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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Diogo da Silva, 1.º Conde de Portalegre, aio, mordomo-mor e escrivão da puridade do rei D. Manuel

03.11.20, Blog Real

D. Diogo da Silva (c. 1430 - c. 1504), 1.º conde de Portalegre, foi um nobre e figura eminente da corte portuguesa na segunda metade do século XV. De um linhagem de nobreza imemorial, cujos traços se perdem nos alvores da Reconquista Cristã da Península Ibérica, a linhagem patrilínea de D. Diogo da Silva remonta aos Silvas que serviam na corte de Leão no século XI, ricos-homens de Afonso VI de Leão. Os seus ascendentes paternos próximos eram grandes senhores feudais da Beira Baixa.

Nasceu em Ceuta e faleceu a 20 de fevereiro de 1504. 

Foi Senhor de Gouveia, Celorico, S. Romão de Ceia e doutras terras da Beira Baixa, alcaide-mor de Portalegre, mordomo-mor do rei D. Manuel, seu escrivão de puridade, conselheiro e vedor da fazenda real. 

Era filho de Aires Gomes da Silva, alcaide-mor de Campo Maior e de Ouguela, e de D. Isabel de Meneses, filha de D. Pedro de Meneses, conde de Viana e primeiro capitão de Ceuta. D. Diogo da Silva esteve em 1461 no cerco de Tânger, com o infante D. Fernando, irmão de D. Afonso V, e foi dos primeiros que escalaram as muralhas da praça, ficando ali prisioneiro juntamente com outros fidalgos. D. Diogo e a maior parte dos fidalgos e peões, foram remidos, e regressaram a Portugal. O ilustre fidalgo distinguiu-se então muito na guerra que D. Afonso V sustentou por causa das suas pretensões ao trono de Castela, defendendo contra os castelhanos a fronteira do Alentejo. Quando em 1457 o mestre de S. Tiago, de Castela, entrou em Portugal o se postou com 2.000 lanças na ribeira de Degebe, D. Diogo, por ordem de D. João II, então regente do reino, pela ausência de seu pai, D. Afonso V, que tinha ido à corte de França, fez retirar os castelhanos 

Em 1489, por ordem de D. João II, confirmou D. Diogo da Silva, com Rui de Sousa e D. Afonso de Monroy, o tratado de paz celebrado entre Aires da Silva e o rei de Fez, pelo qual se permitiu aos portugueses, cercados na Graciosa, saírem com armas, artilharia e cavalos. O referido monarca, tendo em D. Diogo da Silva a máxima confiança e consideração, o deu como aio a seu cunhado D. Manuel, duque de Beja, seu futuro sucessor, por ser varão de nobre sangue e de muito bom aviso, e saber, e de bom conselho, e nesta qualidade acompanhou sempre D. Manuel, enquanto duque e depois de rei. Este soberano tomou-lhe grande afeição, e no princípio do ano de 1458 deu-lho o senhorio de Portalegre, então vila; esta doação, porém, não teve efeito, porque os portalegrenses se opuseram energicamente, exibindo os seus direitos. O rei indignou-se, e mandou proceder contra os revoltosos que rigorosamente castigou, mas o povo insistiu na sua recusa, e D. Manuel para evitar sérias desordens, revogou a doação, dando a D. Diogo da Silva o título de conde de Portalegre, um conto de réis em dinheiro e a alcaidaria-mor do castelo de juro e herdade na sua descendência masculina, por alvará de 6 de fevereiro do mesmo ano de 1498, continuando a ser da coroa o senhorio de Portalegre. D. Diogo casou com D. Maria de Ayala, filha e herdeira de D. Garcia de Herrera, senhor das ilhas de Lançarote, Porte Ventura e Gomera, nas Canárias, e de D. Maria Pedraça, sua mulher. Em todos os actos graves da corte, sempre o conde de Portalegre teve um dos mais honrosos e distintos lugares. 

O seu brasão é o dos Silvas: Em campo de prata um leão de púrpura armado de azul.

"Vamos regressar a infanta Maria Bárbara ao seu Palácio de Mafra". Campanha de donativos visa aquisição de pintura setecentista

03.11.20, Blog Real

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A Associação dos Amigos do Convento de Mafra lançou uma campanha de angariação de donativos até 04 de dezembro destinados à compra de uma pintura do século XVIII, retratando Maria Bárbara de Bragança, para o Palácio de Mafra.

A pintura a óleo sobre tela, do mestre italiano Jacopo Amiconi, está à venda numa leiloeira nacional pelo valor de 5.925 euros, refere a associação em nota de imprensa.

Por se encontrar à venda, a associação lançou a campanha "Vamos regressar a infanta Maria Bárbara ao seu Palácio de Mafra", justificando que o nascimento de Maria Bárbara de Bragança "poderá ter sido o pretexto para a construção do palácio, uma vez que o seu pai, D. João V, terá feito a promessa de edificar o convento em caso de ser pai".

Maria Bárbara, nascida a 04 de dezembro de 1711, foi a primeira filha do rei João V, depois de o bispo Nuno da Cunha solicitar ao frade franciscano Frei António de S. José que dirigisse as suas orações a Deus, pedindo um herdeiro para o rei, que não aparecia ao fim de três anos de casamento, segundo reza a tradição.

Se o rei construísse um convento em Mafra, Deus dar-lhe-ia o sucessor, pelo que, concretizada a profecia, o rei lançou a primeira pedra a 17 de novembro de 1717.

A associação explicou ainda o palácio só possui uma pequena pintura, de menor qualidade, da infanta ainda jovem, reforçando assim a importância da aquisição do retrato, com a dimensão de 130 por 100 centímetros.

Depois de adquirida, a pintura vai ficar exposta na sala D. João V.

Datado do século XVIII, o Palácio Nacional de Mafra, mandado construir por João V, com a riqueza resultante do ouro vindo do Brasil, é um dos mais importantes monumentos representativos do barroco em Portugal, sendo por isso um exemplo de afirmação do poder real.

Possui importantes coleções de escultura italiana, de pintura italiana e portuguesa, uma biblioteca única, bem como dois carrilhões, seis órgãos históricos e um hospital do século XVIII.

Com a deslocação da família real para o Brasil, no final de 1807, várias peças de arte foram levadas e não regressaram, motivo pelo qual a decoração atual do monumento não é, na sua maioria, a original.

No acervo do palácio, têm sido incorporadas peças oriundos de depósitos de diversos museus e palácios, doações e aquisições.

Jacopo Amiconi nasceu em 1682 em Veneza (Itália) e morreu em 1752 em Madrid (Espanha).

Pintor de temas mitológicos e religiosos, foi também retratista.

Trabalhou na Alemanha, Inglaterra, Itália e Espanha, para onde foi em 1747, tendo sido pintor régio de Fernando VI e diretor da Real Academia de San Fernando.

Fonte: https://24.sapo.pt/