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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

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Diogo da Silva Meneses, 1.º conde de  Portalegre, mordomo-mor da Casa Real

12.12.20, Blog Real

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Diogo da Silva Meneses, 1.º conde de  Portalegre (c.1430 - 20 de fevereiro de 1504) Senhor de Gouveia, Celorico, S. Romão de Ceia e doutras terras da Beira Baixa, foi alcaide-mor de Portalegre, mordomo-mor do rei D. Manuel I, e o seu escrivão de puridade, conselheiro e vedor da fazenda real. 

Nasceu em Ceuta e faleceu a 20 de fevereiro de 1504. 

Era filho de Aires Gomes da Silva, alcaide-mor de Campo Maior e de Ouguela, e de D. Isabel de Meneses, filha de D. Pedro de Meneses, conde de Viana e primeiro capitão de Ceuta. D. Diogo da Silva esteve em 1461 no cerco de Tânger, com o infante D. Fernando, irmão de D. Afonso V, e foi dos primeiros que escalaram as muralhas da praça, ficando ali prisioneiro juntamente com outros fidalgos. D. Diogo e a maior parte dos fidalgos e peões, foram remidos, e regressaram a Portugal. O ilustre fidalgo distinguiu-se então muito na guerra que D. Afonso V sustentou por causa das suas pretensões ao trono de Castela, defendendo contra os castelhanos a fronteira do Alentejo. Quando em 1457 o mestre de S. Tiago, de Castela, entrou em Portugal o se postou com 2.000 lanças na ribeira de Degebe, D. Diogo, por ordem de D. João II, então regente do reino, pela ausência de seu pai, D. Afonso V, que tinha ido à corte de França, fez retirar os castelhanos 

Em 1489, por ordem de D. João II, confirmou D. Diogo da Silva, com Rui de Sousa e D. Afonso de Monroy, o tratado de paz celebrado entre Aires da Silva e o rei de Fez, pelo qual se permitiu aos portugueses, cercados na Graciosa, saírem com armas, artilharia e cavalos. O referido monarca, tendo em D. Diogo da Silva a máxima confiança e consideração, o deu como aio a seu cunhado D. Manuel, duque de Beja, seu futuro sucessor, por ser varão de nobre sangue e de muito bom aviso, e saber, e de bom conselho, e nesta qualidade acompanhou sempre D. Manuel, enquanto duque e depois de rei. Este soberano tomou-lhe grande afeição, e no princípio do ano de 1458 deu-lho o senhorio de Portalegre, então vila; esta doação, porém, não teve efeito, porque os portalegrenses se opuseram energicamente, exibindo os seus direitos. O rei indignou-se, e mandou proceder contra os revoltosos que rigorosamente castigou, mas o povo insistiu na sua recusa, e D. Manuel para evitar sérias desordens, revogou a doação, dando a D. Diogo da Silva o título de conde de Portalegre, um conto de réis em dinheiro e a alcaidaria-mor do castelo de juro e herdade na sua descendência masculina, por alvará de 6 de fevereiro do mesmo ano de 1498, continuando a ser da coroa o senhorio de Portalegre. D. Diogo casou com D. Maria de Ayala, filha e herdeira de D. Garcia de Herrera, senhor das ilhas de Lançarote, Porte Ventura e Gomera, nas Canárias, e de D. Maria Pedraça, sua mulher. Em todos os actos graves da corte, sempre o conde de Portalegre teve um dos mais honrosos e distintos lugares. 

O seu brasão é o dos Silvas: Em campo de prata um leão de púrpura armado de azul.

Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/portalegre1c.html