O pretendente à sucessão do trono português, duque de Bragança, D. Duarte Pio, a esposa, Isabel de Herédia, e os filhos, Afonso e Dinis, assistiram ontem, na Igreja de São Vicente de Fora, à missa em memória do penúltimo rei de Portugal, D. Carlos, e do filho, o príncipe Luís Filipe, assassinados em 1 de fevereiro de 1908, em Lisboa.
Em Braga, na Sé, também se celebrou missa em memória de D. Carlos e do príncipe Luís Filipe. Manuel Beninger, líder local do Partido Popular Monárquico e organizador da missa, explicou que a ideia de celebrar a missa tem o único objetivo de lembrar que o regicídio "foi um ato hediondo e não um ato heroico como esta República o quer recordar". Durante a homilia, o cónego José Paulo Abreu referiu que o ato religioso pode ser aproveitado como "pretexto para rezar pelos que nos governam".
No 1º de Fevereiro ao final da tarde a Igreja da Encarnação foi pequena para acolher as centenas de patriotas que quiseram marcar presença ao lado da Família Real Portuguesa na homenagem a SS.AA.R.R., El- Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luiz Filipe por ocasião do 103º aniversário da passagem do seu cobarde assassinato no Terreiro do Paço. A emotiva cerimónia religiosa foi presidida pelo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada cuja Homilia pode ser lida aqui
1ª e 2ª Leituras lidas por Dr. João Mattos e Silva, Presidente da RAL e Duarte Seabra Calado, Presidente da JML.
Sérgio Moreno, com a bandeira que pertenceu ao Rei Dom Manuel II durante o exílio
No final da Missa, Sérgio Moreno coloca-se atrás de SS.AA.RR., Os Duques de Bragança para acompanhá-Los até à sala onde as pessoas apresentaram as condolências.
S.A.R., Dom Duarte conversa com Dr. Orlando Góis, Presidente da Real Associação do Ribatejo
Sessão de condolências a SS.AA.RR., Os Duques de Bragança
S.A.R., Dom Duarte com José Tomaz de Mello Breyner
José Tomaz de Mello Breyner, S.A.R., Dom Duarte e com a alguns jovens da Juventude Monárquica de Lisboa (JML)
S.A.R., Dom Duarte com a Juventude Monárquica de Lisboa (JML). Ao fundo, Sérgio Moreno, o nosso porta-bandeira.
Da autoria do Dr. Paulo Dias, licenciado em História pela Universidade de Lisboa, este Desenvolvimento da dissertação de Mestrado apresentada em 2003 na Faculdade de Letras, na Universidade de Lisboa sob orientação da Prof. Dra. Maria João Neto e do Prof. Dr. Vítor Serrão. Álbum de 288 páginas profusamente ilustradas em formato 24x30 com carta de S.A.R., Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, e prefácio do Prof. Dr. António Filipe Pimentel, docente de prestigio e autor de uma vasta obra documental de carácter histórico-científico. O autor expõe com grande riqueza de pormenores as circunstâncias históricas, políticas, sociais e morais que determinaram a importância das exéquias e pompas fúnebres dos Príncipes e Infantes da Casa de Bragança e certas atitudes perante a morte, os cultos prestados às pessoas reais e, de uma maneira geral, as incidências ideológicas e iconográficas marcaram a importância dos sepultamentos régios da Dinastia de Bragança, as campanhas de obras do Panteão, etc. Põe de manifesto o conjunto de fenómenos dos tempos e circunstâncias que envolveram e condicionaram essa importância dos sepultamentos régios na Dinastia de Bragança, considera os diversos projectos de asserção do poder régio, interpela as campanhas de obras, as suas permanências e mutações ideológicas e iconográficas, faz ressaltar certas evidências e coloca questões novas de algum modo intrigantes. Os limites cronológicos – 1656-1951 – assinalam respectivamente os anos da morte de D. João IV, iniciador da Dinastia brigantina, e de D. Amélia de Orleans e Bragança, ultimo membro da Família Real recebido no Panteão. Apresenta ainda numerosas perspectivas de enquadramento político e artístico das diversas fases da criação de um Panteão para a Dinastia de Bragança e dos seus representantes, incluindo as continuidades, descontinuidades e roturas estéticas e ideológicas que os tempos, os homens e as opções políticas não deixariam de impor e una história que integra e explica os circunstancialismos que molduraram a imagem e definiram o conceito de Panteão Real, circunstancialismos que foram determinantes na produção artística (ou na sua ausência) em torno da figura dos monarcas. A compulsão de fontes documentais não exploradas até agora permitiu ao autor trazer a lume questões novas sobre o tema, o que justifica a inclusão na parte final da obra de um criterioso corpus documental. Além do Panteão de S. Vicente de Fora e da sua notoriedade no conjunto que aborda, inclui um capítulo inicial que permite apreender ao nível da tumulária as memórias respeitantes ao sepultamento dos Monarcas, as intenções ideológicas materializadas nos cenóbios escolhidos e as atitudes perante a contingência da vida humana. A importância que atribui ao Panteão Real de Santa Maria de Belém deve-se a factores diversos, mas principalmente porque inaugura no campo da tumulária um modelo eficiente e duradouro a nível dos valores políticos, religiosos e metafísicos.
Para conhecimento do publico se transcreve o seguinte :
Programa das festas por occasião da visita a Loanda de Sua Alteza o Principe Real.
Dia 17 de julho
A's 10 horas da manhã.—Desembarque no caes da capitania, seguindo-se Te-Deum na Sé Cathedral.
A 's 11 horas e meia da manhã.—Almoço no palácio do governo.
A' 1 hora e meia da tarde.—Recepção no palácio do governo.
A's 2 horas e meia da tarde. —Visita ao observatorio metereologico, e inauguração do mostruario de productos da provincia.
A's 3 horas e meia da tarde.— Inauguração no Paço Episcopal do Seminario Liceu, Escola de interpretes e museu,
A's 4 horas e meia.—Visita ao hospital Maria Pia.
A's 5 horas e meia. —Passeio de carruagem pelas ruas da cidade.
A's 7 horas da noite.—Jantar de gala no palacio do governo.
A's 9 horas da noite.—Visita ao Centro Militar, precedida por um percurso nas ruas illuminadas.
A's 11 horas da noite.—Regresso ao palacio do governo.
Dia 18
A 's 6 horas e meia da manhã.—Saída da estação da cidade alta em direcção á fazenda «Tentativa» no Alto Dande, visitando-se, na ida ou na volta, as installações da companhia das aguas em Quifangondo.
Dia 19
A 's 11 e meia da manhã.—Almoço no palacio do governo.
A 1 hora da tarde. —Recepção de alguns sobas do districto de Loanda.
A's 2 horas da tarde. — Inauguração da Escola Profissional D. Carlos I, e visita ás officinas do Estado.
A's 3 meias da tarde.-—Visita á carreira de tiro do Penedo e oficinas do caminho de ferro de Ambaca.
A's 5 horas da tarde—Visita á fortaleza de S. Miguel.
A's 5 horas e meia da tarde.—Visita ao asylo D. Pedro V.
A's 7 horas da tarde.— Jantar no palacio do governo.
A 's 9 horas da tarde.-—Embarque com illuminação no trajecto.
Infante Dom Afonso (Santarém, 31 de julho de 1390 - Braga, 22 de dezembro de 1400) foi um Infante de Portugal, herdeiro presumido do Reino de Portugal. Não possuiria o título de Príncipe herdeiro de Portugal pois este título foi criado por seu irmão, quando rei, Duarte de Portugal.
Era filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre. No ano anterior teria morrido uma primeira filha do casal, de nome Branca, mas D. Afonso era o herdeiro da coroa portuguesa, porque primogénito varão.
Em finais de 1400, a família real dirigiu-se à província do Minho, para a consagração, por parte de D. João I, da igreja de Nossa Senhora da Oliveira, em Guimarães, bem como para a celebração das Cortes (Janeiro de 1401). Estando a comitiva ainda em Braga, o príncipe herdeiro adoeceu. E acabaria por falecer no dia 22 de Dezembro de 1400, na mesma cidade de Braga.
Túmulo:
Encontra-se sepultado na Sé Catedral de Braga, num mausoléu que a historiografia de arte tem considerado proveniente da Flandres, supostamente por encomenda da sua irmã Isabel, casada com D. Filipe III, o Bom Duque de Borgonha.
Composta por uma arca tumular e um jacente, encimada por um baldaquino (espécie de pálio), a obra é unanimemente considerada ímpar na tumulária europeia. A estrutura de madeira é totalmente revestida por elementos de cobre dourado e prateado, contendo ainda uma inscrição. O conjunto tumular não tem precedentes em Portugal, porquanto reúne características formais, estilísticas e materiais únicas na arte funerária medieval. Datado do século XV, tem 118 peças na parte tumular e 110 no baldaquino.
Consultar a apresentação do projecto de investigação empreendido entre 2007 e 2010, na página do Instituto dos Museus e da Conservação.
Manoel Caetano da Silva exercia as funções de "primeiro cozinheiro" no Palácio da Ajuda, residência do Rei D.Luís I e da Rainha D.Maria Pia.
Manuel Caetano da Silva entrou ao serviço em 1870, sendo nomeado em 1885 como “Ajudante da 2ª Secção da Real Cozinha, Copa - Pastellaria e Conservaria”, cujo verbete tem o título de “Aprendiz da Real Cozinha”, e viria a percorrer os cargos da hierarquia da cozinha até ao topo.
A 31 de Maio de 1904, Joaquim Isidoro de Sousa, mordomo particular da Casa de S.M. A Rainha D.Maria Pia, redige uma ordem de serviço para a Real Cozinha, estabelecendo que Manoel Caetano da Silva, primeiro cozinheiro, passe também a desempenhar a função de "encarregado de serviço da real cozinha", a começar no dia 1 de Junho.
Gonçalo Lourenço de Gomide (c. 1350-1426?) segundo vários autores, era natural de Castelo de Vide, e bisavô do célebre Afonso de Albuquerque. A este propósito o genealogista Manuel de Sousa da Silva escreveu (ver http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=1040):
Deu o ser aos Gomide A quinta do nome seu Dos quais certo descendeu Afonso que tantas lides No Oriente venceu.
1º Senhor de Vila Verde dos Francos (senhorio criado por D. João I), era filho de Nuno Martins de Gomide, de Portalegre, contemporâneo de D. Pedro I, e de Bartoleza Lourenço Gorjão (nome este não confirmado).
Em 1415 D. João I parte à conquista de Ceuta, cidade que toma a 21 de Agosto, e regulava a vida do primeiro domínio de Portugal fora do reino. Nessa gloriosa jornada de Ceuta no próprio dia da tomada, e enquanto não chegava o momento de intervir na luta, que seus filhos iniciavam, armou o Monarca cavaleiro ao seu fiel e muito estimado escrivão da puridade Gonçalo Lourenço de Gomide, ilustre filho de Castelo de Vide.
Regressa com El-Rei que lhe confia a responsabilidade de cuidar da grandiosa obra do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, o Mosteiro da Batalha.
César Videira transcreve Rebelo da Silva: "Nos dias do mestre de Aviz, Gonçalo Lourenço de Gomide, e depois seu filho João Gonçalves de Gomide, foram muito estimados no desempenho destas funções (as de escrivão da puridade), confiando o monarcha do primeiro os maiores segredos, commettendo-lhe a direcção das cousas, em que punha maior cuidado, como fez com as obras do mosteiro da Batalha e dos paços de Cintra, e ordenando até que elle o substituisse no exame das contas dos valores".
Curioso é notar que Gonçalo Lourenço de Gomide encontra-se de certo modo ligado ao início do fabrico de papel em Portugal, e mais uma vez se constata a consideração de D. João I por este cidadão, pois há uma Licença concedida em 1411 por D. João I ao seu escrivão de puridade, Gonçalo Lourenço de Gomide para instalar um moinho de papel em Leiria, e lhe conceder as regalias requeridas, porque diz El-Rei, “entendemos que os artifícios e engenhos que o dito Gonçalo Lourenço diz que em eles quer fazer seram prol e onrra dos nossos regnos e outrossy da dita vila de Leirea”.
Gonçalo Lourenço de Gomide teve três filhos: João Gonçalves de Gomide, 2º Senhor de Vila Verde, Alcaide-mor de Leiria, Óbidos e Alenquer, casado com Leonor de Albuquerque, Maria Gonçalves de Gomide, casada com Lopo da Cunha, e Isabel Leitão, casada com Rui Mendes de Cerveira.
Gonçalo Gomide terá falecido antes de 1426 e jaz sepultado no cabido do Mosteiro de Nossa Senhora da Graça, em Lisboa, onde ainda hoje se pode visitar a arca tumular.
Túmulo de Gonçalo Lourenço de Gomide na igreja do Convento da Graça, em Lisboa