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Câmara dos Digníssimos Pares do Reino

por Blog Real, em 05.11.18

A Câmara dos Digníssimos Pares do Reino foi a câmara alta das Cortes Portuguesas, nomeada pelo monarca, durante a Monarquia Constitucional.

A Câmara dos Pares foi estabelecida antes da Guerra Civil Portuguesa. O rei nomeou um número de mais alta nobreza para a câmara. Era composta por 90 pariatos, que não têm um direito hereditário para sentar-se por descendência, mas foram nomeados pelo rei.

Com a aprovação da Constituição Portuguesa de 1826, foi criada a ''Câmara dos Digníssimos Pares do Reino'', o segundo braço do poder legislativo do Estado ou câmara alta do parlamento, desde a Constituição portuguesa de 1822 até à revolução republicana de 5 de Outubro de 1910.

A câmara existiu de 1826 a 1838 e novamente de 1842 a 1910, quando era conhecido como a Câmara dos Pares do Reino (''Câmara dos Pares do Reino'').

Após a revolta de Costa Cabral em 1842, é instaurada de novo a Carta Constitucional de 1826, sendo restaurada a Câmara dos Pares do Reino. Com sessão inaugural a 10 de julho de 1842 – sessão real de abertura das cortes gerais - a Câmara dos Pares iria dar início às suas sessões, a 11 de julho, as quais só viriam a ser interrompidas pela revolução republicana de 1910. O número dos seus membros e forma de constituição foi variando ao longo dos tempos, existindo: os pares por direito próprio (príncipe real, infantes e pariato eclesiástico) de 1842 a 1910; o pariato hereditário (abolido de 1885 a 1895); o sistema misto de nomeação régia de 2/3 dos membros e 1/3 de membros eleitos em eleição indireta por um período de 6 anos (1885 a 1895). A Câmara dos Pares, para além das suas funções legislativas, reunia-se também em Tribunal de Justiça. A legislatura durava 4 anos e as sessões legislativas 3 meses. As sessões eram públicas ou secretas, diurnas e noturnas.

As sessões eram realizadas no Palácio de São Bento. O sucessor da Câmara dos Pares foi o Senado.

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publicado às 18:24

Guarda Real dos Archeiros

por Blog Real, em 05.08.18

Guarda Real dos Archeiros constituiu a guarda palaciana dos Monarcas Portugueses, desde o século XVI até ao final da Monarquia em Portugal em 1910. Os seus membros estavam armados com albardas, sendo por isso o corpo também designado Guarda Real dos Alabardeiros.

A Guarda Real dos Archeiros transformou-se numa guarda essencialmente cerimonial, sendo a segurança efetiva dos Monarcas e da Família Real assegurada por unidades regulares do Exército Português, sendo alguns regimentos de elite selecionados para esta função.

 

História:

Antes da existência da Guarda Real dos Archeiros, o Rei D.João II havia criado a Guarda de Ginetes, um corpo de cavalaria ligeira (ginetes) encarregue de assegurar a sua proteção. O Rei D.Manuel I manteve a Guarda de Ginetes, estabelecendo que a mesma seria composta de 200 gienetes. A Guarda de Ginetes foi aparentemente descontinuada no tempo do Rei D. João III, sabendo-se que este monarca passeava por locais públicos com pouca ou nenhuma segurança.

A Guarda Real dos Archeiros foi criada pelo Rei D.Sebastião, como uma companhia de alabardeiros a pé, sendo todos os seus membros portugueses e tendo como seu primeiro capitão Francisco de Sá de Meneses, conde de Matosinhos.

Em 1580, Filipe II de Espanha assumiu a Coroa de Portugal, estabelecendo a União Ibérica e nomeado o arquiduque Alberto VII, Arquiduque da Aústria como vice-Rei de Portugal, com residência em Lisboa. O arquiduque Alberto manteve a Guarda Real dos Archeiros, mas acrescentou-lhe uma segunda companhia, constituída por archeiros alemães. A Guarda - com as companhias Portuguesa e Alemã - foi mantida pelos seguintes vice-reis, sendo usada essencialmente na sua proteção, uma vez que os reis não residiam em Portugal.

No século XVI, outras guardas semelhantes foram criadas em Portugal, respetivamente pela Universidade de Coimbra e pelos Duques de Bragança. A primeira - ainda hoje existente - era responsável pela polícia da universidade e da cidade de Coimbra, sendo a segunda responsávela pela guarda ducal.

A 1 de dezembro de 1640, a independência de Portugal foi restaurada, tornando-se, o duque de Bragança, Rei de Portugal como D. João IV. D. João IV manteve a Guarda Real dos Archeiros com as companhias Portuguesa e Alemã, mas acrescentando-lhe a nova Companhia do Príncipe, formada a partir da sua anterior guarda ducal de archeiros.

A Guarda Real dos Archeiros acabou por se tornar gradualmente numa guarda cerimonial e palaciana. A proteção militar dos Monarcas e Família Real passou a ser assegurada por unidades do Exército e da Armada. Como em Portugal nunca existiram unidades militares com a função específica de guarda real - exceto por breves períodos do século XIX - a segurança real era assegurada por unidades militares regulares, sendo alguns regimentos de elite preferidos para tal função.

A Guarda acompanhou a trasnferência da Família Real para o Brasil em 1807. Quando em 1822, foi declarada a independência do Brasil, o Imperador D.Pedro I criou a Guarda Imperial dos Archeiros, inspirada na Guarda portuguesa.

Por Decreto de 28 de agosto de 1833, as três companhias da Guarda Real dos Archeiros foram fundidas numa única só, constituída apenas por portugueses. A Guarda existiu até ao final da Monarquia em 5 de outubro de 1910.

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publicado às 01:31

Ementas e programa musical do Cartório da Casa Real 1887-1905

por Blog Real, em 05.08.16

 Fonte: aatt.org

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publicado às 00:49

Menus e Programas da Casa Real Portuguesa

por Blog Real, em 20.03.14

1867: Horários/menus da casa de D. Luís I, Rei de Portugal:

Jantar no Real Paço da Ajuda de 21 de outubro de 1897:

Jantar no Real Paço da Ajuda de 5 de abril de 1903:

Jantar no Real Paço da Ajuda de 8 de janeiro de 1905:

Programa do concerto de 22 de março de 1905:

Papel de carta da Rainha D. Amélia de Orleães:

Fonte: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.699506676744583.1073741866.168168179878438&type=3

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publicado às 02:51

Fornecedores da Casa Real

por Blog Real, em 12.02.14

O título de Fornecedor da Casa Real era honorífico. Os comerciantes apresentavam um requerimento à Casa Real, que estudava os argumentos dos pretendentes. As primeiras concessões eram passadas com a profissão ou a designação da loja mais a frase - "da Casa Real ou de Sua Majestade", por exemplo, o fulano de tal, "alfaiate de Sua Majestade". 

Só a partir da década de 50, do século XIX, passou a usar-se apenas a expressão Fornecedor da Casa Real. 

Quase tão importante como ostentar um título nobiliárquico, na sociedade do século XIX o alvará de Fornecedor da Casa Real conferia aos comerciantes estatuto, prestígio e funcionava como o mais valioso instrumento de marketing de uma loja ou marca.

Nos primeiros tempos, a selecção era feita de forma criteriosa e apenas era agraciado quem de facto abastecia ou prestava serviços à Casa Real. Mais tarde, tornou-se mais acessível. O processo era simples e a burocracia mínima. No requerimento para concorrer ao título de Fornecedor da Casa Real, o comerciante tinha de justificar as suas pretensões.

A pesquisa de Lourenço Correia de Matos, autor do livro Os Fornecedores da Casa Real, indica que entre 1821 até ao fim da monarquia em 1910 foram atribuídos 676 alvarás de Fornecedores da Casa Real Portuguesa - a comerciantes, empresas e marcas. Subsistem não mais do que uma dúzia, como a Livraria Ferin, no Chiado, em Lisboa, a Jerónimo Martins, a Macieira, os chamapanhes Pommery, a Confeitaria Nacional e a ourivesaria Leitão & Irmão, que na sua loja no Chiado ainda tem exposto o alvará de joalheiro da coroa.

 

Fontes: 

https://1.bp.blogspot.com/_QMyWnIbHH2Q/Sw7vZ5Qp5ZI/AAAAAAAAMWY/H3Gl88xzTcg/s1600/Digitalizar0013.jpg

https://1.bp.blogspot.com/_QMyWnIbHH2Q/Sw6kVkyMtcI/AAAAAAAAMV4/SHxdZbCaemM/s1600/Digitalizar0014.jpg

https://1.bp.blogspot.com/_QMyWnIbHH2Q/Sw6kOdmSJiI/AAAAAAAAMVw/XsDnZ5hcQGU/s1600/Digitalizar0015.jpg

http://realfamiliaportuguesa.blogspot.pt/2009/11/marcas-com-o-selo-do-rei-revista-sabado.html

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publicado às 01:21

Bandeiras Pessoais dos Reis de Portugal

por Blog Real, em 20.12.13
Bandeira pessoal de D. João IV:
Bandeira pessoal de D. João IV (alternativa):
Bandeira pessoal de D. Pedro II:
Estandarte real de D. Pedro IV:
Bandeira pessoal de D.João V e de D. Maria II:
Bandeira pessoal de Pedro V:

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publicado às 22:53

Emissões Base em Portugal

por Blog Real, em 02.11.13

Emissão base é o termo dado às emissões de selos de tiragem ilimitada que se destinam ao uso corrente. Durante a monarquia, são emissões base em Portugal os selos emitidos nos reinados de D. Maria II, D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I e D. Manuel II que possuem as suas efígies:

  • Selo D. Maria II

  • Selo D. Pedro V (cabelos lisos)

  • Selo D. Pedro V (cabelos anelados)

  • Selo D. Luís
  • Selo D. Luís (fita curva)
  • Selo D. Luís (fita direita)
  • Selo D. Luís (perfil)
  • Selo D. Luís (frente)
  • Selo D. Carlos (Diogo Neto)

  • Selo D. Carlos (Mouchon)

  • Selo D. Manuel II

Além destes, podem considerar-se como emissões base os selos de 2 réis e 2,5 réis usados sobretudo para franquiar jornais.

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publicado às 02:01

Real (moeda portuguesa)

por Blog Real, em 02.11.13

O real foi a unidade de moeda de Portugal desde cerca de 1430 até 1911. Esta moeda foi utilizada em todas as colónias portuguesas nos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX.

500 reais de ouro de D. Sebastião, (1557-1578)

O primeiro real foi introduzido por D. Fernando I cerca de 1380. Era uma moeda de prata e tinha um valor de 120 dinheiros. No reinado de D. João I (1385-1433), foram emitidos o real branco, de 3 ½ libras, e o real preto, de 7 soldos (um décimo de um real branco). No início do reinado de D. Duarte, em 1433, o real branco (equivalente a 840 dinheiros) tornara-se a unidade base em Portugal. Desde o reinado de D. Manuel I (1495-1521), o nome foi simplificado para "real", coincidindo com o início da cunhagem de moedas de real em cobre. Começou a ser usada a forma "réis" em vez de "reais" no reinado de D. João IV de Portugal (1640-1656), após o período da monarquia espanhola em Portugal, de 1580 a 1640.

Em 1837 foi adoptado o sistema decimal para as denominações de moedas, com as primeiras notas emitidas pelo Banco de Portugal em 1847. Em 1854, Portugal passou a um padrão-ouro de 1000 réis = 1,62585 gramas de ouro fino. Este padrão manteve-se até 1891. As grandes somas eram geralmente expressas em 1.000 réis ou "mil-réis", um termo frequentemente utilizado na literatura portuguesa no século XIX. Em números, mil-réis escrevia-se 1$000, ou seja 60.000 réis, surgia como 60$000 ou 60 mil-réis). Um milhão de réis era conhecido como um "conto de réis".

Em 1911 o escudo substituiu o real.

200 réis, D. Manuel II, 1909

Moeda real com o rei D.Carlos I

Moeda com o Rei D.Carlos I e a Rainha D.Amélia

Moeda com o Rei D.Pedro V e a Rainha D.Estefânia

 

 

Moeda com a rainha D.Maria II

 

Moeda com o rei D.Manuel II

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publicado às 01:16

As tiaras da Família Real Portuguesa

por Blog Real, em 27.10.13

Diadema das estrelas, de diamantes e ouro feito para a rainha Maria Pia de Sabóia

Este diadema foi originalmente encomendado para a Rainha consorte de Portugal D. Maria Pia, esposa do Rei D. Luis I de Portugal. 

Este diadema foi feito em Lisboa pelo Joalheiro Real Estevão de Sousa. A tiara é composta por estrelas  de diamantes, assentes numa armação, que faz com as estrelas sejam sensíveis ao movimento. O diamante maior da tiara é um diamante rosa conhecido como o Diamante da Maria Pia.

Na mesma altura foi encomendado um colar, conhecido por o Colar das Estrelas, para fazer conjunto com o diadema.

 

Após a morte do rei D. Luis I o conjunto passou para a última Rainha de Portugal, D.Amélia, esposa do Rei D.Carlos I.

 

 Diadema de Brilhantes

O diadema de brilhantes pertencia à rainha D.Amélia e atualmente é usado por D.Isabel, duquesa de Bragança, que o usou no dia do seu casamento.

Esta tiara foi um presente de casamento do Rei Luís I de Portugal para a sua nora, a princesa Amélie de Orléans, em 1886, a peça tem um colar espelhado, concedido pela Rainha D.Maria Pia de Sabóia. 

A tiara foi herdada por D.Duarte de Bragança e foi usada por D.Isabel de Bragança no dia do seu casamento em 1995.

A rainha D.Amélia com o diadema:

A duquesa D.Isabel com o diadema

 

Tiara de Diamante de Maria Francisca de Orleans e Bragança

Esta tiara pertenceu à Princesa Maria Francisca de Orléans-Bragança, mãe do atual Duque de Bragança, esta peça foi usada por ela em muitos eventos, incluindo a gala do casamento do Juan Carlos de Espanha e Sofia da Grécia. D.Isabel de Bragança usa esta tiara em eventos reais estrangeiros, como casamentos reais.

Tiara Floral de Diamante

 Eesta peça foi usada pela Duquesa de Bragança em alguns eventos reais, tanto como colar e como tiara. Foi usada por exemplo no banquete da visita de estado que os Reis de Espanha fizeram a Portugal em 2016.

Tiara de Diamante da Rainha D.Amélia

Esta peça foi criada para a Rainha D.Amélia por volta de 1900 , esta gargantilha de diamante (também conhecido como um collier de chien) era uma de suas peças favoritas, não só emparelhada com as suas jóias de diamante, incluindo o Diadema de Brilhantes, mas também com as suas parures coloridas. Após a sua morte em 1951, esta peça foi herdada pelo atual Duque de Bragança. A Duquesa de Bragança usou esta peça como tiara em múltiplas ocasiões.

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publicado às 02:55

Ordens dinásticas de Portugal

por Blog Real, em 20.10.13

As Ordens dinásticas portuguesas são Ordens honoríficas outrora atribuídas pelo Rei de Portugal, numa tradição multissecular que remonta aos tempos do Império. Desde a implantação da República em Portugal até aos dias atuais, as três ordens dinásticas portuguesas existentes passaram a ser atribuídas pelo Chefe da Casa Real de Bragança.

 

As Ordens:

Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa:

A Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, de seu nome completo Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, é uma ordem honorífica dinástica portuguesa cujo Grão-Mestre é o Duque de Bragança.

A ordem foi instituída pelo rei D. João VI, em 6 de Fevereiro de 1818, dia da sua aclamação, no Rio de Janeiro, Brasil. O objectivo do rei, Grão-Mestre da nova Ordem Militar Leiga, era homenagear a padroeira (designada por alvará de 1646), por Portugal ter sobrevivido, como país independente, às guerras napoleónicas que tinham assolado o país e a Europa. Até 1910 foram agraciados com esta ordem várias personalidades, essencialmente oriundas da nobreza e da aristocracia. O governo provisório, em Outubro de 1910, extinguiu-a como ordem militar, embora o rei D. Manuel II no exílio e os Duques de Bragança que lhe sucederam tenham continuado a utilizar as insígnias desta ordem, só recentemente o actual Duque de Bragança a reabilitou a título privado, como ordem dinástica honorífica da família real portuguesa, distinguindo várias personalidades que agracia com o grau de cavaleiros da ordem, na festa de 8 de Dezembro, em Vila Viçosa.

 

Insígnia

A insígnia desta ordem (de banda azul com risca branca ao meio) é constituída por um medalhão coroado, em forma de estrela, com um círculo ao centro onde se lêem as letras AM, com a inscrição Padroeira do Reino. A insígnia foi desenhada por Jean-Baptiste Debret, em 1818.

 

Graus

Os graus em ordem decrescente são:

  1. Grão-Mestre (o Rei)
  2. Grã-Cruz (GCNSC)
  3. Comendador (ComNSC)
  4. Cavaleiro / Dama (CvNSC / DmNSC)
  5. Servente (SNSC)

Ordem Real de Santa Isabel

A Ordem Real de Santa Isabel ou Real Ordem de Santa Isabel, também conhecida por Ordem da Rainha Santa Isabel ou Ordem da Rainha Santa é uma ordem honorífica dinástica portuguesa, cuja Grã-Mestra é a Duquesa de Bragança.

A Ordem foi instituída em 4 de Novembro de 1801 pelo Príncipe Regente D. João, que atribuiu o grão-mestrado da mesma ordem à sua mulher, D. Carlota Joaquina. Tratando-se de uma obra exclusivamente feminina, o seu objectivo é distinguir senhoras católicas, num número limitado de vinte e seis damas, e é decalcada da Ordem das Damas Nobres de Espanha. Durante a Monarquia as rainhas/Grã-Mestras desta Ordem, além das senhoras distinguidas pelos objectivos desta ordem (na sua maioria pertencentes à nobreza), agraciaram também Rainhas católicas estrangeiras. Com a proclamação da república, em 1910, a ordem foi extinta pelo Governo Provisório. D. Augusta Vitória, esposa de D. Manuel II, ainda que no exílio, utilizou a insígnia de Grã-Mestra. Após algumas décadas de inactividade, a ordem foi recentemente reactivada a título privado, com o estatuto de ordem dinástica da Família Real Portuguesa, sendo actualmente Grã-Mestra a Duquesa de Bragança (D. Isabel de Herédia), que costuma agraciar novas damas da Ordem, na festa da Rainha Santa Isabel (no dia 4 de Julho dos anos pares), em Coimbra.

 

Insígnia

A insígnia desta ordem, (com banda de cor-de-rosa com lista branca ao centro) é um medalhão coroado, com a figura de Santa Isabel de Portugal dando esmola a um mendigo, sobrepujando a legenda latina Pauperum Solatio.


Ordem Equestre e Militar de São Miguel da Ala

A Ordem Equestre e Militar de São Miguel da Ala, conhecida por Ordem de São Miguel da Ala, Real Ordem de São Miguel da Ala ou, simplesmente, Ordem da Ala, foi uma ordem de cavalaria, supostamente fundada pelo rei D. Afonso I de Portugal depois da tomada de Santarém aos muçulmanos, em 1147 e depois reactivada pelos partidários de D. Miguel I.

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publicado às 03:11


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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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