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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Biografias - Sancha Afonso de Portugal

20.02.21, Blog Real

Sancha Afonso de Portugal ou Sancha de Portugal (24 de novembro de 1157 - depois de março de 1167 ou provavelmente em 14 de fevereiro de 1168) foi uma infanta de Portugal, sétima e última filha de Afonso I de Portugal e de Mafalda de Sabóia. Sancha é citada em documentos de 1159, 1166 e março de 1167, registando o livro dos Óbitos de Santa Cruz que faleceu a 14 de fevereiro, sem indicar o ano.

Biografias - João Afonso de Portugal

20.02.21, Blog Real

João Afonso de Portugal ou João de Portugal (primeiro semestre de 1156 - 25 de agosto de 1163) foi um infante de Portugal, 6.º filho, 3.º varão de Afonso I de Portugal e de Mafalda de Sabóia. Nada se sabe deste infante, para além da sua morte no dia 25 de agosto, segundo o livro dos Óbitos de Santa Cruz ("Octavo Kalend. Septembris obijt Ioannes Infans Donni Alfonsi Regis Portugalliæ, et donnæ Mafaldæ reginæ filius").

Biografias - Mafalda Afonso, Infanta de Portugal

20.02.21, Blog Real

Mafalda Afonso de Portugal, (Coimbra, 1153 — 1162 ou depois de março de 1164) foi uma infanta de Portugal. Foi a quarta dos filhos de Afonso I de Portugal e Mafalda de Saboia e a terceira rapariga.

A 30 de janeiro de 1160, O seu pai Afonso reuniu-se em Santa María del Palo, perto de Tui com o conde de Barcelona, Raimundo Berengário IV, para a negociação do casamento de Mafalda com o futuro rei Afonso II de Aragão, que rondaria, naquela altura os quatro anos de idade. Depois da morte do conde, no verão de 1162, Fernando II de Leão convenceu a viúva, a rainha Petronila de Aragão, a cancelar o compromisso com Mafalda e acordou-se, no seu lugar, o casamento com a infanta Sancha, meia-irmã de Fernando, filha do segundo casamento de Afonso VII de Leão. O falecimento de Mafalda, nesse mesmo ano ou pouco depois, veio gorar a esperança de uma renovação do acordo de 1160. Em 1164 o nome de Mafalda é referido numa escritura sobre o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas.

Este insucesso, porém, não impediu o estabelecimento de ligações duradouras entre o Reino de Portugal e a Coroa de Aragão, vindo o irmão mais novo de Mafalda, Sancho, a casar-se em 1174 com Dulce de Aragão, irmã do dito Afonso de Aragão, que entretanto ascendera ao trono.

Faleceu em Coimbra.

Biografias - Teresa de Portugal, Condessa da Flandres

20.02.21, Blog Real

Teresa de Portugal (ou Tarasia), também conhecida como Matilde (ou Mahaut) (Coimbra, 1151 — Veurne, 6 de maio de 1218) foi uma infanta portuguesa, que, em virtude dos seus dois casamentos, se tornou Condessa da Flandres e Duquesa da Borgonha.

Influente desde cedo, ajudando o pai e o irmão na governação após o desastre de Badajoz (1169), foi a primeira princesa portuguesa a casar no Além-Pirenéus. Mais tarde, combinaria o grande património e riqueza que herdou do primeiro esposo com a sua grande influência na corte francesa por forma a granjear-lhe bastantes vantagens, como o apoio da França na questão das heranças depois da morte daquele. Permitiu-lhe ainda trabalhar, com sagacidade, na projeção europeia dos seus sobrinhos, sobretudo Fernando e Berengária, que casariam respetivamente na Flandres e na Dinamarca.

Primeiros anos:

Nascida em 1151, provavelmente em Coimbra, Teresa foi a terceira filha (e segunda rapariga) do primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques e de Mafalda de Saboia. Teresa terá recebido o seu nome em homenagem à sua avó paterna, Teresa de Leão. Órfã de mãe com apenas seis anos, a pequena infanta ainda presenciaria as mortes de vários irmãos, de entre eles o infante herdeiro, Henrique em 1155 e a infanta Mafalda (prometida a Aragão) em 1162. Deste modo, por volta de 1170, Teresa era um dos três filhos legítimos de Afonso Henriques que tinha atingido a idade adulta.

Teresa foi criada, ao contrário de alguns irmãos, na própria casa do rei, e teve por colaça (e também futura dama de companhia) D. Elvira Gonçalves de Sousa, filha de D. Gonçalo Mendes de Sousa. A ligação de Teresa Afonso e de sua família com as ordens religiosas, principalmente a dos cistercienses e a dos hospitalários irão, de qualquer forma, definir muito das ações da futura condessa de Flandres. Teresa começa a surgir na documentação a partir de 1161, sendo-lhe atribuído, não muito mais tarde, o senhorio de Ourém.

O primeiro casamento: Condessa de Flandres:

Recebidos os emissários, aceite a proposta e acordados os trâmites, Teresa partiu para a Flandres. Pensa-se que a frota que a acompanhava foi atacada por piratas normandos, que terão roubado à infanta várias joias e outras posses preciosas.

O casamento com Filipe da Alsácia, Conde da Flandres (talvez um dos mais importantes aristocratas franceses da época) terá ocorrido em agosto de 1183, na Catedral de Nossa Senhora de Tournai em Bruges, e desta forma tornou-se Condessa consorte da Flandres. No centro da Europa, talvez por ser difícil a pronúncia do seu nome pelas gentes locais, acabou por ficar conhecida como Matilde. Poderá inclusive ter adotado este nome quando casou. O ambiente onde entrou não fora dos melhoresː Filipe enviuvara de uma poderosa condessa, Isabel de Vermandois, que para além de não ter dado descendência ao conde, teria cometido adultério com Water de Fontaines, que fora castigado mortalmente.

O matrimónio de Teresa deveu-se sobretudo à urgente necessidade de Filipe de gerar um herdeiro para que o seu condado não caísse nas mãos do rei de França. Teresa levou consigo um grande dote, o que teria ajudado o marido a prosseguir a guerra por mais alguns anos, antes de fazer a paz com a França e o Condado de Hainaut em 1186, num acordo onde ficou estipulada na cessão do Condado de Vermandois, herdado da primeira esposa do conde, ao rei, embora fosse permitido manter o título de conde de Vermandois. O dote terá sido mais tarde aumentado pelo marido e pelo próprio rei Filipe Augusto, doando à nova condessa várias cidades flamengas, mais concretamente a maior parte da Flandres francófona, e também várias cidades da zona de idioma germânico. Estas doações teriam sido propositadas para incomodar o conde Balduíno V de Hainaut, o herdeiro oficial, que traíra o seu protetor para defender os interesses da própria filha, Isabel, que se havia tornado rainha de França.

Apesar da guerra mantida pelo conde até 1186, a economia da Flandres estava em crescimento, e por isso, durante o seu casamento, Teresa viveu numa das cortes mais requintadas da época, na qual Filipe patrocinou, por exemplo, Chrétien de Troyes, autor de um célebre ciclo de histórias arturianas, Perceval ou le Conte du Graal. Este autor terá sido um dos introdutores, na literatura, da temática do Graal.

Teresa trouxe consigo um séquito português composto de vários mercadores, que tiveram desta forma a oportunidade de fazer proliferar o comércio e os produtos portugueses no além-Pirenéus.

Filipe era um nobre ativo no que diz respeito à participação nas Cruzadasː acompanhara Luís VII de França em cruzada em 1177, pouco após descobrir o adultério da primeira esposa e designar a sua irmã Margarida como herdeira. Regressara em 1179; talvez fosse um possível medo de não poder regressar sem deixar filhos uma das causas que levaram ao seu casamento com Teresa e à urgência de conceber um herdeiro após a morte da primeira esposa.

Apesar de não ter engravidado Teresa, Filipe incorre em nova cruzada em 1190, mas desta vez para não regressarː chega a notícia da morte do conde, a 1 de agosto de 1191, devido à peste, durante o Cerco de Acre. Teresa terá repatriado o corpo do marido para ser sepultado na Abadia de Claraval.

O segundo casamento: Duquesa de Borgonha:

Os movimentos políticos de Teresa revelam ambição e, neste caso, a possibilidade de renovação da Dinastia Capetiana, à qual também pertencia, casando com o seu primo, o duque Eudo III da Borgonha, provavelmente em julho de 1193, menos de um ano após Eudo assumir o ducado e ter estado na Flandres para ajudar o rei a reconciliar-se com Balduíno, cunhado de Teresa, e dar-lhe condições de submeter os nobres revoltados. Odo durante o casamento com esta e premido por muitas dívidas do problema vassalático de Vergy,que se arrastava desde o seu falecido pai, Hugo III da Borgonha, obteve de Teresa aumento de impostos em seus domínios, que causou a primeira onda de impopularidade à duquesa. Desse casamento também não nasceriam herdeiros, e a esta esterilidade acrescentou-se a anulação do casamento em si, no ano seguinte, por proximidade de parentesco (ambos descendiam do Roberto I da Borgonha).

As circunstâncias de sua separação de Odo poderão estar também envolvidas no grave problema matrimonial que o rei de França também atravessava, e que merecera a discórdia do reino com o Papa Celestino III e a partir de 1198, com o Papa Inocêncio IIIː Filipe Augusto repudiou a sua segunda esposa, Ingeburga da Dinamarca. Teresa apoiou claramente a Ingeburga quando autorizou a passagem dos núncios papais (que vinham defender Ingeburga) pela Borgonha, algo que não teria agradado ao seu esposo, fiel ao rei, e que poderia ter também motivado a separação.

Apesar das circunstâncias pouco favoráveis do seu casamento, Teresa não terá permitido a degradação da sua relação com o rei de França, já que lhe promete, em janeiro de 1195, a vila de Douai após a sua morte. Terá prometido ainda ao rei não voltar a casar-se.

A impressão que ressalta deste segundo matrimónio é que o rei de França utilizou Teresa para ajudar Odo. A duquesa era uma das mulheres mais ricas da época, e Odo, acabado de ascender ao poder, precisava de ser atraído para a esfera francesa, após a política anti-francesa de sue irmão Hugo III, que se tentava aliar ao Imperador germânico. Filipe II Augusto pretendeu assegurar a lealdade de Odo, mas rapidamente este plano viu-se arrasadoː Teresa também não conseguia dar filhos a Eudo, a sua atitude protetora face ao Papado que defendia a posição de Ingeburga levaram o rei a começar a desconfiar da duquesa.

Morte e posteridade:

A influência de Teresa não foi suficiente desta vez para o libertar, e não viveria para ver esse momento. A morte acaba por surpreendê-la a 6 de maio de 1218. Teresa passava por Veurne, quando a sua carruagem terá caído num lago. A população tentou ajudá-la, mas quando a retiraram do veículo, Teresa já tinha morrido por afogamento.

A vida de Matilde revela sobretudo uma profunda consciência da excelência de sua linhagem e de um sentimento de nobreza. Matilde aliou desde cedo este sentimento à religiosidade, como a sua mãe, Mafalda, proveniente de uma família muito ligada à vida cisterciense. Esse aspecto da personalidade de Teresa terá sobressaído de forma muito notória durante a sua vida, já que poderá ter incitado a sua sobrinha-neta, Joana, a ir buscar noivo em terras da mãe de Teresa, escolhendo Tomás II de Saboia.

A nível religioso, Teresa esteve ligada à Ordem Hospitalária, e continuou esta relação na Flandres. Protegeu e enriqueceu também a Ordem de Cister, particularmente influentes também em Portugal na época. Foi precisamente num edifício ligado a esta ordem onde pediu para ser sepultadaː a Abadia de Claraval, numa cepla particular, junto do primeiro esposo. Porém, os restos de ambos ter-se-ão perdido durante a Revolução Francesa.

A sua figura está presente em numerosas crónicas contemporâneas, e caracterizada como mulher poderosa, influente, sagaz e intrigante. A presença do famoso cavaleiro flamengo Tiago I de Avesnes, grande amigo e aliado do seu marido, explica a proteção que deu ao filho dele, Buchardo de Avesnes, cujo casamento promoveu com a irmã de Joana da Flandres, Margarida, e que traria profundas consequências políticas para a Flandres.

Teresa de Portugal, Condessa de Flandres foi sepultada na Abadia de Claraval, Aube, França.

Bailes de Máscaras da Rainha D.Maria Pia de Sabóia

20.02.21, Blog Real

7 de Fevereiro de 1864. A Rainha Dona Maria Pia organizou no Palácio da Ajuda, uma "Soirée de Mascaras".

15 de Fevereiro de 1865. A Rainha Maria Pia organizou no Palácio da Ajuda um baile de máscaras para o qual usou 3 disfarces e, grande adepta da fotografia, fez-se fotografar com todos eles.
A Biblioteca da Ajuda conserva, na sua colecção de fotografia, os retratos da Rainha, nos diferentes trajes que usou:

Traje de Maria Tudor, com o qual abriu o Baile:
BA reg. 960

depois a Rainha trocou por um traje de escocesa.

por último usou o traje de Dominó.

Fonte: http://bibliotecadaajuda.blogspot.com/