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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

Ordens dinásticas de Portugal

20.10.13 | Blog Real

As Ordens dinásticas portuguesas são Ordens honoríficas outrora atribuídas pelo Rei de Portugal, numa tradição multissecular que remonta aos tempos do Império. Desde a implantação da República em Portugal até aos dias atuais, as três ordens dinásticas portuguesas existentes passaram a ser atribuídas pelo Chefe da Casa Real de Bragança.

 

As Ordens:

Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa:

A Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, de seu nome completo Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, é uma ordem honorífica dinástica portuguesa cujo Grão-Mestre é o Duque de Bragança.

A ordem foi instituída pelo rei D. João VI, em 6 de Fevereiro de 1818, dia da sua aclamação, no Rio de Janeiro, Brasil. O objectivo do rei, Grão-Mestre da nova Ordem Militar Leiga, era homenagear a padroeira (designada por alvará de 1646), por Portugal ter sobrevivido, como país independente, às guerras napoleónicas que tinham assolado o país e a Europa. Até 1910 foram agraciados com esta ordem várias personalidades, essencialmente oriundas da nobreza e da aristocracia. O governo provisório, em Outubro de 1910, extinguiu-a como ordem militar, embora o rei D. Manuel II no exílio e os Duques de Bragança que lhe sucederam tenham continuado a utilizar as insígnias desta ordem, só recentemente o actual Duque de Bragança a reabilitou a título privado, como ordem dinástica honorífica da família real portuguesa, distinguindo várias personalidades que agracia com o grau de cavaleiros da ordem, na festa de 8 de Dezembro, em Vila Viçosa.

 

Insígnia

A insígnia desta ordem (de banda azul com risca branca ao meio) é constituída por um medalhão coroado, em forma de estrela, com um círculo ao centro onde se lêem as letras AM, com a inscrição Padroeira do Reino. A insígnia foi desenhada por Jean-Baptiste Debret, em 1818.

 

Graus

Os graus em ordem decrescente são:

  1. Grão-Mestre (o Rei)
  2. Grã-Cruz (GCNSC)
  3. Comendador (ComNSC)
  4. Cavaleiro / Dama (CvNSC / DmNSC)
  5. Servente (SNSC)

Ordem Real de Santa Isabel

A Ordem Real de Santa Isabel ou Real Ordem de Santa Isabel, também conhecida por Ordem da Rainha Santa Isabel ou Ordem da Rainha Santa é uma ordem honorífica dinástica portuguesa, cuja Grã-Mestra é a Duquesa de Bragança.

A Ordem foi instituída em 4 de Novembro de 1801 pelo Príncipe Regente D. João, que atribuiu o grão-mestrado da mesma ordem à sua mulher, D. Carlota Joaquina. Tratando-se de uma obra exclusivamente feminina, o seu objectivo é distinguir senhoras católicas, num número limitado de vinte e seis damas, e é decalcada da Ordem das Damas Nobres de Espanha. Durante a Monarquia as rainhas/Grã-Mestras desta Ordem, além das senhoras distinguidas pelos objectivos desta ordem (na sua maioria pertencentes à nobreza), agraciaram também Rainhas católicas estrangeiras. Com a proclamação da república, em 1910, a ordem foi extinta pelo Governo Provisório. D. Augusta Vitória, esposa de D. Manuel II, ainda que no exílio, utilizou a insígnia de Grã-Mestra. Após algumas décadas de inactividade, a ordem foi recentemente reactivada a título privado, com o estatuto de ordem dinástica da Família Real Portuguesa, sendo actualmente Grã-Mestra a Duquesa de Bragança (D. Isabel de Herédia), que costuma agraciar novas damas da Ordem, na festa da Rainha Santa Isabel (no dia 4 de Julho dos anos pares), em Coimbra.

 

Insígnia

A insígnia desta ordem, (com banda de cor-de-rosa com lista branca ao centro) é um medalhão coroado, com a figura de Santa Isabel de Portugal dando esmola a um mendigo, sobrepujando a legenda latina Pauperum Solatio.


Ordem Equestre e Militar de São Miguel da Ala

A Ordem Equestre e Militar de São Miguel da Ala, conhecida por Ordem de São Miguel da Ala, Real Ordem de São Miguel da Ala ou, simplesmente, Ordem da Ala, foi uma ordem de cavalaria, supostamente fundada pelo rei D. Afonso I de Portugal depois da tomada de Santarém aos muçulmanos, em 1147 e depois reactivada pelos partidários de D. Miguel I.

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