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Família Real Portuguesa e os Animais de Estimação

por Blog Real, em 10.06.19

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Era bem pública e reconhecida a estima que a Família Real Portuguesa nutria pelos animais e a enorme afeição que dedicava aos seus animais de estimação.

Cavalos, mas sobretudo os cães, acompanhavam sempre a Família Real que com eles se ocupava em inúmeras recreações.

Na fotografia, cliché do Verão de 1909, tendo como cenário o Palácio da Pena, vê-se Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Manuel II de Portugal e a Rainha Senhora Dona Amélia – ainda de luto – com os seus três cães de companhia: o Grand Danois TEJO (em destaque), o labrador CHAMROCK (que na foto recebe a atenção da Rainha) e, deitada, a BOX, a cadelinha branca irish terrier, que para muito desgosto de Sua Majestade a Rainha, ficaria em Mafra após a revolução republicana do 5 de Outubro de 1910, consequência da precipitação dos acontecimentos e da partida abrupta para o exílio.

Fonte: https://plataformacidadaniamonarquica.wordpress.com/2017/04/06/familia-real-portuguesa-e-os-animais-de-estimacao/

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publicado às 18:24

Ligação da Família Real com os Condes de Margaride

por Blog Real, em 02.06.19

O Rei D.Manuel II na sua visita a Guimarães esteve com o Conde de Margaride e a sua família na sua residência, a Casa do Carmo

Eram tão próximos dos reis que cada vez que a família real se deslocava ao Norte era na Casa do Carmo (Guimarães) que ficava instalada. Numa carta régia, D. Luís referia o conde de Margaride como "aquele que amo". Os dois eram unha e carne: confidenciavam segredos, partilhavam alegrias e preocupações. O conde era um irrepreensível anfitrião e quando o seu amigo o visitava esmerava-se ainda mais. A propósito de uma das visitas do rei à Casa do Carmo, escreveu o Comércio do Porto (4 de Julho de 1872): "O almoço foi servido em baixela de prata e o jantar e café com baixela de ouro." Acrescentava que a "riqueza" a "boa ordem" e "o delicado gosto" com que tudo estava preparado mereceram " lisonjeiro reparo" por parte dos familiares da Casa Real.

A origem desta família aristocrática começa com um senhor praticamente desconhecido chamado Gonçalo Annes, senhor do Casal de Paçô, em São Romão de Mesão Frio, Guimarães, no século XVI. Vivia bem, dos rendimentos, bens e fazendas agrícolas, mas não era um nobre nem aspirava a tal. Entre os seus descendentes, Gonçalo Annes deixou figuras que se foram destacando ao longo dos séculos: uns foram feitos cavaleiros da Ordem de Cristo, capitães- -mor, fidalgos. Mas foi apenas no séc. XIX que surgiu a personalidade que mais se destacou na família: Luís Cardoso Martins da Costa Macedo - 1.º conde de Margaride, que ao longo da sua vida angariou diversos títulos e distinções. Nasceu num meio privilegiado com muitas propriedades e alguns rendimentos. Formado em Filosofia em Coimbra, foi governador civil de Braga e do Porto, presidente da Câmara de Guimarães, entre muitos outros lugares que ocupou. Era um fervoroso monárquico e um católico dedicado. Ramalho Ortigão falava dele no 1.º volume d' As Farpas. Camilo Castelo Branco escreveu várias vezes sobre as "vitualhas do nobre conde" e também na " reabilitação do visconde de Margaride", incluído nas Noites de Insónias, de 1874, como escreve Luís Miguel Pulido Garcia Cardozo de Menezes no livro Os Condes de Margaride e Sua Descendência. O conde também alimentou ódios, especialmente enquanto presidente da Câmara de Guimarães, incrementando a velha rivalidade entre a cidade e Braga. Num Carnaval de Braga, um boneco com a cara do conde de Margaride foi atirado ao rio no fim dos festejos. Politicamente activo, fez em 1892 um discurso memorável na Câmara dos Pares sobre os problemas de Portugal: "Nós não enfrentamos só um défice, mas três: défice de juízo, défice de moralidade e, como consequência, deficit de dinheiro."

O segundo conde de Margaride - Henrique Cardoso de Macedo Martins e Menezes - foi igualmente um monárquico dos quatro costados. Formado em Direito, foi chefe do Partido Regenerador-Liberal, em Guimarães, e fez carreira como juiz. Manteve uma lealdade inabalável para com a casa real, apesar dos tempos conturbados do final da monarquia. Ainda nos tempos de estudante em Coimbra, ficou para a história o episódio em que defendeu o rei numa situação violenta. Numa deslocação ao Norte, D. Carlos I parou em Coimbra, onde um grupo de estudantes monárquicos confrontou um grupo republicano. Apesar dos tumultos, o rei, nervoso, quis discursar na gare. Foi o jovem conde, ainda estudante, que salvou a situação: pediu licença para pegar no príncipe D. Luís e mostrou-o à multidão, entusiasmada, acalmando os ânimos mais exaltados.

Casa do Carmo, Guimarães era a principal residência dos Condes de Margaride

O Conde de Margaride teve a honra de receber várias vezes a Família Real na sua Casa do Carmo:

  • a 2 de Julho de 1872, S.M. D. Luís I e o Infante D. Augusto;
  • a 20 de Outubro de 1887, S.S.M.M. D. Luiz I e a Senhora D. Maria Pia e S.S.A.A.R.R. o Príncipe D. Carlos e Senhora D. Amélia e o Infante D. Afonso;
  • a 29 de Novembro de 1891, S.S.M.M. o Senhor D. Carlos I e a Senhora D. Amélia passaram a tarde e jantaram;
  • a 17 de Julho de 1906 o Rei D. Carlos I almoçou e dormiu;
  • a 13 de Agosto de 1907 o Rei D. Carlos I jantou e dormiu;
  • a 29 de Novembro de 1908 o Rei D. Manuel II, na sua visita ao Norte, deu recepção, almoçou e jantou na Casa do Carmo.

Com a república implementada, o conde de Margaride foi preso devido aos seus ideias monárquicos, mas também porque se opôs à confiscação dos bens da Igreja. Era tão popular que quando foi libertado em Braga o povo recebeu-o com vivas. Em 1923, teve um ataque cerebral que o deixou com uma hemiplegia do lado direito durante dez anos. Morreu em 1933. Desde então, o poder dos Margaride, que teve o seu auge entre o séc. XVIII e XIX, nunca mais foi o mesmo.

O actual representante do título chama-se José Manuel Correa de Barros Cardoso de Macedo e Menezes, 3.º conde de Margaride.

Fonte: https://www.dn.pt/pessoas/interior/muito-intimos-da-realeza-1394147.html

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publicado às 18:51

Artigo da "Ilustração Portuguesa" sobre o Palácio da Ajuda em 1904

por Blog Real, em 07.05.19

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publicado às 12:13

Reportagem da "Ilustração Portuguesa" sobre o Palácio de Belém, por ocasião da visita dos Duques de Connaught (1905)

por Blog Real, em 07.04.19

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publicado às 23:12

Câmara dos Digníssimos Pares do Reino

por Blog Real, em 05.11.18

A Câmara dos Digníssimos Pares do Reino foi a câmara alta das Cortes Portuguesas, nomeada pelo monarca, durante a Monarquia Constitucional.

A Câmara dos Pares foi estabelecida antes da Guerra Civil Portuguesa. O rei nomeou um número de mais alta nobreza para a câmara. Era composta por 90 pariatos, que não têm um direito hereditário para sentar-se por descendência, mas foram nomeados pelo rei.

Com a aprovação da Constituição Portuguesa de 1826, foi criada a ''Câmara dos Digníssimos Pares do Reino'', o segundo braço do poder legislativo do Estado ou câmara alta do parlamento, desde a Constituição portuguesa de 1822 até à revolução republicana de 5 de Outubro de 1910.

A câmara existiu de 1826 a 1838 e novamente de 1842 a 1910, quando era conhecido como a Câmara dos Pares do Reino (''Câmara dos Pares do Reino'').

Após a revolta de Costa Cabral em 1842, é instaurada de novo a Carta Constitucional de 1826, sendo restaurada a Câmara dos Pares do Reino. Com sessão inaugural a 10 de julho de 1842 – sessão real de abertura das cortes gerais - a Câmara dos Pares iria dar início às suas sessões, a 11 de julho, as quais só viriam a ser interrompidas pela revolução republicana de 1910. O número dos seus membros e forma de constituição foi variando ao longo dos tempos, existindo: os pares por direito próprio (príncipe real, infantes e pariato eclesiástico) de 1842 a 1910; o pariato hereditário (abolido de 1885 a 1895); o sistema misto de nomeação régia de 2/3 dos membros e 1/3 de membros eleitos em eleição indireta por um período de 6 anos (1885 a 1895). A Câmara dos Pares, para além das suas funções legislativas, reunia-se também em Tribunal de Justiça. A legislatura durava 4 anos e as sessões legislativas 3 meses. As sessões eram públicas ou secretas, diurnas e noturnas.

As sessões eram realizadas no Palácio de São Bento. O sucessor da Câmara dos Pares foi o Senado.

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publicado às 18:24

Álbum de Menus da Casa Real e um dos menus de uma refeição servida no Paço de Vila Viçosa

por Blog Real, em 28.08.18

Sabia que a Fundação da Casa de Bragança possui mais de 600 menus de refeições onde participaram membros da Família Real?
Nas imagens, uma das páginas do Álbum de Menus da Casa Real e um dos menus de uma refeição servida no Paço de Vila Viçosa.

 

Fonte: Facebook Paço Ducal de Vila Viçosa

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publicado às 19:32

Guarda Real dos Archeiros

por Blog Real, em 05.08.18

Guarda Real dos Archeiros constituiu a guarda palaciana dos Monarcas Portugueses, desde o século XVI até ao final da Monarquia em Portugal em 1910. Os seus membros estavam armados com albardas, sendo por isso o corpo também designado Guarda Real dos Alabardeiros.

A Guarda Real dos Archeiros transformou-se numa guarda essencialmente cerimonial, sendo a segurança efetiva dos Monarcas e da Família Real assegurada por unidades regulares do Exército Português, sendo alguns regimentos de elite selecionados para esta função.

 

História:

Antes da existência da Guarda Real dos Archeiros, o Rei D.João II havia criado a Guarda de Ginetes, um corpo de cavalaria ligeira (ginetes) encarregue de assegurar a sua proteção. O Rei D.Manuel I manteve a Guarda de Ginetes, estabelecendo que a mesma seria composta de 200 gienetes. A Guarda de Ginetes foi aparentemente descontinuada no tempo do Rei D. João III, sabendo-se que este monarca passeava por locais públicos com pouca ou nenhuma segurança.

A Guarda Real dos Archeiros foi criada pelo Rei D.Sebastião, como uma companhia de alabardeiros a pé, sendo todos os seus membros portugueses e tendo como seu primeiro capitão Francisco de Sá de Meneses, conde de Matosinhos.

Em 1580, Filipe II de Espanha assumiu a Coroa de Portugal, estabelecendo a União Ibérica e nomeado o arquiduque Alberto VII, Arquiduque da Aústria como vice-Rei de Portugal, com residência em Lisboa. O arquiduque Alberto manteve a Guarda Real dos Archeiros, mas acrescentou-lhe uma segunda companhia, constituída por archeiros alemães. A Guarda - com as companhias Portuguesa e Alemã - foi mantida pelos seguintes vice-reis, sendo usada essencialmente na sua proteção, uma vez que os reis não residiam em Portugal.

No século XVI, outras guardas semelhantes foram criadas em Portugal, respetivamente pela Universidade de Coimbra e pelos Duques de Bragança. A primeira - ainda hoje existente - era responsável pela polícia da universidade e da cidade de Coimbra, sendo a segunda responsávela pela guarda ducal.

A 1 de dezembro de 1640, a independência de Portugal foi restaurada, tornando-se, o duque de Bragança, Rei de Portugal como D. João IV. D. João IV manteve a Guarda Real dos Archeiros com as companhias Portuguesa e Alemã, mas acrescentando-lhe a nova Companhia do Príncipe, formada a partir da sua anterior guarda ducal de archeiros.

A Guarda Real dos Archeiros acabou por se tornar gradualmente numa guarda cerimonial e palaciana. A proteção militar dos Monarcas e Família Real passou a ser assegurada por unidades do Exército e da Armada. Como em Portugal nunca existiram unidades militares com a função específica de guarda real - exceto por breves períodos do século XIX - a segurança real era assegurada por unidades militares regulares, sendo alguns regimentos de elite preferidos para tal função.

A Guarda acompanhou a trasnferência da Família Real para o Brasil em 1807. Quando em 1822, foi declarada a independência do Brasil, o Imperador D.Pedro I criou a Guarda Imperial dos Archeiros, inspirada na Guarda portuguesa.

Por Decreto de 28 de agosto de 1833, as três companhias da Guarda Real dos Archeiros foram fundidas numa única só, constituída apenas por portugueses. A Guarda existiu até ao final da Monarquia em 5 de outubro de 1910.

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publicado às 01:31

O Carnaval da Família Real

por Blog Real, em 13.06.18

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:49

Artigo da "Ilustração Portuguesa" sobre o Panteão Real em 1906

por Blog Real, em 01.05.18

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publicado às 12:49

Quanto custava a Monarquia Portuguesa

por Blog Real, em 27.04.18

Dotação da Família Real: 501 000$000

(Quinhentos e um milhões de reis - Quinhentos e um contos - Dois mil, quatrocentos e noventa e oito euros e noventa e oito cêntimos 2.498,98€)

A dotação da família real pagava os salários da família, os salários de cerca de 250 pessoas da Corte, as visitas de estado e a manutenção dos Palácios da Ajuda, das Necessidades, de Belém, do Palácio da Vila em Sintra e do Palácio Real de Mafra.

Nota: Os Palácios de Vila Viçosa, das Carrancas no Porto e o Castelo da Pena em Sintra eram propriedade privada da Família Bragança e suas despesas não eram cobertas pelo erário público.

Fonte: Blog do Centenário da República

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publicado às 19:56


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