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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Sab | 30.01.21

Roberto Tornar, mestre de capela no Paço Ducal de Vila Viçosa e responsável pela educação musical de D.João IV

Blog Real

Roberto Tornar (em inglês: Robert Turner) (Irlanda ou Inglaterra, c. 1587 — Vila Viçosa, c. 1629) foi um compositor de origem inglesa ou irlandesa que trabalhou em Portugal como mestre de capela.

Roberto Tornar nasceu por volta de 1587 em Inglaterra ou na Irlanda. Era católico e, por essa razão fugiu da sua terra natal para a Península Ibérica para escapar às perseguições anglicanas. Com esse estatuto de recusant foi possivelmente apoiado pelo duque de Bragança D. Teodósio II, que, na qualidade de patrono o terá enviado para Madrid, onde foi discípulo de Géry de Ghersem e Mateo Romero. Posteriormente, regressou a Portugal. Em 8 de abril de 1616 sucedeu a António Pinheiro como mestre de capela no Paço Ducal de Vila Viçosa, o palácio de D. Teodósio II.

Para além da sua capela, o duque de Bragança também o incumbiu da educação musical do seu filho D. João, que viria a tornar-se rei de Portugal com o nome de D.João IV com a Restauração da Independência assim como um importante compositor e musicólogo. Contudo, o mérito de Roberto Tornar terá sido diminuto, uma vez que subsistem relatos de que o jovem não apreciava as suas aulas de música. Este, ao crescer, não demonstrou grande gratidão ao seu antigo mestre.

Um dado que subsistiu da sua vida pessoal é o seu matrimónio com Catarina Lopes de Quintana. Morreu em data incerta, após 1629 em Vila Viçosa.

Obras:

Da sua obra sobreviveram apenas 4 salmos preservadas em forma manuscrita na biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa:

  • "Beati omnes", a 4vv
  • "Confitebor tibi Domine", a 4vv
  • "De profundis", a 4vv
  • "Levavi oculos meos", a 4vv

Obras perdidas

  • Várias cançonetas do Natal
Qui | 28.01.21

Informações sobre a missa por a alma do Rei D.Carlos I e do Príncipe Real Luís Filipe

Blog Real
Tendo em consideração as restrições no âmbito do combate à pandemia e a decisão da Conferência Episcopal Portuguesa sobre a realização de missas presenciais, informamos que a Missa de Sufrágio pelas almas de Sua Majestade o Rei Dom Carlos e de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe, habitualmente mandada celebrar pela Real Associação de Lisboa, este ano não terá lugar na Igreja de S. Vicente de Fora.
Em alternativa, dada a relevância do piedoso acto para os monárquicos e para a memória colectiva de todos, a Direcção da Real Associação de Lisboa apela aos seus associados e amigos a participarem na Missa de Sufrágio, a ser transmitida online, celebrada pelo nosso associado, o Rev. Padre Tiago Ribeiro Pinto, pároco na Paróquia de Miratejo, na segunda-feira, dia 1 de Fevereiro. A celebração terá início pelas 18 horas e poderá ser seguida na página de Facebook da Real Associação de Lisboa.
Qua | 27.01.21

D. Maria da Assunção Adelaide da Mata de Souza Coutinho, dama de honra da Rainha D.Maria Pia

Blog Real

D. Maria da Assunção Adelaide da Mata de Souza Coutinho, 2ª Condessa de Penafiel, nasceu em Paris a 3-3-1827.

Era filha dos Condes de Penafiel e neta paterna de José Antonio da Mata de Souza Coutinho, correio-mor, do Reino de Portugal, e materna dos marqueses de Belas.

Foi casada com António José da Serra Gomes, 1º Marquês de Penafiel e 2º Conde de Penafiel.

Teve dois filhos: Manoel António Maria Apolónia da Serra Freire Belfort Gomes da Mata de Souza Coutinho (2º Marquês e 3º Conde de Penafiel) e João Antônio Maria Gomes da Mata de Souza Coutinho (3º Marquês e 4º conde de Penafiel)

Foi dama de honra da Rainha de Portugal Dona Maria Pia e dama da “Soberana Ordem Militar de Malta”. 

Faleceu no dia 23 de Abril de 1892 .

Qua | 27.01.21

Espadim de D. João VI regressa ao Palácio da Ajuda

Blog Real

Em ouro e diamantes, o espadim de aparato do rei D. João VI (1767-1826), adquirido pelo Estado português em dezembro passado, será uma das joias mais impressionantes do Museu do Tesouro Real, que o Palácio Nacional da Ajuda espera inaugurar na sua ala poente ainda neste ano. Com esta aquisição (ao Antiquário do Correio Velho, no valor de 120 mil euros), fica concluído o esforço de décadas para resgatar e reunir num todo o património de alto valor artístico do primeiro rei português a jurar fidelidade a um texto constitucional.

Como diz ao DN José Alberto Ribeiro, diretor do Palácio da Ajuda, "este espadim teve uma vida um pouco turbulenta, como aconteceu a muitas joias que acompanharam a família real ao Brasil, aquando das invasões napoleónicas, e depois voltaram ao reino. Mas estamos certos de que se trata do espadim do rei, já que é uma peça amplamente documentada, desde logo em retratos da época assinados pelo pintor Domingos Sequeira".

Como se sabe, não foi exatamente pela harmonia doméstica que a família de D. João VI passou à história. A par das tribulações que o levaram ao Rio de Janeiro, e depois de regresso a Portugal, o monarca, a mãe (a rainha D. Maria I, que morreria no Brasil em 1816), a mulher, Carlota Joaquina, e os filhos de ambos, há que falar das desavenças que opuseram D. Pedro e D. Miguel, que não só envolveram toda a família como todo o reino numa guerra civil. Após a derrota militar e a assinatura da Convenção de Évora Monte, em 1834, D. Miguel foi impelido a restituir à Coroa joias e demais valores em seu poder, fossem eles bens da Coroa ou pessoais, muitos deles herdados do pai. O património que deixou em território nacional, antes de partir a 1 de junho desse ano para o exílio em Itália, deu entrada nos cofres do Banco de Portugal e D. Miguel jamais o reclamou. Entre as peças então depositadas estava o espadim em ouro e diamantes que fora de D. João VI.

Seg | 25.01.21

Tributo: Coro Misto assinala 500 anos da morte de D. Manuel I

Blog Real

“A Renascença – 500 anos da morte de D. Manuel I” é o novo projeto do Coro Misto da Beira Interior, que conta com o alto patrocínio de D. Duarte, duque de Bragança, que também marcará presença no concerto de apresentação pública deste trabalho, o que deverá acontecer no mês de junho.

Este novo trabalho resultará na gravação de um CD com obras do século XV, de Guillaume Dufay, Juan del Encina, T. Arbeau, Josquin des Prés entre outros, assim como um DVD em cenário palaciano e gravado nas localidades cujo Foral foi atribuído precisamente por D. Manuel I.

De acordo com a Associação Cultural da Beira Interior (ACBI), à qual pertence o Coro Misto da Beira Interior, nesta fase inicial, o projeto tem apoio da Fundação Inatel e das câmaras municipais da Covilhã, Sabugal e Idanha-a-Nova, havendo ainda outras instituições que se juntarão ao mesmo.

Para além do Coro Misto da Beira Interior participa neste projeto o Coro Infantil da Beira Interior, que integra crianças da Covilhã, da Escola EB 2/3 do Tortosendo e da Escola Serra da Gardunha do Fundão.

A ACBI justifica ainda a realização deste projeto com o facto de D. Manuel I ter sido um dos mais importantes monarcas na área da cultura, daí este tributo como forma de assinalar esta efeméride, os 500 anos da sua morte.

Fonte: https://www.reconquista.pt/articles/tributo-coro-misto-assinala--500-anos-da-morte-de-d-manuel-i-

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