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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Qui | 31.07.25

Biografias - Maria Teresa de Bragança

Blog Real

Maria Teresa de Bragança (Kleinheubach, 24 de agosto de 1855 — Viena, 12 de fevereiro de 1944), foi a segunda filha do Rei Miguel I de Portugal, esposa do arquiduque Carlos Luís da Áustria, e cunhada dos imperadores Francisco José I da Áustria e Maximiliano I do México, também meia-avó do último imperador da Áustria, Karl I.

Maria Teresa de Bragança tinha apenas onze anos de idade quando o seu pai faleceu. A sua mãe educou-a ensinando-a a lavar as suas próprias roupas e a cuidar dos seus irmãos menores.

Casamento:

Descrita como uma das mais belas mulheres da Europa, Maria Teresa foi a terceira esposa do arquiduque Carlos Luís da Áustria, filho de Francisco Carlos da Áustria e de Sofia da Baviera e irmão do imperador Francisco José I. A cerimónia de casamento realizou-se em Kleinheubach, no dia 23 de julho de 1873. A união não foi feliz, pois Maria Teresa de Bragança sofria constante assédio moral por parte do marido. Além das duas filhas, a arquiduquesa também cuidou dos seus enteados - filhos da segunda esposa de Carlos Luís, a princesa Maria Anunciata de Bourbon-Duas Sicílias, falecida em 1871 - Francisco Fernando, Otto, Fernando Carlos e Margarida.

Maria Teresa de Bragança passou a ter considerável influência na corte austríaca quando a imperatriz "Sissi" se retirou da cena social de Viena, após a misteriosa morte do seu único filho, o príncipe-herdeiro Rodolfo, em janeiro de 1889. Maria Teresa de Bragança ocupou o lugar da cunhada, participando com o imperador em recepções e cerimónias oficiais no Palácio de Hofburg até a morte do seu marido, em 1896, quando a etiqueta da corte determinou que ela se retirasse dos eventos sociais.

Viuvez:

A arquiduquesa permaneceu como figura influente nos bastidores da corte mesmo após a morte do seu marido, a tal ponto que, quando surgiram rumores de que ela estaria prestes a casar-se com o mordomo-mor de sua casa, o conde Cavriani, ninguém ousou dizer uma palavra contra ela. No final, comprovou-se que os rumores eram falsos. Durante a sua viuvez, ela passou os meses de inverno em Viena e os meses de verão no Castelo Reichstadt na Boémia.

Maria Teresa de Bragança incentivou e apoiou o seu enteado Francisco Fernando na sua determinação de se casar com a condessa Sofia Chotek contra a vontade da sua família. Ela viajou até um convento em Praga para buscar Sofia e a hospedou na sua própria casa, intercedendo por ela junto ao imperador Francisco José I. Quando a união foi finalmente autorizada, Maria Teresa organizou todos os preparativos para o casamento, insistindo que a cerimónia ocorresse na sua capela privada.

Ela manteve-se próxima a Francisco Fernando e Sofia até ao assassinato de ambos em Sarajevo, em 28 de junho de 1914, sendo a responsável por noticiar aos pequenos Sofia, Maximiliano e Ernesto sobre a morte trágica dos pais. Maria Teresa também conseguiu garantir a segurança financeira das crianças depois de dizer ao imperador que, se ele não concedesse aos órfãos uma renda anual, ela renunciaria à sua pensão em favor deles (pois a maior parte das propriedades de Francisco Fernando foram herdadas por o seu sobrinho, o arquiduque Karl).

Francisco José morreu no dia 21 de novembro de 1916, deixando o trono para o seu sobrinho, o arquiduque Karl, filho do arquiduque Otto Francisco, que se tornou o imperador da Áustria (como Karl I), rei da Hungria (como Karl IV) e rei da Boémia (como Karl III). Karl I reinou em novembro de 1918, quando o Império Austro-Húngaro desmoronou, após a sua derrota na Primeira Guerra Mundial. Maria Teresa de Bragança acompanhou Karl e a sua esposa Zita (filha de sua irmã, Maria Antónia) para o exílio na ilha da Madeira, mas acabou por regressar a Viena, onde passou o resto da sua vida.

Em 1929, após um declínio nas suas finanças, Maria Teresa de Bragança contratou dois agentes para vender nos Estados Unidos o Colar de Diamantes de Napoleão, uma peça herdada por o seu marido. Após uma série de tentativas fracassadas de venda, a dupla finalmente vendeu o colar por US$ 60.000, com a ajuda do sobrinho-neto de Maria Teresa de Bragança, o arquiduque Leopoldo, que exigiu cerca de 90% do valor da venda a título de "despesas". Maria Teresa recorreu aos tribunais americanos, conseguindo recuperar o colar. O incidente terminou com a prisão do seu sobrinho-neto, e a fuga dos dois agentes.

Morte:

Maria Teresa de Bragança morreu em Viena, no dia 12 de fevereiro de 1944, aos 88 anos de idade. O seu corpo foi sepultado na Cripta Imperial de Viena, na Áustria.

Descendência:

Do seu casamento com Carlos Luís da Áustria teve os seguintes filhos:

  • Maria Anunciata (31 de julho de 1876 8 de abril de 1961) abadessa do convento teresiano de Hradschin, Praga.
  • Isabel Amália (7 de julho de 1878 13 de março de 1960), casada (1903) com o príncipe Alois de Liechtenstein, com descendência.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Teresa_de_Bragan%C3%A7a,_arquiduquesa_da_%C3%81ustria

Qua | 30.07.25

Comunicado do Duque de Bragança sobre os incêndios

Blog Real
Comunicado de S.A.R. o Duque de Bragança
Lisboa, 30 de Julho de 2025
Portugueses,
Mais uma vez, o nosso país enfrenta a dor e a devastação causadas pelos incêndios. São vidas postas em risco, casas perdidas, terras reduzidas a cinzas e um património natural de valor incalculável destruído. É um sofrimento que, lamentavelmente, se repete ano após ano, deixando-nos com uma sensação de impotência que não podemos aceitar como normal.
O combate às chamas, heroicamente conduzido por bombeiros, forças de segurança, militares e voluntários, merece toda a nossa gratidão e respeito. Mas não podemos continuar a depender, ano após ano, apenas da coragem de quem está na linha da frente. É fundamental assumir uma estratégia nacional que privilegie a prevenção e não apenas a reação.
A gestão das florestas, a limpeza de áreas de risco, a criação de áreas agrícolas e a aposta na valorização do território rural são medidas conhecidas e já estudadas. O que falta é a sua aplicação sistemática, com continuidade e visão de longo prazo.
Uma parte destes incêndios tem origem criminosa. A justiça deve ser rápida e exemplar com quem, por irresponsabilidade ou intenção criminosa, coloca em risco vidas humanas e o futuro do nosso país. Um incêndio provocado não é um simples crime, é um atentado contra todos nós.
Há muitos anos que o Arquitecto e professor Gonçalo Ribeiro Telles defendeu a criação de áreas desmatadas com uma largura de mais de 400 metros onde os avanços dos incêndios podem ser interrompidos. A limpeza destes aceiros florestais poderá ser efectuada por rebanhos de cabras ou mesmo de ovelhas. Infelizmente este projecto nunca foi implementado pelos sucessivos Governos.
Que a dor destes dias seja transformada em ação, e que finalmente possamos construir um Portugal mais seguro, mais sustentável e mais protegido para as gerações que hão de vir.
A todos os que sofrem estas perdas, manifesto a minha solidariedade e compromisso de estar ao lado de todos os portugueses neste desafio coletivo.
Dom Duarte de Bragança
Fonte: Facebook Casa Real Portuguesa
Qua | 30.07.25

Biografias - Miguel Januário de Bragança

Blog Real

Miguel Januário de Bragança (Kleinheubach, 19 de Setembro de 1853 – Seebenstein, 11 de Outubro de 1927) foi um pretendente miguelista ao trono português de 1866 a 1920. Era o único filho varão do ex-rei Miguel I de Portugal e da sua esposa, a princesa Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg.

Nascido em 19 de Setembro de 1853, no Castelo de Kleinheubach, na Baviera, estado que na época pertencia à Confederação Germânica, atual Alemanha. A partir de Agosto de 1863 até 1967 teve como preceptor o Dr. António Joaquim Ribeiro Gomes de Abreu. Tendo estudado no Colégio de São Clemente, em Metz, depois frequentou a Universidade de Innsbruck, no Tirol, na época Império Austro-Húngaro, atual Áustria. Foi nomeado alferes do décimo quarto Regimento de Dragões, tomando parte na campanha de ocupação da Bósnia.

Foi agraciado em 1890, pelo imperador Francisco José I da Áustria, com o privilégio da extra-territorialidade; todavia, este privilégio não possuía validade em termos sucessórios para o trono português que exigia a nacionalidade portuguesa originária aos pretendentes.

Miguel Januário terá visitado apenas uma vez Portugal, clandestinamente. Desde a Convenção de Evoramonte em 1834 e a vitória dos exércitos da Quadrupla Aliança, apoiantes de D. Pedro IV, os descendentes do ex-infante D. Miguel de Bragança encontravam-se interditos de pisarem o território nacional pela Carta de Lei de 19 de Dezembro de 1834. A Lei do Banimento do ramo Miguelista foi reforçada pela Lei da Proscrição logo após a implantação da República Portuguesa, que a tornou extensível a toda a família da Dinastia de Bragança, mas acabou sendo formalmente revogada pela Assembleia Nacional em 1950 (Lei n.º 2 040 de 27 de Maio).

Durante a Primeira Guerra Mundial, Miguel Januário integrou o exército austríaco, do qual alegadamente se retirou quando Portugal entrou no conflito em 1916. Quando efectivamente se retirou das fileiras do exército austríaco, abdicou em favor do seu filho mais novo, Duarte Nuno de Bragança, em Bronnbach, a 31 de Julho de 1920, a pedido de uma comissão de monárquicos representantes do ramo Miguelista e da Junta Central do Integralismo Lusitano.

Miguel Januário faleceu em Seebenstein, na Áustria, em 11 de Outubro de 1927.

Casamento e descendência:

Com Isabel de Thurn und Taxis:

  • Miguel Maximiliano de Bragança (22 de Setembro de 1878 – 21 de Fevereiro de 1923), pretendente miguelista ao trono de Portugal até 1920; casado com Anita Stewart; com descendência;
  • Francisco José de Bragança (7 de Setembro de 1879 – 15 de Junho de 1919), um oficial no exército do Império Austro-Húngaro; sem descendência;
  • Maria Teresa de Bragança (26 de Janeiro de 1881 - 17 de Janeiro de 1945), casada com o príncipe Carlos Luís de Thurn e Taxis; sem descendência.:

Com Maria Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg:

  • Isabel Maria de Bragança (1894-1970), tornou-se, por casamento, princesa de Thurn e Taxis;
  • Maria Benedita de Bragança (1896-1971), não se casou;
  • Mafalda de Bragança (1898-1918), não se casou;
  • Maria Ana de Bragança (1899-1971), tornou-se, por casamento, princesa de Thurn e Taxis;
  • Maria Antónia de Bragança (1903-1973), casou-se com o norte-americano Sidney Ashley Chanler;
  • Filipa de Bragança (1905-1990), não se casou;
  • Duarte Nuno de Bragança (1907-1976), casou-se com Maria Francisca de Orléans e Bragança e reivindicou o título de Duque de Bragança;
  • Maria Adelaide de Bragança (1912-2012), casou-se com o neerlandês Nicolaas van Uden;
Qua | 30.07.25

Eugénia Teles da Silva, 12ª Condessa de Tarouca, aia da Rainha D. Amélia

Blog Real

Eugénia Teles da Silva, 12.ª condessa de Tarouca (1860 - 1946) foi uma aia da Rainha D. Amélia.

Era filha de Luís Teles da Silva Caminha e Menezes, 11.º conde de Tarouca e Maria Francisca Emília Correia Brandão de Melo Cogominho

Casou com Sebastião Eduardo Pereira da Silva de Sousa e Menezes de quem teve 19 filhos. Alguns não resistiram e não chegaram a ser registados, por isso só se conhecem 16.

Fontes: https://www.geni.com/people/Eug%C3%A9nia-Teles-da-Silva-12-%C2%AA-condessa-de-Tarouca/6000000021401616974 e https://www.sabado.pt/

Qua | 30.07.25

Sebastião Eduardo Pereira da Silva de Sousa e Meneses, estribeiro-mor do Rei D. Luís I e do Rei D. Carlos I

Blog Real

Sebastião Eduardo Pereira da Silva de Sousa e Menezes nasceu em 27 março de 1855 no Porto e morreu em 11 dezembro 1934, em Lisboa.

Foi Conde de Tarouca por casamento. Casou com a 12ª Condessa de Tarouca, Eugénia Teles da Silva. Tiveram 19 filhos.

Foi Par do Reino, Oficial Mór e Estribeiro Mór dos Reis D. Luís I e D. Carlos I. Foi condecorado com a Oficial da Ordem de Avis.

Fontes: https://www.geni.com/people/Sebasti%C3%A3o-Eduardo-Pereira-da-Silva-de-Sousa-e-Menezes/6000000021401616980 e https://www.sabado.pt/

Ter | 29.07.25

Biografias - Maria das Neves de Bragança

Blog Real

Maria das Neves de Bragança (Kleinheubach, 5 de agosto de 1852 – Viena, 15 de fevereiro de 1941), foi a filha mais velha do rei Miguel I de Portugal, e de sua esposa, a princesa Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg. Se marido foi o reclamante legitimista ao trono francês, o infante Afonso Carlos da Espanha, Duque de São Jaime.

Maria das Neves foi a filha mais velha do casamento do antigo rei D. Miguel de Portugal e da princesa Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg. Maria das Neves de Bragança (assim como os seus irmãos) nasceu no exílio, na Alemanha, pois, à época do casamento de seu pai, este já tinha sido deposto do trono português e exilado.

Teve entre os seus familiares grande parte a realeza europeia, sendo os seus avós paternos o rei D. João VI de Portugal e a infanta D. Carlota Joaquina de Bourbon. Foi sobrinha do imperador D. Pedro I do Brasil, prima-irmã do imperador D. Pedro II do Brasil e da legítima rainha D. Maria II de Portugal.

Casamento:

Maria das Neves de Bragança casou-se em Kleinheubach, em 26 de abril de 1871, com o infante Afonso Carlos da Espanha, Duque de São Jaime, o pretendente carlista ao trono espanhol (como Afonso Carlos I) e pretendente legitimista ao trono francês (como Carlos XII), filho do infante João, Conde de Montizón, e da arquiduquesa Maria Beatriz de Áustria-Este. O casal teve apenas um filho, mas este morreu poucas horas após o nascimento em 1874.

Morte:

Maria das Neves de Bragança morreu em Viena, em 14 de fevereiro de 1941, aos 88 anos de idade. Os seus restos mortais jazem na cripta do Castelo Puchheim, em Attnang-Puchheim, na Alta Áustria.

Bibliografia:

Maria das Neves de Bragança escreveu um livro de memórias sobre a Terceira Guerra Carlista intitulado Mis memorias sobre nuestra campaña en Cataluña en 1872 y 1873 y en el Centro en 1874 (Madrid: Espasa-Calpe, 1934).

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_das_Neves_de_Bragan%C3%A7a

Seg | 28.07.25

D. Duarte, Duque de Bragança na assinatura do protocolo entre a Real Associação de Lisboa e a Montis para gerir três terrenos na Serra d’El Rei

Blog Real

No dia 26 de julho, a Real Associação de Lisboa e a Montis assinaram um protocolo para gerir três terrenos na Serra d’El Rei pelos próximos 10 anos, doados à RAL em 2024. A iniciativa, apadrinhada pelo Duque de Bragança, contou com Teresa Gamito, da Montis e João Távora, presidente da RAL. O terreno terá intervenções como abertura de caminhos e controlo de canavial para regeneração natural. João Távora destacou a importância de cuidar do território, comparável à preservação da tradição realista. O dia terminou com um almoço convívio em Óbidos, marcado pela proximidade de Dom Duarte com os portugueses.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Facebook Casa Real Portuguesa
Dom | 27.07.25

D. Duarte, Duque de Bragança e Afonso no jantar de estado oferecido ao Presidente de Angola, João Lourenço

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25 de Julho de 2025:

SS.AA.RR. o Duque de Bragança e o Príncipe da Beira marcaram presença no jantar de Estado oferecido por S.E. o Presidente da República Portuguesa, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio da Ajuda, em honra da visita de S.E. o Presidente de Angola, João Lourenço. Um momento de união e diplomacia!

 

Fonte: Facebook Casa Real Portuguesa  Presidência da República - Angola 

Qua | 23.07.25

Resumo do Ano da Família Real: 1878

Blog Real

Março:

14 de Março - O Príncipe D. Carlos fez o seu juramento como herdeiro da coroa. (Aqui)

Agosto:

3 de Agosto -  O Rei D.Luis e a Rainha D.Maria Pia assistiram à cerimónia de inauguração da Estação Ferroviária da Figueira da Foz. (Aqui)

Dezembro:

1 de Dezembro - O Rei Consorte Fernando II e o Infante D. Augusto estiveram em Torres Novas. (Aqui)

2 de Dezembro - Realizou-se um jantar de gala no Palácio da Ajuda para assinalar o 53º aniversário do Imperador Pedro II do Brasil, tio do Rei D. Luís de Portugal. (Aqui)

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