Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Ligação da Família Real com os Barões, Senhores, Condes e Marqueses de Alvito

01.11.20, Blog Real

Barão de Alvito é um título nobiliárquico de juro e herdade criado em 27 de Abril de 1475 por D. Afonso V de Portugal, rei de Portugal, em favor de D. João Fernandes da Silveira, marido de D. Maria de Sousa Lobo, 5.ª Senhora de Alvito e 5.ª Senhora de Oriola. Foi o primeiro título de Barão concedido em Portugal.

O 14.º Barão, D. Fernando Cândido Lobo da Silveira, em virtude de deter também o título de 9.º Conde de Oriola foi autorizado a usar o título de Conde-Barão de Alvito.

Sete dos Barões receberam em sua vida o título Conde de Oriola, criado a 16 de Setembro de 1653 por D. João IV de Portugal.

Quatro dos Barões receberam em sua vida o título de Conde de Alvito, criado a 11 de Junho de 1788 por D. Maria I de Portugal.

Quatro dos barões receberam em sua vida o título de Marquês de Alvito, criado a 3 de Maio de 1766 por D. José I de Portugal.

Uma das principais casas nobres portuguesas foi criada em 1475 quando o Rei D. Afonso V tornou o João Fernandes da Silveira, Barão da Vila do Alvito. O título, o primeiro baronato português, tinha o raro privilégio de ser de “juro e herdade para sempre sem carecer de mais licença régia”. 

D. João Fernandes da Silveira foi ao longo da vida, 1420-1484, regedor das fazendas, chanceler-mor, escrivão de puridade daquele monarca e vedor da fazenda. 

Filho de Fernando Afonso, formado em leis pela Universidade de Bolonha e desembargador, era neto de Afonso Martins que se distinguiu como militar e embaixador em Castela. Enviado especial a França negociou o casamento entre a Infanta D. Isabel e o Duque de Borgonha. 

O seu bisavô, Martim Afonso de Sousa, senhor de Baião, era neto de Afonso Diniz, filho legitimado do Rei D. Afonso III. O 1º barão detinha ainda os senhorios de Oriola, Vila de Aguiar e Ribeira de Nisa, sendo ainda aparentado de D. João Lopo, bispo de Tânger. 

Os seus descendentes não descuraram o engrandecimento da Casa de Alvito. O Rei D. Manuel I concedeu-lhes, em 1506, um novo brasão. Em vez de utilizarem as suas armas primitivas (um campo de prata com cinco lobos postos em quina), passaram a usar um escudo com castelo de orla e bordadura de ouro em campo vermelho.

O 5º Barão do Alvito, D. Rodrigo Lobo da Silveira, acompanhou, com o seu pai D. João Lobo da Silveira, o Rei Dom Sebastião a Alcácer-Quibir,e pretendeu, desesperado, «prender o monarca» perante a derrota eminente. D. Rodrigo, preocupado com a obsessão do jovem soberano em combater os mouros, foi procurar Frei João da Silva, irmão do Bispo do Porto, dizendo-lhe: “Padre, porque não prendemos este homem que nos deita a perder por seu gosto?” O frade terá respondido: “É tarde, senhor!”. O 5º Barão do Alvito não desistiu das suas intenções e respondeu: “Melhor é tarde que nunca.” 

Os Barões de Alvito viveram ao longo de séculos dos seus morgadios, habitando ora o solar-acastelado da vila, ora os palácios de Lisboa. A sua riqueza foi sempre grandiosa, em comparação com a maioria da nobreza nacional. 

As mercês régias continuaram a ser constantes. Em 1653 o Rei Dom Afonso VI distinguiu o 7º Barão, Luís Lobo da Silveira, com o título de Conde de Oriola. No século seguinte, em 1766, Dom José concede ao 10º Barão, D. José António da Silveira, a honraria de 1ª Marquês de Alvito, pelos serviços prestados como Marechal do Exercito, conselheiro de Estado e presidente do Senado da Câmara de Lisboa. 

A Rainha Dona Maria I declarou 12º Barão, D. José António Plácido Lobo da Silveira Quaresma, 1769-1844, que “os títulos de Barão de Alvito e Conde de Alvito são de juro e herdade, na forma da lei mental, com dispensa dela, no que necessário for”. Este aristocrata exerceu os cargos de Par do Reino, de estribeiro-mor de D. Pedro IV e de gentil-homem da Câmara da Rainha Dona Maria II.

A partir da segunda metade do século XVIII os barões do Alvito usaram também o título de condes-barões e deram o nome a uma conhecida rua de Lisboa. Nesta artéria situou-se de 1606 a 1755 a sua residência oficial, possuindo outras no Bom Sucesso e em Santa Apolónia. 

Ao longo dos tempos, os Alvito ligaram-se às mais importantes famílias portuguesas, caso dos morgados da Sertã, Calhariz, Monfalim, Fonte do Anjo, Condes da Vidigueira, Condes de São Vicente, Duques de Cadaval, Condes de Oriola, Marqueses de Borba e Condes do Redondo, Senhores da Patameira e Torre da Caparica, e ainda estrangeiros como os Condes de Rappach e Princípes de Lamberg.

O derradeiro 15º Barão, 4º Conde e 4º Marquês de Alvito, José Lobo da Silveira, foi par do reino hereditário e membro da corte de D. Luís e de D. Carlos onde exerceu as funções de camarista do Rei D.Luís I e posteriormente do Rei D.Carlos I.

Outro dos membros desta família, D.Luís Lobo da Silveira exerceu o cargo de porteiro-mor da real câmara na Casa Real Portuguesa. 

800px-Castelo_de_Alvito_(Portugal)2.jpg

O Castelo de Alvito.

Fonte: wikipédia e https://www.modaemoda.pt/c%C3%B3pia-bar%C3%A3o-de-alvito-i-ascen%C3%A7%C3%A3o-e-

João Fernandes da Silveira, secretário do Rei D.João II

01.11.20, Blog Real

D. João Fernandes da Silveira (c. 1420 - 1484), 1.º Barão do Alvito foi alto funcionário régio durante a centúria de Quatrocentos e que foi elevado à nobreza. Sendo, nessa altura, titulado Barão do Alvito por carta régia do Rei D. Afonso V de Portugal de 27 de Abril de 1475 devido aos longos serviços prestados a este monarca. Foi o primeiro título de barão concedido em Portugal. O baronato do Alvito foi concedido de juro e herdade como o revela a carta régia: Barão da villa d'Alvito, de juro e herdade para sempre, sem carecer de mais licença regia. Mercê que foi posteriormente confirmada por D. João II a 10 de Abril de 1482.

Oficial da Corte:

Doutor em leis como seu pai, foi juiz desembargador, vice-chanceler do Reino e chanceler-Mor interino, foi ainda chanceler da Casa do Cível e regedor da Casa da Suplicação nos governos do regente D. Pedro, Duque de Coimbra e de D. Afonso V. Já no reinado de D. João II foi escrivão da Puridade, chanceler-mor e vedor da Fazenda. Esteve na campanha de 1471 em Marrocos e assistiu às conquistas de Tânger e Arzila.

Desempenhou o ofício de embaixador por dez vezes, prestando grandes serviços ao Reino, como quando negociou o matrimónio da Infanta D. Leonor, irmã de D. Afonso V, com o Imperador Frederico III da Germânia em 1451. Partiu para Nápoles em Junho de 1451 para aí se encontrar com os procuradores do Imperador: D. Eneas, Bispo de Trieste, D. Jorge de Vollesdorff, barão do ducado de Áustria, os seus conselheiros e Miguel de Phullendorf seu secretário. As negociações são apadrinhadas pelo Rei de Aragão e Nápoles Afonso V, o Magnânimo. O contrato de casamento virá a ser outorgado a 10 de Dezembro de 1450, estando presentes Fernando, Duque da Calábria, o Duque de Cleves e os embaixadores das Repúblicas de Veneza e Florença.

Casamentos e Descendência:

D. João Fernandes da Silveira casou em primeiras núpcias com D. Violante Pereira, filha de Joane Mendes de Agoada, corregedor da Corte. Teve:

  • Fernão da Silveira, o Moço; casou com D. Beatriz de Sousa; com linhagem extinta.

Voltou a casar com D. Maria de Sousa Lobo, senhora do Alvito, filha do 5.º Senhor do Alvito e Oriola.

  • D. Diogo Lobo da Silveira (c. 1470), 2.º Barão do Alvito; casou com D. Joana de Noronha e D. Leonor de Vilhena; com ampla descendência.
  • D. Filipe de Sousa (c. 1470), Comendador de São Martinho de Sande; casou com Francisca Pereira de Sá e Filipa da Silva; com descendência do segundo casamento.
  • D. Martinho da Silveira; casou com Leonor de Vasconcelos; o seu filho foi D. Manuel da Silveira, capitão de Mina e Ormuz.
  • D. Isabel de Sousa; casou com D. Pedro de Castro e com D. Rodrigo de Menezes; teve descendência do segundo casamento.

Brasão de Armas:

150px-Armas_barões_alvito.png

O brasão de armas concedido a D. João Fernandes da Silveira e que se tornou no Brasão da Casa de Alvito era: em campo de prata cinco lobos pardos em aspa, armados de vermelho, tendo o escudo uma bordadura de azul com oito aspas de ouro; o timbre é um dos lobos do escudo com uma aspa na espádua. Mais tarde foi acrescentada a bordadura de azul, que, em Portugal, é privativa dos barões de Alvito.

Missa em homenagem ao Rei D.Duarte I, aos Reis de Portugal, à Família Real Portuguesa e todo o Portugal

01.11.20, Blog Real
Dia 31 Outubro, dia de nascimento d’El Rei Dom Duarte. Nasceu em Viseu há 629 anos.
A Real Associação de Viseu homenageia anualmente, nesta data, esta importante Figura da História de Portugal .
Este ano, com os cuidados exigidos pela pandemia, celebrou-se a Santa Missa em intenção do Rei Dom Duarte, dos Reis de Portugal, da Família Real Portuguesa e de todo o Portugal.