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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Morte do Rei D.Manuel II no "Diário de Notícias" (1932)

05.07.20, Blog Real

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"O último Rei de Portugal sucumbiu ontem, inesperadamente, às 14 e meia horas, na sua residência de de Fullwell Park, vitimado por uma afecção na garganta", era assim que o Diário de Notícias de 3 de julho de 1932 dava conta da morte de Manuel II.

A morte de D. Manuel de Bragança ocupou toda a capa do dia 3 de julho do DN.

Também chamado de "o Patriota" ou "o Desaventurado", foi o último Rei de Portugal e dos Algarves de 1908 até à sua deposição em 1910 com a Implantação da República Portuguesa.

Era o segundo filho do rei D. Carlos e da princesa Amélia de Orleães e ascendeu ao trono após o assassinato do pai e do seu irmão mais velho D. Luís Filipe, Príncipe Real.

Real Gazeta do Alto Minho N.º 24

02.07.20, Blog Real

Já está disponível a Real Gazeta do Alto Minho, N.º 24

Neste número pode ler:

Comunicado aos Portugueses de S. A. R. o senhor D. Duarte, Duque de Bragança

A solidariedade da Casa Real Portuguesa

Entrevista a sua Alteza a Infanta Dona Maria Francisca de Bragança

Viagem ao Brasil

A princesa Isabel, do Brasil em Portugal, por Humberto Pinho da Silva

Monárquicos que lutaram pela liberdade, por José Aníbal Marinho Gomes

Entrevista Dr.ª Mariana Magalhães Sant’Ana - o testemunho de uma médica no combate à pandemia.

Reconhecimento do Duque de Bragança pelo estado Português, por Tomás A. Moreira

A virtude própria da coroa, por Miguel Villas-Boas

Ética na política e o futuro de Portugal, por Madalena Pires de Lima

Os deputados eleitos às cortes, pelo Minho em 1820, por Nuno Resende

Proclamemos, Portugueses, o combate à corrupção, por Paulo de Morais

O desaparecimento físico da dupla Uderzo e Goscinny, por António Moniz Palme

«C'est une révolte? - Non, Sire, c'est une révolution», por Carlos Aguiar Gomes

A Monarquia pelo Minho, Por João Afonso Machado

Luís Correia de Sá, por António Moniz Palme

Realidades da mente, por Porfírio Pereira Silva

Assembleia Geral da Real Associação de Viana do Castelo

Pode consultar a nova edição aqui.

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Manuel Maria de Oliveira Ramos, tutor do Príncipe Real D. Luís Filipe em História e Literatura

01.07.20, Blog Real

Manuel Maria de Oliveira Ramos (Ovar, 1862 - Lisboa, 1931), professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, notabilizou-se como crítico musical e de arte nos jornais de Lisboa e Porto, figurando o seu nome na toponímia de Lisboa (rua Dr. Oliveira Ramos).

Era filho do jornalista João de Oliveira Ramos, conhecido como o Pai Ramos.

Estudou na Escola do Exército e seguiu a carreira militar. Licenciado pela Universidade de Coimbra, foi professor dos liceus. Em 1904, com a reforma do Curso Superior de Letras, tornou-se professor universitário, lecionando durante 26 anos História Geral e História de Portugal.

Foi também professor no Colégio Militar e na Escola Normal Superior. Em 1917, foi tutor do príncipe real D. Luís Filipe em História e Literatura.

Escreveu as obras A Música Portuguesa (1881) e A Baixela Barahona - Um Problema de Arte (1900), e traduziu livros de Júlio Verne, bem como a História Universal, de G. Oncken, a História da Época dos Descobrimentos, de Sophus Ruge, e O Casamento de Fígaro, de Beaumarchais. Colaborou na Enciclopédia Portuguesa, de Maximiano de Lemos, e na História da Literatura Portuguesa Ilustrada, dirigida por Forjaz Sampaio.

O seu nome consta na lista de colaboradores da revista A Arte Musical  (1898-1915).

José Joaquim Lopes Praça, mestre de Filosofia do Príncipe D. Luís Filipe

01.07.20, Blog Real

José Joaquim Lopes Praça (Castêdo do Douro, Alijó,1844 - Montemor-o-Novo, 1920), ilustre filósofo, historiador, jornalista, ensaísta, constitucionalista, docente da Faculdade de Direito de Coimbra e mestre de Filosofia do malogrado príncipe D. Luís Filipe, iniciou a atividade profissional como docente de estudos secundários em Montemor-o-Novo poucos meses após a sua formatura em Direito.

E excetuando uma breve comissão de serviço no Liceu Nacional de Viseu, prosseguiria o ensino na vila alentejana até ao termo do ano letivo de 1879-1880.
Passaria em seguida pelo Liceu Central de Lisboa, antes de iniciar, em Janeiro de 1882, a carreira docente na Faculdade de Direito, que terminaria com a sua aposentação, em 1904.
Esta “terra de penúltima ordem do nosso país”, segundo as suas próprias palavras, para onde o nomearam casualmente, viria a desempenhar um papel determinante na sua vida.

Apesar de jovem, o estatuto de único professor do ensino secundário da terra facilitou-lhe a integração na sociedade local.

O seu valor intelectual, a formação jurídica e as ideias políticas liberais, mereceram-lhe ainda a aproximação do conselheiro Cipriano Justino da Costa, anterior juiz de fora em Montemor e aqui radicado pelo casamento.
Apesar da diferença etária, o antigo magistrado tornou-se seu amigo e abriu-lhe as portas do meio restrito e fechado da elite montemorense.
Lopes Praça foi, por isso, admitido na Comissão Promotora de Instrução Popular do concelho, fundada na década anterior e presidida pelo pedagogo e político liberal Alexandre José Botelho16.

Como seu membro, usou da palavra na inauguração solene da escola Conde de Ferreira de Montemor-o-Novo, ocorrida a 27 de julho de 1871.
Em 1870 havia já dado à estampa uma breve biografia de Cipriano Justino da Costa, com
cuja neta paterna viria a casar em 187218, ligando-se deste modo à ilustre e abastada família local do 1º Conde de Santo André, seu sogro.

Ainda em 1870, publicou anonimamente e à sua custa a Vida e milagres de S. João de Deus patriarca da hospitalidade e fastos literários de Montemor-o-Novo.

Em 1872 editou A Mulher e a Vida ou a mulher considerada debaixo dos seus principais aspetos. Esta obra, dedicada a sua esposa, já foi considerada a mais completa sobre a condição da mulher portuguesa escrita no século XIX.
Lopes Praça foi eleito provedor da Misericórdia de Montemor-o-Novo no mandato de 1872-187320.

E o contacto com o precioso arquivo desta instituição levou-o a editar, em 1873, o seu Compromisso e outras disposições regulamentares da Santa Casa.

Entre 1873 e 1875 empenhou-se na supervisão e edição dos dois volumes dos Estudos históricos,
jurídicos e económicos sobre o município de Montemor-o-Novo., que referiremos detalhadamente mais adiante.

Manteve a colaboração, iniciada ainda como estudante de Direito, nas publicações periódicas conimbricenses, como A Academia, o Jornal Literário e O Instituto.

E apesar da “ausência dos meios os mais indispensáveis” e dos inúmeros afazeres, foi ainda em Montemor que elaborou a dissertação O catolicismo e as nações católicas: Das liberdades da Igreja Portuguesa, com a qual lograria a admissão ao magistério na Faculdade de Direito.

Em 1904, já jubilado, foi escolhido para mestre de Filosofia do príncipe D. Luís Filipe e do infante D. Manuel, função que desempenhou até ao regicídio, em 1908.

Nesta data, já viúvo e amargurado com a morte trágica do rei e do príncipe seu discípulo, regressou definitivamente a Montemor-o-Novo, onde viria a falecer, a 3 de janeiro de 1920.
No entanto, quando se instalou no Alentejo, Lopes Praça trazia já no currículo uma intensa atividade intelectual, não obstante a sua juventude.

Nos anos de estudante colaborara na publicação A Academia acima referida e ainda na Revista de Jurisdição e Jurisprudência.

Na primeira, divulgara os “Apontamentos sobre o movimento histórico da filosofia entre nós”, depois transformados na História da Filosofia em Portugal, dada à estampa em 1868.

E entre a nomeação como professor em Montemor, por decreto de 15 de novembro de 1868, e o início da atividade letiva, concluíra a sua dissertação de Conclusões Magnas intitulada Ensaio sobre o padroado português, editada nesse ano e com a qual obteve o grau de licenciatura.
Quanto a Alexandre Herculano destacamos os intuitos pragmáticos e pedagógicos, bem patentes nos ensaios, artigos jornalísticos, poemas e romances históricos e na sua inovadora produção historiográfica, da qual ainda hoje continuamos a ser tributários.

As violentas polémicas que travou com o clero e a pertinência e controvérsia dos temas de feição política, educativa, religiosa, económica e social dos seus ensaios, originaram-lhe inimizades, mas também lhe acentuaram a projeção pública como “escritor-cidadão”.
A inventariação e recolha documental efetuada com vista à publicação dos Portugalia e Monumenta Historica proporcionaram-lhe o contacto com numerosos núcleos locais de estudiosos e intelectuais, junto dos quais exerceu naturalmente maior ou menor influência.

A sua atividade, ainda que efémera, como parlamentar e autarca, acentuaram-lhe
a visibilidade.

E a numerosa correspondência trocada com correligionários e amigos da sua geração mas também com muitos discípulos mais jovens (entre os quais se inclui Lopes Praça), granjeou-lhe um leque ainda mais amplo de admiradores.
No entanto, os efeitos concretos do seu pensamento e da sua ação na formação cultural, cívica e política dos contemporâneos mais jovens, nos quais depositou, numa fase mais otimista da sua vida, as esperanças do aperfeiçoamento e consolidação do regime liberal, é ainda um tema em aberto, para o qual poderemos também, com o presente estudo, prestar algum contributo.
Alexandre Herculano constituiu uma das grandes referências da formação intelectual, cívica e política de José Joaquim Lopes Praça. Na introdução à História da Filosofia em Portugal, o futuro académico exprime a admiração por aquele que designa como “o talento mais robusto da nossa terra”, de quem revela ter seguido o exemplo na conceção e nos objetivos da obra: “Acordar na memória do povo português a lembrança do seu passado”, para mais prudentemente se regular no presente e no futuro. Além dos intuitos pedagógicos, colhe no mestre a valorização dos “documentos inéditos”, bem como o rigor metodológico pelo qual se propõe “expor a verdade”. E regista a solidariedade perante a “grande e justa (…) dor” do historiador, originada pelas críticas violentas contra a sua obra e o “nobre fim do seu pensamento”, desferidas pela Igreja e secundadas pelos setores intelectuais conservadores.
Na já referida biografia de Cipriano Justino da Costa, o professor reafirma a admiração pelo grande intelectual ao equiparar as qualidades do amigo biografado à sua “severa modéstia”.

Fonte: https://montemorbase.com/

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