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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Bento da França Pinto de Oliveira Salema, ajudante de campo do Infante D.Augusto

29.12.20, Blog Real

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Fonte: geneall.net

Bento da França Pinto de Oliveira Salema (22 de Fevereiro de 1859 - 14 de Novembro de 1906) era filho de Salvador D´Oliveira Pinto da França e de Mª Bernardina da Gama Lobo Salema de Saldanha e Sousa.

Informações:

3º Conde de Fonte-Nova
Major de Cavalaria
Ajudante de Campo de S.A. O Senhor Infante D. Augusto,
Oficial às ordens honorario de S.M.F. El-Rei D. Carlos I
Lente de Táctica da Escola do Exército,
Secretário do Governador de Timor, seu Pai (1882-1883)
Secretário do Governo de Macau
Cavaleiro e Oficial da Ordem de S. Bento de Aviz,
Cavaleiro da de S. Tiago de Espada,
condecorado com a Medalha de prata de comportamento exemplar,
Cavaleiro da Ordem de Sant'Ana da Russia.
Exerceu muitas comissões de serviço no Continente e no Ultramar, tendo sido louvado por varias vezes.

Escreveu:
-Legião Estrangeira ao serviço do Império Françes. Estudo Histórico baseado nos manuscritos de José Garcez Pinto de Madureira., Lisboa, 1889.
-Macau e os seus habitantes:Relações com Timor. Lisboa, Imprensa Nacional, 1897.
-Trofeus.
-Contos
- Deixou vasta colaboração no jornal "Correio da Manhã e nas revistas "Revista Militar", "Exército Portugues", Revista das Sciencias Militares"

Gil Guedes Correia de Queiroz, ajudante de campo de D. Fernando II

28.12.20, Blog Real

Gil Guedes Correia de Queiroz nasceu na freguesia de S. Nicolau  de Santarém no dia 16 de Julho de 1795. Foi o 1ºConde da Foz, título que lhe foi concedido em 30 de Setembro de 1862, tendo sido também 1º Barão por decreto de 21 de Outubro de 1843 e 1º Visconde por diploma de 15 de Setembro de 1855.

Era filho de Tristão Guedes Correia de Queirós Castelo Branco, capitão do regimento de cavalaria de Santarém e de Francisca Manuel Correia Barreto.

Herdou de seu pai todos os bens livres, de vínculos e de prazos, entre os quais o Morgadio de Momporcão, e as Herdades do Monte do Olival, de Murças e das Freiras, tudo no termo de Estemoz e igualmente Senhor da Herdade da Capela em Monforte.

Casou em 14 de Setembro de 1847 com D. Mariana Georgina Palha de Faria Lacerda, filha do Desembargador da Casa da Suplicação e proprietário, José Pereira Palha de Faria Guião, fidalgo da Casa Real.

Entrou no serviço militar em 10 de Outubro de 1812, por isso com 17 anos e já como alferes de cavalaria tomou parte na Guerra Peninsular. Acabada esta oferece-se para tomar parte na divisão destinada a Montevideu e já como tenente.

Tomou parte na luta que se travou no Rio da Prata em 1816 sendo elogiado em várias Ordens da divisão e promovido a capitão.

Regressa a Portugal e é colocado no Regimento de Cavalaria nº 2.

De ideias liberais combate as forças do Conde de Amarante em 1823.

Com a chegada do Infante D. Miguel sai de Lisboa indo reunir-se aos liberais na ilha Terceira, nos Açores.

Fez parte da expedição que desembarcou em 8 de Julho de 1832 nas praias do Mindelo e entrou no cerco do Porto onde se distinguiu.

Já como major foi ajudante de campo de D. Pedro e promovido a tenente-coronel.

Em 1834 é coronel e comanda o Regimento de Cavalaria nº 1. Após a Revolução de Setembro pede a exoneração do comando, retirando-se para a sua casa no Alentejo.

Em 1843 governava a forte Praça de Elvas, é graduado em brigadeiro e passa a ajudante de campo de D. Fernando II. Em 1851 promovido a Marechal de Campo, em 1860 a Tenente-General e em 1864 a General de Divisão.

Fidalgo da Casa Real foi agraciado com variadíssimas condecorações entre as quais a de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada e Grã-cruz da Ordem de Avis

Faleceu no Paço das Necessidades  em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 1870.

Fonte: http://memoriasdomeubairro.blogspot.com/

Biografias - Isabel de Portugal, Rainha Consorte de Espanha e Imperatriz Consorte do Sacro Império Romano-Germânico

21.12.20, Blog Real

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Isabel de Portugal (Lisboa, 24 de outubro de 1503 – Toledo, 1 de maio de 1539) foi a esposa de Carlos V & I e Rainha Consorte da Espanha de 1526 até sua morte, e também Imperatriz Consorte do Sacro Império Romano-Germânico a partir de 1530. Era filha do rei Manuel I de Portugal e sua esposa Maria de Aragão e Castela.

Dona Isabel era irmã dos reis João III e de Henrique I. Inteligente e culta, criada no esplendor da mais rica corte europeia do seu tempo, em Lisboa, na educação da imperatriz participaram também, por influência de sua mãe, os castelhanos Beatriz Galindo, la Latina e o humanista Luís Vives. Foi longamente regente em nome de Carlos V, entre 1528 e 1533, primeiro, e de 1535 a 1538 novamente, enquanto o marido se ausentou, em guerra.

Além disso, teve muita importância em relação à educação do seu primogênito, que viria a ser Filipe II de Espanha, de língua materna portuguesa, criado e educado pelas damas lusitanas de sua mãe durante a infância.

D. Isabel, nasceu em 1503, filha do rei D. Manuel I de Portugal e da rainha D. Maria, por sua vez filha dos Reis Católicos, Fernando e Isabel. Tinha a tez alva, cabelos loiros arruivados, olhos claros, Isabel de Portugal foi conhecida como "a mulher mais bela de seu tempo".

D. Isabel passou uma infância feliz na companhia dos pais e dos vários irmãos, uma prole numerosa com que o casal régio foi abençoado. No Paço da Ribeira, destruído séculos depois no célebre terramoto de Lisboa, D. Isabel tornar-se-ia progressivamente numa jovem bonita e instruída, aprendendo latim, a doutrina cristã e os clássicos que surgiam nestes tempos de Renascimento. Além de bela, D. Isabel era uma mulher cultíssima, possuindo uma vasta e completa biblioteca, composta por obras de cariz espiritual, destinadas à oração e ao enriquecimento pessoal, bem como obras mais mundanas que eram do gosto da infanta, nomeadamente sobre cavalaria.

D. Maria deixou no seu testamento, e numa clara mensagem a D. Manuel I, a vontade de que D. Isabel casasse, sim, mas com reis ou filhos legítimos de reis, numa clara alusão ao filho bastardo do falecido D. João II, primo do monarca, que não era, de todo, da preferência da falecida rainha. Com a morte de D. Maria, D. Manuel I dotou a sua filha predilecta de Casa própria, de forma a que esta assumisse algumas funções governativas.

Além disso, encetou o seu casamento com Carlos I, rei de Castela e Aragão que viria a tornar-se em Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico. A morte de D. Manuel I, a 13 de Dezembro de 1521, não inviabilizaria o projecto: D. João III, irmão de D. Isabel e novo rei de Portugal, prosseguiria com os desejos de seu pai.

O casamento fora negociado por seu pai, Manuel I de Portugal, que morrendo antes de o concluir o deixou recomendado em testamento ao seu sucessor no codicilo de 11 de dezembro de 1521.

Assim, a 6 de outubro de 1525 firmou-se em Torres Novas o contrato. A noiva levou por dote a exorbitante quantia de 900 mil cruzados portugueses, ou dobras castelhanas.

Este casamento reforçou a aliança entre Espanha e Portugal, pois o rei João III tinha casado pouco antes com a irmã de Carlos: Catarina. Com estes casamentos as rainhas tornam-se nas cunhadas dos próprios irmãos.

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Do seu casamento com Carlos I de Espanha, tiveram os seguintes filhos:

  • Filipe II de Espanha (21 de maio de 1527 - 13 de setembro de 1598), casou-se pela primeira vez sua prima Maria Manuela de Portugal, com descendência. Casou-se pela segunda vez com Maria I de Inglaterra, sem descendência. Casou-se pela terceira vez com Isabel de Valois, com descendência. Casou-se pela quarta e última vez com sua sobrinha Ana de Áustria, com descendência;
  • Maria da Áustria, Imperatriz Romano-Germânica (21 de junho de 1528 - 26 de fevereiro de 1603), casou-se em 1548 com seu primo Maximiliano II do Sacro Império Romano-Germânico, com descendência;
  • Fernando (22 de novembro de 1529 - 13 de julho de 1530), morreu aos sete meses de idade, o que causou muita tristeza à sua mãe, principalmente porque precisou superar sozinha, já que o amado esposo encontrava-se na Itália em consequência de assuntos do Estado.
  • Filho natimorto (29 de junho de 1534)
  • Joana de Áustria, Princesa de Portugal (24 de junho de 1535 - 7 de setembro de 1573), casou-se aos 16 anos com o herdeiro do trono português, seu primo, João Manuel, Príncipe de Portugal, com descendência;
  • João (19 de outubro de 1537 - 20 de março de 1538), o seu nascimento seria imensamente celebrado, uma vez que a saúde do herdeiro, Filipe, revelava-se muito frágil. Porém, mais frágil ainda nasceria este bebê, que morreu com cinco meses de idade. Tristeza depois de tristeza, teve D. Isabel com morte de seu filho e de sua irmã, D. Beatriz. A imperatriz, então, ordena a celebração de honras fúnebres em Madrid e Barcelona.
  • Filho natimorto (21 de abril de 1539)

Rainha de Espanha e Imperatriz do Sacro Império:

Viveu seus dias como soberana na Espanha. Isabel de Portugal tinha residência própria, onde viviam quarenta damas e açafatas e mais de setenta jovens, rapazes e raparigas, alguns filhos do pessoal que lidava de perto com D. Isabel. Além da morada do imperador, havia as casas dos infantes e infantas (quando já tinham idade para serem independentes), e ainda o palácio da rainha Joana, mãe de Carlos, que vivia em Tordesilhas. Enquanto Carlos V estava em guerra ou a negociar tratados de paz com países ou regiões da Europa, Isabel tinha as responsabilidades de regente.

D. Isabel não foi educada apenas para ser mãe e esposa. Herdando o sangue de sua avó materna, Isabel, A Católica, D. Isabel de Portugal era uma mulher decidida, honrando a educação dada nesse sentido por D. Manuel e sua mãe, D. Maria. A regência assumiria com a partida de Carlos V para Itália, de 1527 a 1529. Toda a documentação da época refere que D. Isabel era uma profunda conhecedora dos problemas dos reinos peninsulares, defendendo intransigentemente o poder régio e a suprema autoridade do monarca, sobrepondo o bem comum aos interesses particulares. A nível externo, a sua sensata atuação foi decisiva na defesa do litoral da península e do norte de África das investidas da pirataria.

Foi regente entre 1529 e 1532, e 1535 e 1539. Nessa qualidade, viajou bastante. Para amenizar as saudades e para tratar de assuntos importantes do império, Carlos e Isabel escreviam-se com regularidade. Por vezes, o imperador não escrevia durante meses, a ponto de preocupar a imperatriz, que numa carta lhe "ralhou", dizendo que ao menos lhe escrevesse "todos os vinte dias". Devido ao clima demasiado quente de Toledo e de Sevilha, a imperatriz Isabel passava os verões em Ávila, por ser mais ameno, pois sofreu diversas vezes de paludismo. Viajava no outono, com regularidade, entre Toledo, Valladolid, Sevilha, Barcelona e Maiorca. Quando tinha notícia de que o marido ia regressar, mandava preparar uma recepção, com grande comitiva, mas durante o tempo em que estava sozinha com os filhos, as damas e conselheiros da corte, Isabel de Portugal fazia uma vida muito ascética.

Morte:

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Faleceu no parto de um menino natimorto, após 14 anos de casada. No dia 21 de abril nasce este príncipe morto. Já fragilizada pelas febres, segue-se uma enorme hemorragia. As febres cessaram no dia 29 de abril. Prevendo a morte, a imperatriz confessou-se e recebeu a extrema-unção. Morreria a 1 de maio de 1539, com a mesma idade e nas mesmas circunstâncias trágicas que vitimaram a sua mãe.

O imperador Carlos sofreu muito com a morte da consorte, o homem mais poderoso da época não teve coragem de participar do cortejo fúnebre da imperatriz, tendo se recolhido em um mosteiro, onde ficou horas e horas a sofrer e contemplar o retrato de Isabel. Nunca mais voltaria a se casar novamente e passaria o resto de sua vida a vestir apenas a cor negra, demonstrando o seu eterno luto.

D. Isabel repousaria na cidade onde foi mais feliz, Granada.

Tendo a imperatriz falecido em Toledo, e estando nessa época o soberano em Granada, encarregou o Duque de Gândia, o futuro São Francisco de Borja, um dos muitos apaixonados platônicos da airosa imperatriz, de a conduzir até si a fim de a sepultar. Chegados lá, ao abrirem cerimonialmente o caixão de D. Isabel, a fim de verificarem a identidade do régio cadáver, a sua decomposição ia já avançada, destruindo a formosura da mais bonita mulher daquele tempo, segundo rezavam os literatos de então. Segundo a lenda, perante a hedionda visão do seu cadáver descomposto o ainda Duque de Gândia, casado com a portuguesa D. Leonor de Castro, uma das suas damas, e que tanto e tão longamente amara a linda imperatriz à distância, jurou nunca mais servir a senhor humano algum, virando-se unicamente para o serviço divino; e ao enviuvar de D. Leonor, alguns anos depois, optou pela vida religiosa ingressando na Companhia de Jesus.

D. Isabel marcaria a história da Europa do século XVI. A memória colectiva perpetuá-la-ia. Jamais renegou as suas origens lusas. Educara o seu filho Filipe, em especial, na língua portuguesa, rodeando-o de aias e amas da sua terra natal.

Rodrigo de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, camarista do Rei D.Pedro V

21.12.20, Blog Real

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Rodrigo de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa (Paris, 2 de Maio de 1823 — São Martinho, Sintra, 2 de Setembro de 1894), 3.º conde de Linhares, foi um aristocrata, oficial da Armada e político que, entre outras funções, foi deputado, par do reino e governador civil do Distrito da Horta (1846).

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Retrato de D. Rodrigo enquanto recém-nascido, 1823

Filho de Vitório Maria Francisco de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, 2.º conde de Linhares, e de sua esposa Catarina Juliana de Sousa e Holstein, era gentil-homem da Real Câmara. Herdou grandes propriedades fundiárias em diversas localidades, especialmente em Lisboa e nos concelhos de Vila Franca de Xira e de Almeirim. Casou a 21 de fevereiro de 1846 com D. Ana de Mendonça Rolim de Moura Barreto, dama da rainha D. Maria Pia de Saboia, filha da infanta D. Ana de Jesus Maria de Bragança e de Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto, o 1.º duque de Loulé e um dos políticos dominantes da primeira fase do liberalismo português.

Seguindo o percurso típico dos jovens da alta aristocracia a que a sua família pertencia, ainda muito novo assentou praça como cadete do Regimento de Lanceiros da Rainha. Concluídos os estudos preparatórios, matriculou-se na Escola Politécnica de Lisboa, onde concluiu em 1842 o curso de engenharia militar.

Concluído o curso e tendo sido promovido a oficial do seu Regimento, foi enviado para Lorient (Bretanha, França), onde cursou engenharia naval na École d'application du génie maritime. Concluído o curso, regressou a Lisboa e entrou ao serviço da Armada, como oficial engenheiro naval. Depois de algumas viagens de tirocínio, foi colocado no Arsenal da Marinha, em Lisboa, como engenheiro construtor naval, onde seguiu uma carreira naval que terminou no posto de vice-almirante. Reformou-se cerca de um ano antes de falecer.

Foi um dos oficiais que esteve encarregue da reorganização do Arsenal da Marinha, sendo nomeado Director das Construções Navais, cargo que exerceu perto de quarenta anos. Durante esse largo período, teve a seu cargo o plano e a superintendência da construção de quase todos os navios de guerra que desde meados da década de 1850 até ao ano de 1893 se fabricaram naquele estabelecimento fabril do Estado.

Destacou-se na luta contra o setembrismo aquando da revolta da Maria da Fonte e durante a Patuleia, sendo em 1847 um dos oficiais que ficaram prisioneiros com o António José de Sousa Manuel de Meneses, o duque da Terceira, durante quatro meses na cadeia da Relação do Porto. Em consequência, após a Convenção de Gramido foi premiado com o grau de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, recebendo igualmente nessa mesma época o grande oficialato da Legião de Honra de França, pelos valiosos serviços prestados à armada francesa naquele tempo.

Membro destacado e fiel do Partido Progressista, foi eleito deputado pelos círculos eleitorais de Évora e Setúbal. Por morte de seu pai, ocorrida em 1857, foi nomeado por sucessão par do reino, prestando juramento na Câmara dos Pares na sessão de 23 de janeiro de 1858. Também foi governador civil do Distrito da Horta de 22 de agosto de 1846 a 10 de outubro de 1846, não constando que tenha exercido as funções, sendo o governo do distrito assegurado nesse período por António Garcia da Rosa, o 1.º barão da Areia Larga, com o título de governador civil interino.

Muito próximo da Casa Real, com quem a esposa era aparentada, em 1857 foi nomeado camarista por D. Pedro V, cargo que exerceu também junto dos monarcas D. Fernando, D. Luís I e D. Carlos I. Em 1884 foi agraciado por D. Luís I com a grã-cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa pelos serviços prestados à Casa Real, recebendo com esta mercê uma carta régia muito honrosa.

Faleceu aos 71 anos de idade na vila de Sintra, numa casa da rua do Duque de Saldanha, pelas 8 horas e meia da manhã de 2 de setembro de 1894, tendo residência habitual na freguesia de São Jorge de Arroios. Deixou filhos e fez testamento. Foi a sepultar ao Cemitério dos Prazeres.

Entre outras distinções, foi cavaleiro (1854), comendador (27 de maio de 1862) e grã-cruz (1879) da Ordem de Nossa Senhora da Conceição, cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, grande-oficial da Legião de Honra de França e grã-cruz da Ordem da Coroa de Ferro (Orden der Eisern Krone) do Império Austríaco.

João de Meneses, 1.º Conde de Tarouca, Mordomo-Mor da Casa Real

20.12.20, Blog Real

D. João de MenesesO Trigo (c. 1460 - 12 de julho de 1522) foi Prior do Crato, 1.º Conde de Tarouca, Comendador de Sesimbra na Ordem de Santiago, Alferes-mor e Mordomo-mor de D. Manuel I, Mordomo-mor de D. João III, Capitão de Arzila e de Tânger.

Fidalgo culto e letrado, rico de teres e haveres, relevo do orgulho pátrio, filho de D. Duarte de Menezes, 3.º Conde de Viana do Alentejo e 2.º Conde de Viana da Foz do Lima.

Foi capitão de Arzila (1481), governador de Tânger (1486), comendador de Sesimbra, governador da Casa do Príncipe (1489), mordomo-mor da Casa Real (1492), 1.º Conde de Tarouca (1499), Prior do Crato (1508), conselheiro do Conselho de El-Rei (1509), e alferes-mor do Reino (1521).

27 de Fevereiro de 1480, recebe de D. Afonso V carta de Mandado de Entrega da vila e castelo de Arzila, tal como os tinha Lopo de Azevedo, capitão, tornando-se capitão-mor. Em 27 de Abril de 1481, é nomeado por carta de mercê, capitão e regedor em solido, de Arzila e seus termos, sucedendo a seu irmão Henrique de Meneses.

É feito primeiro conde de Tarouca em 24 de Abril de 1499, por carta de D. Manuel I, Almirante de Portugal, por carta de 9 de Junho de 1489 é nomeado governador da casa do príncipe, servindo também junto a ele os ofícios de mordomo mor, vedor da fazenda, e escrivão da puridade.

Depois de viúvo foi ele nomeado prior do Crato por bula de 15 de Junho de 1508, que só chegou a Portugal a 11 de Dezembro. Finalmente, nos últimos tempos da sua longa vida, foi feito alferes mor, por carta de 31 de Maio de 1521. O conde prior mordomo mor, como geralmente é nomeado, ainda tomou parte na cerimónia do auto de levantamento de D. João III a 19 de Dezembro de 1521; porém no ano seguinte morreu, em 12 de julho de 1522.

Era filho de D. Duarte de Meneses, 2.º Conde de Viana do Minho e de Isabel de Castro, filha de Fernando de Castro, governador da Casa do Infante D. Henrique. . Irmão de Henrique de Meneses, 3.º conde de Viana do Minho, 1.º conde de Valença, 1º conde de Loulé, alferes-mor de D. Afonso V, 2º capitão de Alcácer e capitão de Arzila ; de D. Garcia de Meneses, bispo da Guarda e Évora, capitão-mor de uma armada contra o turco, que morreu na cisterna do castelo de Palmela; e D. Fernando de Meneses ''o narizes'', fronteiro de Arzila.

Casou com Joana de Vilhena.

Foram pais de:

  • D. Duarte, capitão de Tânger, e governador da Índia; 
  • D. Henrique, que tambêm governou Tânger.

João da Silva, 2.º Conde de Portalegre, mordomo-mor da Casa Real

19.12.20, Blog Real

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João da Silva (c. 1480 - ?), 2.º conde de Portalegre, foi um nobre português e membro destacado da corte de Manuel I no século XVI. Nobre de nascimento, pois descendia de uma das linhagens de nobreza imemorial da Península Ibérica que remontava ao século X, herdou da linhagem paterna domínios e senhorios na Beira Baixa. Filho primogénito de Diogo da Silva, dele herdou a alcaidaria-mor e condado de Portalegre, no Alto Alentejo. Do pai herdou ainda, por mercê régia de Manuel I, o cargo cerimonial de Mordomo-Mor. Cresceu na corte em Lisboa, onde o seu pai detinha uma posição de grande influência, tendo sido aio do rei e ocupando as funções de escrivão da puridade e vedor da fazenda. A sua mãe foi Maria de Ayala, uma nobre castelhana.

Casou com Maria de Menezes, uma das filhas de Álvaro de Bragança, senhor de Melo, Tentúgal e Cadaval, secundogénito do 2.º Duque de Bragança, Fernando I. Tratou-se de uma casamento político com uma das damas de mais elevada linhagem da corte, enquadrado na rede de alianças procuradas por Álvaro de Bragança, quando regressou do exílio em Castela nos derradeiros anos do século XV. Manuel I apagou da história a campanha de luta contra a alta nobreza preconizada anos antes pela execução do 3º Duque de Bragança, Fernando II - irmão de Álvaro - e pelo assassínio do Duque de Beja e Viseu Diogo, primo e cunhado do rei João II e irmão do seu sucessor, o próprio Manuel I. Sendo o filho primogénito do Conde de Portalegre, Mordomo-mor, escrivão da puridade e vedor da fazenda, Diogo da Silva era um aliado de peso. Acrescente que entre os seus irmãos se contam um cardeal, Miguel da Silva, e as condessas de Linhares e e Monsanto. O casamento fê-lo entrar na esfera dos Bragança, que se tornaram uma vez mais a primeira família do reino. Maria de Menezes trouxe-lhe muitas conexões familiares, tendo sido cunhado dos Marqueses de Fronteira, dos Duques de Coimbra e Condes de Vimioso. De resto, a sua ligação aos Bragança é incontornável se se atentar nos casamentos dos seus filhos, que foram todos com essa família.

Do casamento com Maria de Menezes, teve João da Silva nove filhos, três rapazes e seis raparigas. Dos varões apenas um deixou descendência, continuando-se assim o nome e a linhagem. Das mulheres sabes-se que duas casaram na família de sua mãe e três tomaram ordens religiosas. Os nove descendentes do casal foram:

  • Álvaro da Silva, que sucedeu a seu pai como 3.º Conde de Portalegre.
  • Jorge da Silva
  • António da Silva
  • Maria de Vilhena, casada com Álvaro de Melo, filho do primeiro Marquês de Ferreira
  • Margarida de Vilhena, casou com Sancho de Noronha, 4.º Conde de Odemira
  • Catarina de Vilhena
  • Antónia de Vilhena, depois sor Antónia dos Anjos, religiosa na Ordem de São Domingos no Mosteiro de S. João de Setúbal.
  • Ana da Silva, religiosa e prioreza na Ordem de São Domingos no Mosteiro de S. João de Setúbal
  • Joana da Silva, depois sor Joana da Cruz, religiosa e prioreza na Ordem de São Domingos no Mosteiro de S. João de Setúbal

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