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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Sab | 10.04.21

Biografias - Fernando de Portugal, Senhor de Serpa

Blog Real

D. Fernando de Portugal (Santarém, 1218–19 de janeiro de 1246), infante de Portugal e 1.º senhor de Serpa. Devido à posse do senhorio de Serpa que lhe foi dado em 1232 pelo seu irmão, o rei D. Sancho II, D. Fernando ficou conhecido por o Infante de Serpa.

Surge pela primeira vez na documentação a partir de março de 1218, pelo que terá nascido por volta deste ano, como o terceiro filho saído do casamento entre o rei de Portugal, D. Afonso II e D. Urraca de Castela. Entre 1220 e 1223, Fernando fica órfão de ambos os pais.

Em 1232, teria recebido do seu irmão o senhorio de Serpa, renunciando em troca a todos os bens que entretanto herdara do pai. Em outubro de 1235 reconhece o seu senhorio e o castelo de Serpa como parte da diocese de Évora, devendo, por inerência, aí receber o bispo, entregar-lhe um imposto das igrejas edificadas e as que ainda se encontravam em construção, e ainda todos os seus rendimentos. Em 1237 surge um desentendimento entre Fernando e o bispo da Guarda. O rei apoiava o seu irmão pois pretendia colocar alguém da sua confiança, e o mesmo sucedeu na diocese de Lisboa, levando a uma disputa que opôs a Coroa Portuguesa a Roma, relativa à sucessão do Bispo de Lisboa, D. Paio. Existiam dois candidatos à sucessão, um apoiado pela Coroa, Sancho Gomes, e o outro por Roma, Mestre João. Tendo sido eleito o candidato de Roma, Fernando deslocou-se a Lisboa com homens de armas e provocou vários desacatos contra os apoiantes daquele, com vista a fazê-lo desistir do cargo. Um dos desacatos foi a entrada e parcial destruição de uma Igreja onde se pensava estarem escondidos bens de familiares de Mestre João. Fernando viveu uma primeira fase da sua vida como intensamente violentaː apropria-se de alguns bens alheios, e destrói outros, perseguiu pessoas e praticou infâmias, algumas delas inclusive com o auxílio de muçulmanos.

Ao ter conhecimento do problema, o Papa Gregório IX reagiu com veemência, forçando a Coroa a castigar os responsáveis. O infante Fernando, arrependido foi pessoalmente a Roma pedir perdão ao Papa.

Gregório terá concedido proteção e várias benesses a este infante, como as indulgências dos cruzados e dos peregrinos à Terra Santa, proibição de ser excomungado ou interditado, absolvição para os seus delitos contra a Santa Sé, e anulação do compromisso que fizera com Sancho II, tendo desta forma a oportunidade de reaver os bens paternos[2]. Para tantos benefícios e apoio após os atos que cometera, denota-se claramente que o Papa procurava colocar Fernando contra o seu irmão, e talvez pensasse nele inclusivamente como um primeiro candidato para substituir Sancho II. Poderia esta hipótese pôr-se visto que o infante Afonso, o secundogénito, estava em França?

Entre 1240 e 1243, Fernando esteve em Castela, como vassalo de Fernando III de Castela e do seu herdeiro, o infante Afonso. Regressou a Portugal, onde exerceu tenências entre 1243 e 1245. Estando em Portugal, deverá ter apoiado o seu irmão, entretanto vindo de Bolonha, na guerra para reclamar o trono português, onde terá falecido em 1246.

Brasão:

Fernando terá usado um brasão com uma Serpe, símbolo do seu senhorio de Serpa, com uma bordadura onde, alternadamente se representa as armas de Portugal (ascendência paterna) e as de Castela (ascendência materna).

Casamento e descendência:

Fernando casou no fim de 1242 ou início de 1243 com Sancha Fernández de Lara, filha primogénita do conde Fernando Nunes, senhor de Lara, descendente de Teresa de Leão, e de sua mulher Mayor González, casamento do qual não teve filhos. Depois de 1246, a seu viúva e herdeira, Sancha, doou à Ordem do Hospital o senhorio e terra de Serpa.

O infante teve, pelo menos, um filho ilegítimo:

  • Sancho Fernandes, que, em 1 de novembro de 1261, ocupando o cargo de prior da colegiada de Santo Estêvão de Alfama, testemunhou a demarcação de Portel.
Sab | 10.04.21

Biografias - Leonor de Portugal, rainha da Dinamarca

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Leonor Afonso de Portugal (em dinamarquês: Eleonore; 1211 — 28 de agosto de 1231) foi uma princesa portuguesa, a única filha de Afonso II de Portugal e de Urraca de Castela.

Pelo seu casamento, em 1229, com Valdemar III da Dinamarca, o Jovem,[1][2] filho mais velho de Valdemar II e seu co-regente, tornou-se também rainha consorte daquele reino, do qual já antes havia sido monarca a princesa Berengária de Portugal, sua tia.

Morreu de parto em 1231, mas o seu rebento também não sobreviveu, pelo que, ao falecer o seu marido pouco depois, nesse mesmo ano, a coroa passou para os irmãos que o defunto monarca havia do segundo casamento do seu pai, precisamente com a tia da rainha, Berengária: Érico, Abel e Cristóvão I da Dinamarca.

Está sepultada na Igreja de St. Bendt, em Ringsted.

Qui | 08.04.21

Resumo do Ano da Família Real - 1994

Blog Real

Resumo do ano de 1994 da Família Real Portuguesa:

Setembro:

5 de Setembro - Dom Duarte, Duque de Bragança, participou na comemoração dos quinhentos anos do Tratado de Tordesilhas (Aqui).

Dezembro:

1 de Dezembro - Dom Duarte, Duque de Bragança, participou na cerimónia comoemorativa da Restauração da Independência em Portugal em Lisboa (Aqui).

Qui | 08.04.21

Resumo do Ano da Família Real - 1993

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Resumo do ano de 1993 da Família Real Portuguesa:

Julho:

3 de Julho - D. Duarte, Duque de Bragança, marcou presença no casamento do Príncipe Alois do Liechtenstein e Sophie da Baviera. (Aqui)

Dezembro:

22 de Dezembro - D.Duarte, Duque de Bragança participou na campanha de solidariedade "África Amiga" para Angola e Moçambique, lançada pela Secretaria de Estado da Cooperação, iniciativa que conta com a participação da Caixa Geral de Depósitos e da RTP. (Aqui)

Qui | 08.04.21

Resumo do Ano da Família Real - 1992

Blog Real

Resumo do ano de 1992 da Família Real Portuguesa:

Abril:

8 de Abril - Dom Duarte, Duque de Bragança participou na recepção a Goodwill Zwelethini, rei Zulu, do território autónomo Bantustão Kwazulu na África do Sul (Aqui).

Outubro:

6 de Outubro - D. Duarte, Duque de Bragança foi entrevistado no programa "Chá das 5" (Aqui). 

11 de Outubro - D. Duarte, Duque de Bragança foi entrevistado no programa "Olha Que Dois!" (Aqui).

Dezembro:

1 de Dezembro - Dom Duarte, Duque de Bragança, participou na comemoração monárquica da restauração da independência no dia 1 de Dezembro de 1640 no Castelo de São Jorge (Aqui).

Qui | 08.04.21

Resumo do Ano da Família Real - 1991

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Resumo do ano de 1991 da Família Real Portuguesa:

Abril:

17 de Abril - Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, concedeu uma entrevista a Joaquim Letria (Aqui)

Outubro:

30 de Outubro - Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, concedeu uma entrevista biográfica sobre a sua vida pessoal e profissional, e a sua visão sobre Portugal a Carlos Cruz (AquiAqui e Aqui)

Ter | 06.04.21

Dom João Carlos Bragança Sousa e Ligne, 2.º Duque de Lafões, Mordomo-Mor da Casa Real

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Dom João Carlos Bragança Sousa e Ligne, 2.º Duque de Lafões, 4.º Marquês de Arronches, 8.º Conde de Miranda (6 de Março de 1719 - 10 de Novembro de 1806)

era filho de D. Miguel de Bragança, filho legitimado de D. Pedro II e de D. Ana Armanda de Vergé, aristocrata francesa vinda para Portugal com a rainha D. Maria Sofia de Neuburgo, era primo de D. José, sendo cinco anos mais novo do que o rei.

Estudou Humanidades e Filosofia, tendo ingressado na Universidade de Coimbra para cursar Direito Canónico, porque o rei D. João V, seu tio, o destinava à carreira eclesiástica.

Devido às dúvidas levantadas pelo reitor sobre o protocolo a seguir para examinar um sobrinho do Rei, D. João mandou-o regressar a Lisboa sem se despedir de ninguém, ao mesmo tempo que escrevia ao reitor a repreendê-lo.

Saiu de Portugal em Maio de 1757, dirigindo-se para Londres e depois, em Janeiro de 1758, para Viena.

Por isso, não saiu de Portugal devido à morte do irmão mais velho, o 1.º duque, o que aconteceria só em 1761, e ao facto de não ter sido renovado em si o título do irmão, como afirmou Mendes Leal no seu Elogio Histórico, e sempre repetida, mesmo no Dicionário de História de Portugal publicado nos anos 60 do século XX, afirmação baseada numa erro cronológico que António Ferrão já tinha revisto em 1935.

De facto D. João saiu de Portugal com honras de duque, com uma missão desconhecida, mas possivelmente com a intenção de propor o casamento do imperador alemão José, futuro chefe da casa e Áustria, com uma infanta portuguesa.

Fixou residência temporariamente em Inglaterra, tendo sido eleito membro da Royal Society.

O que é um facto é que a partir de um dado momento o seu regresso deixou de interessar ao rei D. José e ao seu ministro, o futuro marquês de Pombal.

Ao chegar a Viena, já com a Guerra dos Sete Anos a decorrer, alistou-se no exército austríaco, onde o infante D. Manuel, seu tio assim como do rei D. José, tinha sido general.

Foi oficial superior do Regimento de infantaria do Príncipe de Ligne, seu parente, tendo participado nas últimas campanhas da Guerra dos Sete Anos.

Com o fim da guerra, em 1763, decidiu viajar tendo visitado a Suíça, Itália, França e o Oriente, percorrido a Grécia e o Egipto. Mais tarde, viajou para Norte visitando a Prússia e a Polónia.

Em 1766, foi-lhe proposto integrar o exército austríaco, com o posto de major-general, mas a autorização da coroa portuguesa nunca lhe foi dada.

Em 1778, devido à morte de D. José I e à saída do governo do marquês de Pombal, regressou a Portugal, tendo sido agraciado com o título de duque de Lafões.

Em 1780 foi nomeado para o Conselho de Guerra, em 1791 foi escolhido para o cargo de governador das Armas da Corte e Província da Estremadura, sendo promovido a marechal general na mesma data. Em 1796 entrava para o Conselho de Estado.

Em 1779, com o abade Correia da Serra, fundara a Academia das Ciências de Lisboa, possivelmente em honra de seu irmão que a tinha proposto em 1721, aquando da criação da Academia Real da História Portuguesa.

Devido ao perigo de guerra com a Espanha, foi nomeado em Janeiro de 1801, mordomo-mor da Casa Real, ministro assistente ao despacho, e secretário de Estado da Guerra.

Com a declaração formal da guerra em Março assumiu a chefia do Exército, não querendo entregar o comando ao marechal do Exército conde de Goltz, contratado para dirigir o exército em campanha.

Em Maio dirigiu-se para o Alentejo, palco das principais acções militares da curta "Guerra das Laranjas."

Estava em Abrantes, com o Exército, quando recebeu a notificação que o destituía de todos os cargos militares e políticos que ocupava. Até à sua morte, em 1806, nunca mais exerceu cargos públicos.

Casou em 1788, com D. Henriqueta de Meneses, filha do Marquês de Marialva, ajudante general do exército durante o seu comando do exército. Teve um filho, que morreu criança, e duas filhas.

Fonte: https://www.arqnet.pt/exercito/lafoes.html

Seg | 05.04.21

Francisco de Portugal, 8.º conde de Vimioso, mordomo-mor da rainha D. Maria Ana de Áustria, mulher de D. João V

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D. Francisco de Paula de Portugal e Castro (Lisboa, 25 de Janeiro de 1679 - 10 de Setembro de 1749) foi um nobre português, 8.° Conde de Vimioso e 2.° Marquês de Valença. 

Senhor da casa de Basto, donatário da capitania de Machico, ilha da Madeira; comendador das comendas de S. Miguel de Chorense e de S. Tiago de Androens, e S. Martinho de Sande, no arcebispado de Braga, S. Miguel de Souto, no bispado do Porto, S. Nicolau de Saleas no de Miranda, todas na Ordem de Cristo, e das comendas de Almodovar e Garvão no Campo de Ourique na Ordem de S. Tiago da Espada; governador do forte de Alcântara, padroeiro do convento de S. José de Ribamar, e de outros; do conselho do rei, mordomo-mor da rainha D. Maria Ana de Áustria, mulher de D. João V, nomeado a 30 de maio de 1749, académico da Academia Real de História Portuguesa, etc..

Era filho do 7.º conde de Vimioso, D. Miguel de Portugal, e de sua mulher D. Maria Margarida de Castro e Albuquerque.

Sendo ainda muito criança, faleceu o seu pai, e foi educado até aos onze anos por a sua tia, a condessa D. Maria Margarida de Castro e Albuquerque.

Logo que principiou a receber as primeiras instruções da língua latina e de letras humanas, fez notáveis progressos, dando provas de grande inteligência e de admirável talento.

De todas as artes, a que mais se dedicou, como a mais própria de cavalheiro e de fidalgo, foi o manejo de cavalos, em cujo exercício adquiriu o maior desembaraço e elegância no montar.

Ao contínuo estudo a que se entregou durante muitos anos, deveu o vastíssimo conhecimento da filologia, deleitando-se o seu génio com a lição dos poetas e dos historiadores antigos.

As suas produções literárias foram sempre muito apreciadas. Na Academia Real de História, de que era sócio, teve o encargo de censor, e não havia assunto festivo ou fúnebre, moral ou político, civil ou militar, que não fosse profundamente escrito pela sua pena sempre fecunda em conceitos finos, razões concludentes e agudas sentenças.

Era muito generoso, o que também o tornava muito considerado e respeitado. Despendeu 16 mil cruzados, quando por ordem de D. Pedro II alistou soldados no termo de Torres Vedras e de Alenquer; 17 mil cruzados, sendo provedor da mesa da Misericórdia; 3 mil cruzados para remédios dos presos e outras somas importantes para o culto religioso.

D. João V agraciou-o com o título de marquês de Valença, por carta de 10 de março de 1716, por ser descendente do antigo marquês desse título, honrando-o também com as honras de parente, dando-lhe o tratamento de sobrinho.

Casou em 21 de setembro de 1699 com D. Francisca Rosa de Meneses, filha de Manuel Teles da Silva, 1.º marquês de Alegrete, e de sua mulher, D. Luísa Amaro Coutinho.

No dia 7 de setembro de 1749, estando no palácio real assistindo às festas do aniversário da rainha, foi acometido dum ataque apoplético, falecendo três dias depois.

Foi sepultado no convento de S. José de Ribamar. Pertencia também à Academia dos Ocultos.

Fez o seu Elogio fúnebre o Padre Francisco José Freire, mais conhecido por Cândido Lusitano, que se imprimiu no mesmo ano de 1749, o qual trás no fim o catálogo das obras do marquês, tanto impressas como manuscritas.

No vol. 11 da Biblioteca Lusitana, da Barbosa Machado também se encontram mencionadas.

O marquês de Valença foi um dos fidalgos mais ilustrados do seu tempo, bom conhecedor de diferentes idiomas e orador de fácil elocução. D. João V estimava-o muito e bem lhe mostrou essa estima, quando no ano de 1726, tendo ardido completamente o palácio do marquês, se apressou a oferecer-lhe para sua habitação um dos próprios palácios reais.

Foi um dos académicos mais activos e prestimosos da Academia Real de História, sendo incansável na recitação de práticas, orações gratulatórias e outros discursos cortesãos e muitos elogios a vários sábios e discursos filosóficos sobre diversos assuntos metafísicos, tais como o de se provar que se deve aplicar a palavra herói, não só aos que são insignes na guerra, mas também aos que se distinguem pela ciência.

São muito apreciados e mais dignos de consulta os seus elogios fúnebres de Belchior Rego de Andrade, conde de Tarouca, do marquês de Alegrete, de D. Álvaro Abranches.

O marquês de Valença também se aplicou ao género de crítica literária, escrevendo um discurso apologético em defesa do teatro espanhol e uma cítrica do Cid de Corneille. Responderam-lhe e ele replicou.

Era geralmente respeitado pelos nossos filólogos-críticos como um dos que mais se aproximavam dos antigos clássicos enquanto à pureza de linguagem e gravidade no estilo. D. Tomás Caetano do Bem diz dele por palavras formais: "Falou com notável elegância e propriedade a nossa língua, bebendo nas obras do incomparável Vieira o estilo e a pureza de idioma que se acha dos seus discursos".

Fonte: https://www.arqnet.pt/dicionario/valenca2m.html

Sex | 02.04.21

Diogo Anes Afonso Aranha, escrivão da puridade do Rei D.Afonso IV

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Diogo Anes Afonso Aranha (c.1340) viveu no reinado de D. Afonso IV de quem foi escrivão da puridade e alferes-mór.

Casou com Aldonça Viegas de quem teve os seguintes filhos:

  • Afonso Anes Aranha * c. 1390  casado com Maria Ximenes
  • D.João Afonso Aranha, bispo do Porto
  • Vasco Afonso Aranha casado com Maria Aranha
  • Pedro Afonso Aranha
  • Fernando Afonso Aranha 
Qui | 01.04.21

Corrida de automóveis patrocinada pelo Real Automóvel Clube de Portugal em Valada, no Ribatejo (1906)

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Em Março de 1906 realizou-se, em Valada, no Ribatejo, uma corrida de automóveis patrocinada pelo Real Automóvel Clube de Portugal. O Rei D. Carlos entregou um dos prémios. O Arquivo Histórico da Casa de Bragança possui um exemplar do Regulamento. No Arquivo Fotográfico encontram-se, num dos álbuns da Rainha D. Amélia, algumas fotografias do evento. A corrida seria de 1000 metros. Infelizmente, nenhum dos automóveis foi fotografado.

 

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