Realizou-se a recepção do Dia de Natal no Palácio das Necessidades onde as damas da Rainha, os oficiais-mores e os membros da casa militar do rei foram apresentar os seus respeitos de boas festas aos soberanos
Na recepção estiveram presentes o Rei D. Carlos I, a Rainha D. Amélia, o Príncipe Real Luís Filipe e o Infante D. Manuel.
O Duque de Bragança foi o convidado de Tânia Ribas no programa “A Nossa Tarde” de 23 de Dezembro, para comentar uma selecção de imagens da recém publicada Fotobiografia “Ao Serviço dos Portugueses”.
Agradece o opúsculo “A Questão Monárquica”. Menciona que que prestou um relevante serviço tanto à Causa Monárquica, como ao Rei. Comunica que o Visconde de Asseca entregará o seu retrato assinado. Faz referência ao momento difícil que Portugal atravessa.
António Rolim de Moura Tavares nasceu na Vila de Moura, no Baixo Alentejo, em Portugal, em 1709. Era filho da aristocracia portuguesa, o seu pai era d. Nuno Miguel de Mendonça, 4º conde de Vale de Reis, membro do Conselho de Regência do reino de Portugal, e a sua mãe era d. Leonor de Noronha, filha do 1º marquês de Angeja, d. Pedro de Noronha.
Estudioso, interessava-se por história, filosofia, matemática pura, ciências, artes e escritos teológicos. Em 1748 foi nomeado por o Rei D. João V (1689-1750) governador da Capitania de Mato Grosso recém-criada, mas chegou à Vila Real do Bom Jesus do Cuiabá apenas no dia 12 de janeiro de 1751.
A dua atuação destacou-se pela garantia da posse e da expansão dos domínios da coroa portuguesa na fronteira oeste, tendo priorizado o povoamento e a defesa da região, especialmente dos ataques espanhóis.
Fundou a Vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital da Capitania de Mato Grosso, expulsou os missionários espanhóis, estabeleceu uma política de incorporação das populações indígenas, e teve ainda um importante papel na criação da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão. Foi governador da Bahia (1765) e vice-rei do Estado do Brasil (1767-1769).
Retornou a Portugal em 1769, onde foi nomeado presidente do Conselho da Fazenda (1770), governador das Armas de Lisboa e da Província da Estremadura (1789), e vedor da rainha D. Mariana da Áustria.
Foi sócio da Academia Real das Ciências, classe de ciências de cálculo, e recebeu o título de conde de Azambuja do Rei D. José I, em 1763. Morreu em Lisboa, Portugal, no dia 8 de dezembro de 1782.
SS.AA.RR. os Duques de Bragança e Príncipe da Beira, estiveram ontem presentes no lançamento do livro "Ao serviço dos Portugueses: Fotobiografia do Senhor Dom Duarte de Bragança", da autoria de Vasco Medeiros Rosa e editado pela By the Book. A apresentação realizou-se no Palácio da Ajuda e a apresentação esteve a cargo do Professor Doutor José Miguel Sardica. A obra, que reúne um vasto espólio fotográfico, retrata décadas de dedicação de Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança ao serviço de Portugal e dos Portugueses, destacando a sua ação cívica, institucional e cultural. Fotografias: Nuno Albuquerque Gaspar
Por o aniversário do Infante D. Afonso e da Carta Constitucional, foram a Sintra cumprimentar os Reis e o Infante D. Afonso vários dignitários da corte, titulares e o ministério.
SS.AA.RR. Os Duques de Bragança estiveram presentes no sábado passado, dia 13 de Dezembro, nas solenidades de Santa Luzia, promovidas pela Ordem de Malta, que se realizaram na Igreja de Santa Luzia. Estiveram presentes dezenas de cavaleiros e damas da Ordem de Malta, entre os quais o Senhor Dom Duarte, Bailio Grã-Cruz de Honra e Devoção. No final da Eucaristia foi servido um almoço de Natal com todos os participantes.
Fez-me bem a sua carta. É sempre uma consolação para quem muito tem sofrido o ver que se lhe faz justiça.Pobre palavra tão desconhecida em tão pobre paiz- A sua carta fez-me saudades.! Saudades dos bons tempos em que fallava consigo e que tão bem me compreendia. Quiz fazer muito para o meu querido paiz- Como apoio só encontrei o terreno a fugir-me debaixo dos pés. Amava com Verdadeiro amor a minha terra. O meu lindo torrão de terra: queria faze-la feliz, educá-la, civilizá-la, discipliná-la.
Fui Vencido por aqueles que queriam o contrário, e pode calcular quanto sofro ao ver a minha pátria numa tão triste agonia. A doença é gravíssima. O paiz está atacado de dois males. Interno e externo.Se o interno não se cura o externo destrói o interno e o Paiz – morre! Esta é a triste verdade. Esperanças tenho em Deus que o velho Portugal há de compreender o monumental erro cometido e a monarchia ha de voltar com gente nova, para então se desenvol ver a produção. Bem razão deve ter quando falla n’ella; e o meu bom José Lobo sabe o amor que lhe tinha. Sabe que era a base da minha vida – o DEVER . Ninguém queria semelhante base; Ninguém dos que então podiam fazer alguma coisa amava o dever e o trabalho. O lema da minha vida que adoptei no Porto o era; eu amo os que trabalham.Sempre quia proteger e auxiliar as classes trabalhadoras. Que luctas tive! Quiz fazer casas baratas, quiz fazer inquéritos ao operariado, quiz fazer Credito agrícola; etc. Que lucta meu Deus! Quando tinha metade feito cahea o ministerio e tudo se sumia: era preciso recomeçar: Lembra-se meu bom José das nossas conversas do Bussaeo? Se se lembra, deve também lembrar das minhas ideias. Se um dia (como tanto espero e desejo) voltar a Portugal hei de tratar de as pôr em pratica.- Pelo que sei tudo ahi está o peor possível; permitta Deus que se possa endireitar. Meu querido José escreva-me sempre que puder, mas escreva-me cartas comprodas – à sua vontade. Desabafe comigo; eu não sou do “livre pensamento” .Dê-me notícia de tudo que souber sorbetudo da Productora: e da tropa !!!
Minha Mãe e todos mandam-lhe mil lembranças. Peço-lhe para dar muitos recados a todos os seus e aos amigos que vir.
Aceite meu bom e querido José com saudade e ternura um grande abraço d’este seu sincero e dedicado amigo.
S.A.R. o Príncipe da Beira e o seu irmão, S.A. o Duque do Porto, foram ontem recebidos na Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Porto, pela Direcção, Comandante, Operacionais e Cadetes, onde lhes foram oferecidas medalhas comemorativas dos 150 anos da Associação e onde assinaram o Livro de Honra. De seguida assistiram ao Concerto de Natal da Real Orquestra do Porto (projecto cultural da Real Associação do Porto do qual é padrinho o Senhor Dom Afonso) com o Orfeão dos Antigos Alunos da Universidade do Porto. O dia terminou com um Jantar de Beneficência no Lar de Nossa Senhora do Livramento, projecto social apoiado pela Real Associação do Porto com o patrocínio do Senhor Dom Dinis. O Príncipe da Beira assinou o livro de honra, onde consta assinatura de S.M. o Rei Dom Manuel e também, no ano passado, do Senhor Dom Dinis, Duque do Porto.
S.A.R. a Duquesa de Bragança recebeu ontem simbolicamente na Fundação Dom Manuel II os primeiros exemplares da Fotobiografia de Dom Duarte de Bragança "Ao serviço dos Portugueses". A Senhora Dona Isabel com o autor, Vasco Rosa, Joana Homem Cardoso da editora By the Book, e o fotógrafo Mestre Homem Cardoso. O lançamento oficial realiza-se no dia 18 de Dezembro às 18:30 no Palácio da Ajuda.