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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

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Biografias - Isabel Luísa, Princesa da Beira

29.12.19, Blog Real

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D. Isabel Luísa Josefa de Bragança, cognominada a Sempre Noiva (Lisboa, 6 de janeiro de 1669 - Lisboa, 21 de outubro de 1690) foi uma Infanta de Portugal. Única filha do então regente Infante D. Pedro (futuro Rei Dom Pedro II de Portugal) com sua esposa e cunhada D. Maria Francisca de Saboia.

Biografia:

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Isabel Luísa era filha única de Pedro II de Portugal e sua primeira esposa, a francesa Maria Francisca de Saboia. Nasceu no Paço da Ribeira, em Lisboa, em 1669. Ela sempre teve uma saúde frágil. O pai procurou casá-la com numerosas cabeças coroadas (entre as quais Vítor Amadeu II de Saboia, rei da Sardenha), esforço que não logrou nunca concretizar, o que lhe valeu o epíteto de "a Sempre-Noiva".

Isabel Luísa era muito instruída; falava francês, italiano e espanhol, sabia latim e dedicava-se ao estudo da história. O verdadeiro motivo de se ter desmanchado o casamento do Duque de Saboia teria sido o receio dos saboianos da influência preponderante de Luís XIV: a coroa de Portugal seria uma compensação ao Duque Vítor Amadeu pela perda do Piemonte, desejado pela França.

Noiva em 1680 do primo, futuro Vítor Amadeu II de Saboia, duque de Saboia e depois rei da Sardenha. Reconhecida herdeira presuntiva nas cortes de Lisboa, 23 de novembro de 1674. Estando ainda vivo o rei Afonso VI de Portugal, impunha-se criar doutrina jurídica para fundamento da homenagem a ela prestada. As cortes, reunidas em Lisboa, derrogaram só por esta vez a lei «das Cortes de Lamego», que excluía qualquer príncipe estrangeiro de acesso à Coroa. A 25 de março de 1681, o Marquês de Droné, embaixador da Saboia, fez a cerimônia dos esponsais em nome do Duque seu amo, no salão dos Embaixadores, e ali se deu o costumado presente à princesa.

Em 1682 foi enviado embaixador o duque de Cadaval para acompanhar a Lisboa o Real noivo. A esquadra que o conduzia compunha-se de oito navios. Chegou a Villafranca, onde o Duque de Cadaval passou a Turim e ali se encontrava o Duque de Saboia doente, ou dizendo-se doente, de febre pertinaz. O facto serviu de pretexto ao partido contrário de Madame Real, mãe do Duque e regente em sua menoridade, para adiar a viagem que muito desejava, a fim de assegurar uma coroa real ao filho. Dizia o partido inimigo que era para ficar governando sem competidor aos seus Estados, favorecendo nesse caso as ideias de Luís XIV. O embaixador português, vendo que o Duque se não restabelecia, que o partido contrário à sua vinda para Portugal aumentava e que o próprio Duque o animava, resolveu voltar para seu país, não querendo invernar nos portos do Piemonte.

Como filha mais velha de D. Pedro II, assumiu em 12 de setembro de 1683 o título de Princesa da Beira. Foi reconhecida nas Cortes de Lisboa como herdeira presuntiva até ao nascimento do irmão, o Príncipe D. João.

O incidente e a enfermidade que sobreveio a D. Maria Francisca Isabel de Saboia (morta em 27 de dezembro de 1683), romperam a aliança, não desejando outra coisa os portugueses senão ver casado de novo o Príncipe D. Pedro; que já tinha assumido o titulo de rei Pedro II de Portugal por D. Afonso VI ter morrido em setembro. D. Pedro II casou assim em 1687 com D. Maria Sofia de Neuburgo, filha do eleitor palatino Filipe Guilherme de Neuburgo.

Pensou-se em casá-la com Luís XIV, com o Luís, o grande delfim de França, com Carlos II de Espanha, com Fernando de Médici, Grão-príncipe da Toscana, com o duque de Parma e com Carlos III Filipe, Eleitor Palatino[2].

Com o nascimento em 1688 do primeiro filho de D. Pedro II e da sua nova consorte D. Maria Sofia, D. João de Bragança, Príncipe do Brasil, assim, a Princesa deixa de ser a herdeira do trono mas este filho só vive uns dias, tornando-a pela segunda vez herdeira do trono até que em 22 de outubro de 1689 nasceu outro príncipe, o futuro D. João V de Portugal.

Adoecendo ela de varíola, não se restabeleceu; desesperando os médicos da sua vida, preparou-se para morrer cristãmente, recorrendo aos sufrágios da igreja.

Faleceu no Palácio de Palhavã, em Lisboa, tendo sido sepultada ao lado da mãe na igreja do convento do Santo Crucifixo ou Convento das Francesinhas, que sua mãe fundara. Em 1912 foi, com a mãe, trasladada para o Panteão dos Braganças no Mosteiro de São Vicente de Fora.