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Entrevista com a autora do livros sobre Nevada Hayes, a norte-americana que casou com o Infante D. Afonso

por Blog Real, em 13.02.18

Considerada pela nobreza da época como uma “caçadora de fortunas”, a vida de Nevada Hayes, a norte-americana que casou com o Infante D. Afonso, Duque do Porto, foi transformada em livro – “A Americana Que Queria Ser Rainha de Portugal – A incrível história de Nevada Hayes” – pelas mãos de Ana Anjos Mântua.

A obsessão de Nevada Hayes pelo luxo era tão grandiosa que amor é a palavra que menos nos vem à memória quando recordamos o seu casamento com o príncipe D. Afonso. A verdade é que “A americana que queria ser rainha de Portugal”, uma das mulheres mais faladas na imprensa da época, reclamou ao Estado Português um património valioso que acabou mesmo por sair do país. Uma história deliciosa (e real), contada na primeira pessoa, por Ana Anjos Mântua.

No livro A americana que queria ser rainha de Portugal, a Ana Anjos Mântua aventurou-se no romance histórico. Como é que uma historiadora decide romancear?

Como historiadora, sempre me habituei a escrever a partir de provas concretas, de documentos e de factos. Mas quando apresentei à Sofia Monteiro, da Manuscrito, o projeto para uma biografia de Nevada Hayes, a aceitação, embora imediata, teve a condição de ser um romance narrado na primeira pessoa. Confesso que, de início, a ideia me assustou um pouco, mas uma maior reflexão sobre o assunto levou-me a concluir que a Sofia tinha razão. Pela sua vivência tão diversa, tão apaixonada, tão excitante, tão manipuladora, tão arrebatadora, chegando a tocar a excentricidade, a vida de Nevada dava um filme! Conclusão à qual os leitores certamente chegarão.

Contudo, este livro foi construído sobre uma investigação e um suporte documental fidedignos, em que pretendi retratar e repor verdades, e onde a ficção ocupou um lugar secundário. Experimentei um outro tipo de narrativa, ao qual não estava habituada, e acabei por escrevê-lo com um enorme prazer.

Nevada Hayes, “A americana que queria ser rainha de Portugal”, era oriunda de uma família humilde do Ohio, mas desde cedo se esforçou por subir na vida, tornou-se milionária e acabou por se casar com D. Afonso, tio do último rei de Portugal. Para Nevada Hayes, querer era poder? O que mais a impressionou nesta personagem real?

Todos os relatos a identificavam como uma mulher que não olhava a meios para conseguir o que pretendia, arrogante, calculista, obsessiva, mal-educada, enfim, um rol de inúmeros defeitos. Mas Nevada não era só isto! Apesar da sua ascendência humilde, desde muito cedo percebeu como era importante ter uma educação. Foi uma excelente aluna, sempre no quadro de honra, e chegou a lecionar na escola primária que frequentara em criança. No entanto, a ambição levou-a mais longe, ao candidatar-se a um lugar no Ministério das Finanças, em Washington. A partir dessa altura, começou a sua grande aventura: casamentos, divórcios e uma viuvez que a deixou milionária, permitindo-lhe ter a vida por ela sempre almejada, ou seja, viver na Europa e ser reconhecida como membro da alta sociedade europeia. Sim, para Nevada, querer era poder! Conseguiu tudo aquilo com que sonhou, até casar-se com um príncipe, D. Afonso, duque do Porto, irmão do então já falecido rei D. Carlos. Apesar de acreditar que ela o amou de facto, estou convencida de que as razões que, de início, a levaram a aproximar-se dele foram as de conseguir um título que iria enobrecer o dinheiro que já possuía.

Podemos deduzir que Nevada era uma mulher apegada aos luxos e aos bens materiais? Que papel é que este apego teve no rumo da sua vida?

Conhecida e noticiada em todos os jornais como a “viúva dos 10 milhões”, Nevada levou uma vida luxuosa. De gostos muito sofisticados, vestia-se nas mais famosas casas de alta-costura, desenvolvendo, ao mesmo tempo, um estilo muito próprio, que era imitado por outras mulheres, encomendava joias aos melhores joalheiros europeus e americanos, viajava pelo mundo inteiro e vivia nos hotéis mais luxuosos.

Após a morte de D. Afonso, Nevada Hayes herdou e levou do país muitos bens da coroa. Que bens foram esses e que rumo tiveram?

O casamento de Nevada com D. Afonso foi morganático, isto é, o cônjuge não teria direito a herança nem à utilização do título, o qual só D. Manuel II, último monarca no exílio, podia conceder. No entanto, D. Afonso elaborou um testamento no dia seguinte ao casamento, tendo sido ratificado na Legação Portuguesa, em Madrid. Os bens que Nevada levou de Portugal, em 1925, não eram da coroa portuguesa, pertenciam aos bens pessoais dos Braganças. Existe uma distinção entre bens da coroa e bens pessoais dos monarcas. Contudo, não deixou de ser um conjunto patrimonial valioso que saiu do país. Joias, gemas, objetos de ouro e de prata, serviços de porcelana europeia e da China, serviços de vidro e de cristal, roupas e bragal, livros raros e antigos, mobiliário e um núcleo muito significativo de pintura.

Todos estes bens foram levados por Nevada para o seu apartamento em Nova Iorque e só após a sua morte os herdeiros os alienaram. Algumas joias, por serem as peças que mais facilmente se identificam, foram localizadas em vendas realizadas nos anos 70 e 80 do século XX em leilões em Londres e em Nova Iorque.

Fonte: https://julia.pt/2017/08/22/a-viuva-dos-10-milhoes-que-levou-joias-de-portugal/

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publicado às 19:57

Livro "A Americana Que Queria Ser Rainha de Portugal - A incrível história de Nevada Hayes, Mulher de D. Afonso, Duque do Porto"

por Blog Real, em 13.02.18
Quando D. Afonso, príncipe real, saiu do automóvel junto ao Paço Real de Sintra naquele ameno dia 8 de Junho de 1908, Nevada Hayes sentiu um calafrio e foi subitamente acometida por um pressentimento: um dia seria sua mulher. Um dia seria rainha de Portugal.


Nascida nos Estados Unidos, filha de um merceeiro, cedo percebeu que estava destinada a uma vida melhor. E lutou com todas as suas forças para a conseguir. Trabalhou em Washington e Nova Iorque, casou por amor e por interesse, teve um filho que abandonou, viveu em França, Itália, viajou por países exóticos, divorciou-se duas vezes e viu-se envolvida em vários escândalos. O seu nome fez correr tinta na imprensa, nomeadamente quando conseguiu casar com D. Afonso, apesar da recusa e indignação de D. Manuel, último rei de Portugal, então no exílio em Inglaterra. Tornara-se finalmente duquesa do Porto, princesa de Bragança.

Houve quem a retratasse como uma mulher fria, calculista, mal-educada, mas em A Americana Que Queria Ser Rainha de Portugal, Ana Anjos Mântua conta-nos a sua história para além do rol dos seus incontáveis defeitos. Através de uma investigação cuidada, a autora traz-nos um romance empolgante sobre esta extraordinária mulher, que se transformou ao longo da vida para se tornar uma das figuras mais admiradas e faladas pela imprensa internacional e pela aristocracia europeia da época. 

Nevada Hayes morreu a 11 de Janeiro de 1941, viúva do «seu amor» D. Afonso, e depois de ter conseguido reclamar ao Estado Português a herança que considerava sua por direito.

Fonte: https://www.presenca.pt/livro/a-americana-que-queria-ser-rainha-de-portugal/

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publicado às 19:48

Nevada, viúva do Infante D.Afonso, à saída do Mosteiro de São Vicente de Fora (1922)

por Blog Real, em 05.01.18

Fonte: Fromothertimes

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publicado às 16:57

Foto do Infante D.Afonso e da sua esposa, Nevada

por Blog Real, em 19.11.17

 Fonte: Ilustração Portuguesa

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publicado às 19:52

Comunicado sobre a morte de Nevada de Bragança

por Blog Real, em 31.03.15

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Ver melhor aqui

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publicado às 19:48

Nevada Stoody Hayes (esposa de Afonso, Duque do Porto)

por Blog Real, em 06.03.15

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publicado às 01:19

Nevada Stoody Hayes (esposa de Afonso, Duque do Porto)

por Blog Real, em 06.03.15

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publicado às 01:18

Mais informações sobre Nevada Stoody Hayes

por Blog Real, em 26.01.15

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 Nevada Stoody Hayes (Sandyville, Ohio, 21 de outubro de 1885 — Tampa, Flórida, 11 de janeiro de 1941), por vezes chamada Nevada de Bragança, foi uma socialite norte-americana que se tornou esposa de D. Afonso de Bragança, Duque do Porto, cujo sobrinho, D.Manuel II, foi o último rei de Portugal. Porém, nunca foi aceite como membro pela exilada família real portuguesa.

Nevada Stoody era a segunda filha de Jacob Walter Stoody (1846-1922) e de sua esposa, Nancy Miranda McNeel (1848-1922). Ela tinha quatro irmãs: Cora, Clara, Josephine e Florence, bem como um irmão, Charles. O sobrenome "Hayes", que adotou, não correspondia ao do seu registro nem ao de nenhum dos seus ex-maridos.

Os três primeiros maridos de Nevada Stoody Hayes foram: Lee Agnew (1867-1924), o milionário William Henry Chapman (1834-1907) e Filipe van Volkenburg (1853- 1950). Ela não teve filhos. Seu quarto e último marido foi o 3.° Duque do Porto, D. Afonso de Bragança, com quem se casou morganaticamente a 26 de setembro de 1917, em Roma, e a 23 de novembro daquele mesmo ano, em Madrid. Nevada usava o título de Duquesa do Porto.

Por testamento, Nevada foi herdeira universal do marido. Esteve em Portugal durante o litigioso processo de entrega dos bens e por ocasião da transladação do corpo do infante para o panteão dos Bragança, em São Vicente de Fora, Lisboa.

Nevada Stoody Hayes faleceu em St. Joseph's Hospital, em Tampa, Florida, aos cinquenta e cinco anos. Somente após sua morte, a Fundação da Casa de Bragança pôde comprar o quadro "Batalha do Cabo de São Vicente", hoje localizado no Museu da Marinha. A obra estava incluída na sua herança.

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publicado às 12:15

Nevada Stoody Hayes (esposa de Afonso, Duque do Porto)

por Blog Real, em 19.10.14

NevadaStoodyHayes.jpg

Fonte: Wikipédia

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publicado às 18:43


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Por vontade d'El-Rei D. Manuel II, expressa no seu testamento de 20 de Setembro de 1915, foi criada a Fundação da Casa de Bragança em 1933, um ano após a sua morte ocorrida a 2 de Julho de 1932. 
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