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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

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Cerimónia da Quebra dos Escudos com as Armas Reais

04.12.20, Blog Real

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A quebra dos escudos, de remota tradição, era uma cerimónia fúnebre que se realizava após o falecimento dos monarcas, como demonstração de sentimento e tinha por finalidade a quebra dos escudos das armas reais, em sinal de luto e de pranto pelo rei falecido, para serem substituídos pelos escudos do monarca sucessor.
A referência mais antiga a esta cerimónia encontra-se nas “Memorias da vida d’el rei D. João I”, falecido em 1433. O Regimento de D. Manuel I, de 1502, regulava no “Capítulo da Pranto” o que o senado devia fazer quando o rei morria e quando era aclamado o sucessor da coroa.
A quebra dos escudos realizava-se principalmente em Lisboa e, com poucas variações, em todas as sedes de concelho do Reino e capitais do Império. Em Goa, houve em 1522 grandiosas exéquias e a quebra dos escudos de D. Manuel I, seguindo-se-lhes a aclamação de D. João III. Organizava-se em desfile público civil, de luto rigoroso, com a participação de fidalgos, cavaleiros e oficiais da Câmara, seguidos de muitas pessoas, pelas principais ruas da cidade. Juízes ou vereadores levavam os escudos das armas reais. Em vários pontos da cidade, cada um deles se erguia sobre um banco negro para fazer a alocução do pranto – “Chorai Portugueses, que faleceu o vosso Rei. . .”–e quebrar o escudo que transportava sobre a cabeça, arremessando-o violentamente ao chão.
Revestiram-se de grande pompa as quebras dos escudos de D. Pedro II (1706), D. José I (1777), D. Maria I(1816) e D. João VI (1826). Embora a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira refira que a última quebra dos escudos se realizou em 1861 (D. Pedro V), a Câmara Municipal do Funchal ainda realizou o cerimonial em 1889, quando faleceu o rei D. Luís.
Em Ponta Delgada, houve pelo menos três cerimónias de quebra dos escudos – no falecimento de D. Maria I, de D. João VI e de D. Maria II.

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