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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Biografias - Leonor de Portugal, Rainha de Aragão

11.02.21, Blog Real

Leonor de Portugal (1328 — Jérica, 30 de outubro de 1348) foi uma infanta portuguesa, a filha mais nova do rei Afonso IV e de Beatriz de Castela, e irmã de Maria de Portugal, Rainha de Castela, e de Pedro I. Foi a primeira e única rainha de Aragão nascida em Portugal.

Descrita como sendo dotada de “muyta fermozura, muyta discriçaõ & muyta virtude", em 1345 e em 1347 a sua mão foi pretendida para o Príncipe Negro, mas o enlace não se realizou.

Não se sabe muito da sua vida antes de fazer 18 anos quando dois reis disputavam a sua mão com o fim de ter o apoio português: Afonso XI, que a queria para o seu sobrinho, Fernando de Aragão e Pedro IV de Aragão com quem por fim se casou em 14 ou 15 de Novembro de 1347 em Barcelona, tornando-se em sua segunda consorte.

Segundo algumas fontes, incluindo Jerónimo de Zurita e Rui de Pina, teve uma filha, Beatriz, nascida em 1348, que morreu jovem e foi criada pela sua avó materna. No entanto, Leonor não menciona nenhuma filha em seu testamento de setembro de 1348. A rainha Beatriz de Castela em seus dois testamentos de 1357 e 1358 dispõe que sua neta Beatriz, provavelmente uma filha ilegítima do rei Pedro I, primeiramente enterrada no Mosteiro de São Francisco em Santarém, fosse sepultada com ela.

Leonor veio a falecer aos 20 anos em 30 de outubro de 1348 no caminho para Jérica depois de ter contraído a peste quando estava em Teruel. Seu corpo foi enterrado primeiramente em Jérica e em junho de 1350 foi transferido e sepultado no panteão dos reis no Mosteiro de Santa Maria de Poblet.

Jacente do túmulo da rainha

Biografias - Maria de Portugal, Rainha de Castela

11.02.21, Blog Real

Maria de Portugal (1313 — Évora, 18 de janeiro de 1357), a «Fermosíssima Maria» a que se refere Luís de Camões em Os Lusíadas, foi uma infanta portuguesa, a filha primogénita do rei de Portugal Afonso IV e sua esposa Beatriz, e rainha de Castela como a esposa do rei Afonso XI.

Em 1326 foi proposta por seu pai como noiva de Eduardo III de Inglaterra, então duque da Aquitânia e herdeiro da Coroa inglesa. Para esse efeito, Afonso IV enviou a Inglaterra como embaixadores o almirante Manuel Pessanha e o Mestre Rodrigo Domingues, mas a proposta não teve acolhimento porque aquele príncipe encontrava-se já comprometido com a irmã do rei de Castela.

Tornou-se rainha de Castela pelo seu casamento, em 26 de março de 1328, em Alfaiates, com Afonso XI, filho de Fernando IV e da infanta Constança de Portugal. Foi senhora dos alcáceres, castelos e vilas de Guadalajara, Talavera e Olmedo que recebeu do rei Afonso, por ocasião do seu casamento. O rei praticamente esteve para se separar dela, por não dar à luz um herdeiro, o que viria a acontecer em 30 de agosto de 1334 na cidade de Burgos (o futuro rei Pedro I de Castela). Contudo, o rei manteve abertamente uma relação extraconjugal com Leonor de Gusmão, o que levou a jovem rainha a regressar a Portugal, fixando-se em Évora, onde então se achava a corte de seu pai. Tal facto gerou um breve conflito entre Portugal e Castela, pela honra da rainha portuguesa, com o rei português a atacar as terras da raia.

O conflito viria a ser sanado, por um tratado assinado em Sevilha em 1339. O rei Afonso XI, embora ao abrigo do acordo de casamento com D. Maria, pudesse contar com a ajuda recíproca do sogro no combate aos muçulmanos, temeu que Afonso IV de Portugal se negasse a fazê-lo devido à traição para com a esposa sua filha, num momento em que o sultão de Marrocos se preparava para invadir a Península Ibérica. Por isso enviou a própria esposa ir ter com o pai a Évora, a fim de solicitar a sua participação no conflito que se avizinhava com os mouros.

Maria acedeu gentilmente ao pedido e depois regressou à corte do rei castelhano "com a obrigação de Afonso XI a dar à sua mulher o tratamento e honra que lhe devia e o consequente exílio da corte de Leonor Nunes de Gusmão", no entanto, segundo o cronista-historiador Fernão Lopes, "Afonso XI não podia sofrer a comverçaçam da mulher, nem a pryvançam e apartamento da favorita. E em fim tudo se tornaua ao que primeiro fora". Afonso IV ter partido em campanha para Castela, desta feita para batalhar o inimigo da fé cristã. A peleja travou-se nas margens do Rio Salado, donde houve nome a batalha do Salado, com a participação destacada das tropas portuguesa, em 29 de Outubro de 1340, tendo os mouros sido completamente derrotados.

O rei Afonso XI morreu da peste negra em 27 de março de 1350. Na primavera de 1351, a rainha Maria vingou-se da amante de seu esposo e mandou matar a Leonor de Gusmão, segundo relata o cronista Pero Lopes de Ayala:

O infante Pedro I de Castela, cognominado o Cruel, subiu ao trono com 16 anos após a morte de seu pai e practicou todo o género de atrocidades que muito consternaram a mãe. Ironicamente, Pedro também abandonou a sua mulher, Branca de Bourbon, para viver com a sua favorita Maria de Padilla, e o filho que Afonso XI tivera da amante, Henrique de Trastâmara acabaria também por vingar-se, ao assassinar Pedro I e subir ao trono como Henrique II de Castela.

Em 26 de Janeiro de 1356, a rainha e outros nobres, incluindo o seu mordomo-mor Martim Afonso Telo de Meneses, estavam no Alcazar de Toro quando o rei Pedro, acompanhado por vários escudeiros, entrou e mandou matar muitos dos nobres que estavam lá com a rainha. Pero Lopes de Ayala na crónica dos reinados de Pedro e três de seus sucessores, descreveu os acontecimentos da seguinte forma:

Morte e sepultamento:

Sepulcro da rainha María no Mosteiro de São Clemente em Sevilha

Depois deste episódio, Maria retornou a Portugal em 1356, acolhendo-se a Évora (onde então estava a corte), onde viria a falecer, em 1357. Havia outorgado testamento em Valhadolide no dia 8 de Novembro de 1351, e nele dispôs que o seu cadáver, revestido com o hábito de Santa Clara, fosse enterrado na Capela Real da Catedral de Sevilha, onde estava o seu esposo, Afonso XI, e que, se a este último o trasladassem, o mesmo fizessem aos seus restos mortais.

Após o seu falecimento recebeu sepultura em Évora, até que, contrariamente aos desejos expressos no seu testamento, os seus restos foram trasladados à Sevilha. Em 1371, o rei Henrique II dispôs que o seu pai recebesse sepultura definitiva na Real Colegiada de São Hipólito em Córdova, e é provável que ao mesmo tempo haja decidido que a rainha Maria, que tinha sido responsável pela morte de sua mãe, Leonor, fosse enterrada no Mosteiro de São Clemente em Sevilha. «Desta maneira se separavam definitivamente os que em vida estiveram pouco unidos». Os seus restos mortais repousam num sepulcro de madeira singelo, decorado com escudos heráldicos e coberto por um arco no lado do Evangelho da igreja do mosteiro..

 
DONA MARIA DE PORTUGAL
VIÚVA DO SENHOR REI DOM AFONSO XI
MÃE DO SENHOR REI DOM PEDRO.
COM DOIS TERNOS INFANTES
DE CASTELA SEUS FILHOS.

Palácio do Vidigal

11.02.21, Blog Real

Este palácio foi mandado construir pelo Rei D. Carlos I em 1896. Tinha um projeto para um pavilhão de caça, um grande interesse do rei, mas a construção durou até 1908, quando o rei foi assassinado. Está situado no Monte do Vidigal, e daí o seu nome.

Inclui uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição.

Com um traço típico ribatejano, o palácio encontra-se sem qualquer mobiliário.

Situa-se junto à estrada que liga Vendas Novas a Canha e pertence à Fundação Casa de Bragança.

O Infante D.Afonso a andar a cavalo ao pé do Palácio do Vidigal.