Rainha D. Amélia com o Rei Alfonso XIII e o Rei Fernando da Bulgária
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Fonte: Wikipedia
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Durante a Primeira Guerra Mundial, Rainha D. Amélia de Orleans visitando vítimas em hospitais militares e ambulâncias da Cruz Vermelha Inglesa em Paris, avenida Champs-Elysées.
Fotografia publicada no jornal "Excelsior", em 31 de outubro de 1914.
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Fonte: https://www.arquivo.museu.presidencia.pt/details?id=134001&detailsType=Description
A Rainha D. Amélia sofreu uma entorse num pé no dia 29 de dezembro de 1889 no dia da revista militar ao sair de uma carruagem no Palácio de Belém.
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O Rei D. Manuel II passou o dia 14 de Junho de 1909 com a sua mãe, a Rainha D. Amélia, no Palácio da Pena. Regressou durante a tarde a Lisboa.
A Rainha D. Maria Pia passeou durante a tarde de automóvel na Avenida e noutros pontos da cidade de Lisboa.
O Infante D. Afonso assistiu no domingo de tarde a parte do festival no Velodromo de Palhavã, assistindo depois a uma Tourada no Campo Pequeno. Durante a noite esteve no Teatro D. Amélia.
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No dia 7 de Maio de 1909 foi assinado o decreto agraciando com a Banda das Três Ordens a Rainha D. Amélia, atendendo aos seus altos merecimentos, virtudes e serviços devotadamente prestados à beneficiência.
Entre as numerosas obras de beneficiência que a Rainha D. Amélia está a Assistência Nacional aos Tuberculosos.
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Ordens que Sua Majestade foi servido dar para se observarem no quarto do príncipe nosso senhor.
CÓPIA DA INSTRUÇÃO.
"Se deve ponderar que nas cortes há sempre temerários, que pretendem abusar da benignidade dos príncipes, principalmente nos princípios dos seus reinados, tentando-lhes os ânimos com alguns actos de ousadia para verem se acham neles tolerância"
Este texto é ligeiramente diferente das ordens realmente expedidas que foram também publicado por Manuel Filipe Canaveira na sua tese, Sua Majestade Fidelíssima, referida abaixo.
As ordens são para o neto do rei, D. José, príncipe da Beira ao nascer, e príncipe do Brasil, quando a mãe, a rainha D. Maria I, subiu ao trono em 1777.
Muito interessantes, porque mostram o tipo de educação se prestava às crianças de sangue real, assim como se explicavam os acontecimentos da História de Portugal. Mas também, como se pensava a governação. Interessante, também, é a informação que dá sobre aquilo que chama a provocação da Junta dos Três Estados, onde pontificava a grande nobreza do reino, no início do reinado de D. José. I
NSTRUÇÕES DADAS POR S. M. O SENHOR REI D. JOSÉ I DE BOA MEMÓRIA PARA A EDUCAÇÃO DE SEU AUGUSTO NETO O SERENÍSSIMO PRÍNCIPE D. JOSÉ
Tenho resoluto que o príncipe meu sobre todos muito amado e prezado neto seja servido em quarto separado desde o dia de Nossa Senhora da Conceição em diante.
Será servido em cada semana por um dos gentis‑homens da minha câmara, que tenho nomeado para este importante exercício, por um dos moços da câmara da minha guarda‑roupa dos que acabo também de nomear, por um reposteiro daqueles de meu particular serviço, que ao mesmo tempo nomeei; e por um varredor dos que determinei para a limpeza do referido quarto.
A ele não subirão pessoas algumas, que não sejam reais, de qualquer estado, e condição que possam ser, além das acima nomeadas sem especial ordem minha. O que porém não se entenderá compreender os ministros que têm assento, no meu real Conselho de Estado; o confessor do mesmo príncipe Frei Manuel do Cenáculo; e o instrutor de ler, e escrever António Domingues do Passo; os quais terão sempre entrada livre no sobredito quarto.
Além dos referidos será chamado o cabeleireiro Carlos de Sousa quando for necessário para executar o que pertence ao seu oficio. Logo porém que houver feito o serviço para que for chamado, será imediatamente despedido sem que se lhe permita fazer mais dilação.
A dignidade, a decência, e o costume das cortes fazem necessário que as conversações com o príncipe sejam reduzidas somente aos gentis‑homens da câmara, moços da guarda‑roupa, que o servem e aos ministros do meu Conselho de Estado, sem que se possa permitir que os reposteiros, varredores, cabeleireiros, ou quaisquer outras pessoas destas, e semelhantes foros tenham com o mesmo príncipe a menor prática. Antes pelo contrário deverão sair do quarto, logo que houverem feito o serviço que necessário for. O que porém se não entenderá com o reposteiro, que deve ficar em cada noite para executar prontamente o que lhe for ordenado no serviço do príncipe; ou seja pelo gentil-homem da câmara; ou pelo moço da guarda-roupa, que dormir no referido quarto.
A tenra idade, e a compleição do príncipe não permitem, que sua atenção, e a memória sejam gravadas com todos os documentos religiosos, e políticos que só em mais adiantados anos se farão oportunas.
É contudo necessário que o príncipe se costume desde logo a repartir as horas, para viver com método, que em tão altas pessoas se faz indispensável.
Sem que de repente seja obrigado o mesmo príncipe a levantar-se cedo com desvelo prejudicial à sua preciosa saúde; é preciso contudo que com cinco, dez, e quinze minutos de antecipação em cada dois, três ou quatro dias, se vá reduzindo gradual, e periodicamente ao estado de poder despertar sem prejuízo a horas competentes para cumprir com as suas obrigações de cristão, de filho, e de príncipe: vindo beijar as mãos de seus avós e pais pela parte do trânsito interior, de que o camarista da semana deve ter uma chave, logo que acabar a oração de levantar da cama: indo com a sua mãe à Russa, se couber no possível: e voltando imediatamente para o quarto via recta; sem que nunca se perca de vista na ida, e na volta, de sorte que seja divertido para conversações, que lhe tomem o tempo desnecessariamente.
As mais precisas conversações por ora dentro do referido quarto são as que devem verter sobre as coisas mais necessárias, e mais próprias da idade do príncipe.
Observando-se com exacta vigilância o seu comportamento com as pessoas, que forem obsequiá-lo: se lhe deve sugerir a propósito: Primo a compostura do corpo, e figura, em que estará enquanto lhe falarem, sem fazer gestos nem contorções contrárias à gravidade, e muito mais ao carácter da sua grande pessoa: secundo que quando falar com as ditas pessoas deve olhar para elas fixamente; sem por os olhos no chão, como envergonhado, ou noviço; e sem distrair a vista com demora para outros objectos: tercio que se deve propor sempre que falar aos vassalos a ideia, não só de lhes imprimir respeito com aquela modéstia, e compostura de acções; mas também de lhes ganhar o amor pela afabilidade, com que os receber: quarto que isto conseguem facilmente os príncipes sem outro algum trabalho, que não seja ou o de uma ou duas palavras obrigantes; ou ainda somente o de um certo arzinho, e afável, quando lhe têm feito algum serviço, ou ou lhe dizem coisa digna de reconhecimento, que não é impróprio nos príncipes; mas neles tão natural como o é a sua grandeza.
Passando às outras conversações mais interessantes, que o tempo irá sazonando cada dia mais oportunamente. E sendo necessário que o príncipe não veja, nem ouça coisa alguma que não seja ordenada a formar-lhe o espírito sobre as boas máximas, que eu desejo, e espero em Deus que louvavelmente governem todas as acções de sua vida. Advirto a este respeito o seguinte.
É muito próprio dos anos em que o príncipe se acha, gostar de ouvir contar histórias, e pedir que lhas contem para se divertir. E neste mesmo sentido se lhe devem sugerir, e fazer gostar com estilo de conto e com a suavidade de modo coisas tão importantes, e necessárias como as que vão abaixo indicadas.
Sendo da grandeza de Deus Nosso Senhor, dar obras da sua omnipotência na criação do Mundo; e da Religião Cristã, que professamos, as primeiras ideias, que se devem dar ao príncipe: Há para lhe fazer ver e imprimir a excelente história do Velho e Novo Testamento representado com figuras pelo insigne Theargo Sacy; porque cada figura é um útil registo para a recreação das primeiras idades; e nelas se imprimirem assim as úteis noções destes significados. Nenhuma prudência será porém demasiada a respeito desta necessária aplicação para eleger, e praticar o virtuoso meio entre as duas perigosas extremidades da irreligião, e do fanatismo: porque é certo que uma e outra têm levado a par de si as ruínas dos reinos, e impérios.
Porque porém a referida prudência neste ponto pertence mais principalmente ao cuidado do confessor; tudo o que resta fazer aos outros assistentes é desviar com desteride (*) o príncipe do que pode distrair-lhe o ânimo, e fazê-lo declinar, ou para a incredulidade; ou para a incontinência: sem contudo se lhe abaterem os espíritos e se lhe tirar o brio juvenil, o que se conseguirá permitindo-se-lhe com dissimulação, e sem ela (conforme o caso pedir) tudo o que nos limites da cristandade, e da nobreza costuma permitir-se aos príncipes pelos que são prudentes.
Não se devendo tão pouco criar um príncipe filósofo com aplicações abstractas, e com discursos metafísicos. É igualmente indispensável que as ditas conversações familiares que se tiverem no referido quarto, vertam sobre coisas nobres, úteis, práticas, e tais como as que vão indicadas nos exemplos seguintes.
Primeiro exemplo.
Pode introduzir-se por conversação na presença do príncipe uma disputa sobre a reputação. Perguntando um que coisa ela seja e respondendo outro: que é o calor natural que vivifica os corpos das monarquias: que por isso foi sempre a mais preciosa, e quando se chegar na Crónica de el-rei D. João 11 ao facto da execução feita na pessoa do Senhor Duque de Bragança Dom Femando, se deve estabelecer que a dita execução foi de uma necessidade indispensável. E isto se deve provar logo in continente tendo-se pronta a história de el-rei Dom Manuel pelo bispo Jerónimo Osório, referindo-se o que ele escreveu judiciosissimamente no principio do livro 1° sobre o referido facto.
Com este assunto se deve ponderar que nas cortes há sempre temerários, que pretendem abusar da benignidade dos príncipes, principalmente nos princípios dos seus reinados, tentando-lhes os ânimos com alguns actos de ousadia para verem se acham neles tolerância, que habilite para maiores indulgências os mesmos temerários:
E que tudo referido vem a resultar que em matéria de autoridade ao rei, e às suas leis nem se deve admitir providência de matéria, nem corra tão pequena que se não deva advertir, e obviar primeiro, enquanto é possível, com procedimentos ou indirectos, ou proporcionados na gravidade aos casos ocorrentes; e nas ousadias públicas, e maiores com os mais graves castigos, aplicados eficaz, e inflexivelmente; porque a causa pública, que assim o requer indispensavelmente; deve prevalecer a todas, e qualquer contemplação, ou comiseração, particulares, sendo aliás boa, e santa economia sacrificar estas poucas vítimas à justiça para salvar o trono, e o comum dos povos dos estragos da sedição, e da iniquidade: e mostrando aliás a História por uma sucessiva série de factos, que os homens, cujos corações foram uma vez corrompidos com o veneno da soberba temerária, da intriga sediciosa, e da facção, nunca jamais tiveram emenda, e nunca jamais deixaram de fazer mal senão enquanto foram impossibilitados a podê-lo fazer.
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e recatada menina dos olhos dos maiores monarcas do mundo, porque viam que a reputação pode muito mais que os exércitos para a conservação das monarquias e porque sem ela não pode príncipe algum subsistir sobre o trono, do que se tirará ao mesmo tempo um eficaz motivo para desviar suavemente o príncipe de qualquer distracção, a que o possa inclinar a vontade, ponderando ele o zelo que deve ter do seu bom nome.
Segundo exemplo.
Em outra semelhante conversação se pode propor, se é possível que um reino desarmado possa ter segurança para se conservar somente pela razão do direito, com que lhe assistem os tratados públicos, ou os títulos hereditários? E resolvendo qualquer dos circunstantes, que é impossível que um tal reino se possa conservar: e se deve meter à história desta monarquia, excitando-lhe a curiosidade de a examinar, e reduzindo-a em substância às quatro épocas que naturalmente oferecem os fastos portugueses.
Na primeira das ditas épocas, se devem substanciar os exércitos, as guerras e as batalhas dos primeiros monarcas destes reinos, com que não só os defenderam dos mouros, e vizinhos, mas obrigaram uns, e outros a saírem do nosso continente: extraindo-se estas noções da colecção das crónicas compiladas pelo licenciado Duarte Nunes de Leão.
Na segunda época, se devem resumir os gloriosos progressos das poderosas armadas dos senhores reis D. João ll, e D. Manuel; extraídas das admiráveis décadas do insigne João de Barros; e da vida do Infante D. Henrique estampada no ano de 1753.
Na terceira época se devem substanciar os factos de duzentos anos, em que os intitulados jesuítas aniquilaram as armas e a milícia: mostrando que pela falta delas, foi Portugal sujeito a Castela, e perdeu com a liberdade a glória, a honra e a fama que tinha adquirido enquanto foi armado: provando-se tudo isto com o outro compêndio extraído da primeira parte de Dedução Cronológica e Analítica.
Na quarta, e última época se deve ponderar a restauração da glória e nome português, da sua navegação e do reflorente comércio nestes últimos dezoito anos, depois que as tropas, a marinha, as praças e as fortalezas do reino se puseram no respeitável estado, em que hoje se acham: extraindo-se para assim o mostrar a substância da divisão XV da dita Dedução.
Terceiro exemplo.
Em outras das sobreditas conversações se deve reflectir sobre a indispensável necessidade que os príncipes têm de se aplicarem ao estudo da Geometria: porque só com a ciência dela podem discorrer, e obrar sobre os princípios certos, e demonstrados: podem conhecer, e reprovar os sofismas, com que muitos homens por lisonja: por interesse próprio; e por falso zelo intentam enganá-los: fazendo-se compreender sobre isto ao príncipe, que por falta de conhecimento desta utilíssima arte deixavam muitos monarcas precipitar as suas reais pessoas, e os seus reinos nas maiores ruínas: e bastando para assim convencer a infaustíssima guerra, com que os denominados jesuítas levaram à África o infelicíssimo rei D. Sebastião para deixar como deixou, sepultadas naquelas infames terras com a sua real pessoa a honra, a fama, o cabedal, e a liberdade destes reinos, e seus domínios.
Quarto exemplo.
Em outras iguais conversações se pode tratar entre os circunstantes da geografia da Europa e da corografia dos diferentes reinos e estados que nela se contêm: questionando-se a situação de alguns dos ditos reinos; de sorte que o príncipe seja encaminhado a decidir a dúvida, que de propósito se deve conservar indecisa; e seja persuadido a demonstrar no globo a posição do país duvidado; visto que já se acha iniciado nas divisões da esfera: e que por isso lhe servem de divertimento a aplicação, e conhecimento das terras contidas no dito globo.
À imitação dos referidos exemplos se devem ir acrescentando outras oportunas conversações, e conferências sobre matérias próprias da instrução dos príncipes.
Não deve porém esta praticar-se (enquanto couber no possível) por modo de um estudo forçado e coactivo, que lhe faça criar aversão às lições que há-de receber. Muito pelo contrário se lhe irão estas introduzindo pelo referido modo de conversação, e conferência, porque este modo não só é o mais suave e agradável, mas também o que mais se aproveita.
As primeiras três horas próximas e seguintes ao jantar devem ser reservadas para os divertimentos do príncipe: proporcionando-se-lhe estas de sorte que se lhe façam gratas sem serem perigosas, ou menos decentes.
A sua vivacidade natural, e o hábito em que se acha de altercar razões, e sustentar porfias com as criadas dos quartos, onde até agora assistiu, podem fazer com que o mesmo príncipe em algumas ocasiões pretenda obstinar-se contra o que lhe é proposto em beneficio seu.
E nestes casos será preciso: Primo, dizer-lhe que repare em que tudo o que se lhe propõe são ordens minhas; as quais nem os criados que o servem podem deixar de executar, nem ele deixar de obedecer: Secundo que faça reflexão em que uma desobediência às ordens do seu avó, e de seu rei é coisa tão feia, e imprópria de um tão grande príncipe, que em qualquer vassalo ordinário causa horror, e escândalo. Tercio quando isto não baste ainda se lhe deve ponderar com ar de sentimento que ser teimoso, e inflexível é vicio de um ânimo baixo, e humilde, e não qualidade de um príncipe que deve ser o exemplar de todas as virtudes: Quarto, que por isso tenho dado ordem de se me participar o que suceder, quando ele príncipe se achar em tão inesperado caso: e com efeito ordeno, que assim se observe nos casos ocorrentes; antes que o príncipe possa contrair um hábito de inflexibilidade.
Palácio de Nossa Senhora da Ajuda em 7 de Dezembro de 1768.
REI
Fonte: https://www.arqnet.pt/portal/portugal/documentos/fmc_instrucoes.html

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Uma fotografia de grupo tirada no Castelo de Powerscourt, Enniskerry, Co Wicklow, na Irlanda, casa do Lord e Lady Powerscourt, durante uma visita do Rei Manuel II de Portugal no âmbito de uma inspeção da Cruz Vermelha. Da esquerda para a direita, fila de trás - Coronel Hill, A.D.C, Lord Powerscourt e Lord Donoughmore. Primeira fila - Lady Powerscourt, Rei D. Manuel II e Lady Decies.
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João José de Mello era filho de António José de Mello da Silva César de Menezes, 9.º conde de São Lourenço e de Maria Vitória do Resgate Correia de Sá.
Foi o Oficial ás ordens de S. A. sereníssima o Infante D. Augusto, Duque de Coimbra. Foi General de Brigada e Comandante da 2.º Brigada de Cavalaria do Exército.
Fonte: https://www.geni.com/people/Jo%C3%A3o-Jos%C3%A9-de-Mello/6000000023886821008
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Eduardo Augusto Rodrigues Galhardo nasceu em Lisboa a 26 de junho de 1845. Era sobrinho do grande historiador Alexandre Herculano.
Foi Governador na província de Macau ministro plenipotenciário na China, Japão e Sião [Tailândia], ajudante de campo honorário do rei, o senhor D. Carlos I, e do seu conselho, general de brigada, deputado, etc.
Foi aluno do Real Colégio Militar e cursou a Escola do Exército. Assentou praça em infantaria a 12 de agosto de 1863, sendo despachado alferes para Infantaria 10 a 4 de fevereiro de 1865. Serviu em engenharia e em artilharia, passando novamente à infantaria, servindo no regimento n.º 11. Foi promovido a tenente em 16 de abril de 1871, a capitão em 23 de outubro de 1877, a major em 17 de março de 1886, a tenente-coronel a 23 de abril de 1891, a coronel em 4 de agosto de 1894, e a general de brigada em 28 de maio de 1903. Em 1881 foi nomeado comandante da companhia da correcção de S. Julião da Barra. Depois da sua promoção a major, em 1886, foi nomeado chefe de estado-maior da Inspecção de Infantaria, e durante esta comissão foi promovido a tenente-coronel e a coronel. Em 1892, o ministro da Guerra Pinheiro Furtado, escolheu-o para chefe do seu gabinete. Foi comandante dos Regimentos de Infantaria n.os 2 e 18. Entrando na política, sendo presidente do Conselho de Ministros o sr. conselheiro José Dias de Ferreira, o círculo de Mafra o elegeu deputado, e nas sessões da respectiva câmara tomou parte na discussão de assuntos militares.
Foi no posto de coronel que em 1895 teve a nomeação de comandante das forças expedicionárias que nesse ano partiram para Moçambique, e ali dirigiu as operações da campanha contra o régulo Gungunhana, em que deu as maiores provas de bravura, distinguindo-se especialmente nas acções de Coolela, a 7 de novembro, e de Manjacaze. Em 11 do referido mês atacou com 700 homens o kraal, residência de Gungunhana, defendido por 10.000 vátuas, derrotando-os por completo. O kraal ficou incendiado, fugindo o régulo com o seu exército.
A expedição regressou vitoriosa a Lisboa a bordo do vapor Zaire, onde chegou a 19 de janeiro de 1896, desembarcando no dia 20 no Arsenal da Marinha.
A recepção foi brilhante. Compareceram suas majestades o rei, o senhor D. Carlos I, e as rainhas senhora D. Amélia e senhora D. Maria Pia, o príncipe D. Luís Filipe e o infante D. Manuel; o ministério, o Conselho do Almirantado, oficiais generais de terra e mar, muitas pessoas da corte, etc. Houve muitos festejos, iluminações, parada, ornamentações na fachada da câmara municipal, nas janelas das Secretarias de Estado no Terreiro do Paço, etc. Em 1898 ou 1899 foi nomeado governador de Macau, cargo que exerceu superiormente.
O sr. general Rodrigues Galhardo possui as seguintes honras: grã-cruz da Ordem de N. Sr.ª da Conceição, grande oficial da da Torre e Espada, e da de S. Bento de Avis por serviços distintos; comendador da mesma Ordem de Avis e das de Cristo e de N. Sr.ª da Conceição; tem a medalha de ouro do valor militar, a da prata por bons serviços, a de ouro por dois anos de campanha, no ultramar, a de ouro comemorativa da expedição a Moçambique em 1894 – 1895. Tem a cruz de 3.ª classe da ordem de mérito militar de Espanha, e é cavaleiro comendador da ordem do império Índico (K. C. I. E.).
Fontes: https://www.arqnet.pt/dicionario/galhardoed.html e https://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Galhardo
O Duque de Bragança esteve presente no Convento do Beato, num Concerto de Jazz oferecido pelos Reis da Noruega, no âmbito da visita de Estado que os Monarcas noruegueses estão a realizar a Portugal.
S.A.R. A Duquesa de Bragança não pôde estar presente. O convite foi feito pelos Reis da Noruega.
Estas imagens contrariam as notícias de que os Duques de Bragança teriam sido afastados da visita de estado dos Reis da Noruega a Portugal.
Carta de D. Afonso IV dirigida a Pedro Afonso, Corregedor entre Douro e Minho, sobre o Relego de Guimarães.
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Fonte: https://archeevo.amap.pt/descriptions/123496