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A Monarquia Portuguesa

Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

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Ligação da Família Real com os Marqueses do Lavradio

03.02.20, Blog Real

O título nobiliárquico de Marquês do Lavradio, de juro e herdade e com Honras de Parente da Casa Real, foi criado por D. José I, por carta de 18 de Outubro de 1753, em favor de D. António de Almeida Soares Portugal, 1º Senhor e 1º Conde do Lavradio e 8º Senhor e 4º Conde de Avintes, e bisneto do primeiro conde deste último título.

São os Marqueses do Lavradio representantes dos títulos de Marquês de Montalvão, Conde de Castelo Novo e Conde de Serém, Marquês de Turcifal e Conde de Torres Vedras, e Chefes de Nome e Armas dos Mascarenhas, por via da 4ª Senhora de Avintes, após a extinção da linha do seu irmão, D.João Soares de Alarcão, Marquês de Turcifal e Conde de Torres Vedras.

António de Almeida Soares Portugal ou António de Almeida Soares Portugal de Alarcão Leça e Melo, o 1º Marquês do Lavradio, 1.º Conde do título e 4.º Conde de Avintes. Foi o 8.º vice-rei do Brasil, de 1749 a 1753, 38.º Governador de Angola.

Foi capitão e depois coronel de infantaria do Regimento de Elvas. Igualmente Coronel do regimento de infantaria da corte.

D. João V de Portugal, em atenção aos serviços prestados pelo tio, 1.º patriarca de Lisboa D. Tomás de Almeida, lhe fez mercê do senhorio da vila do Lavradio de juro e herdade, e da comenda de São Pedro de Castelões na Ordem de Cristo. Foi ainda comendador de Santa Maria de Lamas e São Martinho de Lordosa na mesma Ordem.

O mesmo rei concedeu-lhe ainda o título de 1.º conde do Lavradio em 12 de Janeiro de 1714, de que se passou carta a 17 de Julho de 1725. O título pertencera a Luís de Mendonça Furtado e Albuquerque, vice-rei da Índia morto sem geração, consequentemente vago para a Coroa.

Em 1749 foi nomeado governador capitão-general de Angola, sucedendo a João Jacques de Magalhães, até 1754, em que foi substituído por António Alvares da Cunha. Ali procedeu de modo um pouco tirânico e "mão férrea", havendo sobre o assunto uma famosa carta de Alexandre de Gusmão em 21 de março de 1747. Construiu em 1750 o novo edifício do Trem, em 1752 foram criados os regimentos de milícias; e destruiu quadrilhas de salteadores que devastavam a província. Conservou-se no governo até 1754, ano em que foi substitui-lo António Alvares da Cunha.

De regresso ao Reino, foi nomeado coronel de Infantaria na Corte, mais tarde governador de Elvas e, em 1757, foi promovido a sargento-mor de batalha.

Durante esse tempo o rei D. José I de Portugal, por decreto de 18 de Outubro de 1753, elevou-o a marquês de Lavradio concedendo lhe a mercê duma vida em todos os bens da coroa e ordens, com outras mercês, de que tirou carta, passada em 17 de julho de 1753.

Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão d'Eça e Melo Silva Mascarenhas, 5.º conde de Avintes e 2.º Marquês do Lavradio, filho de D. Antônio de Almeida Soares Portugal, foi o 11.º vice-rei do Brasil, exercendo o cargo por nove anos, de 4 de novembro de 1769 a 30 de abril de 1778.

António Máximo de Almeida Portugal Soares Alarcão Melo Ataíde Eça Mascarenhas Silva e Lencastre, foi o 3º Marquês do Lavradio e 6º conde de Avintes. 

Foi veador e estribeiro-mor da Princesa do Brasil, D. Maria Benedita de Bragança, a quem acompanhou ao Brasil. Foi mordomo-mor de D. João VI de Portugal. Em 1826 foi nomeado Par do Reino e jurou a Carta Constitucional.

António de Almeida Portugal Soares Alarcão Melo Castro Ataíde Eça Mascarenhas Silva e Lencastre, 8º conde de Avintes, e 5º marquês do Lavradio, Comendador da Ordem da Torre e Espada, Cavaleiro da Ordem de Malta e do Santo Sepulcro, foi veador da princesa D. Maria Benedita de Bragança, quando regressou ao reino, foi nomeado Ajudante-de-Campo do infante D. Miguel de Bragança, com honras de Capitão.

Nas Cortes convocadas pelo Infante, foi eleito Procurador por Torres Vedras, e pronunciou um discurso, impresso num folheto à parte.

Acérrimo partidário do miguelismo, o rei D. Miguel concedeu-lhe Honras de Parente e confirmou-lhe o título de Marquês do Lavradio, que já lhe pertencia pela morte de seu irmão mais velho.

José Maria do Espírito Santo de Almeida Correia de Sá que sucedeu a seu bisavô como 6.º marquês de Lavradio, foi secretário particular do Rei D.Manuel e acompanhou no seu exílio no Reino Unido.

As suas memórias, que incluem as suas impressões do exílio em Inglaterra com o rei D. Manuel encontram-se publicadas como Memórias do Sexto Marquês do Lavradio.

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O Palácio dos Marqueses do Lavradio