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Entrevista de D.Duarte de Bragança ao "Observador"

por Blog Real, em 20.05.18

A Rua dos Duques de Bragança, em Lisboa, deve o seu nome ao palácio da família aristocrata portuguesa, a mesma de que descende D. Duarte. Sem palácio, mas com uma casa num terceiro andar na dita rua, o duque, com 73 anos, recebe as visitas com o mínimo de cerimónia. “Vou pedir pizzas”, exclama. Dito e feito: meia hora depois, estavam três em cima da mesa, bem como pratos, talheres (à vontade não é à vontadinha) e um sortido de bebidas: uma coca-cola, uma cerveja artesanal e três sidras, duas delas de frutos vermelhos.

O casamento do princípe Harry e de Meghan Markle é já no sábado — D. Duarte, herdeiro da coroa portuguesa e um dos vários monarcas europeus não reinantes, tem as suas maiores afinidades distribuídas por outros reinos que não o de sua majestade, Isabel II. É onde estão os “primos”, como diz. Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Áustria, Baviera e por aí em diante, só para termos uma amostra de como estas árvores genealógicas são complexas e cheias de nós cegos.

Há 23 anos, foi o próprio casamento do duque que deu que falar. Três mil convidados, uma igreja monumental, a dos Jerónimos, preceitos protocolares até mais não, e uma multidão de gente à porta com direito a acepipes e ecrãs. Até convites falsos houve, uma verdadeira festa. Este fim de semana, D. Duarte e D. Isabel não vão a Windsor.

D. Duarte tem três filhos: Afonso, o mais velho, tem 22 anos, Maria Francisca já tem 21 e o mais novo, Dinis, tem 18. Não será completamente despropositado antecipar o próximo casamento real português. Por cá, a febre com a realeza pode não ser nem metade da dos ingleses, mas é preciso admitir que de um conto de fadas (ou de príncipes e princesas) todos precisamos de vez em quando.

Como é que anda a sua relação com a família real britânica?
Tenho uma relação próxima com o príncipe Eduardo e com o príncipe Carlos. Eu e o Príncipe Eduardo trabalhamos juntos num programa internacional chamado Prémio Duque de Edimburgo, que em Portugal se chama Prémio Infante D. Henrique, do qual sou o presidente honorário. Com o Príncipe Carlos tenho-me encontrado em várias ocasiões e tido conversas muito interessantes, nos aniversários dele, etc… Gostei muito da Camila, pareceu-me uma mulher interessantíssima, inteligente e muito culta. Tivemos uma conversa muito interessante.

Quando é que esteve, pela última vez, num evento oficial da família real?
Em primeiro lugar, costumo estar nas reuniões do grupo de apoio ao Prémio Duque de Edimburgo. Convidam-me duas vezes por ano para encontros muito interessantes que acontecem no Palácio de St. James, em Londres, ou em vários outros palácios históricos. São pessoas que dão uma contribuição para o prémio. Neste caso, um senhor do Porto, muito simpático, pagou a minha contribuição vitalícia. Depois, há aniversários e casamentos de outras famílias, dos meus primos. A minha bisavó materna foi a princesa Isabel, filha de D. Pedro II do Brasil, uma senhora interessantíssima, mas esse lado da família não é assim tão numeroso. O meu bisavô paterno foi o rei D. Miguel e descendem dele os reis da Bélgica, os grã-duques do Luxemburgo, os príncipes do Liechtenstein e mais uma dúzia de famílias reais europeias. É curioso porque se criou uma rede de solidariedade familiar muito forte, as pessoas gostam muito de se encontrar e de conviver.

Foi convidado para o casamento do príncipe Harry?
Não.

Mas estava à espera de ser?
Não. Pessoalmente, não conheço a lista de convidados, mas imagino que seja muito mais pessoal do que política. No casamento do príncipe herdeiro, a lista foi sobretudo política, com governantes, Commonwealth, casas reais reinantes e com os amigos pessoais. Neste, julgo que será muito mais à base de relações pessoais. Não estou a ver a família a convidar figuras políticas, provavelmente porque a rainha achou que o casamento devia ser mais familiar.

Isso por ser o casamento do número seis na linha de sucessão, certo?
Sim, não tem peso nenhum. Tem um peso mediático muito simbólico pelo facto da rapariga ser de origem africana, mista. Isso tem um impacto muito grande em todas as comunidades que não são de ascendência europeia. Imagino que estejam muito contentes com isso. Os ingleses têm tido a habilidade de aproveitar circunstâncias que, à primeira vista, saem fora do comum e de lhes dar uma mensagem política inteligente.

Nesse sentido, acha que a família real faz um balanço positivo deste casamento?
Creio que sim. Quer dizer, conversando em particular com ingleses, percebe-se que há muitos, obviamente, muito chocados. Aliás, nesse aspeto, os ingleses nunca foram conhecidos pela sua tolerância. Tudo o que não seja inglês… Mesmo que fosse uma rapariga escocesa já iam discutir, quanto mais uma americana, meio africana. Acho eu. Lembro-me de uma história de um amigo cujo filho ia casar com uma escocesa. E ele dizia: “Esta coisa de o meu filho ir casar com uma mestiça”. “Mestiça?” “Sim, com uma escocesa”. E isto só porque não era bem inglesa.

Portanto, se não fosse Meghan Markle, este casamento passaria mais despercebido.
Estes casamentos são um ótimo negócio para Inglaterra, não é? Vão imensos turistas, vendem-se imensas lembranças, fazem-se selos de correio. Mas acho que estão a fazer um esforço para não dar a impressão de que, por ser com esta, o casamento é menos solene, para não parecer que há menos entusiasmo. Ou então, foi o governo a dizer que convinha aproveitar o momento para distrair as pessoas do Brexit. Para as relações com os Estados Unidos, por exemplo, o casamento é certamente muito bom. A grande preocupação do Estados Unidos é que não haja qualquer tipo de discriminação e isto mostra uma modernidade da Inglaterra, por aceitar bem um casamento destes. Podia ser mais chocante, mas até está dentro de uns certos limites, apesar de tudo.

Mas hoje as pessoas já olham para as famílias reais de forma diferente. Acha que a casa real britânica tem contribuído para esta mudança de perspetiva?
Há uma caricatura muito engraçada de uma artista inglesa em que se vê o príncipe Philip desmaiado no chão e a rainha a dizer: “Philip, querido, ela é Markle, não é Merkel”. Acredito que deve ser bastante chocante para a rainha e para o príncipe Philip que o neto case com uma rapariga divorciada e já com uma história de vida complicada. Mas aceita-se. Porquê? Porque faz parte da cultura da nossa época. E o que acontece é que, em todas as alturas, as famílias reais se adaptaram sempre aos valores culturais da sua época, tentando moderá-los, tentando dar exemplos de outro tipo de comportamento mais clássico. Mas acabam por se adaptar e isso é uma constante histórica. Na Idade Média, os reis participavam nas batalhas, porque tinham de ser guerreiros. Na Renascença, preocupavam-se muito com a cultura, com o progresso e com a ciência, eram os valores da época. Hoje em dia, qual é o valor aparentemente mais fundamental? É a democracia. Então as famílias reais fazem casamentos muito democráticos. Também aconteceu na Suécia e na Noruega. A própria rainha de Espanha é um exemplo. Até agora, a força e o prestígio da instituição monárquica tem sabido ultrapassar problemas que surgiram, às vezes por falta de preparação das rainhas e dos príncipes que casam com elas. Já o marido da rainha da Holanda, o príncipe Bernardo, teve um problema muito complicado porque recebeu dinheiro de uma indústria americana para favorecer a compra de uns aviões. A reação dos holandeses foi: “Coitada da rainha que tem de aturar a estupidez deste marido”.

Considera então que a monarquia britânica soube lidar com essas transformações.
Há um filme chamado “A Rainha” que retrata isso muito bem. O facto de a população dos países onde há monarquias vibrar imenso e sentir-se muito próxima dos problemas das famílias reais mostra exatamente a importância da instituição. Ninguém  fica muito preocupado se a filha do Presidente da República se divorcia, por exemplo. No entanto, existe uma ligação afetiva que dá uma face humana ao Estado e que nos leva a considerar o Estado não só como aquela máquina dos políticos e dos cobradores de impostos, mas com qualquer coisa de humano. Os presidentes inteligentes e competentes, como o nosso atual ou como foi o general Ramalho Eanes, sabem interpretar isso e sabem perceber que o que o povo quer de um presidente é que ele tenha o comportamento de um rei.

Voltando à comparação com o divórcio da filha de um presidente, porque é que há menos tolerância? É porque a monarquia está intrinsecamente associada a determinados valores e a república não?
Por um lado sim, é isso. Por outro lado, porque é uma ligação familiar. Os povos conhecem os seus reis desde sempre. São muitas gerações, em geral. Qual é o inconveniente principal das monarquias? É exatamente essa ligação afetiva muito forte que, quando as coisas correrem mal, causa também perturbação e infelicidade às populações. Houve, recentemente, o caso de uma monarquia em que as coisas correram muito mal, o Nepal. Aparentemente, tinha havido ali um assassinato dentro da família real, foi um drama enorme e o país acabou por cair nas mãos dos maoistas. São casos extremamente raros. O Japão tem uma monarquia de 2000 anos, com a mesma dinastia, e nunca teve um drama com a família real. Pelo menos, que se saiba. Deve ter havido mas foram abafados. Quando as coisas correm mal, como foi o caso da princesa Diana, há um drama nacional. Nós temos dramas parecidos, mas com o futebol.

Mas, para alguém que tinha entrado em cena há relativamente pouco tempo, a princesa Diana teve um grande impacto, interferindo mesmo na relação dos britânicos com a Rainha. Na história das monarquias europeias, há um pré e um pós princesa Diana?
Depois desse drama, houve uma sondagem em que se perguntou ao povo inglês se, caso a Inglaterra se tornasse numa república, quem é que seria o candidato mais provável. O segundo foi o Richard Branson e o número um foi o príncipe Carlos. De facto, a popularidade do príncipe Carlos não teve nada a ver com aquilo que veio nos jornais. Os jornais estiveram muito hostis contra ele, mas na verdade fabricaram muito o drama. Eram dominados por grupos económicos e o que aconteceu foi que a alta finança inglesa estava muito incomodada com as posições que o príncipe Carlos estava a assumir em defesa dos mineiros, da arquitetura rural e da justiça e fizeram aquela campanha toda para desestabilizá-lo. Ele também se prestou, obviamente. Hoje, toda a imprensa quer que ele abdique e seja o filho, mas acho que isso não vai acontecer.

Esteve no casamento de William, em 2011?
Não. Casamentos de famílias reais fui ao da Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Marrocos, Jordânia e de outras famílias reais não reinantes na Europa, da Áustria, Baviera. É onde estão os nossos primos, os familiares mais chegados. Ah, e da Dinamarca, sou muito amigo da família real dinamarquesa.

Imagina, nestes momentos, como será quando um dos seus filhos casar?
Atenção dos media vai haver, de certeza. Impõe-se também saber se o casamento é em Portugal ou no estrangeiro, porque, normalmente, os casamentos são a convite da família da noiva. O importante para eles é que seja um casamento equilibrado, com pessoas do mesmo meio cultural e, sobretudo, que haja uma identidade espiritual, fundamental para um casamento ser feliz. Os outros aspetos são menos importantes. Quando o marido ou a mulher têm vergonha de coisas que o outro faz, porque acha que é ridículo ou que é possidónio, ou que dá mau aspeto, já é um problema cultural. Pelo que tenho visto a nível internacional, quando o nível cultural é semelhante, a raça tem muito pouca importância. Vejo casamentos muito felizes de europeus com africanos ou asiáticos, porque conseguiram ter uma identidade e valores espirituais semelhantes, mesmo com religiões diferentes. Aliás, acho que hoje em dia o racismo tem muito pouco a ver com a raça propriamente dita, tem a ver com a cultura. Lembro-me, por exemplo, do tempo português em Angola. Havia casamentos mistos que funcionavam lindamente bem porque, precisamente, eram pessoas que tinham o mesmo nível cultural, fosse ele popular ou erudito.

É essa a expectativa que deposita nos seus filhos, que escolham alguém do mesmo nível cultural?
Exatamente.

Tendo em mente a possibilidade de não casarem com aristocratas.
Pois, exatamente. O importante é que os maridos e as mulheres dos meus filhos percebam que, ao entrarem na nossa família, assumem obrigações e que não podem fazer o mesmo que fariam se estivessem noutra família qualquer. Têm que ter uma certa responsabilidade para com o país. Se estivessem noutra família qualquer, a prioridade era somente ter sucesso na vida, sem se preocuparem muito com outras causas. No nosso caso, espero que mantenham esse sentido de responsabilidade para com Portugal e para com o futuro do país.

E está preparado para a possibilidade de ser uma atriz ou um ator de Hollywood?
Absolutamente, não. Deve ser muito problemático ver a mulher ou o marido na cama com outro, deve ser muito complicado. E deve ser quase como estar casado com um piloto de linha aérea, sempre fora de casa.

Quem é que acha que vai casar primeiro?
Não faço ideia, só espero que não sigam o exemplo do pai.

Imagina os portugueses a acompanharem esse momento, tal como agora vemos no Reino Unido?
Bem, o nosso casamento teve mais sucesso do que alguns casamentos reais europeus. Todas as pessoas que convidei vieram, o que foi um problema. Contava que muitos não viessem, pela distância geográfica ou por opções políticas, e acabei por ter 40 presidentes de câmara e metade eram do Partido Comunista, não estava à espera que viessem assim tão entusiasticamente. Depois, também vieram convidados de países longínquos, da Nova Guiné, da Austrália, de África. Tivemos de fazer uma receção no claustro dos Jerónimos, depois da missa. Na parte de fora, havia imensa gente a ver. Com a ajuda de amigos, organizou-se uma festa de rua com comidas, bebidas e música. Tínhamos ecrãs grandes lá fora. Não digo que vá ser um casamento tão espetacular como o nosso… Não faço ideia, tudo depende da situação. Se os portugueses estiverem em crise, então a festa vai ser muito grande. Se estiverem todos muito bem, de barriga cheia, então talvez seja um pouco mais discreta.

Mas acha que a mobilização será a mesma?
Creio que sim. Também depende do orçamento, não é? Não vou convidar tanta gente. No nosso estiveram 3000 e depois houve os que não tinham sido convidados. Falsificaram convites. Houve situações muito cómicas. Pessoas que eram conhecidas dos jornais e que os seguranças, por isso, deixaram passar, mas que não tinham sido convidadas, receberam convites falsos. Houve quem tivesse falsificado convites e mandado para algumas personalidades conhecidas, entre as quais a Lili Caneças. Eu não conhecia a senhora, não tinha razão nenhuma para convidá-la. Na altura, vieram perguntar-me o que fazer e eu deixei entrar. O Mário Soares foi o último a entrar, ainda o recebi. Quando cheguei, estava com o meu irmão Miguel. Vínhamos num carro descapotável e com uma escolta voluntária dos alunos do Colégio Militar. Na altura, havia uma campanha para o uso do cinto de segurança e perguntaram se podiam usar uma imagem para essa promoção. Dissemos que sim, claro. Mal entrámos no carro, pusemos o cinto. No final, as pessoas ficaram muito ofendidas porque acharam que tínhamos vendido as imagens.

Fonte: https://observador.pt/especiais/e-d-duarte-estaria-preparado-para-ter-uma-nora-de-hollywood-absolutamente-nao/

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publicado às 18:48

D.Duarte de Bragança almoçou com alguns associados da Real Associação do Baixo Alentejo

por Blog Real, em 30.04.18

D. Duarte, Duque de Bragança, almoçou com alguns associados da Real Associação do Baixo Alentejo e demais convidados, no Beja Hostel.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Real Associação do Baixo Alentejo

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publicado às 16:11

D.Duarte de Bragança visitou o expositor da Real Associação do Baixo Alentejo na Ovibeja

por Blog Real, em 30.04.18

Na sua visita à 35 Ovibeja, D. Duarte, Duque de Bragança, visita o expositor da Real Associação do Baixo Alentejo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Real Associação do Baixo Alentejo

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publicado às 16:10

D. Duarte Pio de Bragança: “Desde 1910 que a moral republicana só funciona em ditadura”

por Blog Real, em 28.04.18

Apesar de ser um adepto da democracia e da liberdade, D. Duarte Pio, duque de Bragança e chefe da Casa Real Portuguesa, defende que o país seria mais livre e menos corrupto se voltasse a ser governado por um regime monárquico. Ou seja, por ele, dado que é o herdeiro do trono português. “Há uma tolerância geral no país para a pequena corrupção. E isto tem que ver com a falta de motivações morais e espirituais.” Sobre o atual chefe de Estado português chega a dizer: “O Presidente Marcelo atua como um rei, pela sua inteligência política”. E revela que um Presidente dos Estados Unidos chegou um dia a incentivá-lo a candidatar-se à Presidência da República. Uma conversa onde fala ainda do seu amor, Isabel de Herédia, das razões para uma paternidade tardia, e em que ficamos a saber que até se ri das caricaturas que fazem dele. “Desde que não me ponham gago. Que é uma coisa que eu não sou.” Para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

Pode ouvir 

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publicado às 21:24

Intervenção de Afonso de Bragança na cerimónia da entrega do II Prémio Príncipe da Beira, Ciências Biomédicas de 2017

por Blog Real, em 26.04.18

Intervenção de SAR o Senhor Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, na cerimónia da entrega do II Prémio Príncipe da Beira, Ciências Biomédicas de 2017, que ocorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Guimarães.

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publicado às 17:23

Afonso de Bragança entregou o Prémio Príncipe da Beira 2017

por Blog Real, em 23.04.18

O Prémio Príncipe da Beira Ciências Biomédicas, instituído pelo Município de Guimarães, pela Fundação D. Manuel II e pela Universidade do Minho, foi atribuído a Sílvia C. Araújo Vieira, pelo seu trabalho “Natural-based Hierarchical Platform for Islet Cell Transplantation and Vascularization" (Plataformas hierárquicas para o encapsulamento e vascularização das ilhotas), um processo inovador que permite o rápido tratamento dos doentes com diabetes. Sílvia Vieira é estudante de doutoramento da Universidade do Minho, mas fez a formação base na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

A cerimónia de entrega do Prémio decorreu esta sexta-feira, 19 de abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Guimarães, com as presenças de D. Afonso de Bragança, Príncipe das Beiras, de Adelina Pinto, a vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães e Rui Reis, vice-reitor da Universidade do Minho.

 

 

 

 

Fonte: TV Monarquia Portuguesa

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publicado às 02:11

Duque de Bragança em vísita à Rússia

por Blog Real, em 21.04.18

D.Duarte, Duque de Bragança, na qualidade de Presidente da Fundação Dom Manuel II, esteve a semana passada, de visita à Rússia onde se encontrou durante vários dias com altos representantes da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa.

Em Moscovo, D.Duarte de Bragança foi carinhosamente recebido por Sua Santidade o Patriarca e participou em várias conferências tendo aproveitado a ocasião para conhecer Igrejas, Comunidades Religiosas e para renovar o convite já dirigido no passado a Chefe máximo da Igreja Ortodoxa Russa para vir visitar Portugal e particularmente Fátima, neste ano centenário da morte da família Imperial Romanov, já Canonizada pela Igreja Russa, como mártires da revolução bolchevista e do comunismo.

O convite para o Patriarca de Moscovo vir à Terra de Santa Maria rezar pela Paz vem na sequência do convite que Sua Alteza Real fez a Sua Santidade o Dalai Lama e que resultou na sua peregrinação a Fátima há vários anos atrás.

Durante a passagem pela Santa Rússia, o Senhor Dom Duarte distribuiu literatura Russa sobre a Mensagem de Fátima e vários ícones das Aparições de Fátima oferecidos pela Fundação D. Manuel II em parceria com a Fundação Oureana.

As palavras do Senhor Duque de Bragança dirigidas aos membros das Igrejas ali reunidos neste ano do encerramento oficial do centenário de das Aparições de Fátima, relembraram os tempos de tensão internacional que vivemos actualmente e a necessidade de haver um maior esforço pelo diálogo e a paz, a fim de evitar a repetição de males profetizados em Fátima em 1917, e que assombraram o mundo durante décadas resultando em guerras e na perca de milhões de vidas.

 

Fonte: Fundação Dom Manuel II

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publicado às 13:08

Entrevista de D.Isabel de Bragança à Caras

por Blog Real, em 01.04.18

Atenta a todos os passos dos filhos, Afonso, de 22 anos, Maria Francisca, de 21, e Dinis, de 18, fruto do seu casamento com D. Duarte Pio, D. Isabel de Bragança acredita que é importante deixá-los seguir os respetivos caminhos, sem grandes imposições, conforme contou durante uma conversa que começou pelo propósito do encontro, a apresentação de um livro sobre o ritual do chá, Receitas à Volta do Chá, de Maria Ana Silva Vieira.
– O culto do chá implica um certo ritual, uma determinada rotina. Gosta de rotinas?
A minha vida não tem muita rotina, é um pouco atípica, mas há coisas que faço questão de ter, como tempo para mim, para me cuidar.
– Gosta dos rituais que o chá promove, como as conversas?
No dia a dia é complicado, mas acho importante que se cultive esse tipo de encontros. Hoje em dia, num mundo em que é tudo tão virtual e quase egoísta, é importante que façamos um esforço, porque no fundo o que interessa é estarmos uns com os outros. Acho que a felicidade das pessoas está em partilhar coisas com os outros: vivências, experiências.
– Como mãe, como contraria esse lado virtual que referiu?
Promovo situações em que nos sentemos à mesa a conversar ou fazendo passeios. Por exemplo, quase todos os anos fazemos uma viagem os cinco. E aquele que escolhe o lugar tem de o estudar e explicar aos outros. Acho que tem de haver um pouco de imaginação para ‘apanharmos’ os nossos filhos e amigos com estes ‘truques’ que nos fazem estar juntos.
– Esse será atualmente um dos maiores desafios dos pais: fazer com que os filhos se afastem de telemóveis e afins?
Acho que o grande desafio é dar-lhes condições e ensiná-los a voar e a serem eles próprios. Uma das coisas que os pais por vezes fazem – e eu também – é imaginar para os filhos algo que nem sempre se coaduna com o que eles querem... Tenho aprendido a estar atenta às tendências e aos gostos de cada um dos meus filhos, respeitando-os e encaminhando-os para aquilo que acho que também os pode fazer felizes.
– Para si, foi fácil encontrar esse caminho?
Há alturas mais fáceis e outras mais difíceis, faz parte. E é bom que os filhos queiram a sua independência e tenham ideias próprias. Tenho a sorte de os meus filhos serem pacíficos, mas nós também sempre respeitámos essa parte. Quando se força uma coisa é que podem surgir reações. Sempre lhes disse para estudarem o que gostavam e fazerem mestrado naquilo em que vão trabalhar. Não posso forçá-los a tirar um curso que eu possa achar interessante, pois o futuro é deles. Acho que hoje em dia o grande desafio é não deixar de exigir mas ao mesmo tempo trabalhar na autoestima, para que eles façam coisas com as quais se sintam bem e capazes.
– Eles ainda estão muito ligados a si ou já está cada um no seu caminho?
Aos bocadinhos, vão seguindo as suas vidas. Graças a Deus, falamos muito, e essa é a minha maior alegria. Conversamos muito e talvez por isso seja tudo tão pacífico. Temos de os deixar voar e cair. Ninguém cresce sem sofrer.
– Agora já tem cá os três...

Sim, a minha filha estava em Roma mas já voltou.

Fonte: Caras

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publicado às 00:06

Duquesa de Bragança apresenta livro de receitas com chá

por Blog Real, em 25.03.18

Dona Isabel Herédia e a escritora Isabel Stilwell apresentaram esta quinta-feira, 8, em Lisboa o livro 'Receitas à Volta do Chá', da tea sommelier Maria Ana Silva Vieira.

Com prefácio de Isabel Herédia, o livro conta a história do chá no mundo e em Portugal, o primeiro país europeu a consumir esta bebida com regularidade. 
A obra traz exemplos de pratos que podem ser temperados com chá, do pequeno-almoço à ceia, passando pelos smoothies (batidos).

"Comecei pela base, a criar os meus chás gelados, smoothies, a pôr o matcha no iogurte, nos meus cereais ao pequeno-almoço e de repente queria experimentar o chá noutras receitas, que não só óbvio", conta a autora.
 
Foi a partir daí que pensou em "aromatizar o arroz com chá verde ou jasmim, marinar a carne e a pôr o matcha nas sobremesas". 
 
Para D.Isabel de Herédia esta "é uma oportunidade de divulgar outra vez o chá de uma maneira diferente, elegante e interessante". 
"Portugal sempre foi um país que teve uma abertura para as culturas. Dizemos que a globalização para nós já é uma coisa antiga. Hoje é muito importante que repensemos a nossa maneira de estar na vida para não sermos atropelados pela própria velocidade da vida. É importante pararmos para as famílias conviverem, temos de ter tempo para nós próprios, para os outros", defende, argumentando que estes momentos podem ser feitos com a tradição do chá.

 

 

 

 

 

 

 Fonte: flash.pt

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publicado às 18:23

Família Real Portuguesa na Procissão do Senhor dos Passos da Graça

por Blog Real, em 26.02.18

A Família Real Portuguesa esteve presente na secular Procissão do Senhor dos Passos da Graça, cumprindo a tradição, que se realizou em Lisboa.

 

 

 

 

 
 

 

 

Fonte: TV Monarquia Portuguesa

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publicado às 15:06


Este blog pretende ser o maior arquivo de fotos e informações sobre a monarquia portuguesa e a Família Real Portuguesa.

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A Coroa, é o serviço permanente da nossa sociedade e do nosso país. A Monarquia Constitucional, confirma hoje e sempre o seu compromisso com Portugal, com a defesa da sua democracia, do seu Estado de Direito, da sua unidade, da sua diversidade e da sua identidade.

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A Fundação Dom Manuel II é uma instituição particular, sem fins lucrativos, de assistência social e cultural, com acções no território português, nos países lusófonos, e nas comunidades portuguesas em todo o mundo.
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Prémio Infante D. Henrique
Com a fundação do Prémio Infante Dom Henrique, do qual S.A.R. o Duque de Bragança além de membro fundador é Presidente de Honra, Portugal tornou-se o primeiro país europeu de língua não inglesa a adoptar o programa de "The International Award for the Young People".
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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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