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José Vicente da Silva Sena, Ajudante de Campo do Infante D.Afonso

por Blog Real, em 15.09.18

José Vicente da Silva Sena foi o ajudante de campo do Infante D.Afonso, Duque do Porto. Ele acompanhou o Infante D.Afonso em vários actos oficiais.

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publicado às 14:05

Bento António Caparica, cocheiro da Casa Real Portuguesa

por Blog Real, em 02.09.18

Bento António Caparica, nascido em 1866, foi um cocheiro e empregado da Casa Real Portuguesa e que conduziu o landau onde a 1 de Fevereiro de 1908 mataram o Rei D.Carlos e o Príncipe D.Luis Filipe. Nesta imagem, António Caparica mostra os buracos provocados pelas balas dos assassinos. Ele próprio foi ferido mas mesmo assim conseguindo manter o sangue frio para conduzir o landau com a Família-Real desde a Praça do Comercio ate ao Arsenal de Marinha transportando o cadáver d El-rei D.Carlos e do Príncipe D.Luis Filipe moribundo.

Era filho de Alexandre António Caparica e Isabel Maria. Casou com Isabel Maria da Conceição Leitão de quem teve um filho, Eugénio António Caparica.

Fontes: geni.com e Facebook TV Monarquia Portuguesa

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publicado às 18:16

António Augusto Duval Teles, ajudante de campo do Rei D.Carlos

por Blog Real, em 18.08.18

António Augusto Duval Teles nasceu em 26 de março de 1852; e faleceu em 2 de abril de 1906. 

Foi coronel de engenharia, ajudante de campo do Rei D. Carlos, inspector do serviço de engenharia no campo entrincheirado de Lisboa, etc. 

 

Matriculou-se na Escola Politécnica em 1865, sendo premiado em todas as cadeiras, fazendo o curso de engenharia que completou. em 1873 com distinção e prémios em todos os anos, sendo classificado em primeiro lugar, tanto naquela escola como na do Exercito. Assentou praça em 18 de abril de 1868, foi despachado alferes em 9 de dezembro de 1873, promovido a tenente em 28 de dezembro de 1875, a capitão em 1 de março de 1876, a major em 27 de outubro de 1885, a tenente-coronel em 14 de maio de 1891, e a coronel em 27 de dezembro de 1894. Pertencia ao estado-maior da sua arma, e quando faleceu  era o número um para general, em engenharia, e n.º 4, por antiguidade, na escala dos coronéis. 

Fez serviço em comissão na Escola Prática de Engenharia, criada em 1880, onde foi adjunto e mais tarde comandante. Neste cargo assinalou-se pelo impulso extraordinário que deu a toda a instrução das tropas da arma, e no seu tempo de comando atingiu a escola o seu período áureo. Desempenhou também com a maior distinção os lugares de inspector das fortificações de Lisboa para que foi nomeado em 1901, e o de engenheiro do campo entrincheirado, dirigindo as suas importantes obras de fortificação no período de maior desenvolvimento. Durante muitos anos fez parte da comissão de defesa de Lisboa e da subcomissão que, presidida pelo rei D. Carlos, sendo ainda príncipe real, elaborou o projecto para a defesa do porto de Lisboa. Quando em 1890 subiu ao poder o ministério presidido por António de Serpa, foi convidado para dirigir a pasta da guerra, apesar de se conservar sempre afastado da politica, mas não aceitou aquele cargo, consentindo somente em ser nomeado chefe do gabinete daquele estadista, que se viu obrigado a tomar a gerência daquela pasta, encontrando em Duval Teles um leal conselheiro e amigo, devendo-se à sua cooperação a maioria das carreiras de tiro, que hoje existem, e a criação do tiro civil. Desde 1884 que fazia parte da casa militar do rei, como seu ajudante de campo, tendo sido ainda nomeado pelo rei D. Luís, quando se constituiu a casa militar do príncipe real. No estrangeiro também era muito apreciado, tendo recebido em Londres e em Berlim grandes demonstrações de apreço e amáveis referências, quando ali esteve. Em Londres, acompanhando o rei, quando príncipe real, e em Berlim, fazendo parto da missão de que era chefe o coronel Sanches de Castro. Duval Teles fez parte de todas as comissões da Assistência Nacional aos Tuberculosos, por cujo desenvolvimento muito se interessou, contribuindo para a apropriação do sanatório de Outão. Era presidente das associações dos Atiradores Civis Portugueses e do Centro Nacional de Esgrima, de que fora também um dos sócios fundadores. 

Além das comissões que citámos, ainda exerceu as seguintes: da organização das brigadas de oficiais para procederem ao reconhecimento militar do litoral do continente do reino e das ilhas adjacentes, da criação do fundo permanente da defesa nacional; a transformação da Escola Prática de Infantaria e Cavalaria em duas escolas independentes para as respectivas armas; o estudo dos tipos de espingarda e carabina a adoptar para emplacar e substituir o armamento dos corpos de infantaria e caçadores a cavalo; a constituição e regulamentação da brigada de instrução para nela prestarem as provas para o posto imediato os coronéis e capitães; a convocação e instrução para o serviço das praças da primeira reserva de todas as armas do exercito; as instruções para regular a instrução dos corpos de infantaria; a reorganização das guardas municipais de Lisboa e Porto; a abertura do concurso para o estudo e publicação da historia orgânica e politica do exercito português desde a sua fundação; a regulamentação dos exercícios de tiro dos indivíduos da classe civil nas carreiras militares; o estabelecimento e instruções para o serviço do cordão sanitário; a reorganização da Escola do Exercito, e muitas outras de menor importância. 

O Rei D. Carlos, de quem era intimo e dedicado amigo, e suas majestades as rainhas D. Amélia e D. Maria Pia, dedicaram-lhe sempre grande estima e consideração. Exercia o cargo de chefe do estado-maior da direcção geral de engenharia, quando faleceu. Era escritor erudito e elegante; dirigiu a Revista de Engenharia Militar e Civil, sendo um dos seus mais assíduos colabora dores. Tinha as seguintes honras: Grande oficial da ordem de S. Bento de Avis, por serviços distintos; comendador da mesma ordem, da de S. Tiago e da de N. Sr.ª da Conceição; cavaleiro das referidas ordens; as medalhas de ouro de bons serviços, e de prata de comportamento exemplar, e era oficial de Instrução Publica de França.

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publicado às 20:03

António Pereira, empregado do Rei D.Manuel II

por Blog Real, em 18.08.18

António Pereira era criado no Paço desde que D.Manuel tinha 14 anos. E acompanhou o Rei D.Manuel II para o exílio em Londres onde o continuou a servir. Fê-lo sempre com grande dedicação. Acompanhou-o nas suas viagens, tratou-o nas suas doenças, ouviu-lhe as confidências e os desabafos. O Rei D.Manuel II tinha-o em grande estima. E, por isso, quando António Pereira casou a filha, o Rei D.Manuel II aceitou ser o padrinho da noiva, mas não assistiu ao casamento porque este realizou-se no dia em que o Rei D.Manuel II faleceu: 2 de julho de 1932.

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publicado às 19:20

João Coutinho, ajudante de campo do Rei D.Carlos I e do Rei D.Manuel II

por Blog Real, em 11.08.18

João António de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira nasceu em Alter do Chão, Alter do Chão, filho de Manuel de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira e de Maria Efigénia de Azevedo Coutinho da Gama Lobo Pinto Guedes, uma família com ligações aristocráticas.

Assentou praça na arma de Cavalaria do Exército Português a 13 de Outubro de 1880, transferindo-se para a Armada a 10 de Novembro de 1882, com o posto de aspirante.

Em 1884 foi promovido ao posto de guarda-marinha. Em Fevereiro de 1885 foi colocado na Divisão Naval do Índico onde cumpriu o seu tirocínio obrigatório de 3 anos. Nesse período foi enviado em comissão de serviços para Moçambique onde se destacou nas operações de ocupação colonial, distinguindo-se pela bravura e capacidade de comando de tropas.

A sua acção em Moçambique levou a que 15 de Janeiro de 1891, com apenas 25 anos de idade, no seu regresso a Lisboa fosse recebido em apoteose e proclamado, por decisão unânime das Cortes, como ''benemérito da Pátria''. Ao longo da sua carreira foi agraciado com dois graus da Ordem Militar da Torre e Espada.

Foi ajudante de campo do Rei D. Carlos I e do Rei D. Manuel II e por várias vezes condecorado.

Em 1900 foi eleito deputado.

A 3 de Outubro de 1902 como Primeiro-Tenente da Armada e Governador da Zambézia, foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada.

Foi nomeado governador-geral de Moçambique (1905-1906). A 31 de Dezembro de 1904 teve o Título de Conselho de Sua Majestade Fidelíssima como Capitão-Tenente da Armada e Governador-Geral da Província de Moçambique, nos termos do Art.º 9.º do Decreto de 1 de Dezembro de 1869 (proposta do Ministério da Marinha e Ultramar) (''Diário do Governo'', n.º 3, 4 de Janeiro de 1905).

A 9 de Fevereiro de 1908, após o regicídio que pôs termo ao reinado do Rei D.Carlos, e até 16 de Abril de 1909, foi nomeado 53.º Governador Civil do Distrito de Lisboa, então um cargo de grande importância face ao clima insurreccional que se vivia na cidade. A 4 de Janeiro de 1909 sendo do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima e Governador Civil do Distrito de Lisboa, por relevantes serviços prestados ao Estado, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

Foi, por duas vezes, Ministro da Marinha e Ultramar (1909-1910) dos últimos governos da Monarquia Constitucional Portuguesa.

A implantação da República Portuguesa levou a que fosse reformado compulsivamente em 1910, no posto de capitão-de-fragata, já que se manteve fiel aos ideais monárquicos.

Chegou a fazer parte de uma conspiração monárquica que ocorreu em diversas cidades portuguesas a 21 de Outubro de 1913, conhecida por Primeira Outubrada, dirigido por ele em Lisboa, só que o golpe foi contido porque o governo tinha um infiltrado entre os conspiradores.

Em 1919, com Aires de Ornelas, foi um dos líderes da revolta que em Lisboa apoiou a Monarquia do Norte, participando activamente na tomada de Monsanto. Pela sua acção nestes incidentes que foi preso e exilado.

Tendo beneficiado de uma das amnistias concedidas aos monárquicos pelos governos da Primeira República Portuguesa, regressou a Portugal e em 1925 foi eleito senador no Congresso da República pelo círculo eleitoral de Portalegre, integrado nas listas monárquicas.

Mais tarde, liderou a Causa Monárquica e foi lugar-tenente em Portugal do Rei D. Manuel II de Portugal, exilado em Londres. Após a morte de D. Manuel II, acabou por se tornar um interlocutor privilegiado de António de Oliveira Salazar nas matérias respeitantes à Casa de Bragança-Saxe-Coburgo e Gota e aos seus bens em Portugal. A 3 de Agosto de 1932, ano da morte de D. Manuel II, foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Império Colonial e a 8 de Dezembro de 1939 foi elevado a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada.

Em 1942 foi solenemente integrado na Armada, e promovido a vice-almirante honorário. Foi então alvo de expressivas homenagens por parte do Estado Novo, nas quais se exaltou a sua ''vida cheia de episódios onde a coragem extrema, o respeito pelos adversários, o interesse pela cultura africana, a esclarecida capacidade e, sobretudo, o inflexível cumprimento dos deveres de fidelidade e de honra, sempre sobressaíram de forma invulgar''.

A 7 de Março de 1970 procedeu-se ao lançamento ao mar da corveta ''NRP João Coutinho'', da Marinha Portuguesa, assim denominada em sua homenagem.

Foi impressa uma nota de 50$00 de Moçambique com a sua imagem.

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publicado às 20:54

Reportagem sobre o secretário do Rei D.Carlos, o Conde de Arnoso

por Blog Real, em 08.07.18

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publicado às 19:49

Isabel Saldanha da Gama , Aia dos Príncipes

por Blog Real, em 29.06.18

Isabel Juliana de Saldanha da Gama nasceu a 8 de Maio de 1850 e faleceu no dia 31 de Maio de 1918. Era filha de João de Saldanha da Gama, 8.º Conde da Ponte e de Maria Teresa de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos.

Foi Dama da Rainha D.Amélia e Aia dos Príncipe Luís Filipe e do Infante D.Manuel (futuro Rei D.Manuel II).

D. Isabel de Saldanha da Gama escreve do Paço de Vila Viçosa, onde estava a família real, à sua sobrinha Maria Thereza Ornelas:

"... vamos a 1 para Lisboa onde grandes acontecimentos se estão dando. Alguns sargentos excitados à revolta pelo António José de Almeida [republicano, futuro Presidente da República] denunciaram-o, foi ele preso e apreendidas muitas armas. Antes d"ontem em vários pontos da cidade, no Rato, por exemplo, a Duquesa [de Palmela] viu da sua janela populares armados atirando contra a polícia e esta também. Morto um polícia, feridos vários. Muitas prisões, mas as importantíssimas: Afonso Costa, João Pinto dos Santos, Ribeira Brava. Alpoim dá-se por doente, mas tem a casa cercada para não fugir. Estão uns no forte de Caxias, outros nos calaboiços do Carmo. No meio disto tudo passeia-se, toma-se chá no Avenida Palace, enche-se o Campo Grande de autos. Tudo aliviado com esperança que dentro em pouco se possa entrar na vida normal".

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publicado às 19:46

Aires de Ornleas, Ajudante-de-Campo Honorário dos Reis D. Carlos I e D. Manuel II

por Blog Real, em 08.04.18

Aires de Ornelas e Vasconcelos, 1.º Senhor de Dornelas e do Caniço, 15.º Senhor do Morgado do Caniço, na Ilha da Madeira, foi um militar, escritor e político do último período da Monarquia Constitucional Portuguesa.

Aires de Ornelas e Vasconcelos foi filho sucessor do Deputado e Conselheiro Agostinho de Ornelas e Vasconcelos Esmeraldo Rolim de Moura e Teive e de sua mulher D. Maria Joaquina de Saldanha da Gama, pertencendo pelo lado paterno a uma das mais antigas e distintas famílias madeirenses, a dos Senhores do Morgado do Caniço. Pelo lado materno era neto dos 8.º s Condes da Ponte.

 

Como militar destacou-se nas Campanhas de Conquista e Pacificação das colónias portuguesas de África. Após a implantação da República Portuguesa foi lugar-tenente do rei D. Manuel II de Portugal, então no exílio, representando-o perante as forças monárquicas no país e junto das instituições da Primeira República Portuguesa.

Para além dos seus estudos militares, interessou-se pela escrita, tendo fundado em 1893 a ''Revista do Exército e da Armada'', em colaboração com outros alunos da Escola do Exército, da Escola Naval e com militares no activo. Foi um dos mais assíduos colaboradores daquele periódico. Foi também colaborador e depois director do ''Jornal das Colónias''; também colaborou no jornal O Correio: semanário monárquico.

Quando em Maio de 1906 o Partido Regenerador-Liberal, liderado por João Franco, foi chamado por D. Carlos I para formar governo, coube a Aires de Ornelas o cargo de Ministério da Marinha e Ultramar. Nestas funções, em 1907, acompanhou S. A. R. o Príncipe Real D. Luís Filipe na sua viagem às colónias da África, visitando Cabo Verde, Angola e Moçambique. Teve, também, o título de Conselheiro de Sua Majestade Fidelíssima a 6 de Junho de 1906 e foi Ajudante-de-Campo Honorário dos Reis D. Carlos I e D. Manuel II e Secretário da 1.ª Secção de Estudos do Conselho General do Exército.

Monárquico convicto, com a implantação da República pediu a demissão de Oficial Tenente-Coronel do Estado-Maior do Exército, demitiu-se do Exército e abandonou Portugal, residindo em Londres durante algum tempo. Quando as condições políticas permitiram o seu regresso a Lisboa, foi um dos obreiros da reorganização da causa monárquica, sendo nomeado Lugar-Tenente do Rei D.Manuel II de Portugal, então exilado em Londres, substituindo no cargo, que ocupou durante muitos anos, por iniciativa do monarca, o seu amigo João de Azevedo Coutinho.

Envolvido na tentativa de restauração monárquica de 1919, o episódio da Monarquia do Norte, liderada pelo seu correlegionário Henrique Mitchell de Paiva Couceiro, foi preso durante alguns meses na Penitenciária e no Forte de São Julião da Barra, de onde saiu graças a uma amnistia oferecida aos revoltosos de 1919.

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publicado às 12:10

Pedro José Agostinho de Mendoça Rolim de Moura Barreto, 2.º Duque de Loulé, mordomo-mor da Rainha D.Maria Pia

por Blog Real, em 02.04.18

Pedro José Agostinho de Mendoça Rolim de Moura Barreto foi o 2.º Duque de Loulé; 3.º Marquês de Loulé; 10º Conde de Vale de Reis; 25º Senhor da Azambuja; 15º Senhor do Morgado da Quarteira; 13º Senhor da Póvoa e Meadas; Senhor de Vale de Reis; Estribeiro-Mor dos Reis D. Luis I, D. Carlos I e D. Manuel II; Mordomo-Mor e Vedor da Rainha D. Maria Pia; Conselheiro de Estado; Presidente da Câmara dos Pares; General de Brigada; Grã- Cruz da Ordem de Cristo,etc.

Na Casa Real exerceu as funções de Estribeiro-Mor dos Reis D. Luis I, D. Carlos I e D. Manuel II e de Mordomo-Mor e Vedor da Rainha D. Maria Pia

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publicado às 14:28

Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, ajudante de campo do Rei D. Carlos I, oficial-mor da Casa Real e aio do Príncipe D. Luís Felipe

por Blog Real, em 27.01.18

Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, nasceu a 12 de Novembro de 1855 na Quinta da Várzea, concelho da Batalha, Leiria, filho de José Diogo Mascarenhas Mouzinho de Albuquerque e de sua mulher Maria Emília Pereira da Silva e Bourbon, descendentes de uma família da nobreza local. Era neto de Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque, pelo lado paterno, e de Joaquim Augusto Pereira da Silva da Fonseca, da Casa de Alcobaça, pelo lado materno.

A espectacularidade da captura de Gungunhana e a campanha de imprensa que se gerou aquando de sua chegada a Lisboa e subsequente exílio para os Açores, fizeram de Mouzinho de Albuquerque, malgrado alguma contestação ao seu comportamento ético em Moçambique, uma figura muito respeitada na sociedade portuguesa dos finais do século XIX e inícios do século XX. Era então visto pelos ''africanistas'' como esperança e símbolo máximo da reacção portuguesa à ameaça que o expansionismo das grandes potências europeias da altura constituía para os interesses lusos em África.

Foi governador do distrito de Gaza e governador-geral de Moçambique, cargo que resignou em 1898, data em que voltou a Portugal. Foi nomeado responsável pela educação do Príncipe Real D.Luís Filipe de Bragança. Suicidou-se em 1902, embora algumas fontes atribuam a morte a homicídio.

Destinado a seguir a carreira militar, depois de estudos preparatórios, Mouzinho de Albuquerque assentou praça como voluntário no Regimento de Cavalaria n.º 4, frequentando na Escola Politécnica os cursos preparatórios para ingresso na Escola do Exército. Seguidamente ingressou no Colégio Militar da Luz, terminando o curso na Escola do Exército em 1878, sendo promovido a alferes.

No ano seguinte matriculou-se nas Faculdades de Matemática e Filosofia da Universidade de Coimbra, tendo aí casado na freguesia da Sé Nova a 9 de Março de 1879 com sua prima-irmã, Maria José Mascarenhas de Mendonça Gaivão (Lagoa, Estômbar, 23 de Julho de 1857 - Lisboa, 2 de Setembro de 1950), filha do dr. João José Antunes Mascarenhas Gaivão e de sua mulher e prima Maria Luísa Joana Mouzinho de Albuquerque, de quem não teve descendência. Em 1882, Mouzinho de Albuquerque adoeceu, facto que o impediu de frequentar o 4.º ano da Universidade e o obrigou a regressar a Lisboa, onde permaneceu dois anos em inactividade. No ano de 1884 foi promovido a tenente e nomeado regente de estudos no Colégio Militar.

Entre outros postos, foi nomeado, a 28 de Setembro de 1898, para o Conselho de S.M.F., ajudante de campo efectivo do rei D. Carlos I de Portugal, oficial-mor da Casa Real e aio do príncipe D. Luís Felipe de Bragança.

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publicado às 20:37


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Prémio Infante D. Henrique
Com a fundação do Prémio Infante Dom Henrique, do qual S.A.R. o Duque de Bragança além de membro fundador é Presidente de Honra, Portugal tornou-se o primeiro país europeu de língua não inglesa a adoptar o programa de "The International Award for the Young People".
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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
O último Rei de Portugal quis preservar intactas as suas colecções e todo o património da Casa de Bragança, pelo que deixou ainda outros elementos para precisar o seu intuito inicial e legar todos os bens sob a forma do Museu da Casa de Bragança, "à minha Pátria bem amada"

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