Tejo.

Da relação entre Teresa de Leão e Henrique nasceram vários filhos, mas o único varão sobrevivente foi Afonso Henrique, aquele que viria a ser o primeiro Rei de Portugal. Por essa altura D. Teresa vê-se na contingência de se defender dos ataques da sua meia-irmã D. Urraca, Rainha de Castela e Leão, que pretendia reclamar para si o Condado de Portucale.

Em 1112, depois da morte do seu marido, Henrique de Borgonha, D. Teresa chama a si o governo do condado sob a forma de regência em nome do seu filho, apegando-se demasiado ao poder e chegando mesmo a auto-proclamar-se rainha. As forças de Castela e Leão derrotaram facilmente o exército de Teresa de Leão que acabaria cercada no Castelo de Lanhoso.

Pese embora a sua posição de inferioridade, e num golpe de génio, a regente conseguiu ainda negociar aquele que ficaria para a história como o Tratado de Lanhoso e através do qual garantiu a sua continuidade à frente do Condado de Portucale. Passada esta crise Teresa de Leão volta a sua atenção para uma aliança com Fernão Peres, conde de Trava, um galego que também olhava para o condado com ambição expansionista.

Esta relação fez com que os nobres portugueses e o seu próprio filho, Afonso Henriques, se revoltassem contra D. Teresa, situação que se agravou quando esta se recusou a entregar o governo ao infante que atingira a maioridade.

Pouco tardaria então a guerra aberta entre Afonso Henriques e a sua mãe, D. Teresa, uma disputa que terminaria em 1128, com a batalha de São Mamede. Nessa refrega as forças de D. Henrique derrotam estrondosamente os homens de D. Teresa, obrigando-a a entregar definitivamente o governo ao filho.

A partir deste momento existem duas correntes de opinião em relação ao destino que teve D. Teresa.

Para alguns teria sido enclausurada pelo filho D. Afonso Henriques no Castelo de Lanhoso, onde viria a falecer em 1130. No entanto, há quem defenda que após a derrota de São Mamede, D. Teresa, acompanhada pelo conde galego Fernão Peres, terá fugido para a Galiza, onde se exilou e onde acabaria por falecer em 1130.

Actualmente os restos de Teresa de Leão estão na Sé de Braga, onde descansam junto aos do seu marido Henrique de Borgonha.

Biografias - Henrique de Borgonha, Conde de Borgonha

16.03.20, Blog Real

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Henrique de Borgonha, Conde de Borgonha, o Bom, fundador da monarquia portuguesa, por ter sido pai de D. Afonso Henriques, 1.º rei de Portugal. Nasceu em Dijon em 1057, data que se considera mais provável, e faleceu em Astorga em 1114. Era o 4.º filho do duque Henrique de Borgonha e de sua mulher, Sibila, neto de Roberto I, duque de Borgonha-Baixa, e bisneto de Roberto, rei de França. 

Quando em 1086 as notícias da guerra contra os muçulmanos chamaram a alistar-se debaixo das bandeiras de D. Afonso VI, rei de Leão e de Castela, os príncipes dalém dos Pirenéus, o príncipe Henrique veio para Espanha na companhia de seu primo Raimundo de Borgonha, filho do conde Guilherme de Borgonha, irmão de sua mãe. Os dois príncipes granjearam grande reputação pelo seu valor nas guerras em que entraram, e em prémio dos serviços prestados, D. Afonso VI casou sua filha D. Urraca com Raimundo, e D. Teresa ou Tareja, filha bastarda, com D. Henrique. Em 1093 D. Afonso atravessou o rio Mondego, tomou Santarém, Lisboa e Sintra, dilatando assim o domínio cristão até ao rio Tejo. Como o ocidente da península hispânica formava um domínio já bastante extenso para que os seus chefes pudessem lembrar-se em se tornarem independentes, pensou em delegar o seu poder para esses lados num homem de confiança. Fez pois de Raimundo conde soberano de Galiza, e de Henrique governador do condado de Portucale, sob a suserania de Raimundo. O território entre o Minho e o Tejo compreendia então três territórios o condado de Portucale, que ia do Minho ao Douro; o de Coimbra, do Douro ao Mondego; e o novamente conquistado aos sarracenos, do Mondego ao Tejo, de que D. Afonso fizera governador Soeiro Mendes, com a sede do governo em Santarém. Este território foi retomado pelos moiros logo em 1095. e parece que este desastre contribuiu para que D. Afonso VI libertasse o conde D. Henrique da suserania de seu primo Raimundo, porque em 1097 já governava independentemente o seu condado, e em 1101 encontrava-se na corte do rei de Leão e de Castela. Estavam, portanto, sossegadas as fronteiras de Portugal, e os muçulmanos, concentrando todos os seus esforços no oriente da península e nas fronteiras de Castela, contentavam-se no ocidente só com a posse de Lisboa e de Sintra, que por esse lado limitavam o seu império já tão disseminado. Vendo a Espanha quase tranquila, procurou o conde D. Henrique outro campo em que pudesse empregar a sua irrequieta actividade. Seduziu-o, como a tantos outros príncipes, o movimento das cruzadas. 

Entre os anos de 1102 e 1104 continuas expedições demandavam a Terra Santa, e D. Henrique, nos primeiros meses de 1103 partiu para o Oriente, donde voltou em 1105, sem que a historia faça menção dos feitos que praticou, o que se explica por ele ter partido mais como simples voluntário, do que como chefe dalgum poderoso contingente. Desde essa época envolveu-se nas intrigas que tinham por fim ampliar o território que dominava. e conseguir tornar-se independente. Continuando a guerrear os moiros, conquistou-lhe mais terras, vencendo o régulo Hecha e o poderoso rei de Marrocos Hali Aben Joseph. Excelente guerreiro, sábio e prudente administrador, aumentou consideravelmente as terras do seu condado, merecendo o cognome de Bom, que a historia lhe deu. D. Afonso VI não tinha filho varão legítimo, por conseguinte Raimundo, marido de D. Urraca, esperava receber a herança, mas o monarca mostrava-se tão afeiçoado a seu filho natural D. Sancho que se receava que lhe deixasse a coroa em testamento. Prevendo este caso, e dispondo-se a anular o testamento pela força, pediu a aliança de seu primo, e fez com ele um pacto em 1107, pelo qual o conde D. Henrique se comprometia a auxiliá-lo nas suas pretensões à, coroa, recebendo em troca ou o distrito de Galiza ou o de Toledo, e a terça parte do tesouro. Raimundo, porém, morreu em outubro desse mesmo ano, D. Sancho pouco tempo depois, e D. Afonso em 1109, ficando D. Urraca legitima herdeira. Diz-se que D. Henrique, vendo o sogro já moribundo, procurou persuadi-lo a que lhe legasse o ceptro, porque não convinha que passasse para as mãos de D. Urraca, apesar da legitimidade da herança, ou para as de D. Afonso, filho do conde Raimundo, criança de três anos. Nada conseguiu, mas os barões castelhanos obrigaram D. Urraca a um segundo casamento, com D. Afonso, rei de Aragão e Navarra, casamento que o papa anulou alegando serem os noivos parentes em grau proibitivo. D. Afonso não se importou com a deliberação do papa, porém D. Urraca, que casara contra vontade, tomou o partido contrário ao do marido, que pretendia despojá-la dos seus estados. Estabeleceu-se a guerra civil, e D. Henrique tomou a defesa da cunhada. Indo depois a Astorga, ali adoeceu e morreu. O seu corpo foi trasladado para Braga, e sepultado numa capela da sé. Em 1512 o arcebispo. D. Diogo de Sousa o transportou para a capela-mor da mesma igreja, onde se tem conservado. Por morte de seu marido, ficou D. Teresa governando o condado de Portucale na menoridade de seu filho D. Afonso Henriques, que apenas contava três anos de idade.