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António de Melo Breyner Teles da Silva, Fidalgo e mordomo-mor da Casa Real

por Blog Real, em 08.02.19

António de Melo Breyner Teles da Silva (23 de Agosto de 1806 - 27 de Abril de 1893) foi Fidalgo da Casa Real e seu mordomo-mor; 6.º senhor da Vila Verde de Ficalho e do morgado de Serpa, conselheiro de Estado efectivo, gentil-homem da câmara da rainha D. Maria II e dos monarcas D. Pedro V, D. Luís I, e do senhor D. Carlos I; ajudante de campo do duque de Bragança, D. Pedro IV, do príncipe D. Augusto de Leuchtemberg; do rei D. Fernando II; par do reino, comendador de Santa Maria de Alcanede, na ordem de Avis, e alcaide-mor da mesma vila; comendador de S. Pedro de Gouveias e de S. Martinho de Pinhel, na ordem de Cristo, etc. 

Nasceu a 23 de agosto de 1806, faleceu em 27 de abril de 1893. Era filho do 1.º conde de Ficalho, Francisco José de Melo Breyner Teles da Silva, e de sua mulher, D. Eugénia de Almeida, que depois de viúva teve os títulos de marquesa e de duquesa de Ficalho. 

Os nomes dos seus avós encontram-se nas páginas brilhantes da nossa história: tomada da praça de Mourão cerco de Badajoz, batalha das linhas de Elvas, etc. Sucedeu na casa de seu pai e no título de conde, a 25 de agosto de 1812. Descendente de militares ilustres, o marquês de Ficalho seguiu a carreira das armas, e tomou parte nas campanhas da liberdade como ajudante de campo do duque de Bragança D. Pedro, desde que o imperador aportou à ilha Terceira em 30 de março de 1832, até ao seu falecimento em 21 de setembro de 1834. Na Terceira distinguiu-se muito na batalha do dia 11 de agosto de 1829, na vila da Praia da Vitória. Esteve no cerco do Porto entrando na maior parte das batalhas que então se feriram, obtendo em combate um posto de acesso pela sua intrepidez e valor. Desembarcou com o duque da Terceira no Algarve, onde também entrou em combates, e apenas chegou a Lisboa apressou-se a libertar sua valorosa mãe, que tinha sido encerrada no convento de Carnide. Foi eleito par do reino por carta régia de 30 de abril de 1826, de que prestou juramento e tomou posse na sessão na respectiva câmara de 16 de agosto de 1834. Acompanhou desde Munique a Lisboa o príncipe D. Augusto Carlos, duque de Leuchtenberg e de Santa Cruz, príncipe de Eischstaed, primeiro marido de D. Maria II. Foi ajudante de campo do rei D. Fernando II, até pedir a sua exoneração de oficial do exército, que lhe foi concedida com as honras de tenente-coronel. 

Casou em 14 de setembro de 1834 com D. Maria Luísa Braamcamp de Almeida Castelo Branco, dama de honor das rainhas D. Maria II, D. Estefânia, e D. Maria Pia, filha do 1.º conde e 1.º visconde de Sobral, com grandeza, e 2.º barão do mesmo titulo, Hermano José Braamcamp de Almeida Castelo Branco. O marquês de Ficalho era associado provincial da Academia Real das Ciências de Lisboa, vogal efectivo do conselho de Agricultura, Comércio e Indústria. Possuía as seguintes honras: grã-cruz da Ordem de Cristo, e da antiga e muito nobre Ordem da Torre e Espada; grã-cruz das ordens da Rosa, do Brasil; da Águia Vermelha, da Prússia; de Carlos III, de Espanha, e de Santo Estanislau, da Rússia. O título de marquês, de juro e herdade, foi concedido em 4 de abril de 1834. 

Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/ficalho1m.html

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publicado às 18:06

Luís Pinto de Soveral, Marquês de Soveral, conselheiro de D. Manuel II no exílio

por Blog Real, em 05.02.19

Luís Maria Augusto Pinto de Soveral, primeiro e único marquês de Soveral (São João da Pesqueira, São João da Pesqueira, 28 de maio de 1851–Paris, 5 de Outubro de 1922) foi um diplomata português.

Filho de Eduardo Pinto de Soveral, visconde de São Luís, e de Maria da Piedade Pais de Sande e Castro. Era sobrinho de Luís Augusto Pinto de Soveral, visconde de Soveral.

Foi, em meados da década de 1890, o mediador da disputa da Inglaterra com o Brasil pela Ilha de Trindade, que a Inglaterra ocupara por julgar abandonada. Após analisar a questão, concluiu o Marquês favoravelmente ao Brasil, decisão que foi acatada pela Inglaterra.

Nascido em 1851 em São João da Pesqueira na Quinta de Cidrô, filho de uma família de proprietários durienses da nobreza regional ligada à Corte e à diplomacia, Luís Pinto de Soveral viria a ser o diplomata mais famoso de Portugal e, como tal, ainda hoje é lembrado em Inglaterra.

Tendo frequentado no Porto a Academia Politécnica, matriculou-se na Escola Naval em Lisboa na Companhia dos Guardas Marinha, mas tudo leva a crer que a sua formação de marinheiro foi feita na armada britânica. Doutorou-se depois em Lovaina em Ciências Políticas, iniciando logo a seguir a carreira diplomática, tendo passado pelas legações de Berlim e Madrid, até se fixar em Londres, onde se empenhou na resolução da difícil situação das relações luso-britânicas logo após o Ultimatum, que culminaram no 2º Tratado de Windsor de 1899.

Conheceu e conviveu com todos os reis e imperadores da Europa, incluindo o Papa e o Presidente da República Francesa e, como Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo português, teve um importante papel nas relações de Portugal com as potências europeias e com as respectivas colónias africanas.

Nos anos oitenta fez parte de “Os Vencidos da Vida”, o grupo jantante de intelectuais que acreditava que Portugal se poderia modernizar e colocar ao nível da Europa de então, do qual faziam parte Eça de Queiroz, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, entre outros, os quais consideravam o próprio Rei D.Carlos confrade suplente do grupo.

A 21 de Fevereiro de 1902, sendo Conselheiro de Sua Majestade Fidelíssima, Par do Reino, Ministro e Secretário de Estado Honorário, foi designado [[Conselheiro de Estado]] (''Diário do Governo'', n.º 43, 23 de Fevereiro de 1901).

Durante a sua estadia em Inglaterra tornou-se íntimo do Rei Eduardo VII e das mais importantes personalidades da sua corte. A Rainha Victória condecorou-o e a Rainha Alexandra tinha por ele um enorme apreço. Dele se contam várias histórias cujas peripécias, por inusitadas, entre a ousadia e o charme, acabaram por originar o adjectivo soveralesco. Porém, na realidade, quase só se conhece a sua vida pública, pois, já depois de retirado, recusou um generoso pagamento de um jornal americano para escrever as suas memórias. Mas permaneceu como uma figura incontornável da Bèlle Époque, que podemos encontrar num livro de Sherlock Holmes, em quase todas as revistas ilustradas do seu tempo ou, mais recentemente, numa série da BBC. Era tido como o homem mais elegante de Londres que ditava a moda em Piccadilly e, para as senhoras, the most charming man. Para além destes atributos, pelo menos em jovem, tocava guitarra e cantava o fado e, quando no estrangeiro oferecia um jantar, aos amigos brindava-os com um prato de bacalhau acompanhado com champanhe.

Tendo-se demitido do seu cargo após a implantação da República, passou a ser uma espécie de conselheiro do Rei D.Manuel II no exílio, partilhando com ele o seu amor à pátria e a defesa dos interesses de Portugal no mundo.

Como homem do Douro, onde foi proprietário e produtor de vinhos, participou oficialmente na defesa da denominação “Porto” a nível mundial, e jamais esqueceu a sua terra natal e os seus anseios.

Grande português sem dúvida, acabou os seus dias em Paris em 1922, tendo a acompanhá-lo nos últimos momentos a Rainha D. Amélia, que por ele nutria grande estima desde os anos de dedicação ao serviço do Rei D. Carlos e de Portugal como diplomata, como ministro, como conselheiro, como amigo de todas as horas. Foi sepultado como um príncipe na cripta da igreja de Saint Piérre de Chaillot e, anos depois, quando esta sofreu grandes obras, foi transladado para jazigo particular no cemitério Père Lachaise.

Na embaixada de Portugal em Londres existe o seu retrato pintado por Henrique Medina, mas, fora das memórias da diplomacia, é hoje praticamente desconhecido aquele que foi um dos portugueses mais famosos do seu tempo a nível internacional. Segundo a escritora inglesa Virgínia Cowes, o Marquês de Soveral era um homem «encantador, urbano, polido e espirituoso. Adorava mulheres e era tido como o melhor dançarino da Europa» e, citando Sir Frederick Ponsonby, um seu contemporâneo, «ele era universalmente popular em Inglaterra…onde fez amor com todas as mais belas mulheres e onde todos os homens importantes eram seus amigos».

Marquês de Soveral:
Foi um título nobiliárquico criado em 1900 pelo Rei Carlos I de Portugal a favor de Luís Pinto de Soveral, seu único titular.

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publicado às 16:37

Alfredo Augusto de Albuquerque, membro da Guarda Real da Rainha D. Amélia, estribeiro-mor da Casa Real

por Blog Real, em 27.12.18

Alfredo Augusto José de Albuquerque (Tarouca, 1875 - ?), foi membro da Guarda Real da Rainha D. Amélia, estribeiro-mor da Casa Real, comandante do Regimento de Lanceiros N.º 2, antigo Regimento de Cavalaria Lanceiros 2 D'El Rei, primeiro director do Museu Nacional dos Coches, serviu como coronel às ordens do Rei D. Carlos I e foi coronel honorário do Rei D. Manuel II.

Biografia:

Filho de D. João de Albuquerque, fidalgo da Beira ,e de Dona Teresa de Jesus, descendente dos fidalgos da Casa e do Morgado do Poço, em Lamego, e da Casa da Figueira Quinta da Granja, na Figueira (Lamego).

Participou na instrução militar dos Príncipes Reais, Luís Filipe e Manuel, foi Estribeiro-Mor da Casa Real e do Rei D. Carlos I. Serviu o Rei D.Manuel II como Coronel Honorário entre 1908 e 1910.

Estava presente no Terreiro do Paço no dia do regicídio, em 1 de Fevereiro de 1908, enquanto esperava pela chegada a Lisboa da família real, que vinha de Vila Viçosa.

Na revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, que teve inicio em 3 de Outubro, distinguiu-se, junto com Paiva Couceiro, nos combates pelas hostes leais ao Rei com o seu regimento na rotunda, tendo-lhe sido oferecida uma fotografia de D. Manuel II, autografada pela mão do próprio Rei, onde lhe escreveu: Ao grande herói da rotunda offce Manuel, Rei 4/10/1910.

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publicado às 17:46

José Maria do Espírito Santo de Almeida Correia de Sá, secretário particular do Rei D.Manuel II

por Blog Real, em 12.11.18

José Maria do Espírito Santo de Almeida Correia de Sá (Lisboa, 25 de Maio de 1874 - Lisboa, 6 de Julho de 1945), que sucedeu a seu bisavô como 6.º marquês de Lavradio, foi um aristocrata e intelectual, oficial do Exército Português, que se distinguiu como memorialista e no campo da historiografia militar.
Em 1901 casou-se com Maria da Piedade de Saldanha de Oliveira e Sousa, da família dos Marqueses de Rio Maior.

Frequentou a Academia Militar, tendo seguido a carreira de oficial do exército. Em 1910, aquando da imposição da República, o Marquês de Lavradio passou à reserva e acompanhou o Rei Dom Manuel II para o exílio em Inglaterra.

Foi secretário particular do Rei D.Manuel II.

As suas memórias, que incluem as suas impressões do exílio em Inglaterra com o rei D. Manuel encontram-se publicadas como '''Memórias do Sexto Marquês do Lavradio'''.

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publicado às 20:55

José Vicente da Silva Sena, Ajudante de Campo do Infante D.Afonso

por Blog Real, em 15.09.18

José Vicente da Silva Sena foi o ajudante de campo do Infante D.Afonso, Duque do Porto. Ele acompanhou o Infante D.Afonso em vários actos oficiais.

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publicado às 14:05

Bento António Caparica, cocheiro da Casa Real Portuguesa

por Blog Real, em 02.09.18

Bento António Caparica, nascido em 1866, foi um cocheiro e empregado da Casa Real Portuguesa e que conduziu o landau onde a 1 de Fevereiro de 1908 mataram o Rei D.Carlos e o Príncipe D.Luis Filipe. Nesta imagem, António Caparica mostra os buracos provocados pelas balas dos assassinos. Ele próprio foi ferido mas mesmo assim conseguindo manter o sangue frio para conduzir o landau com a Família-Real desde a Praça do Comercio ate ao Arsenal de Marinha transportando o cadáver d El-rei D.Carlos e do Príncipe D.Luis Filipe moribundo.

Era filho de Alexandre António Caparica e Isabel Maria. Casou com Isabel Maria da Conceição Leitão de quem teve um filho, Eugénio António Caparica.

Fontes: geni.com e Facebook TV Monarquia Portuguesa

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publicado às 18:16

António Augusto Duval Teles, ajudante de campo do Rei D.Carlos

por Blog Real, em 18.08.18

António Augusto Duval Teles nasceu em 26 de março de 1852; e faleceu em 2 de abril de 1906. 

Foi coronel de engenharia, ajudante de campo do Rei D. Carlos, inspector do serviço de engenharia no campo entrincheirado de Lisboa, etc. 

 

Matriculou-se na Escola Politécnica em 1865, sendo premiado em todas as cadeiras, fazendo o curso de engenharia que completou. em 1873 com distinção e prémios em todos os anos, sendo classificado em primeiro lugar, tanto naquela escola como na do Exercito. Assentou praça em 18 de abril de 1868, foi despachado alferes em 9 de dezembro de 1873, promovido a tenente em 28 de dezembro de 1875, a capitão em 1 de março de 1876, a major em 27 de outubro de 1885, a tenente-coronel em 14 de maio de 1891, e a coronel em 27 de dezembro de 1894. Pertencia ao estado-maior da sua arma, e quando faleceu  era o número um para general, em engenharia, e n.º 4, por antiguidade, na escala dos coronéis. 

Fez serviço em comissão na Escola Prática de Engenharia, criada em 1880, onde foi adjunto e mais tarde comandante. Neste cargo assinalou-se pelo impulso extraordinário que deu a toda a instrução das tropas da arma, e no seu tempo de comando atingiu a escola o seu período áureo. Desempenhou também com a maior distinção os lugares de inspector das fortificações de Lisboa para que foi nomeado em 1901, e o de engenheiro do campo entrincheirado, dirigindo as suas importantes obras de fortificação no período de maior desenvolvimento. Durante muitos anos fez parte da comissão de defesa de Lisboa e da subcomissão que, presidida pelo rei D. Carlos, sendo ainda príncipe real, elaborou o projecto para a defesa do porto de Lisboa. Quando em 1890 subiu ao poder o ministério presidido por António de Serpa, foi convidado para dirigir a pasta da guerra, apesar de se conservar sempre afastado da politica, mas não aceitou aquele cargo, consentindo somente em ser nomeado chefe do gabinete daquele estadista, que se viu obrigado a tomar a gerência daquela pasta, encontrando em Duval Teles um leal conselheiro e amigo, devendo-se à sua cooperação a maioria das carreiras de tiro, que hoje existem, e a criação do tiro civil. Desde 1884 que fazia parte da casa militar do rei, como seu ajudante de campo, tendo sido ainda nomeado pelo rei D. Luís, quando se constituiu a casa militar do príncipe real. No estrangeiro também era muito apreciado, tendo recebido em Londres e em Berlim grandes demonstrações de apreço e amáveis referências, quando ali esteve. Em Londres, acompanhando o rei, quando príncipe real, e em Berlim, fazendo parto da missão de que era chefe o coronel Sanches de Castro. Duval Teles fez parte de todas as comissões da Assistência Nacional aos Tuberculosos, por cujo desenvolvimento muito se interessou, contribuindo para a apropriação do sanatório de Outão. Era presidente das associações dos Atiradores Civis Portugueses e do Centro Nacional de Esgrima, de que fora também um dos sócios fundadores. 

Além das comissões que citámos, ainda exerceu as seguintes: da organização das brigadas de oficiais para procederem ao reconhecimento militar do litoral do continente do reino e das ilhas adjacentes, da criação do fundo permanente da defesa nacional; a transformação da Escola Prática de Infantaria e Cavalaria em duas escolas independentes para as respectivas armas; o estudo dos tipos de espingarda e carabina a adoptar para emplacar e substituir o armamento dos corpos de infantaria e caçadores a cavalo; a constituição e regulamentação da brigada de instrução para nela prestarem as provas para o posto imediato os coronéis e capitães; a convocação e instrução para o serviço das praças da primeira reserva de todas as armas do exercito; as instruções para regular a instrução dos corpos de infantaria; a reorganização das guardas municipais de Lisboa e Porto; a abertura do concurso para o estudo e publicação da historia orgânica e politica do exercito português desde a sua fundação; a regulamentação dos exercícios de tiro dos indivíduos da classe civil nas carreiras militares; o estabelecimento e instruções para o serviço do cordão sanitário; a reorganização da Escola do Exercito, e muitas outras de menor importância. 

O Rei D. Carlos, de quem era intimo e dedicado amigo, e suas majestades as rainhas D. Amélia e D. Maria Pia, dedicaram-lhe sempre grande estima e consideração. Exercia o cargo de chefe do estado-maior da direcção geral de engenharia, quando faleceu. Era escritor erudito e elegante; dirigiu a Revista de Engenharia Militar e Civil, sendo um dos seus mais assíduos colabora dores. Tinha as seguintes honras: Grande oficial da ordem de S. Bento de Avis, por serviços distintos; comendador da mesma ordem, da de S. Tiago e da de N. Sr.ª da Conceição; cavaleiro das referidas ordens; as medalhas de ouro de bons serviços, e de prata de comportamento exemplar, e era oficial de Instrução Publica de França.

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publicado às 20:03

António Pereira, empregado do Rei D.Manuel II

por Blog Real, em 18.08.18

António Pereira era criado no Paço desde que D.Manuel tinha 14 anos. E acompanhou o Rei D.Manuel II para o exílio em Londres onde o continuou a servir. Fê-lo sempre com grande dedicação. Acompanhou-o nas suas viagens, tratou-o nas suas doenças, ouviu-lhe as confidências e os desabafos. O Rei D.Manuel II tinha-o em grande estima. E, por isso, quando António Pereira casou a filha, o Rei D.Manuel II aceitou ser o padrinho da noiva, mas não assistiu ao casamento porque este realizou-se no dia em que o Rei D.Manuel II faleceu: 2 de julho de 1932.

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publicado às 19:20

João Coutinho, ajudante de campo do Rei D.Carlos I e do Rei D.Manuel II

por Blog Real, em 11.08.18

João António de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira nasceu em Alter do Chão, Alter do Chão, filho de Manuel de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira e de Maria Efigénia de Azevedo Coutinho da Gama Lobo Pinto Guedes, uma família com ligações aristocráticas.

Assentou praça na arma de Cavalaria do Exército Português a 13 de Outubro de 1880, transferindo-se para a Armada a 10 de Novembro de 1882, com o posto de aspirante.

Em 1884 foi promovido ao posto de guarda-marinha. Em Fevereiro de 1885 foi colocado na Divisão Naval do Índico onde cumpriu o seu tirocínio obrigatório de 3 anos. Nesse período foi enviado em comissão de serviços para Moçambique onde se destacou nas operações de ocupação colonial, distinguindo-se pela bravura e capacidade de comando de tropas.

A sua acção em Moçambique levou a que 15 de Janeiro de 1891, com apenas 25 anos de idade, no seu regresso a Lisboa fosse recebido em apoteose e proclamado, por decisão unânime das Cortes, como ''benemérito da Pátria''. Ao longo da sua carreira foi agraciado com dois graus da Ordem Militar da Torre e Espada.

Foi ajudante de campo do Rei D. Carlos I e do Rei D. Manuel II e por várias vezes condecorado.

Em 1900 foi eleito deputado.

A 3 de Outubro de 1902 como Primeiro-Tenente da Armada e Governador da Zambézia, foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada.

Foi nomeado governador-geral de Moçambique (1905-1906). A 31 de Dezembro de 1904 teve o Título de Conselho de Sua Majestade Fidelíssima como Capitão-Tenente da Armada e Governador-Geral da Província de Moçambique, nos termos do Art.º 9.º do Decreto de 1 de Dezembro de 1869 (proposta do Ministério da Marinha e Ultramar) (''Diário do Governo'', n.º 3, 4 de Janeiro de 1905).

A 9 de Fevereiro de 1908, após o regicídio que pôs termo ao reinado do Rei D.Carlos, e até 16 de Abril de 1909, foi nomeado 53.º Governador Civil do Distrito de Lisboa, então um cargo de grande importância face ao clima insurreccional que se vivia na cidade. A 4 de Janeiro de 1909 sendo do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima e Governador Civil do Distrito de Lisboa, por relevantes serviços prestados ao Estado, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

Foi, por duas vezes, Ministro da Marinha e Ultramar (1909-1910) dos últimos governos da Monarquia Constitucional Portuguesa.

A implantação da República Portuguesa levou a que fosse reformado compulsivamente em 1910, no posto de capitão-de-fragata, já que se manteve fiel aos ideais monárquicos.

Chegou a fazer parte de uma conspiração monárquica que ocorreu em diversas cidades portuguesas a 21 de Outubro de 1913, conhecida por Primeira Outubrada, dirigido por ele em Lisboa, só que o golpe foi contido porque o governo tinha um infiltrado entre os conspiradores.

Em 1919, com Aires de Ornelas, foi um dos líderes da revolta que em Lisboa apoiou a Monarquia do Norte, participando activamente na tomada de Monsanto. Pela sua acção nestes incidentes que foi preso e exilado.

Tendo beneficiado de uma das amnistias concedidas aos monárquicos pelos governos da Primeira República Portuguesa, regressou a Portugal e em 1925 foi eleito senador no Congresso da República pelo círculo eleitoral de Portalegre, integrado nas listas monárquicas.

Mais tarde, liderou a Causa Monárquica e foi lugar-tenente em Portugal do Rei D. Manuel II de Portugal, exilado em Londres. Após a morte de D. Manuel II, acabou por se tornar um interlocutor privilegiado de António de Oliveira Salazar nas matérias respeitantes à Casa de Bragança-Saxe-Coburgo e Gota e aos seus bens em Portugal. A 3 de Agosto de 1932, ano da morte de D. Manuel II, foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Império Colonial e a 8 de Dezembro de 1939 foi elevado a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada.

Em 1942 foi solenemente integrado na Armada, e promovido a vice-almirante honorário. Foi então alvo de expressivas homenagens por parte do Estado Novo, nas quais se exaltou a sua ''vida cheia de episódios onde a coragem extrema, o respeito pelos adversários, o interesse pela cultura africana, a esclarecida capacidade e, sobretudo, o inflexível cumprimento dos deveres de fidelidade e de honra, sempre sobressaíram de forma invulgar''.

A 7 de Março de 1970 procedeu-se ao lançamento ao mar da corveta ''NRP João Coutinho'', da Marinha Portuguesa, assim denominada em sua homenagem.

Foi impressa uma nota de 50$00 de Moçambique com a sua imagem.

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publicado às 20:54

Reportagem sobre o secretário do Rei D.Carlos, o Conde de Arnoso

por Blog Real, em 08.07.18

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publicado às 19:49


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O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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