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João Coutinho, ajudante de campo do Rei D.Carlos I e do Rei D.Manuel II

por Blog Real, em 11.08.18

João António de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira nasceu em Alter do Chão, Alter do Chão, filho de Manuel de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira e de Maria Efigénia de Azevedo Coutinho da Gama Lobo Pinto Guedes, uma família com ligações aristocráticas.

Assentou praça na arma de Cavalaria do Exército Português a 13 de Outubro de 1880, transferindo-se para a Armada a 10 de Novembro de 1882, com o posto de aspirante.

Em 1884 foi promovido ao posto de guarda-marinha. Em Fevereiro de 1885 foi colocado na Divisão Naval do Índico onde cumpriu o seu tirocínio obrigatório de 3 anos. Nesse período foi enviado em comissão de serviços para Moçambique onde se destacou nas operações de ocupação colonial, distinguindo-se pela bravura e capacidade de comando de tropas.

A sua acção em Moçambique levou a que 15 de Janeiro de 1891, com apenas 25 anos de idade, no seu regresso a Lisboa fosse recebido em apoteose e proclamado, por decisão unânime das Cortes, como ''benemérito da Pátria''. Ao longo da sua carreira foi agraciado com dois graus da Ordem Militar da Torre e Espada.

Foi ajudante de campo do Rei D. Carlos I e do Rei D. Manuel II e por várias vezes condecorado.

Em 1900 foi eleito deputado.

A 3 de Outubro de 1902 como Primeiro-Tenente da Armada e Governador da Zambézia, foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada.

Foi nomeado governador-geral de Moçambique (1905-1906). A 31 de Dezembro de 1904 teve o Título de Conselho de Sua Majestade Fidelíssima como Capitão-Tenente da Armada e Governador-Geral da Província de Moçambique, nos termos do Art.º 9.º do Decreto de 1 de Dezembro de 1869 (proposta do Ministério da Marinha e Ultramar) (''Diário do Governo'', n.º 3, 4 de Janeiro de 1905).

A 9 de Fevereiro de 1908, após o regicídio que pôs termo ao reinado do Rei D.Carlos, e até 16 de Abril de 1909, foi nomeado 53.º Governador Civil do Distrito de Lisboa, então um cargo de grande importância face ao clima insurreccional que se vivia na cidade. A 4 de Janeiro de 1909 sendo do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima e Governador Civil do Distrito de Lisboa, por relevantes serviços prestados ao Estado, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

Foi, por duas vezes, Ministro da Marinha e Ultramar (1909-1910) dos últimos governos da Monarquia Constitucional Portuguesa.

A implantação da República Portuguesa levou a que fosse reformado compulsivamente em 1910, no posto de capitão-de-fragata, já que se manteve fiel aos ideais monárquicos.

Chegou a fazer parte de uma conspiração monárquica que ocorreu em diversas cidades portuguesas a 21 de Outubro de 1913, conhecida por Primeira Outubrada, dirigido por ele em Lisboa, só que o golpe foi contido porque o governo tinha um infiltrado entre os conspiradores.

Em 1919, com Aires de Ornelas, foi um dos líderes da revolta que em Lisboa apoiou a Monarquia do Norte, participando activamente na tomada de Monsanto. Pela sua acção nestes incidentes que foi preso e exilado.

Tendo beneficiado de uma das amnistias concedidas aos monárquicos pelos governos da Primeira República Portuguesa, regressou a Portugal e em 1925 foi eleito senador no Congresso da República pelo círculo eleitoral de Portalegre, integrado nas listas monárquicas.

Mais tarde, liderou a Causa Monárquica e foi lugar-tenente em Portugal do Rei D. Manuel II de Portugal, exilado em Londres. Após a morte de D. Manuel II, acabou por se tornar um interlocutor privilegiado de António de Oliveira Salazar nas matérias respeitantes à Casa de Bragança-Saxe-Coburgo e Gota e aos seus bens em Portugal. A 3 de Agosto de 1932, ano da morte de D. Manuel II, foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Império Colonial e a 8 de Dezembro de 1939 foi elevado a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada.

Em 1942 foi solenemente integrado na Armada, e promovido a vice-almirante honorário. Foi então alvo de expressivas homenagens por parte do Estado Novo, nas quais se exaltou a sua ''vida cheia de episódios onde a coragem extrema, o respeito pelos adversários, o interesse pela cultura africana, a esclarecida capacidade e, sobretudo, o inflexível cumprimento dos deveres de fidelidade e de honra, sempre sobressaíram de forma invulgar''.

A 7 de Março de 1970 procedeu-se ao lançamento ao mar da corveta ''NRP João Coutinho'', da Marinha Portuguesa, assim denominada em sua homenagem.

Foi impressa uma nota de 50$00 de Moçambique com a sua imagem.

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publicado às 20:54



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