Os Duques de Bragança estiveram no Grémio Literário, em Lisboa, onde se encontraram com SAIR arquiduque Lourenço de Austria-Este, príncipe da Bélgica e duque titular de Modena, e SAR a princesa Maria Gabriela de Itália.
Diogo Soares de Albergaria II foi alcaide mor da cidade da Guarda, conselheiro régio na embaixada de obediência ao Papa Nicolau V, fronteiro-mor da Guarda, aio e governador da casa do Príncipe D. João.
Este nobre tinha Paço em Vale de Azares e terá financiado a Ordem e Congregação do Mosteiro de Sobral da Serra (sexto pluteo do Mosteiro de São Marcos de Coimbra).
Faleceu sem geração e doou o seu património ao Mosteiro de Coimbra, que foi anulado pelo rei D. Afonso V transferindo os bens para o Príncipe D. João.
A Casa Real Portuguesa, através da Associação Infanta Maria Francisca em colaboração com a Causa Real e as Reais Associações de todo o país, promove de novo este ano o tradicional Jantar dos Conjurados.
Desta vez a nossa festa da Independência realizar-se-á no Real Hotel Palácio em Lisboa, como sempre no dia 30 de Novembro, com início às 19:30hs.
«Meu Senhor: Quando Vossa Alteza chegou à idade em que a superintendência da sua educação tinha que ser entregue a um homem, houve por bem El-Rei nomear-me Aio do Príncipe Real. Foi Sua Majestade buscar-me às fileiras do Exército. Não escolheu por certo o militar de mais valor, mas simplesmente aquele a quem uma série de acasos felizes mais ensejo dera de provar que sabia, custasse o que custasse, obedecer ao que lhe era ordenado e que também sabia, doesse a quem doesse, fazer cumprir as ordens que dava. Não por certo a Vossa Alteza como filho e como súbdito, e menos a mim como soldado, compete apreciar e criticar as determinações de El-Rei. A Vossa Alteza como a mim, deu Sua Majestade uma ordem, a ambos nós cumpre obedecer-lhe e nada mais. Mas para bem lhe obedecer não basta ver-lhe a letra, é necessário estudá-la, descortinar-lhe o espírito. Escolhendo um soldado para vosso Aio, que fez El-Rei? Subordinou a educação de Vossa Alteza ao estado em que se acha o País. Nesta época de dissolução, em que tão afrouxados estão os laços da disciplina, entendeu Sua Majestade que Portugal precisava mais que tudo de quem tivesse vontade firme para mandar, força para se fazer obedecer. E como ninguém pode ensinar o que não sabe, o que não tem praticado, foi El-Rei procurar o vosso Aio à classe única em que se encontra quem obedeça sem reticências e mande sem hesitações.»
Retrato de D. Miguel I (1802-1866), com a sua segunda esposa, D. Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg (1831-1909) e os seus quatro primeiros filhos, o que aponta para que a gravura não possa ser anterior a 1860, dado que a 4.ª filha (Infanta Maria Josefa de Bragança) nasceu em 1857 e aparenta ter cerca de 3 anos na figura.
SESSÃO ACADÉMICA 2 - Tal como ontem se noticiou, a derradeira Sessão Académica de 2024 da Delegação de Portugal do Real Circolo Francesco II di Borbone/Royal Club Francis II of Bourbon decorreu, no sábado passado (9 de novembro), no Salão Nobre da Real e Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento-Chiado, sob a presidência de Sua Alteza Real o Senhor Infante de Portugal, Dom Miguel de Bragança, Duque de Viseu, Presidente de Honra Emérito do Real Circolo - Portugal.
Hoje damos conta das Homenagens que muito justas, devidas e merecidamente foram tributadas aos Ilustres Membros Ana Cristina Martins (Ana Martins), Segismundo Pinto (Segismundo Pinto), Benito Martínez de Araújo e Datiu F. Salvia Ocaña, a quem foram entregues, respectivamente, duas Medalhas de Mérito, Grau Ouro e duas Medalhas de Mérito, Grau Prata. Também o eficiente e dedicado Secretário-Geral Martim Marques da Costa, foi presenteado com um merecido reconhecimento público que lhe foi entregue, em mão, por Sua Alteza Real o Senhor Dom Miguel de Portugal.
Realizou-se uma grande gala para celebrar o aniversário do juramento da carta constitucional. Nesse mesmo dia o Infante D. Afonso celebrava o seu 1º aniversário.
Quando a sua amiga D. Teresa lhe contou, entre lágrimas, o terrível segredo que guardava há anos no peito, D. Mafalda de Saboia sabia que morreria sem nunca poder contar a verdade sobre o seu marido Afonso Henriques. A legitimidade e consolidação do reino de Portugal, perante a Santa Sé e o mundo, razões pela qual fora escolhida para partilhar o destino com o primeiro rei deste reino distante, dependia de si e do seu silêncio. Mafalda de Mouriana, filha do conde Amadeu III de Saboia, chega a Portugal, em 1146, aos 20 anos para casar com Afonso I, que aos 37 anos, ganhara uma áurea de conquistador, graças às duras batalhas que ia vencendo contra os infiéis. Mafalda não encontrou em Portugal a felicidade desejada. Procura na ajuda aos mais necessitados, o amor que não encontra nos braços violentos de Afonso, com quem mantém uma relação distante e conflituosa. Entre guerras e conquistas, o marido preferia cair nos braços da amante Châmoa Gomes. De si, sua legítima esposa, procurava apenas a garantia da continuidade da dinastia que iniciara. Tarefa que Mafalda cumpriu com honra até à data da sua morte, em 1157. Foi mãe de sete filhos e sentou no trono Sancho I. Portugal era agora um reino independente reconhecido pela Santa Sé. Morreu sem nunca revelar o segredo que poderia ter mudado a história do país para sempre…