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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

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Biografias - Teodósio, Príncipe do Brasil

28.12.19, Blog Real

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D. Teodósio de Bragança (Vila Viçosa, 8 de fevereiro de 1634 — Belém, 15 de maio de 1653), primogénito do rei, D. João IV e da rainha D. Luísa de Gusmão. Herdeiro da coroa portuguesa, 9.º Duque de Bragança (como D. Teodósio III) e 1.º Príncipe do Brasil, título especialmente criado em sua honra, enquanto herdeiro do trono, por carta do pai de 27 de outubro de 1645.

Desde cedo vocacionado para o exercício do poder, revelou grandes dotes para as letras e para a música, à semelhança de seu pai; contudo, a sua morte prematura, aos 19 anos, apartou-o do trono, levando ao poder, em seu lugar, seu irmão D. Afonso, mentalmente débil.

Biografia:

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Nasceu no dia 8 de fevereiro de 1634 no Paço Ducal de Vila Viçosa.

Com apenas seis anos, impusera-se como a grande esperança da Restauração da Independência de Portugal. Diz Veríssimo Serrão em «História de Portugal» volume V página 36: « recebera uma boa educação literária, científica e militar, contribuindo para a sua formação o padre António Vieira, que lhe moldou o espírito religioso na consciência do grande papel que o destino lhe reservava.» «O impulso da juventude o fez visitar em 1651 os castelos do Alentejo, onde animou os soldados e as populações; e, no regresso a Lisboa, viu-se nomeado capitão-general das armas do Reino. Para ele houve várias tentativas de consórcio, mas a diplomacia portuguesa não conseguiu impor o projecto na corte de França. Referem os cronistas que era muito devoto e, ao mesmo tempo, impregnado de ideal guerreiro. Tinha uma saúde frágil, pelo que aos 19 anos não resistiu aos efeitos de uma tuberculose pulmonar de que há muito padecia.»

Participou das reuniões do conselho de Estado. Era um jovem interessado em cultura, sabia grego e latim, interessava-se por filosofia e pelos grande pensadores clássicos, era respeitado entre os intelectuais da época. Fazia várias previsões do mundo político. Tinha grande interesse em astrologia, incentivado e auxiliado pelo padre jesuíta António Vieira, tendo, sob a tutela de astrólogos da época, composto muitas cartas astrológicas.

Assim como a sua irmã a Princesa da Beira D. Joana de Bragança, foi primeiramente sepultado no Mosteiro dos Jerónimos, sendo depois trasladado para o Panteão da Dinastia de Bragança, do Mosteiro de São Vicente de Fora.